História Um desastre fatal - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Namgi, Sugamon
Exibições 54
Palavras 2.094
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Primeiro dia


Min Yoongi

Era o meu primeiro dia de aula, e eu estava totalmente imerso em um tipo de transe paranoico. Não queria abrir meus olhos quando o barulho irritante do despertador preencheu o pequeno espaço de meu quarto, eu apenas queria dormir eternamente, sem ter que encarar a sociedade mais uma vez, ou talvez pela milionésima vez seguida. E após muito esforço consegui abrir meus olhos, endireitei-me em minha cama, e criei coragem para seguir até o apertado banheiro existente naquele mesmo local.

Ao tocar meus pés aquecidos pelo edredom no piso gélido um pequeno arrepiou percorreu por minha espinha, dando-me mais um aviso de que eu deveria voltar para a cama quentinha e permanecer sobre a mesma pelo resto do dia, porém a vida não permitiria-me tal façanha. Bufei cansado caminhando até o toalete, onde tomei um banho superquente e finalizei minha deixa do local com as demais higienes necessárias para o meu corpo.

Vesti uma roupa básica, sem muita delonga, e trilhei meu caminho para a universidade, que ficava a alguns quarteirões de meu minúsculo apartamento. Respirei fundo ao chegar no enorme portão da entrada do lugar, era tudo tão elegante, que me senti humilde demais para aquele ambiente, afinal eu era um simples bolsista tentando formar-se em meio a impetuosos ricos. Rio com amargura.

Apertei firmemente as alças de minha surrada mochila, respirei fundo mais uma vez, e comecei uma marcha lenta para dentro do local, que por sinal me deixou surpreendido por ser muito mais encantador e fora do meu contesto. Não era sempre que um esfarrapado que nem eu adentrada uma universidade como aquela.

E a cada passo que eu dava era como se um buraco enorme se abrisse no chão tentando jogar-me para dentro de si, ou talvez só fosse o meu nervosismo tomando conta do resto de meu corpo. Fiz o maior esforço possível para não esbarrar nos outros estudantes, porém essa uma tarefa árdua de se realizar quando o primeiro sinal soou pelos corredores da faculdade, fazendo com que todos, até mesmo os professores, corressem pelos extensos caminhos que davam acesso as suas respectivas salas. Eu sempre desculpava-me quando trombava em alguém nesse processo considerado impossível, mas era como se os corpos alheios não estivessem ligando para o meu corpo chocando-se contra o seu, talvez o desespero de não chegarem atrasados em suas salas os deixassem assim, sem impacto ao restante do mundo.

Eu queria dar uma breve passada no banheiro, para jogar água em meu rosto e em minhas pequenas mãos, que por conta do nervosismo não paravam de suar, porém detive essa vontade e segui em direção a sala que fora designada para mim.

Eu não estava com pressa, afinal, eu nunca tinha pressa quando o assunto se tratava de interagir com pessoas, e quando o ambiente era extremamente diferente, como agora, eu sentia-me totalmente perdido em um universo alternativo esquecido por aí.

Quando adentrei minha classe, apresentei-me brevemente, e fui sentar-me no fundo da mesma, seria o lugar perfeito para se passar o restante do ano sozinho, ou eu apenas estava confiante demais e torcendo animadamente para que eu passasse o restante do ano isolado, sem amigos.

Eu estava sentado em minha carteira, olhando para um homem que explicava sobre algo para a turma, porém meus pensamentos se voltavam para a sociedade.

No mundo, atualmente, a sociedade era dividida em três classes: a de alfas, betas e por fim, ômegas. Assim sendo, cada ser humano descobria a que classe pertencia apenas quando completava seus 18 anos de idade, onde ocorria o primeiro hiato, e assim classificando-os para alguma das três categorias.

O hiato, também conhecido como cio, determinava-se de maneiras diferentes para cada espécie. Para a classe alfa podia acontecer em antes, entre 15 à 18 anos de idade. O período duradouro de seu cio variava de um a três dias, podendo prolongar-se até o quinto dia, o que era muito difícil de acontecer, porém possível. Ah, não posso deixar de falar, que, o hiato sobrevinha de seis em seis meses, mas em algumas linhagens alfas, ele ocorria de quatro em quatro meses, dificultando mais ainda o controle desses seres. E sobre os ômegas, o hiato dessa espécie se originava a cada três meses, durando uma semana completa, sem dias a mais ou a menos. Neste período de tempo seus corpos doíam, tremores aconteciam nos mesmos e o desejo do sexo com um alfa aumentava gradativamente e desesperadamente. Em seus primeiros cios, o sofrimento era maior, pois na maioria das ocasiões, os ômegas não conseguiam um parceiro para satisfazer-se, então recorriam para os sex shops mais próximos de si, ou tentavam tocar-se e satisfazer-se por contra própria, porém este recurso não era muito efetivo e acabava não funcionando como o esperado. Já a classe dos betas era considerada “normal”, pois eles não possuíam o hiato como os alfas e ômegas, então obviamente eles não engravidavam, já que não obtinham o período fértil em que o cio proporcionava para a reprodução das espécies. “Betas foram feitos para betas”, essa conclusão se originou por conta das relações sexuais entre eles e as outras espécies, onde os mesmos podiam machucar-se, ou serem mortos por algum parente de seu parceiro, uma vez que, na maioria das situações, não eram bem-vindos para as famílias tradicionais, que tinha como pensamento: “Alfas só se casam com ômegas.”

Não posso afirmar que os alfas conseguem um hiato tranquilo, pois tudo depende do auto controle em que o mesmo exerce antes, durante e depois de seu cio. Diferente dos ômegas, os alfas conseguem um auto controle inestimável, e seu período fértil pode variar bastante também, como por exemplo: quando a temporada se aproxima, alguns dias antes dela, os mesmos ficam famintos, o apetite não cessa, e a sensibilidade com o cheiro natural em que os ômegas liberam durante a sua estação e que os tornam mais atrativos, faz com que os alfas, em algumas situações, percam o controle de seu corpo. E sim, eu aprendi tudo isso na aula de biologia, e particularmente, não gosto dessas classificações, muito menos das regras impostas sobre cada uma delas.

O sinal tocou, dando início a outra aula.

A aula de agora era de química, e eu prestava total atenção nas falas do professor, que explicava sobre as Leis de Newton. O velho homem a minha frente mantinha uma carranca no rosto, o que lhe dava um ar de maturidade excessiva, e de certo modo idiota. Era frustrante observar ao redor e notar que todos ali, até mesmo os outros bolsistas presentes, mantinham uma postura de elegância absurda. Eu estava cansado de conviver com esses tipos de pessoas, porém era o que a vida havia reservado para mim. E tudo havia piorado com a morte de meus pais, que se foram para sempre por conta de um trágico acidente emocional, o que acabou resultando-me em uma vida totalmente solitária e complexa, pois era eu quem sustentava-me, sem delongas e sem resmungos.

E hoje completava uma semana que eu estava vivendo emersamente em um bairro estranho, com pessoas esquisitas e uma poluição preconceituosa aparente. Eu realmente estava animado com a vida nova que teria daqui para frente, sem reclamações de meus pais sobre os meus sapatos que viviam jogados e espelhados por todos os cantos dos cômodos de nossa casa, sobre eu estudar demais e não conviver com o mundo, sobre eu ser calado demais... Mas depois que eles partiram para sempre, sem chance de voltar para casa, a minha vida nunca mais foi a mesma. Eu não ligaria se minha mãe passasse o dia inteiro reclamando da minha toalha molhada embolada sobre a minha cama arrumada e limpa. Não ligaria de passar a semana inteira conversando com a vizinha ao lado, que era extremamente estranha e chata. Eu não me importaria de fazer as coisas que ambos me imploravam para fazer, porém eu não fui esperto o suficiente para aproveitar a vida familiar com eles, eu esperei eles romperem suas vidas pra cair a fixa, e tentar melhorar minha personalidade, que obviamente não está nem um pouco melhor do que antes. Depois que minha mãe se matara e meu pai a acompanha-se nessa loucura, eu me afastei dos meus amigos, que aparentemente eram pouquíssimos, e tentava ao máximo não conversar com ninguém.

Era melhor assim.

Em uma tentativa falha de recuperação emocional, eu tentava amenizar minha dor com o silencio e a solidão, pois não queria ver mais ninguém partir e eu não poder fazer nada para impedir tal decisão, mesmo sendo uma ordem do cara lá de cima.

Ah, como minha renda mensal era precária. Eu herdara muito dinheiro de meus pais, porem decidi que iria economizar, e gastar somente o necessário. Eu estava conseguindo tal fato, pois o apartamento onde eu habitava era simples, mas não deixava de ser aconchegante, e de certa forma valioso, era pequeno e um tanto apertado, porem eu vivia sozinho, para que tanto espaço, não é mesmo?

Eu era inteligente, e todos ali dentro daquela extensa sala de aula notou, porem ninguém atrevia-se a aproximar-se de mim, nem mesmo os interesseiros, e o motivo era muito logico: eu era educado com todos que arriscavam-se a trocar algumas poucas palavras comigo, como todos os outros estudantes presentes ali, mas eu mantinha uma expressão de poucos amigos, e isso intimidava a todos, o que fazia ninguém aproximar-se de mim. Porém, eu não me importava com isso, afinal eu só gastava meu tempo com pessoas que realmente valeriam a pena para tal coisa. Isso não era egoísmo, ou arrogância, eu apenas não conseguia manter-me preso a alguém, ou simplesmente suportar uma pessoa por muito tempo, pois eu enjoava-me muito fácil das personalidades alternativas perante a mim. Mas, havia um garoto que estava tentando tal aproximação, e o mesmo não poupava esforços para isso, o que acabou dando-me pena do mesmo, enfim, ele sentava-se ao meu lado nas aulas, e eu ansiava desesperadamente que ele permanecesse quieto para sempre. Puro luxo de minha parte, confesso, mas o tal garoto não calava a bendita boca, o que resultava-me em balançares de cabeças em afirmação ou negação, nada além disso.

O nome em seu uniforme era comum ao meu ver, Kim Taehyung, mas seu ranque por ali eram poucos que conseguiam-no, pois esse tal garoto era um dos mais populares da universidade, apenas perdendo para Kim Namjoon, o mais rico, popular e inteligente dali, até eu perdia para ele na questão de inteligência, e isso deixava-me aflito, não sei o motivo, apenas sentia-o.

E por incrível que pareça, eu havia conseguido trocar algumas palavras com o rapaz ao meu lado, foram poucas, porem pude perceber que o mesmo ficara feliz com minha ação. O sinal tocou novamente, e assim fomos liberados para a hora de almoço.

Sai de minha sala e caminhei tranquilamente para o mesmo banheiro em que eu havia ocupado há algumas horas atrás, o caminho era extenso e minha preguiça já estava possuindo o ultimo pesar de meu organismo, mas a vontade de urinar estava mais forte, então prossegui. Ao chegar na porta do toalete dei de cara com dois garotos enormes, pareciam postes ambulantes, olhei-os e tentei entrar no grandioso banheiro. Falhei, pois os brutamontes barraram-me com precisão, sem hesitação alguma, estranhei a atitudes deles, mas talvez eles apenas queriam brincar com alguém, ou algum bolsista novo no local...

Mas, eu sou novo aqui, e sou bolsista! Eles querem me bater? Será que eu irei sofrer ataques dos valentões ricos metidos a besta como nos filmes de TV? Mas que merda, eu estava começando a surtar em frente a uma porta de madeira enorme, e com duas montanhas maiores ainda na frente da mesma.

E lá estavam minhas pequenas mãos soando novamente. Tentei ao máximo esconder meu nervosismo, porém estava sendo uma tarefa complexa demais para se realizar, e isso era algo tão frustrante ao meu ver. Respirei fundo por algumas vezes, encarei os garotos a minha frente, e juntei coragem do além para adentrar o lugar. Depois de algumas palavras proferidas, xingamentos e leves empurrões, passei pela porta de madeira, e acabei surpreendendo-me com algo dentro daquele âmbito. Era Namjoon se atracando com um ômega minúsculo, e que estava totalmente corado diante dos toques excessivos do outro. Senti meus olhos arregalarem-se e o desejo de sair dali apossou-se de mim, porém meus pés não se moviam.

- Eita! – escutei uma voz se pronunciar, e só depois de alguns longos segundos notei que era a minha voz, e que os pornográficos a minha frente encaravam-me.

Acho que hoje eu não voltarei para casa vivo.


Notas Finais


Qualquer erro, avisem! ~~


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