História Um dia de cada vez - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Jikook, Superação
Visualizações 209
Palavras 4.299
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Estupro, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Saengil chukhahamnida!
Saengil chukhahamnida!
Sarangha-neun Larinha!
Saengil chukhahamnida!

Pode entrar ela, a toda diva ela, a lobinha AUUUUU

Espero que goste <3 e que coloque o colete corretamente antes de ler HSUAHAUHSU

PS: obrigada Naty filhota por fazer uma capa tão rápida e tão linda :3 nunca deixa a mamis na mão >.<

Capítulo 1 - Capítulo Único


Minha mãe vivia me dizendo que nós sempre temos que estar preparados para o que a vida nos reserva, mas eu nunca imaginei que um dia estaria parado em um corredor de hospital com medo de girar uma simples maçaneta e encarar o provável estado crítico que o meu namorado se encontrava.

Foram exatos 13 dias, 8 horas e 27 minutos sem notícias, tudo começou no dia em que Jimin-hyung teria um ensaio fotográfico com uma revista de moda masculina, é verdade que somos um grupo de sete, porém naquela ocasião apenas ele havia sido convidado.

Lembro-me bem de como Jimin quis recusar a proposta, pois pensou estar ‘passando por cima’ de nós, infelizmente nós o convencemos a ir e eu nunca me arrependi tanto de deixa-lo ir sozinho.

 

- O Jimin sumiu! – essas foram as palavras usadas por Namjoon-hyung.

Uma frase tão pequena, mas com um impacto tão grande que me fez entrar em um estado ‘imóvel’ de pânico, foram minutos só escutando os mais velhos discutindo enquanto meu corpo parecia paralisado, não respondendo aos poucos comandos que o meu cérebro conseguia mandar a si.

- Como assim ele sumiu?! – a mudança foi tão drástica que até mesmo Suga-hyung me olhou assustado.

Então com uma calma que eu não entendia ser possível, Namjoon-hyung me explicou que nem mesmo no ensaio fotográfico ele havia aparecido. E todos ali sabiam que Park Jimin jamais faltaria a um compromisso sem uma boa justificativa, sendo assim algo muito sério e provavelmente muito ruim havia acontecido consigo.

 

Também me recordo de como o clima em casa e na empresa ficou pesado, o próprio manager mal conseguia olhar em nossos rostos, pois se sentia culpado por ter deixado um dos membros sem a devida proteção. No começo, confesso que me tornei alguém bem ‘agressivo’ – verbalmente falando – e sou realmente grato pela paciência que todos os hyungs tiveram comigo.

Durante esses 19.227 minutos sem Jimin, eu passei por algumas ‘fases’, primeiro uma raiva sem sentido até mesmo de mim, depois o desespero de imagina-lo sofrendo sozinho ou quem sabe morto, com isso vieram as noites mal dormidas de tanto chorar e os dias não produtivos, pois cada passo de dança me lembrava dele, cada nota de canto me fazia sentir ainda mais a sua falta.

Mas eu não era o único em um estado ‘deplorável’, Jin-hyung passara a chorar toda vez que fazia comida já que Jimin normalmente o ajudava com isso, Suga-hyung ficava isolado na empresa, Hobi-hyung tinha perdido todo o seu brilho, Namjoon-hyung por ser o líder sentia-se tão culpado quanto o manager então todas as noites eu o ouvia tentando arrancar respostas da polícia, já Taehyung nem mesmo saia mais de casa.

Uns dias antes das autoridades o encontrarem, eu comecei a perder qualquer tipo de motivação, não comia, não jogava, não saia do nosso quarto, não mexia no celular, eu só queria saber de dormir, porque nos meus sonhos Jimin estava presente e perfeitamente bem.

- Com licença, o senhor está bem? – uma enfermeira aparece ao meu lado.

- Obrigado. – digo sem responder de fato a sua pergunta e giro a maçaneta, sentindo um arrepio passar por cada parte do meu corpo ao entrar naquele quarto.

Meus olhos rapidamente seguiram até o seu rosto cheio de curativos, mas também havia alguns arranhões expostos e um corte em seu lábio superior, seus fios ainda estavam loiros, porém havia inúmeras falhas em seu cabelo. Sua pele ainda mais branca do que o normal, sua fisionomia tão fraca e sua falta de massa eram só mais alguns aspectos que me fizeram desatar a chorar.

Por Deus que ele estava dopado de remédios para dor, pois eu realmente me odiaria de parecer tão inútil na sua frente em um momento que Jimin precisava tanto de mim. Então só naquele instante enquanto ele dormia tão tranquilo por finalmente estar salvo, eu me permiti chorar segurando a sua mão que antes era gordinha e quentinha, mas agora estava magra e um pouco fria.

Eu chorei por todo o tempo que ficamos separados e de alívio, mesmo que eu soubesse que a situação não seria cem por cento boa dali pra frente, existiam sequelas e traumas que não seriam recuperados de um dia para o outro. E Jimin sempre fora uma pessoa mais sensível, sendo assim todos nós sabíamos que o antigo Jimin poderia nunca mais voltar.

Não estou dizendo que desisti dele, afinal eu o amo e não é esse infeliz acontecimento que me fará abandona-lo, ele ainda é o hyung fofinho e baixinho que ficava em cima de mim o dia todo, assim como é o hyung maduro e extremamente carinhoso que virou o meu namorado.

Outra coisa que minha mãe vivia me dizendo era que devemos agarrar com toda a nossa força aquilo que nos faz bem, e no meu caso, ‘aquilo’ seria o meu amado hyung.

Senti meu celular vibrar no bolso de minha calça, porém não me atrevi a checa-lo, já que minhas mãos estavam ocupadas acariciando as suas enquanto meus olhos fitavam seu rosto, tentando entender como alguém conseguiria machuca-lo.

Um ser que exala amor e fofura por cada poro, que não tem nem coragem de matar uma formiga, foi sequestrado por uma dupla maluca de sasaeng, e os hyungs tentaram esconder de mim, mas eu sei que elas abusaram dele. E cada vez que eu penso em Jimin enfrentando tudo isso sozinho, meu coração dói e mais lágrimas vêm, então eu tento me contentar com o fato de ele estar vivo e seguro, porque é isso que importa agora.

Não vou mentir e dizer que parte de mim não quer que elas paguem por isso, que não me sinto vingado ao saber que aquelas adolescentes com sérios problemas mentais estão sendo julgadas neste exato momento. Faz uma semana que Jimin foi resgatado e só agora eu pude vê-lo, restrições médicas e ordens dos managers.

Na verdade, estou aqui neste momento sem a permissão de ninguém, só que eu precisava vê-lo, toca-lo e saber que por mais que tudo ainda esteja ‘uma merda’, que mesmo assim ele está seguro e relativamente bem.

Talvez eu devesse estar falando com ele, dizem que por mais que esteja inconsciente, você escuta e o principal você sente que tem alguém ao seu lado, que você não está só. Porém toda vez que minha boca se abriu, eu tinha medo de só chorar e acabar passando ainda mais dor para ele.

Então pelo menos hoje, eu me manteria calado, apenas tocando-o com carinho, dando-lhe um pouco do meu calor e agradecendo aos céus por estar ali, afinal aquela não seria a última vez que escaparia dos olhos dos meus hyungs para ir vê-lo.

 

#

 

Um mês depois

Durante trinta e um dias, Jimin ficou com os pais em Busan, ou seja, o nosso único contato com ele era por notícias que a senhora Park diariamente nos passava.  E hoje, ele estava voltando para Seul, claro que ainda não seria totalmente inserido em nossa rotina, porém já era animador saber que ele estaria de volta.

Os seis de nós estávamos extremamente ansiosos com a sua chegada, pois depois que tudo ocorreu, não tivemos nem a chance de conversar com Jimin direito antes do médico lhe dar alta e aconselhar que era mais adequado que o paciente passasse um tempo com a família antes de voltar a atividade.

Todos nós concordamos com isso, por mais que fosse complicado ter de ficar tanto tempo longe do membro que nos unia como uma ‘super bonder’, mas se essa decisão melhoria o seu bem estar, então nós o apoiaríamos.

Não vou dizer que foi fácil esses dias, pois os nossos compromissos voltaram com tudo além de inúmeras entrevistas, nas quais o nosso líder tinha que ser o mais profissional possível enquanto comentava sobre a volta de Jimin. O bom era que toda a adrenalina e o alívio ajudaram a criar uma atmosfera bem mais leve entre nós, cada hyung foi voltando ao seu normal aos poucos.

Confesso que grande parte dessa animação veio da mensagem de áudio que Jimin deixou no nosso grupo do kakao, foi algo breve, mas de imenso significado para nós como um grupo de sete, como uma família. Sua voz pareceu um pouco instável durante o áudio, mas meu coração não pode parar de bombear loucamente enquanto o escutava.

Eu lembro que havia acabado de sair do banheiro quando o celular apitou e meus olhos duplicaram de tamanho ao ver que a mensagem era dele, e sem nem pensar duas vezes eu o ouvi dizer exatamente essas palavras:

“Olá, hyungs, TaeTae e Jungkookie, como vocês estão? Espero que bem, porque eu me sinto melhor e queria saber o que vocês acham se eu voltar no fim de semana”

Então ouvi uma pequena pausa, mas ainda no mesmo áudio, e parte de mim ficara tensa na hora pensando que ele iria desistir da própria ideia.

“Eu me sinto um pouco preso e solitário aqui em casa às vezes, por isso pensei em voltar, mas... mas eu preciso que vocês tenham paciência comigo”

Eu quis tanto abraça-lo ao terminar de ouvir, mas me contentei em ser o primeiro a respondê-lo, assegurando que ficaríamos muito felizes com a sua presença e que obviamente nós teríamos paciência, jamais que o forçaríamos a nada. Além de claro confessar que estava morrendo de saudades e que o amava.

E quase tive uma ‘explosão’ de fofura ao ouvi-lo em seu segundo áudio logo após todos os hyungs se manifestarem, onde ele agradecia a todos nós e dizia que me amava também e que se sentia aliviado por saber que eu ainda o amava.

Eu quis lhe dar um tapa pela ‘afronta’ ao meu amor, porém decidi relevar já que como ele havia pedido, tínhamos que ter paciência. E como eu já mencionei antes, Jimin é uma pessoa sensível que é facilmente afetado por palavras cruéis, então não é difícil imaginar o quão destruído ele deva ter ficado depois de tudo.

- Boa tarde, garotos! – ouço a porta se abrindo dando lugar ao Bang-hyung e logo todos os seis estão sentados no sofá da sala, prestando atenção em si. – Acho que vocês já sabem que o Jimin chegou do voo.

Minhas mãos até suavam e já estava achando que ele nos daria uma notícia ruim, contudo seu sorriso me fez suspirar abrandecido, além de que o nosso manager tinha ido até Busan só para não deixa-lo vir sozinho.

- Daqui há pouco ele deve estar aqui, por isso eu vim para conversar com vocês já que entrei em contato com o médico e ele me deu alguns avisos. – admito que não estava gostando muito do rumo da conversa. – Tentem não se afobar demais, eu sei que é difícil, mas vão com calma e só tenham contato físico se partir do Jimin.

- Mas faz tanto tempo que não o vemos. – Taehyung choramingou ao meu lado enquanto o resto apenas assentia concordando.

- Eu sei, mas vocês precisam tentar entender o lado dele. – respirou fundo antes de prosseguir. – A verdade é que ele está longe de estar cem por cento, claro que a escolha de voltar para Seul é um avanço, mas não podemos abusar.

- E lhe dar um abraço seria demais? – agora fora o Jin-hyung que interveio, parecendo realmente chateado.

- Infelizmente sim, é como eu expliquei se ele vier até vocês e quiser um abraço, tudo bem, mas não vão como urubus para cima dele. – aquela conversa estava me deixando bem chateado, mas era compreensível. – Tentem ver pelo lado dele, Jimin passou dias sofrendo sabe-se Deus quais tipos de abusos... ele ainda não está pronto, mas um dia estará, é só vocês terem calma.

Então tudo fez sentido, aquele áudio pedindo paciência não era só modo de dizer, Jimin sempre fora alguém muito sincero e foi idiotice nossa achar que ele simplesmente chegaria e nós teríamos uma confraternização mega animada. Era como Bang-hyung estava dizendo, era uma questão de reaprender a confiar, só que será de fato frustrante ter o namorado ao seu lado e não poder nem mesmo segurar a sua mão.

- Tudo bem com você, JK? – Jin-hyung veio até mim assim que o Bang-hyung foi embora.

- Eu não sei, hyung. – confessei com os olhos marejados. – Acho que eu estava esperançoso demais.

Era estranho dizer desse modo, porém eu sabia que eles me entendiam, pois se sentiam iguais. Nós queríamos o nosso Park Jimin risonho e manhoso, sentíamos falta da sua risada, do seu sorriso e do seu modo de cuidar e de se preocupar com cada um de nós.

Ainda estávamos felizes com a sua volta, mas agora também preocupados e com medo de deixa-lo desconfortável em algum momento. Só que toda aquela tensão foi embora quando ele entrou, Jimin usava uma calça jeans, uma camisa xadrez e um boné além dos famosos óculos de grau.

Ele tirou o boné e vi seus olhos brilharem ao nos ver ali, sentados na mesa da cozinha surpresos por não termos percebido que a porta havia sido aberta, então ele nos deu um pequeno sorriso antes de abrir a boca e falar:

- Acho que cheguei na hora certa. – mencionou com o dedo apontado para a quantidade de comida na mesa.

Quando percebemos, nós sete estávamos rindo, eu quase chorando junto admito, mas nada era mais animador do que ter Jimin de volta e vê-lo se esforçar para voltar a ativa e não perder a luta contra os seus traumas.

Então nós comemos, provavelmente cada um de nós se coçando para aperta-lo em um abraço de urso, afinal suas bochechas gordinhas estavam de voltas assim como suas coxas fartas e seus lábios carnudos, tudo que um namorado como eu gostaria de estar apertando e beijando no momento.

Mas aqui estou eu, Jeon Jungkook, pleno e respirando o mais fundo possível a fim de me controlar para não chorar nem agarra-lo como eu gostaria, e novamente eu não era o único, de canto de olho pude ver Hobi-hyung morder as unhas e até mesmo Suga-hyung segurando as próprias mãos antes que as mesmas puxassem a cabeça de Jimin para si.

Talvez tenha me esquecido de mencionar, mas os fios loiros deram lugar ao seu original cabelo preto, que de certa forma o deixou um pouco mais velho, mas incrivelmente mais sexy... é errado pensar assim do seu namorado que está em processo de ‘reabilitação’ digamos assim?

Bom, eu só sei que estou feliz pra caramba e meu peito está vibrando tanto que o sinto quente, e por mais que hoje só seja o começo da sua ‘adaptação’, eu acredito que quando eu menos esperar Jimin vai estar dormindo nos meus braços novamente.

 

#

 

Duas semanas depois

Preciso confessar que as recaídas de Jimin, por mais que não sejam tão frequentes, são muito mais sérias do que imaginava, primeiro porque normalmente elas vêm depois dos pesadelos, esses que não são nenhum pouco agradáveis de presenciar. Nas primeiras noites em que ocorreram, eu juro que fiquei sem reação, porque ele chorava de um modo tão assustado que parte de mim se quebrou e até hoje eu não sei como ‘remendar’.

E não, eu não vou mudar de quarto ou deixar outra pessoa ficar com ele, pois é a minha vez de cuidar do meu hyung. Posso até ser o menos experiente ali, porém sou eu que vou acompanhar de perto todo o processo de superação do meu namorado.

Talvez você acha que seja orgulho, porém pra mim é como uma responsabilidade, é como algo que eu me propus a fazer e esse algo é estar ao seu lado quando Jimin precisar.

Seja depois de uns de seus pesadelos, aonde eu tenha que acalma-lo cantando e fazendo carinho em seu cabelo, seja quando ele quer desabafar sobre algo que vem o incomodando e eu tenha que escutar sem derramar uma lágrima se quer, passando a segurança e a confiança que ele precisa.

Hoje por exemplo, Jimin me acordou às duas da manhã por não estar conseguindo dormir, e surpreendentemente pediu para deitar na cama comigo. Confesso que não era desse modo que imaginava que voltaríamos a dormir juntos, mas foi sim bom tê-lo de novo em meus braços além de saber que no fundo ele ainda confiava em mim.

Só que hoje seria um daqueles dias em que Jimin precisa de espaço e infelizmente também é o dia da entrevista aonde iremos mostrar a todos que Park Jimin estará voltando as atividades do grupo.

- Ei, hyung, se você não quiser ir, não tem problema. – tento acalma-lo, vendo seu olhar assustado para a porta do carro, pois ele sabe que sair daquele carro é aceitar ter de lidar com todas as vozes, os flashes e os enxeridos, além dos fãs. – A gente pode ficar esperando em uma sala enquanto isso, não precisa ir direto para a entrevista... mas nós não podemos ficar os dois sozinhos no carro.

Outro problema era que por ser um país não muito amigável em relação à homossexualidade, ninguém além dos meninos do grupo e de alguns staffs sabiam do nosso relacionamento. Então além de ter que tomar cuidado com o modo como tratamos do Jimin, eu tenho que tomar medidas racionais quando se trata de apenas nós dois.

- Eu não devia ter vindo. – sua voz soou tão baixa que tive que me aproximar para ouvi-lo. – O que eu tô fazendo aqui, Jungkook?

Em um de seus desabafos, Jimin admitiu que não se via mais fazendo parte do grupo, porque a triste verdade é que se ele não fosse famoso, ele não teria sido sequestrado por uma dupla de sasaeng e passado por tudo aquilo. É verdade que ninguém sabe com detalhes o que aconteceu durante aqueles dias, mas só de ver o seu olhar amedrontado é o suficiente para que tenhamos uma ideia.

- Hyung, eu sei que está sendo muito difícil pra você, mas assim como você nos pediu paciência, eu peço que confie em nós. – seu olhar caiu sobre mim e um silêncio de alguns segundos nos envolveu.

- Tá bom. – ele disse com algumas lágrimas nos olhos, fazendo-me sorrir para tentar conforta-lo.

- Eu vou sair primeiro e vou abrir o caminho pra gente, tudo bem? – havia muitas pessoas ali e confesso que estava com medo de toda aquela gente acabar ultrapassando o limite imposto pelos seguranças.

Ele concordou com a cabeça e para a minha surpresa, agarrou em minha mão assim que o sol bateu em nossas cabeças, escondi o sorriso por de baixo do chapéu que usava e nos guiei até o prédio espelhado. Graças a Deus não houve tumulto, só muitos gritos e algumas pessoas tentando chegar até nós, mas tudo ficou sob controle.

- Jungkookie. – chamou-me a atenção assim que entramos no elevador. – Você pode... v-você pode me dar um abraço?

Jimin pareceu tão indefeso que não pensei duas vezes antes de puxa-lo até mim e envolve-lo em um abraço carinhoso, ouvindo seu suspiro aliviado assim que nossos peitos se chocaram. E enquanto o elevador subia, minhas mãos acariciavam as suas costas e minha boca beijava seus fios pretos, gradativamente sentindo seu coração se acalmar.

- Obrigado. – agradeceu quando nos separamos, rumando para fora do elevador de mãos dadas.

Eu não o respondi com palavras, afinal o sorriso em meu rosto já devia ser autoexplicativo.

 

#

 

- Não foi tão ruim assim, certo? – comentei assim que chegamos em casa e pude ver seu sorriso meio envergonhado por estar sendo observado por nós seis.

Jimin negou meio sem jeito, afinal a entrevista havia sido de certo modo um sucesso, nós até pensamos em comemorar em algum restaurante, mas os hyungs acharam que havia sido coisas novas demais para um dia só.

- O que vamos jantar hoje? – Namjoon-hyung indagou, tirando um pouco da atenção de Jimin, voltando-a para si.

- Eu posso fazer alguma coisa. – Jin-hyung deu de ombros, mas ainda sorrindo todo contente em direção ao meu namorado.

- Nós podemos p-pedir uma pizza? – foi uma pergunta feita de modo tão fofo que ficamos alguns segundos apreciando a sua face corada antes de aceitar de bom grado aquela sugestão.

- Vamos pedir do quê? – incitei a ‘discussão’, aproveitando que os outros estavam ocupados decidindo o sabor das pizzas, voltei a entrelaçar as nossas mãos, gostando do modo como seus lábios se curvaram num bonito sorriso. – Quer indo tomar um banho enquanto eles decidem?

- Daqui há pouco. – respondeu em um sussurro, dando um jeito de ficar ainda mais próximo de mim enquanto tinha os olhos curiosos na conversa dos mais velhos.

No fim, acabei por não opinar no sabor que pediríamos, porque estava ocupado demais admirando as caras e bocas que um certo hyung baixinho fazia sem que ninguém a não ser seu namorado, vulgo eu, notasse.

- Posso ir primeiro? – perguntou assim que entramos no nosso quarto. – Obrigado. – corou graciosamente.

Jimin sempre fora alguém tímido, mas ultimamente ele estava tão meigo que queria poder amassa-lo e beijar todo o seu rostinho de bebê, ok, talvez eu seja um pouco exagerado quando falamos de Park Jimin. Mas entendam que depois que você conhece essa bolinha de fofura, você se apaixona, e no meu caso a paixão foi pra valer.

 

#

 

Dois meses depois

O tempo foi passando e Jimin foi se tornando mais sociável e menos assustado, um pouco mais devagar do que gostaríamos, mas a evolução existia. Claro que não o deixávamos sair sozinho de casa, não que ele pedisse, afinal Jimin vivia comigo ou com Hobi-hyung, dificilmente ficava sozinho em casa.

Hoje em dia ele prefere sair com um de nós ao invés de ficar isolado em casa, Jimin também aprendeu a criar manias que o ajudam a lidar com situações difíceis, mas que eram comuns em nosso dia a dia. Como quando ele canta baixinho Begin ao nos depararmos com uma multidão de fãs ao nosso redor, ou quando ele foca no brilho da lente da câmera quando estamos em uma entrevista, ou a mais recente que é apoiar o queixo em meu ombro quando estamos recebendo algum prêmio.

Vocês devem estar se perguntando se ele voltou a treinar e a resposta é sim, não tão arduamente quanto antes, pois não permitimos, mas se deixássemos ele voltava a não dormir apenas para ‘tirar o tempo perdido’. Também voltara a ter as aulas de canto e até começara a se aventurar em me ajudar a escrever algumas letras.

Quanto ao nosso comeback, acabamos adiando tanto devido à condição dele quanto o fato de que decidimos que precisávamos de um tempo de férias. E com uma boa conversa, a Big Hit nos deu duas semanas para relaxar, e nada mais do que justo que fizéssemos uma viagem em grupo.

O difícil foi escolher entre tantos locais interessantes, mas acabamos optando por Vancouver no Canadá, por isso estamos dentro de um avião neste exato momento.

- Está com sono, amor? – vejo-o negar, mas seus olhos mal se abrem. – Certeza?

Jimin murmura alguma coisa e sua língua passa por seus lábios, aumentando a minha vontade de beija-los. E agora vocês devem estar curiosos sobre a nossa relação, bom, nós voltamos a dormir de conchinha, algo que eu amo vale ressaltar, e trocamos alguns beijos na bochecha, mas é isso.

E talvez, só talvez eu tenha ficado que nem um bobo zelando por seu sono que quando dei por mim, eu havia adormecido e estava sendo acordado com os lábios de Park Jimin nos meus.

Foi uma sensação tão boa que não pude fingir que ainda dormia, tendo seus olhos arregalados e sua boca vermelhinha sendo a minha primeira visão ao abrir os olhos, e céus, como eu sorri na hora.

- Eu te amo. – sussurrei adorando ver as suas bochechas se tornarem róseas e o seu sorriso se tornar um belo eyesmile.

- Eu também amo você, Jungkookie. – confessou baixinho, fazendo meu coração dar uns pulos e minhas bochechas subirem o máximo possível, fazendo o meu famoso e único sorriso de coelho surgir.

- Eu posso? – perguntei ao perceber como estávamos tão próximos e como seus olhos focavam os meus lábios.

E quando ele concordou com a cabeça, senti-me nervoso, com medo de estar pressionando-o, porém para reafirmar que havia me dado permissão, Jimin fechou os olhos e deixou os lábios entreabertos. Se eu ‘desse para trás’ agora, eu teria de me bater mais tarde.

Foi um beijo sutil e ainda assim extremamente gostoso, além de que não foi apenas um ósculo, aquela troca de carinho significou tanto para mim quanto para ele... era como se enfim as coisas começassem a entrar realmente nos eixos.

- Ne, Jungkookie, eu andei pensando e... eu gostaria de pintar o cabelo de loiro de novo. – ele me sorriu timidamente. – O que você acha?

Os últimos meses não foram fáceis e em certos momentos parecia que nada dava certo, que não saíamos do mesmo lugar, e me custou a entender que nem tudo na vida é resolvido em um estalar de dedos ou com a nossa força de vontade.

Certas coisas precisam de tempo, esforço e um pouco de senso comum assim como paciência, o que aconteceu com Jimin não pode ser apenas esquecido, tem de ser superado.

- Eu acho que você ficaria ainda mais lindo do que antes. – respondi também sorrindo e sentindo sua mão buscar pela minha ao mesmo tempo em que o seu olhar carinhoso aquecia o meu peito.

- Um dia de cada vez, certo, Jungkookie? – o tom doce e suave realmente me deixou com vontade de chorar, pois lá estava Jimin juntando seus pedacinhos quebrados sem pressa e talvez com um pouco de medo, mas nunca parando de tentar.

Ele ainda tinha seus pesadelos e as suas crises, mas é exatamente como o próprio disse.

- Sim, hyung, um dia de cada vez.


Notas Finais


Ain gente, eu tô sensível depois de escrever essa One >.<

E vocês, curtiram esse tema mais sério? E o modo como eu decidi tratar dele?

Espero que sim :3

Larinha, tá viva ainda?!


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