História Um dia qualquer - Capítulo 6


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Categorias Malhação
Tags Drama, Isabella Santoni, Malhação, Rafael Vitti, Romance
Exibições 31
Palavras 1.134
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Capítulo 6


 

                - Por favor, não me diga que vamos jantar fora?

 

Isabella havia acabado de chegar em casa, percebeu uma agitação que só existia em ocasiões especiais. Ela temia ser um dia desses, pois estava cansada, havia trabalho o dia todo, ainda teve um momento totalmente estranho com Rafael, a única coisa que Isabella queria era tomar um banho e se deitar na cama para dormir. Era só isso!

 

                - Vamos jantar na casa de uma grande amiga minha! – Ana disse sorridente.

                - Amiga? – isabella perguntou confusa – Que amiga?

                - Vamos na casa dos Vitti’s. – Eriberto disse.

                - Do seu patrão? – Isabella disse com olhos arregalados. – Não tenho roupa pra uma ocasião assim!

                - Não se preocupe! – Ana respondeu – A família toda é humilde, são podres de rico, mas são humildes.

                - É. Até o herdeiro que todos falavam que era mimado e arrogante é totalmente ao contrário. São pessoas educadas assim como nós!

                - Quem é sua amiga mãe? – Isabella encarou Ana.

                - Valéria. Conhecemos na adolescência, ela se casou, mudou de cidade, perdemos o contato, e essa semana voltamos a entrar em contato.

                - Foi assim que o papai conseguiu o emprego?

                - Não... – Ana disse – Seu pai tem faculdade de economia, conseguiu o emprego por meios próprios.

                -Ana – Eriberto disse – Não minta pra Bella. – olhou para a filha – João me deu uma chance através de um pedido que sua mãe fez para Valéria. Mas ele deixou bem claro que eu só vou continuar na empresa, se eu corresponder às expectativas.

                Ana abaixou a cabeça, se sentindo envergonhada. 

                - Eu vou me arrumar. – Isabella disse – Acho que meu vestido preto serve ainda!

                - Obrigada! – Ana disse.

 

***

 

                - São belas obras de artes Valéria!

                - Oh Ana, isso são obras de meu sogro. Decidiram largar a cidade e voltaram para o campo. Disse ele que Picasso e Monet não combinam nada com a casa da fazenda, então deixaram com João. Eu fiz questão de pendurar nas paredes.

                - Tem toda razão! – Isabella disse – O que é bonito é pra se mostrar!

                - Gosta de arte Isabella? – Valéria perguntou.

                - Um pouco. Mas prefiro ilustrações do que pinturas abstratas!

                - Meu filho faz belas ilustrações. Pena que não se dedica muito ao talento.

                - Quantos anos ele tem? – Ana perguntou.

                - 18! – Valeria disse sorridente – Deu uma saída com alguns amigos, mas disse que volta pro jantar. É o que eu espero!

 

***

                

                - O que você vai fazer?

                - Ainda não sei Cadu!

                - Se eu fosse você eu contava a verdade!

                - O que vocês vão beber?

 

Rafael levantou a cabeça e encarou a garçonete ruiva de pé ao seu lado, ouviu o amigo pedir duas canecas de cerveja.

 

                - Ela vai descobrir de alguma forma.

                - Se eu contar, ela nunca mais vai olhar na minha cara.

                - Você a ama? – Cadu perguntou e Rafael o encarou. – É isso? Rafael Alencar Vitti está apaixonado pela primeira vez! – Cadu riu. – Ainda bem que estou vendo isso, porque se alguém me contasse eu não acreditaria.

                - Ri mesmo – Rafael respondeu – Tenho que ir! – Disse se levantando.

                - A cerveja ainda nem chegou? – Cadu protestou.

                - Toma as duas!

Rafael deixou o amigo sozinho à mesa, e saiu pela porta do Street Bar. Entrou em seu Camaro, e foi em direção a sua casa. Quando chegou, percebeu que estava atrasado, não havia mais ninguém na sala de estar, então seguiu para sala de jantar.

                - Boa noite! – Rafael cumprimentou – Desculpa o atraso!

                - Filho que bom que chegou. – Valéria disse. – Pessoal esse é o Rafael.

 

Todos sorriram em direção a ele, mas ele se esqueceu de tudo e todos quando percebeu quem estava na sua frente.

                

                - Isabella? – Rafael disse ao vê-la se virar para lhe encarar com um sorriso no rosto que logo se desapareceu.

                - Vocês já se conhecem? – Valéria perguntou.

                - Agora se ferrou! – Francisco  zombou do irmão.

                - Acho que sim! –Rafael disse temeroso.

                - Não! – Isabella disse com certa mágoa – Não nos conhecemos, acho que ele está se confundindo com outra pessoa.

                - Se for assim – João disse – Ocupe o seu lugar Rafa.

 

Rafael sorriu para o pai, e procurou um lugar vago a mesa, por coincidência ou por azar, havia um lugar ao lado de Isabella. Engoliu em seco, e se sentou temeroso.

 

                - Eu posso explicar! – Rafael disse aos sussurros para Isabella.

                - Não quero ouvir!

                - Eu tive motivos!

                - Não se justifica! – Isabella disse séria.

                - Pai se lembra quando era um menino chato e egoísta que só dava trabalho pra você e pra mamãe? – Rafael disse em voz alta chamando a atenção de toda a mesa.

                - Porque está falando disso agora filho? – João perguntou preocupado.

                - Lembra quando eu saía de sexta e só voltada na manhã da segunda feira?

                - Filho chega! – Valéria disse já com os olhos cheios d’água.

                - Você não é mais assim filho! – João disse.

                - Ainda sou! – Rafael disse calmamente – Eu sou ainda um idiota. O idiota que mentiu pra uma garota, pra simplesmente eu ter a chance de ter alguém ao meu lado que não se importa de que família eu sou, tão rico que sou, ou até que carro eu dirijo. Eu queria que ela me conhecesse de verdade, e não superficial. 

                - Filho... – Valéria chamou.

                - Eu errei mãe! – Rafael encarou Valéria – A senhora disse nunca minta, eu menti. E o que eu ganhei? – Rafael riu – Os dois melhores dias da minha vida. 

                - Terá outros dias assim! – Valeria  disse.

                - Não terá. Porque depois de hoje, ela nunca mais vai olhar pra minha cara.

 

Rafael se levantou e saiu da sala de jantar, deixando todos sem entender a sua cena.

 

                - Ele deve depressão profunda aos 16 anos! – João esclareceu – As pessoas aproximavam dele apenas por interesse, ele chegou a usar bebidas alcoólicas e até drogas para se livrar delas, mas elas continuavam perseguindo ele.

                - Tudo parou quando aconteceu o acidente! – Valéria disse.

                - Que acidente? – Isabella perguntou sem perceber.

                - Ele pegou o carro e se jogou contra uma árvore. Deve traumatismo craniano leve. – João disse – Ficou internado um mês em recuperação, e depois começou a se tratar em uma Clínica. 

                - Está limpo deste então! – Valéria disse.  

 

Todos estavam em silêncio. Família Santoni assimilava o ocorrido. Isabella, por sua vez, entendia os motivos de Rafael.

 

                - Eu vou ver meu irmão! – Francisco disse se retirando da mesa. – Qualquer coisa eu vos chamo! – Disse ao pai.

                - Claro filho!

                - Francisco sofreu muito com a situação, deste então fica o tempo todo atrás do Rafa. – Valéria sorriu deixando uma lágrima cair.

                - Sinto muito! – Ana disse.

 

                - Já passou! – João disse – Agora ele é outra pessoa, ainda resmunga sem parar, mas é outra pessoa! – João disse fazendo a esposa rir.

 

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