História Um dia qualquer - Capítulo 7


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Categorias Malhação
Tags Drama, Isabella Santoni, Malhação, Rafael Vitti, Romance
Exibições 40
Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Capítulo 7


 - A garota é a tal Isabella, não é? – Francisco perguntou ao irmão que estava deitado na cama com olhos fechados – Se não quiser falar eu vou entender, mas eu gostaria de saber onde você a conheceu – Rafael encarou o irmão – Ela é linda!

                - Mas não é pra mim! – Rafael se lamentou.

                - Talvez ela te perdoe!

                - Nunca – Rafa riu – Em dois dias eu a conheci melhor do que já conheci qualquer outra pessoa. Ela jamais vai me perdoar por ter mentido.

                - Os pais contaram o que aconteceu com você! 

                - Contaram o que? – Disse Rafael se sentando na cama.

                - Tudo. Depressão, alcoolismo, o acidente. 

                - Porque fizeram isso?

                - A mãe estava chorando pelo seu surto repentino – ambos riram – O pai teve que esclarecer pras visitas porque o filho é louco e a esposa chorona. – riram novamente.

 

***

                

                - Me perdoem novamente – Valeria dizia as visitas.

                - Não tem do que se desculpar Val. – Ana disse – Imprevistos acontecem com todos! – sorriu para a amiga – Estão convidados para jantar em casa nesse fim de semana que tal?

                - Vai ser um prazer! – João disse.

                - Daqui três dias? – Francisco disse descendo as escadas – Acho que até lá meu irmão vai ter se curado – riu sozinho – É uma brincadeira! 

                - Talvez seja melhor nossos filhos não irem nesse jantar! – Valéria disse brincalhona.

                - Qual é! – Francisco disse ofendido – Eu amo jantar na casa dos outros, e meu irmão também! Nós dois levaremos a sobremesa, combinado?

 

Todos encaravam Francisco. Valéria ria de nervoso.

 

                - Acho que não fizemos filhos saudáveis João!

                - Eu tenho certeza! – João disse fazendo todos rirem.

                - Vai nos ofendendo! – Francisco disse – Rafa é ótimo na cozinha, vocês deviam ver.

                - Com salgados e massas. – Valéria interveio – Doces não!

                - Verdade. – Francisco concordou.

                - Porque você está falando tanto do seu irmão, Chico? – João encarou o filho.

                - Nada! Só quero induzir as visitas que o meu irmão é uma ótima pessoa, e não o louco do jantar!

                - Não precisa nos convencer disso – Eriberto disse – Eu já o conheci de verdade, ele é muito mais que o louco.

                - Ele é um anjo! – Isabella disse sem querer.

                - Como filha? – Ana perguntou.

                - Nada! – Isabella respondeu.

                - Ela é a garota que o Rafa falou no jantar! – Francisco soltou e todos o encararam, ele olhou de volta para Isabella – Não sou bom em guardar segredos!

                - Foi pra você que ele mentiu? – Valéria  perguntou.

                - Talvez. – Isabella disse temerosa.

                - É esse o garoto que você saiu a dois dias atrás? – Nina falou.

                - Você saiu com um garoto? – Ana disse – Você disse que iria à biblioteca!

                - Não briguem com ela. – todos olharam para a escada – O único culpado fui eu. Ela não deve culpa! – Rafael explicou ao chegar à sala. – Posso conversar com você?

                - Pode! – Isabella disse se levantando do sofá indo na direção de Rafael.

                - Não se preocupe, eu não vou levar ela para o meu quarto! 

 

Rafael e Isabella começaram a subir as escadas, deixando as famílias na sala de estar. Subiram ouvindo Francisco rir, o que fez ambos rir também.

 

                - Foi uma bela piada! –Francisco disse – Vocês não gostaram?

 

***

                - Belo escritório! - Isabella disse ao entrar no cômodo.

                - É do meu pai! – Rafael disse a fazendo se virar para ele. – Você está linda!

                - Eu sei! – ela sorriu.

                - Convencida!

                - Realista! – ela o encarou – Vai me contar quem você é?

                - Não deu pra descobrir? – Rafael disse sarcástico.

                - Quero ouvir da sua boca! – Isabella disse séria.

                - Rafael Alencar Vitti, tenho 18 anos, sou o filho mais velho de Valéria e João Vitti, o que me faz ser o primeiro na linha de sucessão da Corporação Vitti, mais conhecida como Vitti’s, tirando toda a oportunidade de meu irmão Chico ser o presidente quando chegar à maioridade, colocando todo o futuro do império da família nas minhas costas. Tenho o meu futuro todo escrito na mão da minha mãe, ela tem o controle de tudo.

                - Você não disse o que eu realmente quero ouvir! – Isabella disse com braços cruzados – Porque você mentiu pra mim?

                - Aos 15 anos comecei a trabalhar com meu pai. Havia começado em uma escola nova, logo que as pessoas descobriram de quem eu era filho começaram a me rondar, e me tornei o cara mais popular da escola. Aos 16 anos, eu ganhei um carro, convidei alguns amigos e saímos, bebemos, fumamos, e... – Rafael respirou fundo – Cheiramos cocaína! Eu fui parar na cadeia, onde tenho registro por dirigir alcoolizado e drogado, e por porte de droga. Meu pai me deixou passar a noite lá, e quando eu saí, ele me esperava na porta da delegacia e me disse que eu teria uma punição por ter o feito passar pela aquela vergonha. 

                - O que ele fez?

                - Ele tirou todos os meus bens. Carro, celular, dinheiro, cartão, tudo. Em um ano eu fiz coisas que eu não me orgulho, somente quando um guarda me parou e meu pai me puniu, eu percebi quem eram as pessoas ao meu lado. E posso dizer que ninguém dos meus amigos, eram tão amigos assim.

                - Eles se afastaram?

                - Aos 15, eu era um menino mimado que tinha tudo o que queria. As pessoas ficavam ao meu lado, e faziam de tudo pra ter a minha atenção. Mas tudo acabou, quando eu completei 16. Afastaram-se todos de uma vez. Eu chegava à escola, e meus amigos playboys não estavam lá me esperando, estavam rindo de mim. 

                - Eles se aproximaram por interesse! – Isabella disse.

                - Aí tudo mudou. Eu não tinha amigos, me afundei nas drogas e no álcool, meu irmão pedia para que eu parasse, mas eu não conseguia. – Rafael disse com lágrimas nos olhos – Ele tinha doze anos na época, e pedia para que eu não morresse. Em um dia eu peguei o carro da minha mãe, e saí sem rumo, eu estava uma semana sem tomar nenhuma substância, me deu crise de abstinência e quando eu percebi já estava indo em direção a árvore. 

                - Como te acharam? – Isabella perguntou cautelosa.

                - Meu pai. – Rafael riu – Colocou dispositivo de GPS em todos os carros da família, em vinte minutos e vi meus pais descendo do carro deles, e vindo em minha direção. E depois eu apaguei, acordei três dias depois. 

                - Passou um mês no hospital! – Isabella completou.

                - Não. – Rafael disse – Passei um mês em recuperação, é diferente. – ele riu – Eu havia quebrado minha perna no acidente, fiquei quinze dias com gesso, fiz fisioterapia, e me curei antes do esperado. Minha cabeça estava ótima, pra quem bateu com ela em 150 km por hora.

 

Rafael ficou parado vendo Vanessa sorrir e se aproximar dele, enlaçar os braços no pescoço dele, e o beijar.

                  

                - Prazer Isabella Santoni! – ela sorriu ao se separar dele.

                - Rafa Vitti! – ele respondeu – Não está brava comigo?

                - No! 

                - Não mesmo! – Isabella sorriu – Você deve seus motivos, e eu tenho os meus pra te perdoar!

                - E quais são? – Rafael levantou a sobrancelha.

                - Eu também omiti algo!

                - O que? – Rafael perguntou – Você é menino? 

                - Não, mas não sou totalmente uma santa como eu acho que você pensou!

                - Ai Meu Deus! – Rafael disse se afastando dela – Você é uma prostituta?!

                - Ai Meu Deus! – Isabella exclamou – É claro que não!  - ela disse furiosa.

                - Que bom então! – Rafael disse rindo – Era uma brincadeira!

                - Você me ofendeu! – Vanessa disse séria.

                - Me desculpe! – Rafael pediu com temor.

                - Tá perdoado! – Isabella disse sorrindo.

                - Sua safada! – Rafael disse ao se aproximar dele e a enlaçar em seus braços – Eu acho que te amo!

                - Vamos descobrir isso!

 

Isabella se aproximou, e encostou seus lábios aos lábios dele, passou de leve pelos mesmos, até que Rafael mordeu seu lábio inferior e deram início a um beijo avassalador.

 

                - Me pega as 06h45min amanhã!- Isabella disse – Vamos pra escola juntos! – E sorriu.

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