História Um dia que... - Capítulo 15


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Palavras 1.724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Esporte, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa noite, amores.

Capítulo 15 - Treta


                   Janice
Cheguei no prédio de Simon e subi direto para seu apartamento, abro a porta e vou até o quarto de Simon, abro a porta e o vejo enrolado no cobertor, assistindo F.R.I.E.N.D.S, ele AMA essa série. Mexi em seus cabelos e ele me olhou enquanto ainda chorava.
- Nem F.R.I.E.N.D.S está te animando? - Pergunto.
- Não. - Tirei o seu cobertor e entrei de baixo junto com ele, sequei suas lágrimas.
- Simon, você não pode ficar assim. Cadê aquele cara alegre que você sempre foi?
- Não sei. - Começo a fazer carinho na sua bochecha.
- Você precisa dormir um pouco, Simon.
- Eu não quero dormir, tenho medo. - Beijei sua testa.
- Estou aqui com você. Não precisa ter medo. - Ele me abraçou, enquanto eu fui mexendo em seu cabelo, percebi que sua respiração foi pesando. Desliguei a televisão e vigiei um pouco o seu sono até que eu mesma cai em um. Acordei com meu celular vibrando e avisando que eu tinha que ir para a escola, senti pena de Simon, mas teria que acordá-lo. Mexi em seu ombro com calma várias vezes.
- Que?
- Acorda, por favor. - Hoje eu seria educada com ele. Simon se levantou e sentou na cama.
- Não quer tomar banho, Janice?
- Eu já ia mesmo. - Peguei uma toalha em seu armário e fui para o banheiro, entrei e tomei meu banho, saí e fui para o quarto de Simon, enrolada na toalha, assim coloquei a calça jeans e a camiseta do uniforme, Simon abre a porta.
- Eu fiz um pouco de café, vai lá. - Peguei meu tênis e minha mochila e vou para a sala, termino de me trocar e ponho um pouco de café na xícara, vou tomando aos poucos até que Simon para do meu lado, eu o olho e o vejo com um jeans preto, a camiseta da escola e uma touca preta enterrada na cabeça.
- Seu momento emo voltou?
- Eu só gosto dessa touca. - Ele coloca uma xícara na mesa e põe um pouco de café.
- Hoje, Beatrice vai jogar.
- Eu sei.
- Vamos ver o jogo?
- Não estou muito a fim. - Ele fala.
- Lembre-se que temos aula de Física hoje, bem no horário do jogo.
- Acho que ver o jogo vai ser uma ótima ideia, nunca critiquei. - Abro um sorriso.
- É melhor irmos, se não perdemos a hora. - Ele confirmou e pegou a chave da moto. Fui até a sala e peguei minha mala e fui para a porta, Simon não levava mochila então descemos e fomos para sua moto, ele deu partida e eu subi na garoupa.
- Ei, o capacete. - Pego e o coloco, abraço sua cintura e Simon dá a ré e depois faz todo o trajeto para a escola, quando chegamos vi que Beatrice já estava lá, descemos e fomos para a sala, um garoto apareceu.
- Janice. - Percebi que era Micael.
- Fala, pequeno. - Eu chamo a quase todos de "pequeno".
- Oi, Simon.
- Oi. - Ele responde.
- Codgan vai ter alta quando?
- Nem sei. - Continuei andando com Simon e Micael veio junto, fui até o meu armário e peguei o livro de história. Senti minha bunda sendo atingida por um tapa estalado e que dói para caralho.
- Oi, puta. - Ouvi a voz de Beatrice.
- Porra, Bia, isso dói.
- Eu sei, mas com essa bunda do tamanho da sua fica difícil resistir.
- Você tem mais bunda do que eu.
- Mas a sua é mais gostosinha.
- Deu por hoje, Bia.
- Você vai no meu jogo?
- Claro.
- Cadê o Cod?
- Eu esqueci de te contar, ele foi internado.
- Eita, cuzão. Por que?
- Ele tentou se matar.
- Que horror, em qual hospital ele está?
- 4 de Julho.
- Mais tarde eu vou lá. - Vejo Samuel vindo por trás de Beatrice pronto para dar um susto, voltei a olhar para ela.
- Você joga contra quem?
- Contra aquela escola que tem perto do parque.
- A St.Louise?
- Essa mesma.
- PA. - Samuel aparece atrás de Beatrice que pulou de boa uns três centímetros. Eu e Samuel começamos a gargalhar, enquanto Beatrice batia nele.
- Seu idiota, trouxa, otário, filho da puta, desgraçado.
- Que te ama. - Ele abraça Beatrice.
- Você tem merda na cabeça, Sammy?
- Mano, tenho para caralho. - Ele deu um beijo na testa dela. Simon aparece e se apoia no meu ombro, vi sua mochila no chão.
- Bom dia, gótico. - Fala Samuel.
- Bom dia. - Beatrice olha para Simon e o abraça. Eles conversam baixo e com palavras sussuradas nos ouvidos. Samuel olhou com um pouco de ciúmes, o que no meu ver é compreensível. Afinal, a namorada dele estava abraçada com um outro cara e detalhe, eles conversam ao pé do ouvido. O sinal da primeira aula toca e Beatrice solta Simon, vamos todos para o mesmo lado, a sala de história, com aquele professor estranho que falava sibilando. Sentei do lado de Simon.
- Bom dia, pessoas intrigantes. - Fala o professor.
- Bom dia. - Respondem os nerds da frente.
- Eu disse bom dia, classe. - Eu ODEIO esse cara.
- Não dá para responder a essa hora da manhã, professor. - Responde uma menina de cabelos ruivos.
- Querida, sempre dá. E por falar nisso, fique de pé porque vou te passar um prova oral. - Ela levantou.
- Vai logo.
- Quais os motivos para a Segunda Guerra Mundial?
- O Japão se tornara uma nação imperialista e queria espaço, os italianos tinham ódio da França e da Inglaterra porque não receberam suas terras que foram prometidas na Primeira Guerra e a Alemanha foi humilhada por todos.
- Certo, dois pontos. Por que a Guerra Fria poderia acabar com o mundo?
- Porque tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética tinham poder bélico para isso.
- Certo, um ponto. Explique o "2+2" utilizando a massa do sol menos a da lua.
- Pensei que isso fosse uma aula de história.
- Pela coragem, meio ponto. - Pode sentar. - Ela o fez. - Vamos a chamada. - Ele falou uns 14 nomes. - Codgan D'Vaine?
- Faltou. - Respondo.
- É a quinta vez que ele falta, vou ter que conversar com o pai. - Ele continuo a chamada. - Janice D'Vaine.
- Presente. - Ele me olhou.
- Você é irmã do Codgan?
- Perspicaz você, professor.
- Por que ele não está vindo?
- Problemas.
- Que tipo de problemas?
- Na boa, professor se você quiser saber é só ligar para o meu pai e pergunta.
- Garota, não seja rude.
- Ela ainda nem começou. - Fala Jack.
- E você é o que? Advogado dela?
- Não tenho prazer nenhum em ser advogado, afinal é uma profissão bem bosta. - A sala começa a rir e o professor fica vermelho.
- Vai dar uma volta na escola. - A sala reagiu como sempre, fazendo aquele "Oooooorrrrrrraaaaaaaa, num deixava!!" eu acho isso bem infantil.
- O senhor está tirando Jack da sala só por ele ter uma opinião diferente da sua? - Para minha surpresa, foi Simon quem respondeu.
- Não, porque ele está causando na sala de aula.
- Na verdade, quem está causando é o senhor. - Simon se levantou e encarou o professor nos olhos.
- Estou dando a minha aula.
- Percebemos que aula você está dando. - Samuel fala e se levanta.
- Acho que eu vou ter que mandar os três mosqueteiros para fora da sala.
- Seria um prazer. - Falam os três juntos. Beatrice e eu trocamos olhares, não iriamos deixar esses três se fuderem sozinho, ia falar alguma coisa.
- O senhor é um puta escroto e preconceituoso, o senhor sabe muito bem que Jack é ateu, que Simon é uma espécie rara de emo e que Samuel é descendente de índios. - Olhei e vi Lithia defendendo os três, fiquei boquiaberta.
- Não sou uma pessoa preconceituosa, agora vão vocês quatro para fora. E você vai levar uma advertência e tira esses piercings agora.
- Ela não tem que tirar nada, essa é a crença dela, é a mesma coisa de mandar você tirar esse crucifixo do pescoço. - Fala Beatrice, os cinco estavam de pé, Jack e Samuel me olhavam, só faltava eu responder para eles saírem, quer dizer talvez nós.
- Eu não gosto de piercings. E eu esperava mais de você, Beatrice, juntando-se com essa ralé. - Meu sangue ferveu. Bati a mão na mesa com tanta força que a sala se assustou
- Ralé? Você é quem não sabe dar uma aula direito, fala tudo distorcido, qualquer um dentro dessa sala dá uma aula melhor do que a sua, todos os que estão aqui concordam, inclusive esses nerds que te falam "bom dia". Mas antes que o senhor peça para eu sair, eu mesma já o faço e de bom grado. - Peguei minha mochila e sai da sala, não esperei nenhuma resposta. Parei na porta. - Você é sim um preconceituoso, mas você não me causa nojo por causa disso e sim porque você é um fascista, tão ruim quanto o Mussolini, só lembro que o ser em questão foi professor. - Ele ficou sem palavras e vi Simon e Beatrice com as malas nos ombros, Jack e Samuel fizeram o mesmo, Lithia o encarou uma última vez antes de sair e puxou uma carta, vi de longe que era o coringa, ela saiu andando. Saímos em grupo da sala e fomos direto para a quadra, cutuquei Simon.
- Vai falar com ela. - Simon me olhou.
- Ela deve estar querendo me matar ainda.
- Ela te defendeu hoje, então ela não quer te matar ainda.
- Eu não sei.
- Vai lá, conversa numa boa. - Ele respirou fundo e foi. Senti alguém me abraçar por trás.
- Vamos ali naquela arquibancada. - Era a voz de Jack.
- Tudo bem. - Fomos andando que nem pinguins e sentamos.
- Por que Simon está longe de Lithia?
- É uma longa história.


Notas Finais


Vou demorar para postar o próximo capítulo, desculpa, mas várias provas e lições e uma falta de tempo maldita, tento postar até sábado que vem. Boa semana a todos os envolvidos.
Beijos da senhora


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