História Um, dois, três - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Camus de Aquário, Miro de Escorpião
Tags Camus, Chibi, Escolinha, Milo
Visualizações 43
Palavras 2.359
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Escolar, Fluffy, Musical (Songfic), Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Fic postada originalmente em 12/10/2015
Concurso do Fórum Need For Fic IX/2015: Sala de Aula - [Tributo] Dia das Crianças 2015 - [Tributo] Soul of Gold , U.A., Wee fic, Animes/Mangás – Saint Seiya – Milo e Camus – Fluffly – Song Fic

Itens utilizados: Dar língua, recreio e a música ABC dos Jacksons Five

Beta: Dani Gemini, merci! <3

Imagens, todos os direitos reservados aos fanartistas! Não lembro de quem são, por já as ter há muito tempo!

Capítulo 1 - Capítulo único


Fanfic / Fanfiction Um, dois, três - Capítulo 1 - Capítulo único

You went to school to learn girl
Você foi à escola aprender, garota
Things you never knew before
Coisas que você nunca havia conhecido
Like I "before E" except after C?
Como I antes de E, exceto depois de C?
And why 2 plus 2 makes 4
E Porque 2 + 2 são quatro
Now, now, now
Agora, agora, agora
Im gonna teach you, teach you, teach you
Vou te ensinar, te ensinar, te ensinar
All about love girl, all about love
Tudo sobre o amor, garota, tudo sobre o amor
Sit yourself down, take a seat
Sente-se
All you gotta do is repeat after me
Tudo que você tem que fazer é repetir

Voltando do recreio arrastando sua lancheirinha azul, o pequenino de cabelos encaracolados até os ombros, só conseguia pensar em brincar mais. Sentia vontade de tentar fugir pelas grandes portas de vidro, mas tinha medo do desconhecido. Mas mais ainda, tinha medo da mãe cumprir as ameaças e o colocar de castigo. Arregalando os olhinhos azuis brilhantes, puxou a lancheira para mais perto e a tirou do chão. Parando a frente do pequeno espaço reservado para guardar seus pertences, como já havia aprendido, deixou a lancheira bem perto de seu casaco. 

Recostando as costas no batente de madeira, deixou que os coleguinhas passassem por ele, estes também guardando suas lancheiras. Ao observar o ruivinho passar por ele, deitou a língua pra fora imaginando o macaquinho que haviam visto na gravura do livro da ‘tia’ um pouco mais cedo.

Ao reparar que o garotinho lhe mostrava a língua, o pequeno ruivo balançou a cabeça, o bico enorme mostrando todo seu descontentamento, os olhinhos apertados rubros brilhantes. Já haviam sido separados mais cedo, mas parecia que eram imãs e viviam às turras e um provocando o outro.

- Bobo! – a voz fininha quebrando o silêncio. Olhando para todos os lados o ruivinho remediou o outro também deitando a língua pra fora.

- Num so bobo! – mirou-o também fazendo bico. Os olhinhos também estreitos e sem pensar assumindo uma pose de ataque do Ranger Vermelho do seriado Power Rangers. – Ucê vai vê só, eu o Lange vemeio vo te pegá!

Terminando de guardar a lancheira vermelha em seu cantinho, o ruivo voltou-se rapidamente na direção do outro. Bufando feito um bezerrinho bravo, fechou os punhos e em um piscar de olhos começou a gritar:

- Ka-me-ha – e em posição igual ao seu personagem preferido, Goku de Dragon Ball, o ruivinho começou a bradar, sendo interrompido pelo outro.

- Ah! Camie, é Powe Lange! - e com um bico ainda maior se aproximou dando um tapa certeiro nas mãos a frente do corpo que o ruivo mantinha.

Pego de surpresa, o outro arregalou os olhos.

- Miluuu, ma eu quelo Dlagon Ball! E é Camus! – respondeu Camus. Seu nome ele tinha orgulho de saber pronunciar certo, mesmo ainda tendo cinco anos e meio. Vendo o outro lhe fazer uma careta, bufou mais uma vez. – Eu num goto de Paeuê Langel, é bobo! 

- Num é! – a resposta veio rápida.

- É xim! E ucê é bobo ingual! – Camus provocou. – Tiaaaaaa! 

Sem esperar pelo que viria, Milo pulou em cima de Camus derrubando-o como já havia feito na hora do recreio na caixa de areia, fazendo o ruivo estatelar-se no chão. Com o impacto o pequenino gemeu alto, e mesmo com lágrimas nos olhos, começou a desferir tapas e soquinhos no outro.

Sentando sobre a barriga do ruivo, o loirinho revidava tentando segurar-lhe as mãos, mas também dando tapas e socos onde conseguia pegar.

As outras crianças se agitaram e a gritaria foi instaurada. Um momento de pandemônio tomando conta da classe do Jardim de Infância da escolinha particular.

Duas professoras se aproximaram correndo. As vozinhas estridentes gritando o famoso ‘tia ajudá’ sendo ouvido por todo o corredor.

- Milo! Camus! – a professora responsável pela turminha balançou a cabeça assim que retirou o pequeno de cima do amiguinho. O loirinho se debatia tentando se soltar. Ele queria voltar para continuar o que estava fazendo.

Vendo-se livre, Camus tentou levantar e correr na direção do outro. Mas ao sentir um puxão, parou olhando para o lado. Ao sentir os pés fora do chão, arregalou os olhos assustado olhando para a outra professora. 

- Tia, fica blaba non! – pediu fazendo beicinho. 

- Camus, você non era assim! Quando era meu aluninho era tão bonzinho! – ela parecia desapontada ao colocá-lo novamente no chão, mas sem o liberar. 

Parado bem a sua frente se encontrava Milo, os cabelinhos cacheados batendo na altura dos ombros estavam desgrenhados. Ambos tinham carinhas feias. 

- Que feio! – começou a professora deles, a senhorita Marchall. – E pensar que eu havia pedido e conversado com vocês no recreio. 

- Tia, o Milu mostló a língua axim! – e sem pensar, Camus deitou a língua pra fora fazendo uma careta e olhando para o loiro.

Revirando os olhos, a professora esperou pelo tranco do loirinho e o conteve.

- Mas isso não é motivo para vocês dois brigarem! – a senhorita Marchall mirou-os incrédula. 

- O Camie num gota de Powe Lange! O lange vemeio num é bobo, tia! Bobo é Dlagon Ball!

- Num é...

- É xim...

Começaram novamente a gritar e falar juntos. Olhando para a outra amiga, a professora balançou a cabeça.

- Ok! Os dois non me dão alternativas, vou mandar um bilhete para mãe de vocês. E agora castigo! Vocês têm de aprender que devemos respeitar as diferenças dos outros. – e suspirou, sabia ser cedo, mas teria de explicar-lhes. – Veja, a tia Margo gosta de usar roupas verdes, e eu gosto de azuis. Veja se implicamos com o fato de termos gostos diferentes. – e ficando na altura dos dois, segurou a mãozinha de ambos em cada mão. – Vocês são amiguinhos, eu sei disso, vejo vocês brincando juntos todos os dias, então vamos pensar um pouquinho e tentar respeitar o gosto do outro, está bem? 

- Ma tia... – os dois começaram juntos. De olhos arregalados se encararam. Os bicos de ambos parecendo maiores que os de chaleiras de porcelana.

- Sem mais. – e ficando de pé novamente, a professora pegou Milo no colo e o colocou sentadinho sobre o tapete colorido de E.V.A., em seguida pegou Camus e o colocou no outro extremo do mesmo tapete. – Os dois vão ficar aqui, de castigo, e eu non quero ouvir um ruidinho vindo daqui. Pensem um pouco e prestem atenção no resto da aulinha.

De olhinhos baixos, Milo encarou Camus sentadinho no outro lado. O ruivinho parecia inabalado, mesmo que seus olhinhos estivessem cheios de lágrimas. Foi a vez do loirinho bufar e respirar alto. Passando uma das mãozinhas sobre os olhos virou o rosto para que ninguém o visse chorar.

- Será que eles non vão se pegar se os deixarmos aqui? 

- Non, Margo, eu creio que non! – suspirando, mirou-os com interesse. – Eles são bonzinhos, é que de uns tempos para cá, ambos têm feito um pouco mais de arte. É normal e eu sei que irá dizer que Camus non era assim, pode ser, mas antes ele era um garotinho arredio, vivia sozinho e veja, Milo conseguiu tirá-lo de sua redoma de vidro imaginária. – com um sorriso satisfeito, voltou para a frente da sala. Os pequenos sentadinhos em banquinhos. Acenou ao ver a amiga saindo da sala e fechando a porta. – Agora quem vai querer aprender a contar e a conhecer as letras do alfabeto?

Uma avalanche de mãozinhas foi erguida, e olhando para o fundo da sala, sorriu de lado ao ver Camus e Milo também levantarem as mãozinhas.

- Então, vamos deixar um pouco mais divertido nosso aprendizado. – e sem esperar começou a cantar uma musiquinha infantil sobre as letras e números.

A B C,
A, B, C,
Its easy as
É fácil como
1 2 3 ,
1 2 3 ,
As simple as
Tão simples quanto
Do re mi, A B C, 1 2 3
Do ré mi, A B C, 1 2 3
Baby you and me girl
Bebê, você e eu, garota

- A, B, C, D, E, F, G... – a vozinha de Camus soando baixinha. Os olhinhos curiosos buscando as letras no tapete colorido.

- H, I, J, K, L, M, N, O, P... – Milo cantando apontava as letras com o dedinho da mão direita esticada. Volvendo os olhinhos para o ruivo, sorriu ao apontar a próxima letra bem perto deste.

- Q, R, S, T, U e V... – o ruivinho ficou sobre os joelhos e de gatinhas tocou cada letra que cantava sentando mais para o meio do tapete. Pegando o pequeno pinguinzinho, que estava esquecido ali, acomodou-se sentado continuando a cantar.

Come on and love me just a little bit
Venha aqui e me ame um pouco
I'm gonna teach you how to sing it out
Eu irei ensiná-la como se faz 
Come on, come on, come on
Venha, venha, venha
Let me show you what its all about
Deixe eu te contar sobre o que se trata

- W, X, Y, Z... – o loirinho seguindo o exemplo do amigo, aproximou-se sentando encostado ao ruivo, apontando com o dedinho as letrinhas que faltavam do alfabeto, agarrou o carrinho azul que estava sobre a letra Z.

- Agora eu sei o A,B,C, e vou cantar com você! – terminaram de cantar juntos com todas as outras crianças.

Curiosos como todas as crianças, os dois pequenos de olhos arregalados começaram a cantar outras musiquinhas infantis que ajudavam no aprendizado.

Batendo palminhas, se abraçando, Milo e Camus nem lembravam os dois arteiros que há pouco haviam se estapeado por conta de suas diferenças. Crianças por vezes podiam esquecer muito rápido do ocorrido, ainda mais se entretidos com alguma coisa que lhes chamasse a atenção.

Reading, writing, arithmatic
Leitura, escrita, aritimética 
Are the branches of the learning tree
São os ramos da árvore do aprendizado
But without the roots of love everyday girl
Mas sem as raizes do amor todo dia, garota
Your education aint complete
Sua educação não está completa 
Teachers gonna show you (shes gonna show you)
Professores irão mostrar-lhe (ela irá mostrar)
How to get an A? (na,na,na,na,na,na)
Como tirar um 10? (na, na, na, na, na,na)
How to spell "me" and "you"? Add the two
Como soletrar "Eu" e "Você"? Adicionar os dois
Listen to me baby thats all you got to do
Me escutar, bebê, isso é tudo que você tem que fazer

Sorrindo lá na frente, a professora anunciava a hora da leitura. Naquele momento todos deveriam procurar um cantinho sobre o tapete colorido e se deitar. De posse do livro que estava lendo para eles, O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry, a senhorita Marchall esperou para poder começar a ler.

Com voz modulada e cristalina, começava novo capítulo da obra mágica que enfeitiçava jovens e crianças em todo mundo.

Aos poucos, bocejos, olhinhos ficando pesados e murchos foram sendo notados. Sem parar de ler, a mestra continuou até que os mais persistentes adormecessem. Voltando para sua cadeira atrás da mesa de mogno, acomodou-se para vigiar-lhes o sono. Não pode deixar de reparar nos dois briguentos dormindo sentadinhos, escorados um no outro no cantinho da parede. 

Oh, A B C ,
Oh, A B C ,
Its easy as 1 2 3,
É fácil como 1 2 3 ,
As simple as Do re mi, A B C, 1 2 3
Tão simples quanto Do ré mi, A B C, 1 2 3
Baby you and me girl
Bebê, você e eu, garota
A B C
A B C
Its easy, its like counting up to 3
É fácil, é como contar até 3
Singing simple melodies
Cantando melodias simples
Thats how easy love can be
Amor pode ser assim tão fácil 
Singing simple melodies
Cantando melodias simples
1 2 3 baby you and me
1 2 3, bebê, você e eu

Perto da hora de terminar a aulinha, a professora despertou a todos e pediu gentilmente para que os brinquedos que eles haviam espalhado pelo tapete fossem recolhidos.

Separando-se de Milo, Camus guardou o pinguinzinho de pelúcia, e assim que o mesmo se aproximou, ajudou-o colocando bem ao lado do bichinho estimado, o carrinho azul preferido do loirinho.

- Vem Camie, vamo arrumá as coisas pla podê i’ emboia!

- Mai a tia ainda num mandou...

- Podem pegar suas lancheiras e mochilas. – a voz melodiosa da mestra interrompeu a conversa de todos na sala. – Non se esqueçam dos casacos, toucas e luvinhas!

Em uníssono todos responderam animados à professora e ao menor comando, formaram a fila dupla, meninos de um lado e meninas do outro, para poderem deixar a sala.

Milo e Camus, os dois bagunceiros, iam quase no final da fila por serem dos mais altos da turminha. Rindo divertidos com a conversa paralela com os amiguinhos, ganharam a saída onde os pais, perueiros e responsáveis esperavam pelas crianças.

Vendo uma mulher loira e alta aproximar-se, Camus cochichou com o loirinho.

- Sua maman chegou! 

Concordando com um aceno de cabeça, acenou para a mulher e antes de se separar do amigo, o abraçou, pegando-o de surpresa.

- Dicupa, Camie! Agola tenho de i’! Amanhã bincamos mais! – e acenando para o ruivo, saiu correndo até jogar-se nos braços da mãe.

Ao ouvir seu nome, o ruivinho volveu os olhos na direção contrária, e com um sorriso feliz, correu em direção do homem barbado e ruivo, agarrando-se nas pernas dele.

- Papa!

- E ai garotão, como foi seu dia? – quis saber o ruivo ao alçar o filho no colo.

- Biguei com o Miluuu!

- Outra vez?

- Mai já tamo falano di novu! – Camus sorriu ao abraçar o pai. – Papa... Agoia eu sei contá ‘té treis! – falou o pequeno com ares de sabido.

- É mesmo? – sorriu divertido. – E o A, B, C?

- Apendi tumem! – e vendo que o carro da mãe do amigo estava estacionado bem atrás do de seu pai, gritou: – Xau, Miluuuu! Amanhã vamu bincá de luta di novo! – e acenando deixou-se ser colocado no acento traseiro.

A B C its easy, its like counting up to 3
A B C é fácil, é como contar até 3

oOoOoOo


Notas Finais


Momento Coelha Aquariana no divã:

Milo: Aleluia!!! Vocês estão ouvindo o coro de anjos???

*revirando os olhos, e tentando não prestar atenção ao que o Bichinho de Rabo Torto diz*

Milo: Eu sei que você está me ouvindo... *mexendo nos cabelos cacheados da ficwriter* Vamos, conversa comigo!

Não! *resposta seca, e sem tirar os olhos da tela do PC*

Milo: Owari no Seraph... o que é isso? De comer? *começando a deslizar o dedo pelo rosto da loira* Ou de passar??

Milooo!!! Pode parar! *voltando os olhos para o loiro e bufando* Já sei, não é uma fic que você gostou, é uma weefic e...

Milo: Nada disso! *desalinhando os cachinhos da loira* Tolinha! Obrigado! *dando um beijo no topo da cabeça da coelha*

*ficando envergonhada* De nada... Posso? *olhando para a parte de agradecimento e continuando* Obrigado a todos que aqui chegaram. Espero que tenham gostado dessa minha weefic, se sim, deixem comentários para alegrar o dia da Coelha aqui!

Beijos e até meu próximo surto
Theka Tskishiro


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