História Um Farol Para Os Mortos - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Visualizações 17
Palavras 2.776
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal, primeiramente queria agradecer pelos favoritos e em segundo queria me desculpar pela demora. Eu tava com 5 capítulos prontos para postar de dois em dois como havia prometido, mas o computador quebrou e eu perdi todos eles (só assim pra eu aprender a salvar no pen-drive e não no pc). O que aconteceu foi que eu fiquei sem pc, e ainda estou sem, o que tô usando é emprestado, e a coragem de reescrever tudo foi pro espaço. Mas aqui estou eu.
Boa leitura, beijos góticos para todos.

Capítulo 4 - Demaged Beyond Repair


Scott estava de tocaia por trás da casa de Theo, mais cedo naquele dia em que Reaken acordou os médicos deram alta a ele, mesmo sem entender como ele tinha se recuperado tão rápido de todos os seus ferimentos. Scott e seu bando haviam combinado de ficar de olho nele, para se prevenirem de eventuais problemas. Stiles ainda insistia dizendo que Theo não tinha perdido a memória, que era apenas mais um de seus truques. O alfa tentou argumentar com o melhor amigo, sem muito sucesso, insistindo para que ele desse a Reaken o benefício da dúvida, uma segunda chance, dizer isso apenas fez com que ele ficasse ainda mais irritado.

- É impressionante como você continua insistindo em confiar em todo mundo! Lembra-se da última vez em que eu ti disse isso? Lembra-se de como eu tinha toda a razão?

- Stiles todo mundo merece uma segunda chance, até o Theo. Por pior que ele tenha sido eu devo dá-lo o benefício da dúvida, pois se eu não o fizer estarei sendo hipócrita. Eu dei uma chance a Derek, dei uma chance para Isaac, se eu não der uma chance a ele vou estar indo contra tudo em que acredito.

- Você daria outra chance para Peter? Porque dar uma chance a Theo é a mesma coisa que dar mais uma chance a Peter. – Stiles disse isso para Scott antes de entrar em seu jipe e sair da casa dele, deixando o alfa sozinho na varanda com seus próprios pensamentos.

***

Enquanto Scott observava de longe, dentro da casa Theo olhava algumas fotos que estavam numa pequena caixa de madeira abandonada no porão. Ele viu várias delas que se lembrava de ter tirado a pouco tempo, mas que agora tinham as bordas desgastadas e um tom amarelado o que entregava a passagem do tempo. Outras ele não reconhecia, eram do tempo que sua memória havia perdido. Ele cansou de olhar aquelas imagens e subiu as escadas que davam acesso para um corredor que terminava em uma sala onde tinha uma abertura que levava a cozinha e uma escada que ia para o primeiro andar, que era seu destino naquele momento.

Todo aquele lugar lhe parecia familiar e ainda assim estranho, não era a mesma casa em que ele cresceu não se lembrava de ter estado naquele lugar, porém sabia que aquela era a sua casa de alguma forma. Ele entrou no que devia ser o quarto de seus pais, ou das pessoas que fingiam serem seus pais. Porta-retratos na casa com fotos dele e um casal que ele não conhecia. Nada parecia certo, ele não parecia certo. Tinha que descobrir o que aconteceu com sua família durante os últimos 9 anos, no entanto não sabia como. Não iria simplesmente perguntar nada a ninguém, ele sentia que provavelmente não receberia uma resposta honesta ou verdadeira já que pelo o que pôde ouvir no hospital não sabem nada sobre ele ou seus pais. Theo precisava descobrir a verdade por conta própria. E iria começar pela única pessoa que estava presente antes e agora: Scott.

Scott continuava a observar Theo, ele ia e vinha pela casa sem destino certo. Nada realmente suspeito até que ele abriu a porta da frente e saiu. O alfa ficou em alerta, queria ver para onde ele estava indo, ele esperou um pouco até que percebeu que Raeken caminhava em sua direção, os passos rápidos diziam que ele também estava em alerta. Scott não se moveu, sabia que Theo estava indo até ele, sabia que ele buscava respostas e o alfa também precisava de respostas, e a melhor maneira de conseguir o que precisava era conversando com Theo.

Ao lado de uma árvore ali perto da residência dos Raeken Scott e Theo ficaram frente a frente.

-Olá Theo. – Disse o alfa.

-Olá Scott. Diga-me, por que está de tocaia aqui?

-Algo me diz que você já sabe a resposta.

-Porque eu sou um perigoso mentiroso, traidor. – Uma pausa.

-Basicamente.

- Se eu sou tudo isso então por que estou em casa e não na delegacia? Por que você está me vigiando e não os policiais? – Scott demorou a responder. Não sabia ao certo o que dizer.

-Vamos. Responda. Não acho que essa seja uma pergunta difícil. – Theo impaciente pressionou o alfa, que respondeu com um suspiro:

- Porque nenhum humano acreditaria em tudo o que você fez, nas circunstâncias em que aconteceram e as coisas e criaturas envolvidas. Além disso, eu sou mais eficiente o vigiando do que a polícia jamais poderia ser. – Falou sincero. E nos segundos que se passaram Scott apenas o deixou com seus pensamentos. Ele sabia que Theo estava tentando organizá-los, muita coisa tinha acontecido em menos de 24 horas. Após uma longa pausa Reaken uniu as sobrancelhas e direcionou o olhar, que se encontrava fixado no chão, para o alfa e falou:

- Coisas e criaturas. O que você quis dizer com isso? – O choque passou pelo rosto do alfa que naquele momento percebeu que as coisas iam se complicar a partir daquele momento. Sabia que teria de contar à verdade que Theo não se lembrava.

- Eu preciso que fique calmo e antes de julgar ou fazer qualquer pergunta apenas me escute. – Raeken concordou acenando positivamente com a cabeça. – Sabe, aquelas histórias sobre criaturas que podem assumir outras formas, se transformarem de homens para animais? Elas são reais. Eu sou uma dessas criaturas, - O rosto de Theo assumiu uma expressão cética – e você também é. – Agora Theo estava com a expressão duvidosa, ele pensou se era apenas uma piada, mas então se lembrou de como pôde ouvir a conversa de Malia com o Xerife no hospital e de como podia ouvir coisas que ele não deveria ouvir, como o coração palpitante de Scott. Ele estava nervoso não sabia mais o que pensar, tudo estava começando a ficar mais embaralhado.

- Digamos que eu acredite em você McCall, o que somos? – Perguntou Theo. Scott pensou um pouco antes de responder e então disse:

- Eu sou um lobisomem. Já você é uma Quimera, parte lobisomem parte coiote. –O alfa observou quando Theo apenas olhou para ele incrédulo.

Os segundos se passavam com o silêncio dominando o ambiente, Theo tentava absorver tudo aquilo e Scott se esforçava para acreditar e confiar nesse Raeken que agora lhe lembrava o menino da Quarta Série e não o psicopata que conheceu há alguns meses.

-Eu acho que você deveria ir para casa Theo. Pensar um pouco. – Disse Scott finalmente quebrando o silêncio.

-É. Talvez eu devesse mesmo ir para casa. – Raeken respondeu e então se virou em direção a casa e deu alguns passos e parou.

- Boa Noite, Scott. – Disse e logo em seguida voltou a caminhar.

- Boa Noite, Theo. – O alfa permaneceu ali pelo resto da noite lembrando-se de sua última conversa com Stiles e como ele lhe dizia para não confiar em Theo, que aquilo seria um erro, porém após conversar com ele, Scott apenas sentiu que realmente deveria dar uma segunda chance a ele. Seu único receio era de vir a se arrepender de tomar tal decisão.

***

Lydia não lembrava como havia chegado naquele armazém, no entanto sabia o que iria encontrar. Ela andava em passos curtos e lentos até a porta enferrujada por onde entrou no estabelecimento. A ruiva tinha a respiração pesada enquanto adentrava mais fundo naquele lugar, a cabeça doía a cada passo que ela dava e com isso ela sabia que estava na direção certa. Andou mais um pouco e então pode ver, cinco policiais mortos pelo chão o horror estampado em seus rostos pálidos, sem vida e vários cartuchos de balas estavam espalhados pelo chão. Ela rapidamente pegou o celular e discou o número conhecido e esperou a chamada ser atendida.

- Alô?

- Stiles eu preciso que venha para o endereço que mandarei por mensagem urgentemente, sem fazer perguntas.

- Certo. Estarei aí o mais rápido possível. Antes apenas me diga se você está bem.

- Eu estou bem Stiles. Vejo você em breve. – Ela disse e então desligou a ligação.

Lydia enviou o endereço para Stiles e esperou. Os poucos minutos para rela passavam tão lentamente que se esticaram até se tornarem longas horas, ela não queria ficar ali olhando os cadáveres espalhados então saiu do armazém e foi para o seu carro. O alívio chegou quando viu os faróis do Jipe de Stiles parando atrás dela, que saiu do carro imediatamente, pondo-se na lateral do Jipe enquanto ele saia.

- 30 minutos. Você me fez esperar 30 minutos, que parte de urgentemente você não entendeu? – Lydia falou irritada.

- Desculpe vim o mais rápido que pude, mas havia um bloqueio no centro e tive de procurar uma rota alternativa. – Ele explicou. – Então o que houve? – Stiles perguntou.

- Para variar eu estava dirigindo para um lugar e acabei aqui, não preciso nem dizer o que encontrei lá dentro, preciso?

- Não precisa. – Stiles respondeu para a ruiva que o levou até os corpos no armazém.

O humano se abaixou e começou a analisar os corpos de perto, procurava por uma causa de morte bem específica e a achou em todos os cinco cadáveres.

- Isso está saindo do controle. Temos que perguntar se Deaton sabe alguma coisa sobre o que está acontecendo, mas não antes de chamar meu pai aqui. Algumas famílias têm entes queridos para enterrar.

- Não precisa ligar Stiles. – Lydia disse para o garoto que desviou a atenção do corpo a sua frente para a ruiva que de costas para olhava em direção ao portão por onde entrava o xerife, seu pai.

- O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou o Xerife puxando Lydia e Stiles para um canto enquanto os forenses avaliavam os corpos.

- Eu encontrei esse lugar e depois chamei o Stiles. – Lydia disse e o Xerife com um suspiro falou:

- Encontrou com seus poderes. Okay, nunca vou me acostumar com isso.

- Pai, como vocês vieram para cá? – Stiles indagou.

- Hoje à tarde eu enviei esse grupo de policiais para cá, após uma denúncia possivelmente ligada aos assassinatos dos últimos dias e não retornaram.

- Pai, eles foram mortos pelo mesmo que matou os outros. Agora mais do que nunca vocês precisam tomar cuidado, Deus, essa coisa drena o sangue humano.

- Stiles eu juro que se você falar que estamos lidando com um vampiro eu te interno numa clínica.

- Vocês estão lidando com um vampiro. A não ser que tenha alguma coisa por aí com presas e sede de sangue. Além disso, me diz quando foi que eu errei nas minhas teorias?

- Tá certo Stiles. Você tem um argumento válido. Não transforma isso numa coisa menos louca, porém a essa altura eu não deveria mais me surpreender.

- Stiles nós temos que falar com Deaton. Isso está ficando fora do controle. – Disse Lydia.

- Ela tem razão. Vão falar com ele, vejam se conseguem descobrir algo.

Stiles concordou e saiu de lá com Lydia.

***

Na manhã seguinte Malia foi para casa de Theo, mas ao invés de manter guarda do outro lado da rua ela foi até a varanda e tocou a campanhinha. Esperou por alguns segundos até que pode ouvir os passos dele caminhando para a porta, que logo foi aberta.

- Oi... Malia. – Theo a cumprimentou confunso.

- Oi. Eu só vim ver como você está.

- Eu realmente quero acreditar nisso, mas uma parte de mim acha que está aqui para me vigiar, assim como Scott estava ontem, à noite.

- Se eu estou aqui para lhe vigiar então me diga por que eu me dei ao trabalho de vir até a porta da sua casa? De qualquer maneira você acredita no que quiser. Confie em mim, a única pessoa que deveria estar desconfiada aqui sou eu.

- Ah, claro. Eu sou um psicopata. – Ele riu – Então você aceitaria um convite de um psicopata para tomar um sorvete ali na cozinha? – Ela riu.

- Uau é assim que sua mente de criança flerta?

- O que? As pessoas não convidam as outras para um sorvete em 2016? – Ele disse com desdém.

- Sim elas chamam. E um sorvete não faria mal nesse calor. – Ela respondeu enquanto Theo a permitiu entrar na casa. – Antes apenas tenho que ter certeza de que o sorvete não vai estar envenenado. – Malia disse séria.

- Isso devia ser uma piada? – Ele disse unindo as sobrancelhas.

- Não inteiramente.

- Certo... – Ele disse.

- Então cadê aquele sorvete que você me ofereceu?

Ele apontou o caminho para a cozinha e eles foram em silêncio. Theo abriu o armário e pegou dois potinhos de vidro transparentes e em seguida pegou o sorvete de pavê e colocou nos potes, ao entregar um para Malia ela não aceitou de imediato, e ele disse:

- Vamos pegue. Não está envenenado.

Malia riu e pegou o potinho colocando uma colher de sorvete na boca.

- Definitivamente não está envenenado. – Ele apenas sorriu com a situação.

Theo e Malia tinham acabado com o pote de sorvete em meio a conversas triviais, e a coiote estava cada vez mais abaixando a guarda. Talvez ele pudesse ser confiável.

I still remember the world
          From the eyes of a child

Ainda me lembro do mundo
            Dos olhos de uma criança

- Sabe, eu não reconheço esse mundo Malia. Eu não sei o que aconteceu comigo para que eu me tornasse alguém que as pessoas temem. Eu não sei o que aconteceu com meus pais, ou quem são as pessoas nas fotos espalhadas pela casa. Tudo isso me assusta.

Slowly those feelings
              Were clouded by what I know now

Aqueles sentimentos lentamente
                Foram nublados por o aquilo que conheço agora

- Eu sinto muito. Eu prometo que vamos descobrir o que aconteceu. – Ela disse olhado dentro dos olhos dele, que pode ver a sinceridade dela.

Where has my heart gone?
            An uneven trade for the real world

Pra aonde foi o meu coração?
           Uma troca injusta pelo mundo real

Oh I, I want to go back
         To believing in everything and knowing nothing at all

Oh, eu, eu quero voltar
           A acreditar em tudo
             E a saber absolutamente nada

- Por que você faria isso? Eu sei que eu a machuquei. Não sei por que, mas o fiz.

I still remember the sun
            Always warm on my back
             Somehow it seems colder now

Ainda me lembro do sol
          Sempre quente em minhas costas
         De alguma forma, parece mais frio agora

- Sim, você me machucou, porém o que passou, passou. E um amigo me ensinou que todos merecem uma chance. Além disso, eu sei como é estar num mundo que você não conhece e eu sei como é estar sozinho no meio do desconhecido. É assustador.

Where has my heart gone?
             Trapped in the eyes of a stranger

Pra aonde foi o meu coração?
           Preso nos olhos de um estranho

Oh I, I want to go back
              To believing in everything

Oh, eu, eu quero voltar
          A acreditar em tudo

- Como você conseguiu passar por isso sozinha? – Ele perguntou. Não sabia como alguém conseguiria fazer isso.

As the days pass by, before my face, as wars rage before me, finding myself, in these last days of existence, of this poor country, this parasite inside me, I forced it out. In the darkness of the storm lies an evil, but it's me

À medida que os dias passam, diante de mim, como raiva de guerras diante de mim, encontrando-me, nestes últimos dias de existência, deste pobre país, este parasita dentro de mim, eu o forço para fora. Na escuridão da tempestade encontra-se um mal, mas sou eu

- Eu não estava sozinha. Eu tinha meus novos amigos. E você não vai estar só. Eu lhe prometo. – Ela disse colocando uma mão no ombro esquerdo dele – Apenas não me faça arrepender disso.

Where has my heart gone?
             An uneven trade for the real world

Pra aonde foi o meu coração?
           Uma troca injusta pelo mundo real

Oh I, I want to go back
             To believing in everything

Oh, eu, eu quero voltar
            A acreditar em tudo

- Eu prometo que não vou te desapontar. – ele disse para ela com sinceridade. Malia apenas sorriu de volta. Ela queria que fosse verdade.

Oh, where
             Where has my heart gone?
           Trapped in the eyes of a stranger

Oh, onde
              Pra aonde foi o meu coração?
                 Preso nos olhos de um estranho

Oh I, I want to O back
           To believing in everything

Oh, eu, eu quero voltar
            A acreditar em tudo

I still remember

Eu ainda lembro

“Evanescence – Field Of Innocence.”

 

 

 


Notas Finais


Expressem suas opiniões nos comentários.
Bjs Góticos.


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