História Um garoto e um baile - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Homossexualismo, Romance
Exibições 7
Palavras 1.072
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa história foi criada por mim, no Wattpad: GuilhermeHMiranda
E pretendo trazer aqui pro Spirit, e espero que vocês gostem dela.

Capítulo 1 - Baile de formatura?


 

Ouço meu despertador tocar e bocejo, o desligando com muita preguiça de esticar minha mão até meu relógio. Fico deitado por alguns segundos com preguiça de levantar, porém não posso me atrasar de novo, visto que nos últimos dias cheguei atrasado e tomei uma bronca do professor. Levanto, me espreguiço e faço um pequeno exercício nos braços para que eu consiga ficar mais "acordado", é claro, se o Google estiver certo no que diz. 

Vou ao banheiro e tomo um banho calmo, ouvindo apenas o barulho do chuveiro, esperando que hoje fosse um dia melhor do que os últimos. Depois de me trocar vou para cozinha e começo a preparar umas panquecas rápidas. É tão complicado morar sem minha mãe, sério, se você pensa que quando você se separar da sua mãe para morar sozinho muita coisa vai melhorar, lamento te dizer mais você está muito bem enganado. Eu tive que começar a fazer coisas que eu nunca fiz quando morava com ela, como lavar roupa, arrumar o meu quarto ou até mesmo lavar a louça.

Eu amo cozinhar, desde quando minha mãe me obrigou a saber fazer um básico arroz. Inclusive eu comecei a gostar tanto de cozinhar que minha mãe me colocou em vários cursos de gastronomia e confeitaria. No meu café da manhã eu geralmente faço panquecas americanas, pois são muito gostosas, ainda mais com esse tipo de "mel" americano que minha mãe conseguiu achar no fundo do poço dessa pequena cidade.

Chego um pouco atrasado, porém sem broncas dessa vez. É incrível como essa faculdade é cheia de meninas fofoqueiras; a universidade é dividida em vários grupos de pessoas: Tem o grupo dos nerds, o grupo das modelos, e inclusive o grupo das vadias como as de Scream Queens, ou patricinhas, como preferirem. Eu sou de um grupo que não tem nome, na verdade eu não sou de conversar muito com ninguém, se eu fosse de algum grupo eu seria do tipo "Tímidos Nerds", até hoje agradeço por não terem me apelidado desse jeito.
 Vejo um dos "machões" da universidade derrubando os livros de um dos meninos nerds daqui, eu os odeio, porém não posso fazer nada, eles são da educação física, altos e fortes, e eu sou magro e fraco, não chegaria nem a fazer cócegas neles. Quando eles saem eu ajudo o garoto a pegar os livros dele, eu o conheço, o nome dele é Kian, acho que todos o conhecem, já que ele sofre bullying por esses grandalhões irritantes do colégio.


– Você está bem? – perguntei enquanto abria o meu armário. 
– É, já estou acostumado. Obrigado, Pietro, pela ajuda. – Ele disse enquanto organizava as matérias das apostilas no lugar certo.
– Ah, não foi nada. – respondi pegando alguns cadernos e livros, enquanto fecho o meu armário. – Bom, eu já vou indo, você vem? 
– Vamos. – fecho meu armário e caminhamos até a nossa sala.

Eu e Kian não somos tão amigos assim, ele é da minha sala, porém ele não gosta muito de conversar com os outros, acho que é porque a maioria das pessoas daqui desprezam os nerds da universidade. Chegamos na sala pouco antes do professor chegar, abro meu caderno e organizo minha bolsa, pendurando ela atrás da minha cadeira.

[...]

Muito tempo depois, na última aula do dia, já estava exausto, os professores passaram bastante matéria para copiar hoje, algumas coisas vou ter que pedir ajuda para Kian, pois não entendi algumas partes onde o professor falava sobre a divisão de massas e etc.
 Quando faltavam 10 minutos para irmos embora, o professor deixou esse último tempo para discutirmos sobre o tema, porém eu fui pego de surpresa. Ashley, uma das patricinhas da universidade, anunciou que nesse nosso último ano haveria o baile de formatura, onde todos os alunos que estavam cursando o último ano estavam convidados e deveriam comparecer, porém, com uma dupla romântica. 
Ela entregou os convites para todos da sala inclusive Kian; O convite era lindo, branco com encartes dourados, não fico tão surpreendido vindo da Ashley, você nunca se surpreende quando algo que ela faz fica bonito.

 O Baile era no último dia de aula, o convite estava detalhando o local e a hora, e no final falava sobre levar algum par romântico, e foi isso que me deixou mais constrangido. Praticamente toda a Faculdade namora, até o Kian namora. Eu sou o tipo de pessoa exclusiva, e os outros só não me zoam porque eu sempre tento dar uma disfarçada, acho que a única pessoa que não sabe que eu não namoro até hoje é o Kian, e daí me vem essa... Eu quero muito ir ao baile, porém eu quero ir com alguém, alguém especial, mas quem?  

[...]

Antes de chegar em casa, passo no Starbucks perto da praça mais linda dessa cidade, eu amo o combo expresso que eles têm lá. Quando chego lá olho o cardápio e espero que algum atendente venha me atender. Fico surpreso quando um atendente novo vem até mim, eu venho nesse lugar praticamente todo dia e nunca o vi por aqui. Ele é alto, tem cabelo preto meio bagunçado, é meio moreno e tem olhos castanhos, como cacau. Era lindo, o tipo de pessoa perfeita.


– Bom dia, em que posso ajudá-lo? ~
– Bom dia, um café expresso, por favor. – disse sorrindo.
Ele anotou em um caderninho
– Mais alguma coisa? 
– Não, só isso, obrigado.
Pago o café e fico esperando ele me entregar, quando o observo virando pra pegar meu pedido, reparo na bunda dele. Uau, e que bunda. Ele me entrega o café e quando eu agradeço e me viro para ir embora ele me chama;
– Hey... Você estuda na Brooklyn?
– Sim, você estuda lá?
 – Ah, não, quero dizer, vou começar amanhã, eu me mudei pra cá faz uma semana mais ou menos e meus pais me matricularam lá. 
– Bom, boa sorte amanhã, acho que te vejo lá.
– É, até lá então.

Quando chego em casa, guardo minhas coisas no meu quarto e desço pra cozinha, não estava muito afim de cozinhar então peguei uns cookies que estavam guardados no armário. Droga, preciso fazer algumas compras. Hoje é meu dia de folga, então acho que vou ficar assistindo filme enquanto troco algumas mensagens no celular, talvez até desabafo sobre minha vida como sempre faço com minha mãe ou com alguém. Acho que vou conversar com o menino do Starbucks, droga, esqueci de perguntar o nome dele, talvez amanhã eu descubra... Eu acho.
 



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