História Um garoto e um baile - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Homossexualismo, Romance
Exibições 4
Palavras 1.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Uma pequena gripe e um grande susto!


 

Quando acordo para ir ao colégio, penso que hoje seria o dia perfeito para fazer mais amizades ou qualquer coisa do tipo, pois bem, tudo foi por água abaixo quando acordei com uma baita gripe que mal conseguia respirar. Resolvi não ir ao colégio hoje, levantei e tomei um banho quente, quando me olhei no espelho, o meu nariz estava vermelho, e não conseguia encostar a mão direito, pois ardia, e muito. Após terminar o banho, estava precisando de um café quente, então, fui até a cozinha para ver se tinha pó de café, abri os armários e procurei, mas não achei nada lá. 

Já que faltei o colégio aproveitaria, para passar no mercado e comprar umas coisas que faltam para a casa. Fiz uma listinha do que preciso comprar antes que eu esqueça quando chegar lá, já que isso acontecia várias vezes comigo. Quando terminei de fazer a lista, troquei de camiseta, pois a minha estava bem "amassada", e coloquei uma grande com desenhos de pequenos ursos desenhados pelo tecido inteiro, e então peguei minhas coisas e as chaves do carro e fui até o mercado.

 O estacionamento não estava tão cheio, por sorte, já que aquele mercado vivia lotado de pessoas. Tive uma grande surpresa quando estava procurando a marca de pó de café que minha mãe gostava, na qual eu usava também, aproveitei e peguei uma embalagem de pó de cappuccino, eu havia ganhado uma máquina e nunca havia usado, sempre preferi tomar café fora de casa de manhã, geralmente no Starbucks, e quando me virei para colocar as coisas no carrinho, vi o mesmo atendente do Starbucks que me atendeu ontem, ele já estava até com o uniforme de lá.


– Olá... Pietro não é? – Disse o garoto do Starbucks 
– Oi... É, Pietro, como sabe o meu nome? – Disse enquanto colocava outros produtos no carrinho.
– Ah, pela sua compra ontem, sabe, no Starbucks? Então, um colega de trabalho falou que você ia lá direto, então eu perguntei o seu nome para ele.
– Hum, eu realmente passo lá várias vezes, adoro o café de lá. – Disse enquanto limpava meu nariz que já escorria de novo
– Você não foi para o colégio hoje, não é? Não achei você lá, aí resolvi sair mais cedo para resolver alguns probleminhas e depois tinha que comprar umas coisas pro trabalho. – Ele disse enquanto já pegava várias coisas e colocava no seu carrinho de compras também.
– É, eu não acordei bem hoje, então achei melhor não ir... Você gostou do colégio?
– Até que é legal, bem bonito, porém ainda não me identifiquei lá.
– Logo você se acostuma e acha o seu grupinho. 

Nós andamos juntos o mercado inteiro enquanto eu comprava algumas coisas para a casa, a gente ficou conversando uns assuntos aleatórios, era engraçado, o sorriso dele era lindo, os dentes brancos como uma margarida, o seu cabelo era longo e bagunçado, seus olhos são como um cacau, porém não tão escuros. Eu guardava todos os detalhes dele, e acho que estou começando a gostar disso. Enquanto eu pagava as minhas coisas, ele já havia pagado e ficou me esperando, quando terminei, fomos até o meu carro para guardar as compras.


– Você vai trabalhar agora? – Eu perguntei enquanto ia guardando as sacolas no porta-malas.
– Pois é, vou sim, só amanhã que eu não trabalho.
– Posso te dar uma carona até lá? Eu já ia passar lá mesmo pegar o de sempre, não custa nada te levar. – Disse fechando o porta-malas.
– Ah... Não quero atrapalhar, e acho que meu patrão não ia gostar de ver isso.
– Relaxa, ele não vai nem ver, eu juro que não.
 Ele bufou
– Vem, entra. - Eu murmurei entrando no carro, esperando ele entrar também.
Eu liguei a rádio em volume baixo e começou a tocar uma música que parecia ser da Demi Lovato, eu o olhei e ele estava dançando, eu dei uma risada o olhando e ele começou a rir também, acho que ele gosta dessa música, o nome era "Give your heart a break", vou guardar esse nome, pode ser útil algum dia.
– Você recebeu o convite de Baile de formatura do colégio? – eu questionei enquanto dirigia, quase chegando a pracinha.
– Recebi, porém não vou...
– Por quê? Pelo jeito vai ser tão legal.
– Não tenho dupla, e acho que até o final do ano não vou conseguir uma.
– Ah... Acho que estamos no mesmo estado. – respondi rindo e parando o carro perto do seu trabalho.
– Chegamos... 
– Obrigado pela carona... Você vem?
– Claro, já estou ficando louco só de pensar naquele café expresso delicioso que tomei ontem. – eu e ele rimos e descemos do carro caminhando, até o lugar.

Eu o deixei ir na frente para não arranjar problemas e enquanto isso fui pegando a minha carteira que havia esquecido no meu carro. Estava muito a fim de tomar um café expresso, porém quando pedi um para o garoto do Starbucks, que a propósito eu ainda não havia perguntado o nome, ele me recomendou um tipo de café diferente, que eu nunca havia tomado até então. Ele disse que era bom, já que eu estava gripado o café expresso não seria uma das melhores opções, então eu aceitei sem hesitar.


– Aqui está o seu "Caramelo Macchiato". – Ele diz fazendo uma sinalização de aspas com os dedos e rindo baixo, enquanto eu dou uma risada de leve também.
– Obrigado. - sorrio. - Acho que você acertou no caramelo. – disse sussurrando perto.
– Eu sempre acerto. - ele sussurra de volta.

Ouço um dos outros atendentes o chamando, talvez precisando de ajuda, e então ele saiu. É, realmente acertou na escolha. Sempre quando era menor, eu passava em algumas lojinhas antes da escola e comprava vários dadinhos de caramelo, eles chamavam de "Chocomelo", talvez por causa da mistura de chocolate com o caramelo que havia no dadinho, porém, se eu fosse escolher um nome para aquilo seria "Coisa quadrada com chocolate e caramelo na qual me dá muito prazer de comer e gastar o meu dinheiro com isto". – ri baixinho sozinho.
[...]
Hoje não tenho muito que fazer, acho que deveria pegar os meus livros e começar a estudar para as provas que com certeza não vão demorar muito para começar, porém a minha preguiça falava mais alto. Preferi seguir uma outra opção que seria jogar League of Legends no computador, mas hoje não era um dia para eu ficar irritado também, então eu simplesmente peguei um livro que havia ganhado de um amigo e saí para uma pracinha que não ficava tão distante de casa e que eu amava muito ficar nos meus dias entediantes ou tristes, é um dos lugares que me consegue fazer refletir e acalmar.

O livro que eu ganhei se chamava "As vantagens de ser invisível", e eu nem havia começado a ler ainda, porém parecia ser um livro bem interessante, então eu aproveitei que o lugar estava vazio como a maioria das vezes e me sentei em um balanço no qual olhando para frente se obtinha toda a visão da cidade. A vista é tão linda, quando você olha você consegue sentir a brisa do vento batendo no seu rosto enquanto move as folhas do meu livro, não tem como você não se apegar a um lugar desses. Eu abri meu livro e comecei a ler, e de fato, era um livro muito interessante, mesmo eu tendo lido apenas as três primeiras páginas, havia toda aquela coisa de "Querido diário" só que de uma forma diferente da maioria, uma forma mais divertida de se ler. Eu li um resumo sobre ele, basicamente conta a história de um garoto que sofria depressão por conta da sua tia que morreu em um acidente e ele se culpa por isso até hoje, e então, quando vai para o ensino médio ele fica isolado das pessoas, até ele conhecer Patrick e Sam, na qual viram seus melhores amigos.

Eu gostei porque o estilo do livro é uma mistura de drama e romance, confesso que se tivesse um pouco de terror eu iria amar mais ainda, pois combinaria tudo que eu amo em uma história. Fiquei lendo o livro sentindo o vento bater em meu rosto e mexendo com o meu cabelo, aquela gripe ainda estava me afetando, meu nariz só faltava sangrar de tão machucado que estava, acho que vou ter de passar em uma farmácia para comprar uma pomada e um remédio para resolver, porém eu não estava me importando muito com aquilo, eu queria apenas ficar naquele lugar tentando esquecer os meus problemas e várias coisas pelo o que passei enquanto lia aquele livro. 
Uma mão passou pelo meu ombro, tomei um susto no qual deixei o meu livro cair na terra fresca da praça, olhei para trás e vi uma pessoa qual não imaginava que iria encontrar naquele lugar, eu pisquei meus olhos para ver se aquilo, entretanto era verdade porém eu tive a mesma visão.
– Pai?!
 



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