História Um garoto e um baile - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Homossexualismo, Romance
Exibições 3
Palavras 1.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Eu amo sorvete. PT I



[...]
Pai, essa é uma palavra simples que sempre conseguiu acabar com os meus sentimentos, uma maldita palavra com apenas 3 letras consegue mexer tanto comigo assim. Lembro até hoje, quando estava internado e fui diagnosticado com Asma, essa maldita doença que acaba comigo até hoje, essa doença que mal consegue deixava eu dormir, já não bastasse isso ainda separou a minha família de mim, o meu pai... Lembro também que mal conseguia abrir os olhos, apesar de escutar um grande barulho que aquelas máquinas daquele hospital faziam, eu escutava o meu pai e minha mãe brigando, até que minha mãe o mandou ir embora, e então, aquele embora permanece até hoje, ou até ontem à noite, lembro dos passos dele saindo daquele hospital sem ao menos se despedir de mim, até hoje não o perdoo por isso.
- Quer conversar agora? - disse Johnny enquanto terminava de coar o café.
- Só se você me disser que tem remédio para dor de cabeça. 
- Na segunda gaveta do armário que tem os copos.
Tentei achar a gaveta dentre tantas que havia, só agora que reparei, sua casa é enorme, a cozinha era linda, tinha um grande lustre com uma pia enorme com fogão embutido com direito a qualquer tipo de utensílio que você imaginar, até uma cafeteria. Eu sei que eu tenho tudo aquilo mais eu adoro ver a casa dos outros, porque mesmo simples as pessoas conseguem dar uma diferença com apenas um objeto.
- Pietro você vai tomar o remédio errado. -ele pegou na minha mão, tirando o remédio dela.
- É, eu realmente não estou bem. -dou uma risada fraca
- Porque não se senta no sofá e assiste algum filme, hoje não tem colégio mesmo e eu te levo um comprimido e um copo de café ok?
- Não, Johnny, não quero ficar te incomodando, já te atrapalhei dormindo na sua casa e até mesmo na sua cama e...
- Shh, você fala muito, relaxa eu não tenho nada a perder.
O encarei por alguns segundos e percebi que ele estava falando sério e então achei melhor o obedecer, sentei no sofá e peguei o controle da TV entrando na sua Netflix tentando procurar algum filme legal que possamos assistir, foi quando ele apareceu com um copo de café e o remédio, me entregando. Eu peguei tudo e tomei o agradecendo.
- Conheço vários filmes ótimos na Netflix, você gosta de que gênero?
- Terror, drama, romance... Acho que só, ah, e suspense também.
Ele colocou na lista de filmes com o gênero de drama e caramba, tinha muitos e olha que eu nem imaginava.
- Esse parece ser bom. 
- Sim, parece. -sorri
Ele colocou o filme
- Vou pegar uma coberta.
- Ok
O filme tava começando e ele se sentou do meu lado no sofá, receio que não dormiu a noite toda pois estava com uma cara de sono e o vi bocejar várias vezes durante o filme, eu até o ofereci para ir dormir que eu não ligava porém ele não queria sair do meu lado, e então não bastou muito tempo, eu só vi que ele encostou a cabeça no meu ombro, eu me assustei confesso, e quando o vi dormindo no meu ombro, eu senti o meu coração palpitar, como se quisesse sair para fora, eu não conseguia esquecer o fato dele estar deito de ombros em mim apesar de isso ser idiota de mais, eu tentei sair e o ajeitar porém isso foi a pior coisa que eu havia feito, pois quando eu tentei sair ele segurou o meu braço com força.
- Não vai embora... Hoje é meu único dia de folga lembra? Acho que você é a única pessoa que eu tenho pra conversar no momento. -ele disse olhando para mim e aquilo me fez arrepiar
- Johnny, você namora aquela garota não é?
- Não Pietro, eu juro. - ele disse se sentando no sofá.
Encarei ele por alguns segundos, o que eu realmente queria fazer era selar os nossos lábios, como eu queria tanto aquilo porém eu não podia, isso não seria bom e muito menos se minha mãe descobrisse.
- Eu gosto de você Pietro.
Eu senti meu rosto ficar um pouco quente e minha pele arrepiava.
Ele riu, acho que viu a minha situação e não disse nada apenas continuou o filme.
[...]
Passamos a tarde toda assistindo filme, pouco tempo depois de acabar o filme eu tomei mais outro copo de café, Deus, como eu amava aquele café. Não conversamos muito, e eu precisava sair para encontrar meu pai, eu agradeci Johnny e disse que precisava sair e que depois conversava com ele, então eu coloquei a xícara de café na pia da cozinha e liguei para o meu pai, já que ele havia me passado o número dele ontem. Eu não queria conversar com ele, mais eu precisava, ele me devia explicações do porque ele ter me abandonado todo esse tempo, eu realmente não sei se sentia ódio ou tristeza, e minha mãe não poderia saber disso. Ontem quando eu terminei de conversar com ele, eu precisava me distrair de alguma coisa, eu fiquei com muita raiva naquela noite, ele não poderia me abandonar todos esses anos e simplesmente aparecer aqui como se nada tivesse acontecido. Depois de ver o meu pai eu fui até um bar que tinha por perto, mais não era esses bar feios com cheiro de gente bêbada podre, digamos que era um bar rico, quando cheguei lá eu pedi um drink qualquer que eu nem lembro o nome de tão bêbado que eu fiquei, o lugar estava lotado e tinha muita gente dançando enquanto eu ficava sentado no banquinho próximo ao balcão, eu precisava ir embora, eu não ia me dar bem daquele jeito, da última vez que eu fiquei bêbado eu quase morri atropelado, e não queria trazer mais complicações não só pra mim mas para minha mãe também, foi quando eu estava quase saindo e olhei pro lado e vi o garoto do Starbucks, porém ele não estava só, ele estava dançando com uma garota, e bastou aquilo pra eu ficar completamente destruído. Eu comecei a caminhar para a saída e quando sai daquele lugar eu me sentei em um banco que tinha do lado de fora e comecei a chorar, pensando em tudo que aconteceu e não conseguindo tirar da minha cabeça o dia em que eu fui atropelado, até hoje não sei como estou inteiro de tão feio que foi. Pouco tempo depois ele, o grande "garoto do Starbucks" saiu pra fora procurando por alguém, e de fato, acho que era por mim, percebi isso quando ele sentou do meu lado e ficou encarando o chão enquanto eu chorava em silêncio.
- Aconteceu alguma coisa? 
- Porque você está aqui?
Ele bufou
- Eu vi você saindo chorando... Fiquei preocupado, e então vim até você
Tudo ficou em silêncio, eu não estava afim de conversar e acho que ele entendia isso.
- Vem, vou te levar pra casa. - Ele disse se levantando 
- Eu não quero ir pra casa. - disse segurando em sua mão 
- Pode passar a noite na minha casa se quiser. -ele disse se sentando de volta.
- Com aquela garota junto? Sério mesmo? 
- Olha, eu nem a conheço, sério, ela ficou em cima de mim e ela estava muito bêbada, eu tentei sair porém ela não deixava, foi aí que você me viu, eu juro que nem conheço ela.
Fiquei o encarando por alguns segundos.
- E a propósito, meu nome é Johnny.



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