História Um garoto que ... - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Suícidio
Exibições 27
Palavras 726
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Mistério, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Nudez, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi para você que me acompanha, peço perdão pela demora para postar, mas não posso prometer que o próximo capítulo vai sair rápido, posso prometer que vou tentar postar mais vezes no mês.
Obrigada, boa leitura...

Capítulo 2 - Conversando com os astros


Acordei de madrugada, como de costume, e eu estava sem meus fones, vestida e com meu cobertor sobre mim, fiquei com vergonha, sabia que havia sido mamãe, mas ainda assim achei estranho que ela tenha me visto da maneira que adormeci.

Eu não acordo sempre de madrugada por conta de pesadelos, na verdade, perdi a habilidade de sonhar a tempos atrás e não me incomodo com isso, prefiro assim, acordo de madrugada por que eu gosto de acordar primeiro que o dia, ficar esperando que o sol apareça e comece a iluminar tudo, ver a cidade acordando junto com o sol e as pessoas começarem suas rotinas, para eu finalmente começar a minha. Eu me sinto uma telespectadora, de um mesmo filme antigo que roda todas as manhãs, quando faço isso, gosto de imaginar que sou a única que o assiste, talvez seja a única coisa que eu possa imaginar ser a única o fazendo, gosto de pensar que o mundo programou isso especialmente para mim. Pode até parecer patético, mas nós precisamos sentir que o mundo se lembra de você, no meu caso, todas as manhãs em que acordo primeiro que o sol.

Faltava quase três horas para o sol chegar, e o dia começar realmente, então preparei meu café e fui para o terraço, estava escuro mas não me importei em acender as luzes, escuro era bom. Eu gostava de refletir, nessas horas, quando ficava sozinha com a noite se despedindo de mim, eu imagino as estrelas conversando comigo. Conversamos por horas, meu café já havia acabado nos dez primeiros minutos de conversação, elas me contam tudo que já viram, e eu ouço atenta, mas confusa, é muita coisa para entender que eu acabo me perdendo. Finalmente disseram-me que o sol já despertava e que precisavam me deixar, peço-lhes para não irem, não quero ficar sozinha no terraço, elas não me dão ouvidos e vão embora, dão-me um adeus apagado e eu não as vejo mais, ofuscadas pela luz do sol. O sol desponta ao longe, e eu o cumprimento, ele sorri tranquilo, deseja-me um bom dia, diz que me vigiará enquanto as estrelas não podem.

- Obrigada. - Eu digo.

E minha conversa imaginária com os astros acaba. Muitos diriam que eu deveria ser bastante sozinha, e estão certos, não gosto de pessoas, muito menos de interagir com elas. Eu gosto de ficar sozinha, e ter amigos faria isso se tornar quase impossível, não queria correr o risco. Saio do terraço quando o sol já apareceu completamente, e volto para o meu quarto. Minha mochila escolar já estava pronta, eu havia arrumado minhas coisas no dia anterior, então me arrumei para o colégio. Meu velho inimigo estava de volta, eu ainda tinha algum tempo de falar com ele antes de ir.

- Como estou ? - Perguntei, meu espelho riu com deboche.

''Horrível''

- Eu já imaginava. Até logo. - Peguei minhas coisas e virei as costas para sair do quarto.

'' Você realmente vai sair assim ? Que idiota. '' - Ainda dava para ouvir sua última provocação enquanto fechava a porta.

Desci as escadas, e como não havia ninguém na sala de estar e na cozinha, imaginei que meus pais ainda não estavam acordados. Não sabia se eu poderia ir à escola sozinha ou se meus pais iriam querer me levar, então só me sentei no balcão da cozinha e tomei meu café da manhã, esperei por um tempo e decidi ir sozinha mesmo. Caminhando na calçada rumo à escola coloquei meus fones com a música no volume máximo. Estava frio, mesmo com o sol, com os raios solares sendo surpreendido pelas nuvens repentinas, uma rajada de vento congelante passou por mim  e me encolhi no meu casaco, comecei a andar mais rápido para chegar logo à escola. Asleep começou a tocar, e eu fiquei tão envolvida na música que só percebi que já tinha passado da escola quando estava na esquina seguinte. Voltei e parei em frente aos portões da escola, e eu só me perguntava o que é que eu estava fazendo ali, eu via todos aqueles adolescentes do ensino-médio e sabia que eu não me encaixava, nunca me encaixaria. O sinal tocou, e todos entraram como se quisessem mesmo estar ali. Eu não queria estar, mas entrei silenciosa somente pensando em como queria voltar para casa e dormir.  


Notas Finais


Oi de novo <3
Espero que tenham gostado, e se não tiverem, por favor, finjam.

Soquinhos no Core.<3


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