História Um Gentleman Efêmero - Capítulo 5


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Categorias Naruto
Tags Harem, Hentai, Naruharem, Naruto
Exibições 109
Palavras 5.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Harem, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Às vezes menos é mais, né? - Foi o que eu confirmei com esse capítulo. Pra resumir a ópera: vinha trabalhando há quase um mês (claro com o tempo que eu dispunha) e não conseguia deixar os tópicos que eu tinha planejado pro capítulo do jeito que eu queria quando escrevia. Mas aí eu resolvi não seguir mais os tópicos e descartar tudo que eu já tinha escrito (cerca de 5k palavras a trancos e barrancos, editando e reeditando o mesmo parágrafo trocentas vezes). Conclusao: Terminei o capítulo em pouco menos de 3 horas, contando a segunda mão da edição.

Espontaneidade é tudo.

Capítulo 5 - Mudança de Trajeto (TsuShizu)


Fanfic / Fanfiction Um Gentleman Efêmero - Capítulo 5 - Mudança de Trajeto (TsuShizu)

 

            Egocêntricos eram irritantes, ainda mais quando tinham de dar o braço a torcer e se deixarem coordenar. Médicos novatos e seus egos inflados... — Shizune não gostava de mandar, mas alguns indivíduos tinham uma mania de grandeza, de poder, de autoridade que era irritante e carecia de ser diluída quando jovens ou seria levada para o resto de suas carreiras.

            Era estressante passar o dia se segurando para não surrar os infelizes que a olhavam torto. Mas mesmo do pior pesadelo se tinha que despertar uma hora. Esse despertar tinha hora certa: se dava às 19:00h; era seu horário de saída. Deixava a supervisão do período noturno por conta de Sakura e podia ir descansar até retornar pela manhã.

            Recolheu os últimos relatórios para a Godaime assinar e deixou seu posto, levando os documentos consigo. Já até passava um pouco de seu horário, mas a disciplina que recebera de Tsunade a fazia prezar acima de tudo pelo cumprimento de seus deveres.

            — São todos seus! – Disse ao encontrar a Haruno no corredor que apenas sorriu com o comentário.

            — Nem diga! – Sorriu de volta e prosseguiu pra sala da Hokage pra, enfim, finalizar sua participação naquele dia. Não queria deixar o loiro esperando, sabia como este era ansioso.

            A mulher bateu de leve na porta e entrou mesmo sem permissão prévia — era uma das pessoas que tinha essa regalia — tomando um susto ao ver a Godaime de olhos fechados esparramada em cima da mesa. De imediato correu até ela e checou seu pulso, constatando que estava tudo bem. Era só um “inofensivo” sono de cansaço.

            A Hokage nos últimos tempos se desdobrava para dar conta de todas as suas atividades. Tinha de supervisionar o hospital e a área médica do prédio do fogo* — na qual se tratava doenças desconhecidas. Estava a preparar Kakashi como sucessor, e o pior de tudo, tentava atualizar a burocracia acumulada para o próximo governo assumir com tranquilidade, pois não queria deixar um legado de displicência. 

            Shizune chamou a mulher devagar, esfregando suas costas suavemente, assim como se faz pra despertar crianças. — Queria ficar observando por mais tempo aquela expressão meiga, diferente da autoritária que habitualmente a mulher tinha no rosto, mas decidiu por acordar a mulher.

            — Hmmm... – Despertou com dificuldade. — Shizune..? – Deu um salto ao se dar conta da situação vergonhosa à qual estava submetida estando jogada em cima da mesa daquela forma. — O que tá fazendo me esfregando?

            — De-Desculpe... – A loira levantou de seu assento e respirou fundo antes de voltar a sentar e, como se nada tivesse acontecido, continuar seu serviço burocrático sem atentar para o ocorrido. — Tsunade-sama, não acha melhor ir pra casa e voltar amanhã cedo?

            — Não posso, tenho trabalho a fazer aqui... – A mulher estava determinada em desentulhar a sala depois de decidir entregar o cargo. Ler a assinar papéis importantes, distribuir missões para cada ninja de nível específico dentre outras dezenas de coisas e suas variáveis, era a única coisa que fazia nos últimos dias. Chegava a ter pesadelos com pilhas de papel sendo estocadas em sua sala.

            — Seu corpo já provou que precisa descansar te fazendo dormir involuntariamente. Se continuar resistindo pode acabar adoecendo sério! – Disse em tom materno, desaprovando a atitude displicente da outra.

            — Besteira, eu estou muito bem. Não se preocupe! – Levantou o rosto e deu um sorriso pra amiga. Sabia que a morena era super protetora em relação a ela e que se não mostrasse que estava bem, aquilo duraria para sempre. Para seu azar, já estava evidenciado pra Shizune que ela não tinha mais condições de trabalhar por aquele momento.

            A morena revirou os olhos com a tentativa da loira de ludibria-la. Teimosa e irredutível como a Senju era, a única opção encontrada pela amiga foi ajeitar um banquinho ao lado da poltrona da mulher e ajuda-la com o trabalho, só assim ela conseguiria fazer a loira ir descansar o quanto antes.

            — O que pensa que está fazendo? – Perguntou séria, a Hokage.

            — Te ajudando. Já que não quer ir embora até terminar, vou te ajudar a terminar mais rápido pelo menos. – Disse pegando um calhamaço de papéis, enquanto observada pela outra mulher atônita. Shizune tinha um encontro marcado com um Uzumaki excitadíssimo, mas Tsunade era praticamente família e o loiro, um cafajeste qualquer.

            A Godaime suspirou rendida... Sabia que a morena ficaria ali até que terminassem e não podia permitir tal ato, as pilhas manteriam as duas ali até o amanhecer e a morena já tinha terminado seu turno, seria injusto.

            — Não posso deixar que fique aqui até amanhã, seu plantão começa às 07:00h... Vamos levante daí! – Decretou autoritária e a morena obedeceu. — Vou pra casa e termino isso amanhã, satisfeita? – Disse e fez um sinal enxotando a morena da sala, mas ainda se mantendo sentada.

            — Vou estar satisfeita quando te vir entrando em casa, afinal, depois que eu sair quem me garante que você vai embora mesmo? – A loira revirou os olhos.

            — E o que sugere?

            — Vou te acompanhar até sua casa, vamos. – Abriu a porta fazendo sinal pra Hokage passar, quase que expulsando a mesma de sua própria sala. A loira ainda pensou em protestar, mas sabia que não estava em condições intelectuais de discutir com ela naquele momento, acabaria apenas atrasando o inevitável.

 

 

A casa da Senju ficava um pouco afastada das residências convencionais do vilarejo. A loira morava sozinha em uma bela e confortável casa — imóvel com extraordinária preservação ainda dos tempos áureos do clã Senju — que se instalara ainda quando era criança. Igualmente à Uchiha Sasuke, quando este estava na vila, era a única que habitava sozinha uma grande área deserta e esquecida pelos outros aldeões.

Por ironia ou não, justamente os clãs que fundaram a vila ruíam no ostracismo, longes do zelo de sua cria.

Enquanto caminhavam, Shizune tentava não transparecer, mas estava animada. Fazia tempo que não visitava a casa da amiga e andar mesmo que aquele pequeno pedaço junto a ela, fazia com que se lembrasse de suas aventuras, apostas e calotes de tempos onde não se preocupavam tanto. — Se não estivesse preocupada em retardar ainda mais o descanso da mulher, adoraria ficar um pouco e conversar de maneira mais informal com a loira, como fazia a todo instante antes.

— Por que esse sorriso? – Perguntou sem desviar o olhar do caminho e a morena quase se engasgou com a respiração, tamanho o susto com a pergunta.

“Como ela conseguiu notar?” — Perguntou-se. Não era a primeira vez que se surpreendia com a sensibilidade acentuada da loira, ela realmente conseguia notar coisas que ninguém mais conseguia notar. Acreditava ser por conta de seu genial olhar clínico.

— Be-Bem... A verdade é que senti uma certa nostalgia. – Disse embargando um pouco a voz, misturando a emoção que sentia com um sorriso.

— Nostalgia? – Fitou a amiga com um sorriso sereno no rosto.

A Godaime sabia muito bem do que se tratava aquele olhar brilhante observando o horizonte — ela mesma, vez ou outra, se pegava observando as estrelas da sacada de seu quarto e rindo à toa enquanto lembrava-se de bons momentos do passado, mas não era mulher de expor, o que considerava fraqueza.

— Sim... No sentido de estar ao seu lado e sentir estar perto de você. – A Senju olhou com uma careta, fingindo não entender, e a outra continuou: — Nós trabalhamos juntas, mas há tempos não fazemos nada juntas... – Ruborizou... — N- Não que eu esteja cobrando que saiamos juntas, mas eu gostava daquela época.

— Acho que entendo. O trabalho não nos deixa tagarelar e viajar fugidas por aí como antes... Mas eu estou de saída do cargo e acho que depois disso vou explorar o mundo mais um pouco. Se quiser, pode vir comigo... – Disse aparentemente desinteressada, após ajustar o tom para não soar como uma solitária mulher desesperada.

— É claro que quero Tsunade-sama! – Sorriu empolgada, Shizune tinha os olhos brilhando como os de uma criança deslumbrando um playground, o que fez a loira segurar uma gargalhada. — Mas vamos apenas nós, certo? – Soltou subitamente, e cobriu a boca, amaldiçoando-se ao se dar conta da pergunta ignóbil que tinha feito.

A loira parou a caminhada, sendo acompanhada logo após pela amiga, e olhou nos olhos da morena de forma séria antes de perguntar: — E quem mais iria conosco? – Obteve apenas o silêncio como resposta. A morena não tinha coragem de responder nada, tamanha infelicidade que cometera. — Sakura?

Só a cara envergonhada de Shizune, ao ouvir o nome da Haruno, respondeu sua pergunta. A Senju respirou fundo, não conseguia entender como uma adulta madura como Shizune ficava tão instável às vezes e sem motivo aparente. Francamente não entendia a crise da amiga.

— Que ciúme bobo, Shizune. Somos amigas há literalmente décadas, não nego que admiro o talento de Sakura, mas isso não influencia em nada a nossa relação.

— Eu sei... Eu acho... Mas é que tenho me sentido excluída, me sentido em segundo plano. – Disse, decidida a expor o que sentia.

— Não seja boba, Shizune. Já disse que nossa relação é longínqua e já passamos dessa fase de ciuminhos há muito tempo. – Olhou com repreensão pra morena, trazendo-a a lembrança de quando deu alguns chiliques por Tsunade estar dormindo com alguns homens. — Você sabe que é muito importante pra mim.

— E você é a pessoa mais importante na minha vida! – Disse uma oitava mais alto do que esperava. — De-Desculpe Tsunade-sama. Me desculpe.

— Apenas vamos andando... – Disse sem mais alardes, voltando a caminhar, tentando tirar o desconforto do ar.

Nenhuma das duas ousava abrir a boca, apenas andavam e pensavam na conversa ensossa que haviam tido. Shizune se torturando por ter sido tão infantil e Tsunade, por sua vez, tentando lembrar se realmente tinha dado a entender que estava deixando a amiga de lado, afinal de contas, era um pouco quadrada quando se tratava de expressar e captar sentimentos tinha que admitir...

Ao mesmo tempo em que não queria deixar a brecha da conversa passar, a fim de expor tudo que pensava, a morena não queria insistir no assunto se este não fosse do interesse da Senju, e a mulher do ponto de vista dela, parecia concentrada apenas em chegar em casa e descansar. Casa essa que já se via bem próxima após adentrarem as imediações do clã.

 

Os minutos finais de silêncio foram os piores da caminhada, mas chegaram a seu destino. Shizune ainda acompanhou a mulher até a varanda da casa, mas decidiu que não era a hora de insistir no assunto, ou certamente só desagradaria; apenas se despediu.

— Está entregue. Tenha um bom descanso Tsunade-sama. – Disse e se virou timidamente após saudá-la.

— Aonde pensa que vai? – Pronunciou imponente, fazendo sua voz ecoar pelo lugar inóspito. — Vamos logo, entre! – Ordenou já adentrando no breu que jazia ali, sem olhar pra trás. A morena engoliu em seco e se virou pra entrar na casa, educadamente, tirando os sapatos antes. Há tempos não pisava naquele assoalho forrado por um veludo gostoso, mas ao tocar a sola dos pés ali, lembrou-se de imediato de algumas situações que viveram na casa. — Tratava-se da famosa memória sensorial. Além disso, parecia que naquele momento em especial, mesmo as solas dos pés estavam com uma sensibilidade acentuada por conta de sua apreensão.

Shizune viu uma luz mais a frente se ascender e seguiu para o cômodo, era a cozinha. Tsunade apontou uma cadeira e a mulher sentou com prontidão, enquanto observava a loira atentamente. — Tsunade tirou o casaco tradicional e ficou mais à vontade, estava em casa, afinal. Abriu uma porta de seu armário de cozinha e buscou dentro do compartimento algo que aparentemente custava a encontrar.

— Precisa de ajuda? – Perguntou divertida ao notar a shishou se esticando na ponta dos pés pra ver o que agarrava.

— Oh, não, estou bem...

“E como...” — Pensou num suspiro lascivo.

— Ah, aqui está! – Disse mostrando a pequena caixa rústica. — Essas ervas são ótimas, vou preparar um chá pra gente.

A morena concordou e se manteve sentada em silêncio por um tempo, observando a Senju graciosamente preparar a bebida enquanto cantarolava. —Encarar aquela figura guia e protetora preparando-lhe algum agrado, lhe remetia a sentimentos de calor e aconchego aos quais desde os tempos com a família não era exposta. Era parecido com aquele afeto materno, porém impudico.

— Muito bem, muito bom... – Disse a loira ao sentar à mesa, enquanto esperava o chá ficar pronto. — Agora vamos deixar uma coisa clara: Você também é a pessoa mais importante da minha vida, e nem por isso eu dou chilique quando você dorme com outros homens, então, porque você teria o direito de ter por eu apenas guiar uma jovem ninja, da mesma forma que eu guiei você nessa idade? – Gesticulou pausadamente tentando fazê-la entender o quão irracional estava sendo.

Ouvir a indagação, mesmo em tom sereno e brando, foi tão violento quanto se tivesse levado um soco na região do peito. — Seu coração batia rápido e seu ar se esvaía de forma involuntária. — Sua reação natural foi abaixar o rosto e pensar na pergunta enquanto observava o tecido de renda que ornamentava a mesa.

— Tsu-Tsunade-sama, me perdo-

— Shii... – Parou a morena pondo o indicador em frente aos seus lábios. — Não tem motivo pra pedir desculpas. Eu entendo o que você sente... – A morena cerrou os olhos ao sentir aquele caloroso toque nos lábios escorregar para o rosto numa suave e inocente carícia.

A carícia foi um impulso materno. A Senju não queria machuca-la, vê-la com aquele semblante de pesar, queria apenas fazê-la entender que mesmo sendo amigas eram adultas e independentes uma da outra.

            A loira observou espantada a amiga fechar os olhos e se projetar sutilmente em direção a sua mão, como um gato carente atrás de afeto. Imediatamente lembrou dos eventuais olhares confusos de Shizune em sua direção, olhares estes que, se viessem de qualquer outra pessoa, consideraria sem dúvida um indício de paixão. Mas vindo dela não se permitia pensar serem concupiscentes, afinal, lhe considerava além de melhor amiga, como uma filha. — No entanto, era notável que nos últimos tempos Shizune sentia uma espécie de agonia ao observá-la, como se quisesse a todo custo agarrá-la, mas estivesse se contendo por respeito ou talvez por receio de ser rejeitada e estragar toda a relação que tinham...

Podia notar a urgência da amiga, apenas atentando ao seu olhar, quando se observavam. E, sentir-se desejada em tal escala, mesmo tentando não interpretar dessa forma, mexia com seus pensamentos quando refletia sobre o tema a noite.

No alto de sua experiência não sabia bem o que fazer em relação à Shizune, não sabia se — correndo risco de criar uma mágoa irremediável — tirava a ideia da cabeça da amiga, ou se experimentava algo atípico, nem que fosse pra relaxar as urgências há tanto retraídas pela morena, para assim conseguir tratar do assunto de forma mais razoável depois. Ou até, pra quem sabe, acabar com o encanto obsessivo da amiga após lhe conceder o que há tanto desejava.

Não tinha problemas em tentar o insólito, em seus tempos áureos já havia experimentado de tudo um pouco. O problema era outro. Além de não conseguir ver Shizune de uma forma sexual, sabia que essa alternativa representava uma faca de dois gumes, já que, assim como podia simplesmente acabar com o encanto alimentado por anos, também podia aguçar ainda mais seus desejos, após propiciar que ela provasse de algo que lhe satisfizesse. — Os pensamentos corriam por sua mente de forma desordenada, enquanto sentia na palma da mão o calor e maciez da tez daquela que bagunçava sua mente.

— Tsunade-sama... – Foi tirada dos pensamentos pelo sussurro apaixonado. Sentiu sua mão sendo coberta pela dela e sendo guiada até a nuca da mesma. Os arrepios da morena foram inevitáveis, e presenciar todo aquele ardente encanto, fatalmente contagiou a loira também... Sentiu seu coração disparar, e mesmo sentada o equilíbrio lhe desafiar, enquanto ouvia os suspiros e tocava a nuca arrepiada dela.

Ao sentir a loira acariciar a região por conta própria, alternando entre sentir o calor de sua pele e a textura de seu cabelo, Shizune posicionou a outra mão no pulso da shishou e vagarosamente escorregou-a pelo braço, deixando um rastro de arrepios, e repousando na ulnar*, concentrando ali sutis carícias.

A loira engrenhou os dedos entre as madeixas e apenas as empunhou, buscando algum apoio, enquanto fechava os olhos devagar. Mal podia acreditar que estava sentindo algo tão intenso por conta de singelas carícias, muito menos que estava começando a reagir em regiões mais íntimas por conta delas. Notou a morena soltar a mão que escoltava a sua, e aloca-la em seu pescoço, subindo suavemente até as maçãs do rosto. — Só se convenceu de que realmente estava excitada quando ouviu o próprio gemido involuntário tirá-la do transe.

De imediato levantou da cadeira, assustando a companheira que também fez o mesmo. — A loira respirava forte e observava com olhos arregalados a outra, enquanto esta se mantinha num híbrido de culpada, por ter tentado seduzir a Senju, e de preocupada por conta da expressão de espanto da mesma... Ao passo em que os segundos corriam, Tsunade se recuperava do alarme e a morena, tomada pela embaraço, se culpava pelo quão idiota havia sido pela segunda vez na noite — podia ter colocado em risco toda a amizade das duas. A coragem que sobrara para tocar o corpo da shishou faltava para olhar em seus olhos.

— T-Tsunade-sama, perd- – Como se tivesse ouvido o sinal de uma claquete anunciando “ação”, assim que ouviu àquela voz, a loira se aproximou da amiga e tomou seu pulso.

— Cala a boca e vem! – Disse de forma quase inaudível.

            Com a palma envolta no pulso da morena, rapidamente puxou a confusa mulher pra fora do cômodo, em direção a seu quarto. Subiram as escadas da casa e rapidamente encontraram o quarto principal — há tempos Shizune não entrava ali. Guardava confortantes recordações de quando penteava os cabelos da Senju sobre aquela cama, mas estava pronta pra contrapô-las com novas e quentes memórias em cima do móvel.

Soltou a amiga ao chegar à frente da cama, e olhou-a brevemente, antes de selar seus lábios, sem dar tempo pra morena pronunciar nada além de um murmúrio de satisfação.

Em um instante as mãos de ambas já exploravam sem cerimônia os corpos alheios sob os tecidos. — Tsunade tornou a agarrar os cabelos da morena enquanto envolvia sua cintura e aprofundava o beijo. A outra, por sua vez, alisava as ancas da mulher, ensaiando uma escorregada para o lado, ao mesmo tempo em que sentia — mesmo sob a roupa — a maciez e imponência dos peitos da Senju contra os seus.

Shizune guiou a mulher em direção à cama sem separar o beijo, qualquer nuance de raciocínio podia acabar com aquele delírio que se propunham. — Ela acompanhou devagar os sutis movimentos da loira até se acomodarem confortavelmente, tudo para não apartar o delicioso sabor que compartilhavam. A morena arqueou seu corpo ligeiramente acima do corpo da shishou, apoiando-se nos joelhos e no braço esquerdo, enquanto deslizava a indecente mão direita pela coxa da loira.

            Explorava cada detalhe que podia daquela língua disciplinada que a loira resvalava contra a sua, e se convencia cada vez mais de que podia ficar ali por horas aproveitando aquele gosto — principalmente por conta da Senju estar respondendo na mesma intensidade — se não fosse pelo fôlego cobrar uma resposta àquela negligência das duas.

Ao separarem o beijo mais longo que ambas já tinham dado, o simples cruzar de olhares entre as respirações fortes, demonstrava a satisfação plena que sentiam mesmo com a intimidade menos audaciosa que um par podia compartilhar.

            A morena seguiu o script que tanto repassara em seus sonhos e, se posicionou entre as pernas da mulher, desatando seu obi, para logo depois desenlaçar sua cintura como se estivesse abrindo um presente, e que presente... — Após afastar as vestes da loira, não conseguiu desviar o olhar daquelas que eram o motivo de grande parte de seu fascínio sexual por ela, as avantajadas mamas. — Repousou as mãos no abdômen da loira, sentindo a pele vibrar em resposta ao choque de temperaturas, e subiu as mãos, sentindo cada pelo da mulher se eriçar no caminho, até o denso busto frear seu movimento.

            Fantasiando com aquilo durante anos e anos, não custou pra agarrar os seios da loira e confirmar o quanto eram aprazíveis de tocar. — Tsunade mordeu os lábios quando sentiu simultâneas às carícias nos seios, a língua quente molhando e sugando seus mamilos delicadamente.

A loira estava acostumada a receber uma atenção especial àquela parte do corpo entre quatro paredes, e fora delas também, mas não se lembrava de ninguém que a tenha chupado com tanto apetite quanto Shizune. — A morena apertava com firmeza os seios enquanto revezava os movimentos com a língua entre sucções e carícias nas pontas eriçadas.

 

A Senju respondia às carícias de forma involuntária por meio de seus gemidos, e quanto mais Shizune ouvia estas respostas mais queria oferecer prazer a ela. — Ao sentir as mãos da morena na cintura de sua calça, Tsunade arqueou um pouco o corpo dando liberdade pra que a amiga removesse a peça. — A morena lançou a calça pra longe e mordeu os lábios ao encarar a última peça que cobria aquele corpo: uma pequena calcinha branca rendada, inclusive, bastante ousada, pensava a morena.

Shizune iniciou um beijo suave, trocando selinhos com a loira, ao passo em que deslizava suas mãos pelas coxas dela e observava de perto as reações de apreensão da shishou com a proximidade de seu tato da região coberta pela pequena calcinha. Se sentia mais no controle da situação do que nunca.

 

Sem tempo a perder, a morena tirou seu quimono de uma só vez, ficando apenas com sua blusa de redinha e revelando não estar usando nada além de um instigante perfume na região baixa. De imediato a Senju desceu as mãos até as coxas desnudas e massageou a região suavemente.

— Trabalha sem calcinha? – Perguntou surpresa e a morena sorriu pelas narinas. A surpresa era a priori para o encontro no apartamento do loiro, mas o destino mudara o trajeto do presente.

— É pra te seduzir – Disse antes de trocar outro beijo com a mulher, lento e carinhosamente, enquanto acariciavam-se no rosto e na nuca.

A morena escorregava a língua sobre a da Senju devagar, já antecipando os mesmo movimentos na genitália da loira. E, pelos gemidos manhosos que a Hime segurava, devia estar tão quente e úmida lá em baixo quanto estava em cima... Decidida a tirar seus pensamentos à prova, logo Shizune estava escorregando em direção ao tecido.

 

Enfiou a mão devagar na calcinha escorregando os dedos pelo clitóris e parando nos grandes lábios, manipulando-os e ensaiando uma incursão àquele orifício quente que atraía seus dedos. Não conseguiu resistir ao ímã que a puxava por muito tempo, e ratificou sua invasão ali. — seu dedo sendo comprimido contra as paredes úmidas esclarecia que a invasão havia sido consentida, fora o longo gemido de prazer que acabava com qualquer dúvida.

Era incrível a sensibilidade que a loira demonstrava ter, chegando a um princípio de orgasmo por conta do inocente dedo-do-meio em busca de calor.

Tsunade queria gritar tamanho prazer que sentia ao sentir aquilo remexendo cada canto de seu íntimo, mas Shizune parecia se esforçar tão pouco que chegaria a soar ardiloso mesmo a mais sincera expressão de satisfação. Mordia os lábios para conter os gemidos escandalosos, mas não sem deixar escapar os ruídos de prazer e de agonia por se recusar a gritar: “me fode com força!”.

Um segundo dedo, anelar, juntou-se ao outro e, assim que voltou da primeira investida, estava tão encharcado que podia matar a sede de um desesperado qualquer. — As ofensivas eram acompanhadas do som dos suspiros da loira e de seus fluidos sendo remexidos, enquanto Shizune, por sua vez, observava tudo excitada, porém, fascinada também... Encarava como uma prova de quanto poder tinha mesmo em uma simples palma da mão, e do quanto podia propiciar com o que alguns consideravam insuficiente.

Ao passo em que a loira começava a liberar seus gemidos mais íntimos, a morena tentava prosseguir suas investidas além do limite, empurrando seus dedos onde ela sabia que não se tinha condições de atingir. No ato, entretanto, acabava pressionando com o polegar o clitóris sensível e tirando ainda mais prazer da mestra.

A pressão depositada na vulva era tamanha, que a loira receava apagar de cansaço após liberar toda a pressão acumulada, durante os últimos tempos, que sua assistente lhe estimulava a soltar. Achando bom ou não, sentiu chegar e não se conteve: despejou-se nos dedos incansáveis de Shizune enquanto ela também se estimulava.

A satisfação de fazê-la gozar lhe deixava com o ego tão grande quanto o dos egocêntricos que odiava, mas era compreensível, por conta de estar satisfazendo uma mulher do calibre de Tsunade Senju.

Vê-la ali, gemendo, e sentir seu dedo ali, no mais pessoal que podia estar, era uma mistura incomensurável de prazer visual e físico que quando somados aos toques que atribuía a si mesma e aos estimulantes sons produzidos por ambas, lhe proporcionava o inevitável frenesi inerente ao orgasmo... — Como uma boa diplomata do sexo, conseguia tramitar muito bem pela área ativa e conseguir recolher todo e qualquer prazer que podia estando naquela posição. Resumindo, fez o que aspirava em seus sonhos com ela: gozou e fez gozar.

            A morena recolheu o dedo molhado do íntimo da mulher e os envolveu com sua boca, bem próxima da visão da ofegante Senju, além de oferecer os seus a ela também. — Era uma produção influenciada e estimulada pela parceira, nada mais justo do que lhe dar uma amostra do que ajudou a produzir. — A Senju abriu a boca e estendeu a língua molhada para a amiga, que pincelou todo o órgão com sua tonalidade natural, antes de misturar tudo com um beijo bem longo e molhado.

 

E, como uma transa não planejada começava, os inocentes beijos pós-orgasmo foram se intensificando, e em pouco tempo Shizune já voltava a tocar as partes baixas da loira que sorria com a gula da amiga.

A morena desceu deixando um rastro de beijos molhados pelo pescoço e seios — o qual ternou um pouco mais — antes de deixar alguns beijos no abdômen e finalmente chegar ao destino: o pequeno rendado, já maculado com os fluidos da loira. Ela removeu a calcinha sem pressa, observando os fluidos viscosos acompanharem o último obstáculo ser retirado daquele corpo — não que tenha sido difícil burlá-lo, mas agora estava realmente livre.

E como era bela, era muito mais atraente do que sua imaginação conseguia produzir — os púbicos ralos e bem delimitados mostravam o cuidado que a mulher sustentava à região. — Parecia ter sido produzida à mão por um escultor erótico dos mais apaixonados pelo órgão.

Ela apenas aproximou-se naturalmente do sexo úmido e inspirou o inebriante aroma de fêmea que escorria de lá, enquanto a loira, ao sentir a respiração quente de Shizune batendo na região, mordeu os lábios, lembrando e ansiando o que viria, só que dessa vez mais intenso.

 

A mulher segurou as coxas da loira e desferiu um primeiro contato, da entrada até o clitóris, esfregando a língua seguida do lábio suave. — Um arrepiou correu por todo o corpo da loira, afastando a consciência que voltava a recuperar após o último orgasmo, enquanto a morena sentia na ponta da língua o sabor que já tinha tido uma prévia, mas que agora provava direto da fonte. Fechou os olhos pra intensificar ainda mais o momento, e apenas ouviu ecoar as agora já conhecidas expressões sonoras de prazer da loira enquanto pincelava sua língua nela.

A Senju agarrou os cabelos da amiga como se estivesse segurando o laço de um cabresto para não perder o equilíbrio, tamanho o atordoamento por conta dos toques. Vibrava por dentro e por fora incessantemente. Mal absorvia as sensações de um toque de Shizune e lá vinha outro logo após, um seguido do outro, um mais faminto que o outro, um mais gostoso que o outro, até não sentir mais nada, além de um orgasmo intenso tomando conta de seu corpo e a fazendo revirar os olhos de prazer.

Ouvir que efetivamente proporcionava prazer à Senju era seu maior combustível pra continuar com as investidas, por isso mesmo não cessou as inserções mesmo após o orgasmo dela. — Começou a se estimular ao mesmo tempo em que mantinha e intensificava as carícias na loira... Shizune introduziu dois dedos na intimidade molhada da parceira e estipulou um ritmo interrupto, explorando cada milímetro que alcançava dentro dela.

Aproximou-se do rosto franzido de Tsunade, sem tirar os dedos de dentro da mesma, e beijou seu pescoço, deleitando-se com o tom manso que extraía daquela mulher de voz imponente e hábitos indelicados.

— Vadia... – Disse e sentiu a Senju reagir em torno de seus dedos.

A loira adorava ser ofendida durante a transa, —  mas poucos se dispunham a tal ousadia por temerem um possível desagrado da Senju, — e ouvir as palavras vindas de Shizune, a pessoa que mais lhe sagrara na vida, era uma surpresa tão inacreditável quanto estar sendo penetrada por ela.

No ritmo em que outro orgasmo se aproximava, a loira sentiu a amiga escorregar e voltar a fitar sua entrada com olhar faminto, antes de invadi-la com a língua e envolve-la em arrepios.  — Visando agarrar os fluidos mais íntimos da Senju, a morena estimulou seus seios fartos e apenas esperou que ela despejasse outra parcela de tensão, apetitosa tensão. — Conteve as tremelicantes pernas da Senju e recolheu com a boca o sabor que brotou do meio delas antes de montar novamente na loira e oferecer a língua gotejante para a loira provar.

 

O olhar de Shizune, enquanto tinha a língua drenada por Tsunade, pedia por si só para ser chupada, mas não estava certa de solicitar a ela. Em sua cabeça, àquela era a primeira vez que Tsunade deitava com uma mulher, então, não queria cobrar dela nada que não fosse satisfação. — Porém, como seu olhar pidão falava por si só, Tsunade assim que se recuperou do orgasmo tocou a intimidade da morena, decidida a retribuir o afago.

— Agora, é hora de eu te fazer um agrado...

— Tsunade-sama... – Queria dizer que não precisava, mas estaria mentindo muito. Tudo que mais queria era sentir a língua da loira passeando por seu íntimo. Tsunade trocou de posição com Shizune, já tirando a blusa que ainda cobria os seios da morena, e desceu até a região mais sensível daquele corpo, observando o quanto estava molhado.

Tsunade era uma exímia praticante de sexo oral, sabia muito bem usar sua língua para enlouquecer os homens, e mesmo estando um pouco sem prática, o ofício era como andar de bicicleta, quando se dominava a técnica nunca mais se esquecia.

A Senju iniciou com quentes beijos na parte interna da coxa antes de invadir a intimidade da amiga com dois dedos e remexer a genitália molhada sem cessar os beijos; arrepiando a amiga.

— Você gosta assim?

— S-Sim... – Respondeu entre os gemidos.

A morena mal podia acreditar que estava regendo a língua da mulher em sua vagina. — Não era como a realização de uma vaidade adolescente, era a consumação de um sonho alimentado durante décadas. A cada movimento, por mais singelo que fosse, ela sentia um frenesi que nunca imaginou ser capaz de sentir, era mais intenso que tudo já experimentado antes.

 Eram simplesmente as duas ali, o Universo inteiro era apenas um figurante naquele momento de união. Estava ali no meio de suas pernas a pessoa que lhe despertava as sensações mais fortes, que fazia seu coração acelerar de forma anormal, e sua mente flutuar de prazer.

Tsunade continuou sem parar, sentindo seus dedos serem contraídos aos poucos pela entrada estreita. — Safada... – Disse a loira antes de dar uma leve sucção no clitóris da outra e ouvir o longo gemido ecoar na casa toda. Por sorte era um local inabitado, ou então os gritos elevados seriam confundidos com agressões ou algo do tipo. Tsunade manteve o ritmo e alternando as penetrações com leves toques de língua no clitóris da morena, a fez ter um orgasmo diretamente pela primeira vez.

— Vem cá! – Pediu a loira sem perder tempo, depois de cessar as investidas na amiga.

A Senju sentou na cama com as pernas esticadas e de imediato a outra veio em direção a ela, sedenta por um beijo. A morena levantou, ainda sentindo os espasmos por toda região da vulva e se aproximou o máximo que pôde do corpo da Senju colocando uma perna por baixo da dela, e a outra por cima, unindo suas intimidades acaloradas enquanto se beijavam e tateavam tudo que conseguiam alcançar.

Foram aprimorando cada vez mais os movimentos, uma em direção a outra, enquanto trocavam fluidos tanto por conta do beijo tradicional, quanto pelo outro. — A Hime teimava em segurar os cabelos da nuca da morena, e a mesma em apertar os seios que por tanto tempo cobiçara. — Prensavam-se cada vez com mais entusiasmo até sentirem que estavam perto de outro orgasmo. Shizune fez questão de segurar-se até que sua mulher estivesse no mesmo ponto que ela, e então liberaram aquele prazer, apoiando-se uma na outra para resistirem aos fortes espasmos — unidas enquanto trocavam olhares cúmplices e, ao menos naquele momento, genuinamente apaixonados.

           

Mantiveram-se abraçadas durante um tempo, trocando beijos e carícias, até se deitarem finalmente. Observavam o teto sem dizer nada, apenas tomando de volta o fôlego perdido. 

Fora os sinais de temperatura corporal, os delírios mentais ainda se amenizavam, o que dificultava o raciocínio lógico da loira. Mas mesmo cansada em todos os aspectos, depois da experiência que viveu, questionava suas convicções mais arraigadas sobre sexualidade. Além de imaginar como seria seu relacionamento com Shizune a partir dali, ainda mais cruzando com ela todo dia. Seria um agarra agarra a cada momento de porta fechada ou repeliria os impulsos da amiga, além dos seus próprios?

Shizune por sua vez não se importava com nada. Tinha um sorriso bobo no rosto, havia realizado o maior desejo de sua vida e tido êxito em seu objetivo de sentir e oferecer prazer. — Até ali, a noite havia sido o suprassumo de sua vida.

— Tsunade-sama... – Chamou com a voz manhosa e Tsunade arrepiou-se no mesmo instante, temendo ouvir o que quase todos os homens falavam, sinceramente ou não, após dormir com ela, o descartável e broxante “eu te amo”.

— Sim?

— A água do chá já deve ter evaporado. – Disse e as duas riram.

— Danadinha, você não disse que era pra eu vir pra casa descansar?

— Bem, tenho certeza que agora você vai dormir como um anjo. – Retrucou divertida, levantando-se devagar da cama.

— Aonde pensa que vai?

— Eu realmente preciso deixar que descanse, Tsunade-sama. Mas nos vemos amanhã. – Sorriu de canto e pegou o quimono jogado ao lado da cama.

— Certo. Não se atrase, e alimente Tonton! – A morena revirou os olhos, era o cúmulo receber recomendações de bons tratos de uma dona relapsa como Tsunade.

— Até amanhã. – Disse e recebeu um sutil aceno da mulher.

 Shizune sabia que era melhor não soltar um explicito “eu te amo” após a transa das duas, pois Tsunade ainda estava se acostumando com a ideia de vê-la como parceira sexual e ainda precisava de um tempo pra encontrar, ou não, o amor que sentia por ela.

A mulher desceu e desligou o fogo, que àquela altura apenas aquecia o utensílio vazio, antes de sair da casa. Shizune finalmente se considerava completa, havia conseguido tudo que objetivara quando mais jovem, mas aspirava mais. Por que não subir mais um passo e tentar conquistar a loira? Ficou com a ideia na cabeça enquanto caminhava de volta pra casa.

Em uma das adjacências para sua casa, passou pela rua do Uzumaki. — Ela ainda podia passar no apartamento do loiro e redimir o atraso, ou pelo menos amenizar o ódio que o Uzumaki devia estar sentindo naquele momento, mas queria ensinar ao loiro que ele não era a última bolacha do pacote. — Se não tivessem um relacionamento aberto até teria remorso de ter furado com ele, ainda mais para traí-lo, mas, além desta prerrogativa ainda tinha uma pitada de vingança pelo episódio no corredor.

Enfim, se sentia vingada.

 


Notas Finais


*Ulnar é a famosa dobra interna do cotovelo. Tem um nome técnico de duas palavras, mas Ulnar é mais curto e charmoso, apesar de eu não saber o gênero desse troço... Trato como feminino.
Não fiquei satisfeito, mas fiz o que pude, escrever Yuri é treta demais putz.


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