História Um Grande Idiota - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Escritor, George Merlin, Hiro Clarkson, História, Lemon, Linguagem Imprópria, Neuter, Original, Romance, Violencia, Yaoi
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Palavras 2.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi! Como vai?

Essa é mais uma história minha, espero que gostem!

Mas antes que comece a leitura, por favor leia alguns avisos importantes:

• Eu pretendo fazer poucos capítulos, mas que deem para entender o que eu quero passar para vocês;

• Eu não tenho data para postar;

• O meu app do Spirit deu problema ( por isso não consegui postar ontem, tentei duas vezes e perdi o capítulo ), então, por isso, eu vou escrever pelo celular e ele não tem travessão, mas assim que der eu troco os hifens que o substituem.

Boa leitura ⌒.⌒!

Capítulo 1 - Para Ser Melhor


- Para onde estamos indo? - perguntei mais uma vez para George, este apenas continuou centrado na estrada, virando em outra curva que eu não fazia ideia de onde iria dar.

No início achei que as roupas que ele vestia dariam uma pista do lugar para onde ele estava me levando, mas a camisa social branca dobrada até os cotovelos e os jeans pretos só denunciavam que não estávamos a caminho de um lugar extravagante e luxuoso com pessoas esnobes que ele adorava frequentar.

Sem alternativas do que fazer e um parceiro de viagem mudo, deslizei meus dedos esguios até o aparelho de rádio, sintonizando em uma estação que eu sabia que tocava músicas boas no horário das dez e meia. Não deu outra, ​Cake By The Ocean ​sacodiu as caixas de som, contudo, apenas para tornar as coisas mais depressivas e menos suportáveis, a porcaria daquele lugar deserto não pegava o sinal direito, deixando a música de um dos ​Jonas Brothers ​( não me recordei o nome, só sabia que era bem gostosinho ) cheia de ruídos incômodos.

- " Rolando comigo? " - George quis saber, erguendo uma das sobrancelhas amendoadas para mim. - " Vamos ficar porra louca? " Francamente, Hiro, isso é um convite? - ele disse, recitando versos da música com um sorriso metido brincando nos lábios róseos. Idiota.

- Às vezes eu esqueço que estou com o Senhor Fodo À Toda Hora. - repliquei, trocando de estação no mesmo segundo.

- O quê? Você esquece? Isso significa que não estou fazendo o meu trabalho direito quando ficamos sozinhos.

- *Baka! - o xinguei, abandonando momentaneamente o rádio para encará-lo. George estava com os cabelos encaracolados livres daquele gel que eu odiava tanto, sentado em uma postura tensa como se estivesse ansioso por alguma coisa. Desviei o olhar quando aqueles olhos cor de menta se recaíram sobre mim.

- Espero que não esteja me xingando.

- Nunca te xingaria por ser um idiota, afinal você não tem culpa de ter nascido assim. - foi a minha vez de sorrir.

- Hiro. - ele pronunciou o meu nome com entonação de ameaça.

- Eu sei que o meu nome é bonito, mas não precisa ficar dizendo ele o tempo todo.

Ele cansou de discutir comigo, porém eu sabia que não havia acabado por ali. George aumentou o volume do som e uma melodia romântica e triste preencheu cada centímetro vazio do Volvo. Eu não estava muito bem para aguentar aquele clima melodramático e por isso avancei em direção ao aparelho com a intenção de mudar de estação uma segunda vez, mas George segurou o meu pulso com sua mão fria.

- Deixa essa tocar.

- OK, mestre.

Ignorei a voz melódica de John Legend e comecei a fuçar no porta-luvas, que tinha de tudo, menos luvas.

- Não tem nada de comestível aqui não?

- No carro? Só você.

Fingi não prestar atenção no que aquele ridículo havia falado. Me encolhi no banco, afundando no estofado e enlaçando as pernas com os braços, não foi o melhor dia para escolher usar uma bermuda. Puxei a camisa de hóquei que eu tinha roubado de George para baixo e tentei me cobrir. O olhar daquele ser me queimou como fogo em brasa, mas eu me fiz de indiferente, encostando a cabeça no vidro da janela. A minha franja cor de piche cobriu instantaneamente as minhas vistas feito uma cortina. Por eu ser mestiço, mãe japonesa e pai americano, meus cabelos eram tão negros que beiravam ao azul e extremamente revoltados, e se negavam a se curvarem com a ameaça iminente de um pente todas as manhãs; meus olhos eram curiosamente próximos a um tom de violeta e, sim, eles eram abertos e minha pele morena, mas não excessivamente.

- Já estou começando a pensar que estou sendo sequestrado. - falei entre um bocejo longo.

George cantarolava baixinho a letra da canção e por conta disso demorou a responder.

- Por que eu te sequestraria se eu posso fazer o que quiser com você na hora que eu bem entender?

- Quem te ouve pensa que é verdade, seu presunçoso! - fechei os olhos, sentindo o carro sacolejar ao desviar de um buraco.

George continuou a cantarolar, no entanto não sei até quando porque perdi a noção do tempo quando o cansaço começou a me dominar. Imagens desconexas me cercaram até ficarem nítidas. Eu estava em um lugar escaldante, onde o calor parecia emanar do chão. Não havia muitas plantas, apenas alguns coqueiros pontilhavam a paisagem e destoavam toda a luz que me cegava. Logo me dei conta de que pisava em uma areia branquíssima com os pés descalços, que mais tarde ficariam com bolhas, e iniciei uma marcha apressada para tentar fugir do Sol de fogo que me assava a cabeça. Me sentindo exausto e desidratado, descansei por um tempo debaixo de um coqueiro, enxugando o suor da testa. E para a minha alegria momentânea, uma onda me molhou os pés, me refrescando como nunca, mas a maré começou a subir e não parou mais...

- Hiro?

A voz petulante de George chegou aos meus ouvidos. Eu gemi, virando para o lado. Escutei a porta abrir e em seguida bater, a minha porta também foi aberta e um vento frio me arrepiou dos pés a cabeça.

- Hiro, nós já chegamos, sai!

- *Iie, kekkou desu.

- Eu já disse que não entendo o que você diz. - impaciente, ele retirou o meu cinto de segurança e me puxou para fora do Volvo em seu colo, como eu ainda estava meio grogue, não fiz nada. George me sentou no capô do carro e começou a retirar os meus tênis e as minhas meias.

- O que você está fazendo? - perguntei com as mãos em seus ombros para não cair, queria desesperadamente voltar a dormir.

- Você já vai saber.

George me fitou no fundo dos olhos como se estudasse a minha alma. Uma brisa salgada bagunçou os seus fios encaracolados e a palavra " falso " ecoou dentro de mim acompanhada de um sorriso débil. Mesmo que eu fosse mais velho que George, ele era imensamente maior do que eu e mais gracioso também. A Lua iluminava o rosto bonito dele, um anjo falso que enganava a todos com aquela " perfeição ". Virei o rosto para outra direção e foi aí que me dei conta de que estávamos em um estacionamento a céu aberto e éramos os únicos ali. Uma sensação engraçada começou a me subir, parecíamos dois atores teens em uma cena de um filme bobo que eu adoraria assistir sozinho em uma noite de domingo, mas que eu detestava estar no meio.

- Fica aí. - ele mandou, erguendo o indicador como se eu fosse uma criança com comportamento rebelde.

George foi até a traseira do Volvo e abriu a mala, e sem demora retornou com uma mochila esportiva pendendo em um dos ombros. Não entendi o que ele pretendia e passei a entender menos quando ele puxou um pedaço de tecido vermelho de um dos bolsos do jeans e abriu as minhas pernas, se metendo ali no meio, tentei ao máximo não ter pensamentos eróticos, contudo, foi em vão. Ah, qual é? Você também teria se estivesse no meu lugar. George esticou o pano em frente ao meu rosto, eu o encarei estupefato.

- Você está querendo me vendar? - questionei, arrancando o tecido das mãos dele.

- Não estrague os meus planos. Isso já está saindo mais cansativo do que eu imaginava.

- Seus planos envolvem me estuprar, matar e em seguida me desovar em uma vala? Porque é o que está parecendo.

- Já disse que você fica irresistível com a boquinha fechada?

- Não, isso seria esquisito.

- Vai me deixar te vendar ou não? - indagou, exasperado.

- Pode ser.

Fiz uma careta e permiti que ele esgueirasse suas mãos por meus cabelos e fizesse um nó simples. Assim que a faixa cobriu os meus olhos o mundo pareceu mais claro aos meus ouvidos, todos os sons sendo mais claros e limpos do que jamais foram, porém não deixei de entrar em pânico com todo aquele breu e comecei a afirmar para mim mesmo que ainda estava no capô do Volvo de George.

- Ei, você ainda está aí? - perguntei para assegurar que ele não havia me abandonado ali.

- Estou aqui, só um minuto. - pelo barulho de chaves se chocando umas contra as outras, só pude concluir que ele trancava o carro.

Escutei passos me sondando e eles não tardaram a parar na minha frente, mas nada aconteceu, ele não agiu. Eu sentia a presença de George, sua respiração incomodada e seu cheiro de café, mas nada parecia como antes, era como se tudo fosse novo e o meu estilo de compreensão, outro. Tentei não externar isso para George, apesar de não saber ao certo se havia conseguido ocultar a minha perplexidade. Porém, sem aviso, fui pego no colo e posto no chão, e meus devaneios poéticos foram parar no espaço, sendo substituídos por uma dor semelhante a uma corrente elétrica, subindo desde as plantas dos meus pés até o meu último fio de cabelo.

- *Itai! Tinha que me largar em cima das pedras?!

- Quieto. - ordenou, entrelaçando as nossas mãos e começando a me guiar pelo chão de concreto. Eu só conseguia reclamar em nome dos meus pobres pés. Em dado momento não havia nada que me sustentasse, havia pisado em falso e batido com o rosto no peitoral malhado daquele idiota. - Acho que deveria ter dito que havia um degrau aí.

- Você acha?! George, para que toda essa palhaçada, hein?! - fiz menção de arrancar aquela faixa do meu rosto e atirar longe, mas ele me impediu.

- Só sente.

- O quê? Dor? Não, muito obrigado, já tenho de sobra. Aliás, quer um pouco?

George soltou um suspiro pesado como se aquilo estivesse lhe custando muito. Ele murmurou alguma coisa que eu não consegui distinguir e apertou as minhas mãos.

- Se acalma primeiro. Controla a sua respiração e nós continuamos.

Fiz aquilo que ele pediu, mas antes subi sobre os seus tênis, pois aquelas pedrinhas estavam acabando comigo.

- Agora você pode me dizer onde nós estamos?

- Você sabe, afinal foi você quem nos trouxe! - bufei.

- Hiro...

- OK, OK! - repliquei, irritado, decidindo me concentrar e dar a resposta que ele queria para que fôssemos embora o mais rápido possível. Mexi os ombros quase que imperceptivelmente na tentativa de me tranquilizar. Uma brisa salgada tornou a nos saldar e o som de água, muita água, sendo sacodida chamou a minha atenção. Uma lembrança invadiu-me sem consentimento. Era tão óbvio! Meu inconsciente havia percebido antes do meu consciente e por isso eu havia sonhado com aquilo. Que original, George, que original! - Estamos em uma praia?

- Sim.

- Mas por quê?

- Daqui...

- ...A pouco vou descobrir. - emendei tediosamente, sabendo o bordão de cor.

Ele me tirou de sobre seus calçados e voltou a andar. George finalmente havia aprendido a me informar os lugares onde eu iria passar e sorri ao colocar o primeiro pé na areia estranhamente gelada pela friagem da noite ao abandonarmos o calçadão. Deixamos uma trilha de pegadas enquanto nos afastávamos cada vez mais de onde o Volvo estava estacionado. A areia entrando e vazando por entre os meus dedos era uma coisa maravilhosamente indescritível e prazerosa. Me assustei quando, pouco despois de tocar o chão úmido, uma onda arrebentou contra as nossas pernas. O meu sonho era o completo oposto da realidade, não tinha calor naquele local. Contudo, tentei estimar aquele momento como seria correto e me senti livre pela primeira vez em muito tempo.

O vento voltou a soprar, levantando a minha camisa. A maresia penetrou as minhas narinas no vai e vem das ondas, que me deixavam arrepiado com aquele gelo em forma de mar.

- Você notou como todos os seus sentidos se aguçaram quando você deixou de ver com os olhos e passou a enxergar com o seu interior? - George falou após um longo período em silêncio.

- Uhum. Mas eu, bem, além da visão não usei o paladar.

- É, isso é verdade. Me deixe pensar em uma forma de consertar isso.

Mesmo que as coisas tenham acontecido bem depressa, para mim elas foram em câmera lentíssima. George largou as minhas mãos ao lado do meu tronco e levou uma das suas até a lateral do meu rosto, esfregando o polegar na minha bochecha, mas era apenas uma maneira de não me deixar escapar. Minha respiração ficou afetada por puro reflexo, enquanto sentia o hálito quente dele me envolver. Não sabia se ele fazia aquilo de propósito ou não, no entanto ele conhecia o jeito certo de me ler e assim manter o controle sem esforço. Quando os lábios dele pressionaram os meus, foi como se todas as minhas células se estourassem de uma única vez.

George tinha o poder de me destruir.

Sem poder esperar por mais tempo, o puxei para mais perto de mim, colando os nossos corpos. Gostaria muito que ele não houvesse arfado, isso teria evitado que eu aprofundasse o beijo. Eu puxava seus fios encaracolados e passeava a minha mão por seu abdômen como se a minha existência dependesse daquilo. Nossas línguas se encontravam dentro e fora de nossas bocas em uma mistura ardente de prazer, que estava transbordando para todos os lados. Quando começamos a ultrapassar os limites, nos separamos.

Desfiz o nó da venda, me afastando de George ao mesmo tempo que tentava obrigar o ar a retornar aos meus pulmões. Sem me importar, me estiquei sobre a areia e mirei o céu estrelado, a maioria das coisas se tornavam mais inocentes sob o brilho da Lua cheia, George era uma das exceções.

- Por que você me trouxe aqui? - questionei, cansado e confuso.

- Porque pensei que poderia te ajudar a terminar o seu livro ao revelar uma coisa que você não sabia existir dentro de você. - disse, sentando-se ao meu lado.

- Eu não consigo te entender, George. Não sei se consigo nomear o que sinto por você. Eu não sei de nada quando o assunto é você. - soltei sem medir as palavras, pois após o que havíamos passado durante aquelas duas semanas não havia necessidade.

- Chamamos de amor uma coisa que não sabemos descrever. Chamamos de felicidade uma coisa que não sabemos se sentimos. Então por que se ater a algo tão ínfimo como os nomes?

- Isso é profundo, mas não sou o tipo que precisa de um " Eu Te Amo " para ficar bem, se é o que eu aparento

- Eu preciso. - replicou com aqueles olhos cor de menta sobre mim. - Eu preciso de um " Eu Te Amo " para ser melhor.


Notas Finais


*Baka! = Idiota!
*Iie, kekkou desu. = Não, muito obrigado.
*Itai! = Ai!

Os próximos capítulos contarão como Hiro conheceu o George.

Obrigada por ler.
Beijos e até breve ♡.♡!


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