História Um Grito de Liberdade - Hoffenhein - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 121
Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então pessoal, vou postar logo hoje o primeiro capítulo, se importam?

Como falei, essa história é a única que se desprende de todas as outras, só o que teremos são referências à personagens anteriores. E SIM! O narrador desta história é o filho do Leandro de Olhares na Escola, e embora pareça confuso compreender, tudo será devidamente esclarecido daqui para o final.


Espero que gostem e não deixem de comentar suas teorias sobre Um Grito de Liberdade.



Boa Leitura.

Me perdoem qualquer erro ortográfico. Eu não revisei esta história.

Capítulo 2 - 01. Referências


Fanfic / Fanfiction Um Grito de Liberdade - Hoffenhein - Capítulo 2 - 01. Referências

01. Referências

 

Aquela manhã de sábado não poderia começar pior.

Eram oito horas. O despertador berrava. Levantei sonolento e bati com a cabeça no beliche de cima.

Fiquei meio hesitante, com a sensação de ainda estar dentro de um sonho, como se nada do que me rodeasse fosse verdadeiramente real, mas logo essa sensação passou quando algumas lembranças vieram à minha mente, até então vazia.

Sim. Eu estava dormindo naquela cama há mais de quatro meses e por não estar acostumado, vivia batendo a cabeça, tudo isso graças ao novo casamento de minha mãe.

Meu novo irmão, chamava-se Leandro Henrique, tinha dezessete anos e dormia na cama de cima e confesso de não nos falávamos mais do que o necessário, algo completamente diferente de Guilherme, meu outro novo irmão, de dezenove anos que, embora fosse mais velho e mais arrogante, era com quem eu mês falava, mesmo que falar aqui signifique “trocar farpas”.

Henrique e Guilherme tinham personalidades completamente diferentes.

Henrique era o mais gentil, sorridente e estudioso, sua diversão era em casa lendo um bom livro ou vendo filme, diferente de Guilherme… totó arrogante. Era um galinha que vivia em festas, morava mais na rua do que em casa, exceto, claro, quando estava doente ou sem grana pra gastar.

Nossos pais haviam se casado há quase cinco meses, depois de três anos de namoro, e agora, morávamos no Bairro de Gaspari da Gertrudesde de Bragança.

O pai dos meninos se chamava Lindomar, tinha quarenta e seis anos e era cego de amores pela minha mãe… ai dele se não fosse. Ele era um excelente padrasto e nunca nos deixava faltar nada.

Como aquela casa só tinha três quartos, eu preferi dividir o quarto com Henrique pelo fato de ele ser o mais organizado e também por não nos falarmos tanto, assim ele não se intrometeria em minha vida nem mexeria nas minhas coisas. Consequentemente, Guilherme ficou com o outro quarto só pra ele.

 

Eu já conhecia os meninos da escola.

Embora o Guilherme seja o mais velho, repetiu dois anos e Henrique um, talvez por causa da morte trágica da mãe deles, dona Catarina que morreu em um terrível acidente de carro, deve ter sido traumático pra eles.

Henrique e eu estudávamos na mesma sala e Guilherme na sala ao lado, todos no terceiro ano do ensino médio.

 

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Henrique estava levantando e percebi que ele usava apenas uma cueca box preta, exibindo, mesmo sem querer, sua beleza escultural que compunham seus quase 1,79 metros de altura, isso me fazia sentir um anão com meus 1,72 m, mas tudo bem.

Hique fez anos de natação e por isso tinha um corpo de dar inveja. Ombros largos, um peitoral bonito e coxas grossas. Depois que começou a academia, ficou melhor ainda. A barriga sequinha já apresentava sinais de gominhos. Talvez eu o achasse perfeito se nunca tivesse visto seu irmão… que era o dobro mais bonitão.

Dando um salto do beliche, ele passou por mim.

- Enfio a simpatia no cu essa manhã, foi? - sussurrei enquanto ele entrava no banheiro, ele, logicamente, era educado demais para revidar.

Abri o guarda-roupa à procura de algo para vestir. Como era sábado e eu nunca saía pra lugar nenhum, vesti apenas uma bermuda e uma camisa com gola “V” e desci para o café da manhã.

Gertrudes, nossa diarista, estava na cozinha. Pra mim ela era mais do que uma diarista, era uma amigona, já que ela trabalhava conosco há anos, desde antes de minha mãe casar novamente.

 Ela me ofereceu um sorriso largo quando entrei na cozinha.

- Bom dia Gertrudes! – falei lhe dando um forte abraço.

- Bom dia Matheus! – dizia ela toda contente com meu gesto de carinho.

- Você me diz bom dia, numa manhã de sábado como essa? Porque não está dormindo como um garoto normal aos sábados?

- Ora… eu sou diferente dos garotos normais. – falei quase não segurando o riso.

- Isso eu sempre soube meu anjinho… mas me diz, dormiu bem? Como você está?

- Eu estou levando… - Gertrudes deu uma risada gostosa daquelas que eu amo enquanto arrumava a mesa pra mim.

- Ora… e seus irmãos, provavelmente vão levantar só quando for hora de dormir de novo né?

- Não sei e não quero saber! – falei enchendo a boca de bolo. Eu era apaixonado por bolo – e meu único irmão que tenho de verdade está a quilômetros de distância de mim! – pois é. Quando meu pai ficou com minha mãe, ele já tinha um filho, que hoje é dois anos mais velho que eu e morava em Braga.

- Não diga uma coisa dessas, menino! Pare de dizer bobagens e coma! – assim eu fiz.

Quando eu estava quase terminando de toma café, Henrique chegou vestido com uma bermuda jeans azul e uma camiseta branca apertada, que destacava sua pele bronzeada.

- Bom dia! - ele falava educadamente, se sentando à mesa. Gertrudes lhe deu bom dia, mas eu permaneci em silêncio, afinal de contas, ele não havia se dirigido a mim mesmo. Continuei comendo normalmente.

- Eu disse BOM DIA! – repetiu com o tom de voz elevado. Me encolhi com aquela voz grave dele.

Ergui o olhar. Gertrudes estava me olhando. Olhei para Henrique, que misturava achocolatado numa caneca enorme de quase um litro do Batman.

- Bom dia! – falei meio intimidado. Eu me sentia assim todas as vezes em que nos falávamos. Gertrudes deu um risinho e voltou sua atenção para o que estava fazendo.

- Minha mãe já saiu? - perguntei para Gertrudes.

- Bem cedinho. – Henrique respondeu antes dela, ele falava sem se virar para mim.

Mamãe era uma escritora bem-sucedida e também era a sócia na empresa imobiliária do papai que eles montaram quando ainda eram casados. Seu nome era Melissa. Suas amigas lhe chamavam carinhosamente de Mel.

- Todo mundo em casa hoje? - Guilherme entrou na cozinha esfregando os olhos ainda sonolentos, com um tom de surpresa na voz. Ele estava sem camisa, exibindo sua barriga de tanquinho toda definida. Oito gominhos perfeitos, o peitoral era tão forte quanto o de Henrique, os músculos eram resultados de anos na academia, rígidos, definidos, bem distribuídos em 1,85m de altura aproximadamente, as pernas com coxas grossas que deixam as meninas babando durante os jogos de futebol na escola, a pele branca e os olhos castanho-escuros conseguiam ser tão sedutores quanto o seu sorriso largo, sua barba por fazer, o formato do seu rosto quadrado com expressões firmes.

- Surpresa e você esta em casa! - falei, não escondendo a ironia.

Era sempre assim quando nos esbarrávamos. A presença de um era insuportavelmente agradável para o outro. 

- TPM? - ele ergueu uma sobrancelha para mim.

Henrique ficava na dele, fingindo que aquilo nem estava acontecendo.

- Quer um remedinho?

- Meu único remédio é não precisa olhar para a sua cara! – quando eu disse isso, percebi que Henrique segurou um riso.

- Tudo bem, já chega! - Gertrudes nos interrompe, como faz nas maiorias das vezes. - Qualquer dia vocês vão se matar!

- Desse mal eu não morro! - falei levantando da mesa. - Se a Marcela ligar me procurando você…

- Sim, eu te chamo. – concordou a diarista - E se ela chegar aqui?

- Ela vai aparecer no meu quarto sem nem você ver que ela entrou. Beijos.

 

Saí da cozinha e fui para o quarto.

Marcela era minha melhor amiga. Nos conhecíamos desde os sete anos de idade e na adolescência, foi a primeira a saber da minha orientação sexual (sim, sou gay). Ela era aquele tipo de amiga que sabia de mim mais do que eu mesmo.

 

Fiquei deitado, naquele tédio sem fim quando de repente a porta do quarto bate com força.

Dei um pulo com o susto e, pra variar, bati minha cabeça na cama de cima.

Era Marcela, com um sorrisão largo, veio logo se sentando do meu lado.

Marcela é uma das garotas mais bonitas da escola, os cabelos louros escuros, os olhos azuis, um corpo violão, sempre que pode esta fazendo algum exercício físico, diferente de mim. Sua boca sempre delicada, assim como o nariz, me lembrando um pouco a Christina Aguilera, embora as semelhanças sejam restritas à cor do cabelo e dos olhos. 

- Por que a piranha está tão feliz? - perguntei, erguendo uma sobrancelha.

- Por que não estaria?

- É sábado de manhã, a uma hora dessas as pessoas deveriam está dormindo, e as que acordaram cedo como eu, devem estar com essa cara que eu estou agora. – falei meio irritado. Ela dá uma risadinha e bate com a mão na minha testa.

- E tem como ficar triste sábado de manhã com a imagem do seu irmão sem camisa lá embaixo? - ela soltou um suspiro. Realmente era uma visão maravilhosa, mas Marcela apenas suspirava por ele às escondidas, afinal de contas, Guilherme não valia nada, uma verdade mais do que absoluta e mesmo assim, de vez em quando eu me pegava babando por ele, mesmo sabendo que não deveria, afinal de contas, ele sempre me tratou da pior maneira possível e sempre fui alvo de gozação para ele e os amiguinhos dele.

- Mais que mania de ficar falando que ele é meu irmão! – falei demonstrando estar irritado, como se ela fosse se importar… - E sim! Tem como fica triste numa manha de sábado com a visão dele sem camisa SIM, principalmente quando se mora com ele e tem que aturá-lo constantemente!

- Okay. Ei… vamos a uma festinha hoje? - Marcela perguntou toda contente.

- Aonde?

- Casa do Iago, os pais dele viajaram.

Embora eu não fosse de ir a festas, acabei aceitando. Eu precisava sair daquele tédio e Marcela tinha o dom de me alegrar.

Na maioria das vezes não gosto de ir em festas feitas pelo pessoal da escola, pois o Guilherme era o popularzinho e ele conhecia geral, mas o Iago fazia parte do grupo de pessoas que eu tinha afinidade e ele não era tão chegado ao Guilherme e nem ficava puxando seu saco, apenas conversava com ele quando necessário.

 

Marcela ficou comigo até o horário do almoço, e então voltei a me sentir entediado sem a presença dela… perdido em meus pensamentos, mais uma vez com aquela sensação de que nada do que me rodeava era real.


Notas Finais




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