História Um Grito de Liberdade - Hoffenhein - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 104
Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sei que está meio confuso, mas é como disse.. essa é a única história que se desprende das outras e não lhe obriga a tê-las lido para entender a trama.
Sobre o Prólogo, ele só será explicado lá na frente.
O prólogo e o epílogo são as únicas ligações que temos com o universo Love original, de resto, só referência.


Aproveitem.




Boa Leitura.


(perdoem algum erro ortográfico. Revisarei em breve).

Capítulo 3 - 02. Encontros e desencontros


Fanfic / Fanfiction Um Grito de Liberdade - Hoffenhein - Capítulo 3 - 02. Encontros e desencontros

02. Encontros e desencontros

 

Olhei no relógio e vi que passava de meio dia.

Desci pra almoçar e fui direto para a cozinha. Gertrudes preparava um suco de laranja (meu favorito).

- Cadê todo mundo? – perguntei me referindo aos dois.

- Sabe Deus! Alguém tocou a campainha e o Guilherme deu um pulo da mesa, o Henrique tava na biblioteca.

- Hum… e quem foi que chegou aí?

- Não faço ideia! Deve ser algum amigo dele.

 

Depois do almoço, subi para escovar os dentes e me olhando no espelho, tentei me lembrar de quem eu era alguns anos atrás… magricelo, orelhudo… muito diferente do Matheus de agora com as bochechas coradas, grandes olhos castanhos e um sorriso que, modestamente, era muito bonito.

 Saí do banheiro com os pensamentos altos e acabei me esbarrando em alguém. Por pouco não caí, sorte esse alguém ter me segurado forte contra seu peito.

- Ai! – berrei quando minha cabeça bateu com força no ombro de alguém, esfreguei a mão na testa no local da batida, meio desnorteado.

 -  Foi mal! – disse uma voz masculina, um pouco rouca e muito sedutora. – vê se toma cuidado Matheus, vai acabar se machucando! – disse Henrique me advertindo – se machucou?

Olhei desconfiado para ele, até pensei em responder grosseiramente, mas ele estava com uma expressão tão sincera e inocente naquele momento, sem contar que aquela foi a primeira vez que fiquei tão perto dele.

- Estou bem! – falei olhando fixamente para ele.

Fomos interrompidos por alguém que nos assistia.

- Se vocês não fossem irmão, eu até achei isso meio estranho… mas eu te conheço como ninguém Matheus… você é sempre atrapalhado…

- É isso aí! - diz o Henrique sem dar muita importância – tonto!

A terceira pessoa no quarto era Leandro… ou seria Leonardo? Enfim… eu havia estudado com ele na sexta série e era um gato!

Houve mais um momento de silêncio e tensão ali.

- Bom… parece que a festa do Iago vai bombar hoje, né? – diz Leandro (ou Leonardo) quebrando a tensão – você vai Matheus?

- Bom eu… não sei… talvez. – respondi secamente.

Agora eu tinha certeza que Henrique estaria lá. Bom, menos mal. Pior seria se Guilherme fosse.

- O Matheus não gosta de buceta Leandro! – disse Guilherme entrando. Revirei os olhos.

 - Você não gosta da mulher? - Leandro que virou para a porta ao mesmo tempo que eu agora olhava para mim um pouco surpreso. - Sempre ouvi comentários na escola, mais achava que era só zoação.

Henrique que está perto da porta está tão surpreso pela declaração do irmão quanto eu, acho que nem ele esperava que ele dissesse algo assim com alguém do nada. O quarto não era muito grande, todos estão tão próximo de mim que deve ser mais que visível meu rosto ficando vermelho de raiva.

 

Desci as escadas correndo, meus olhos começaram a arder e a minha visão ficou um pouco turva, Gertrudes então, me chamou da sala.

- Ei mocinho! Volta aqui! A Marcela tá no telefone. Quer falar com você!

- Diz que eu não tô!

- Ela tá ouvindo. Deixa de palhaçada e atende logo menino!

Peguei o telefone, relutante.

- Oi Marcela! – atendi o telefone com uma voz de choro.

- Oi amigo. A festa já era! Os pais do Iago estão em casa… houve algum imprevisto com a viagem deles. Mas podemos ir num barzinho, o que acha?

Me senti aliviado por não ter que ir mais àquela festa, se eu fosse, com certeza eu não conseguiria me divertir.

- Acho que vou ficar em casa mana.

- Vai porra nenhuma! Se arruma que de noite e gente vai sair! Você tá parecendo abatido e acho que sair um pouco vai te fazer bem.

- É. Pode ser. – falei sem ânimo.

- Pode ser nada! Eu passo aí mais tarde e te levo nem que seja amarrado! – ela disse isso e desligou o telefone.

 

Sentei no sofá depois de desligar e cruzei as pernas, concentrando o olhar em alguma coisa pra não chorar.

- Matheus? Quer conversar, meu filho?

- Não! Eu tô bem! – falei tentando parecer sincero – é que… o Guilherme me irrita!

- Se você quiser, eu posso ficar aqui com você. – disse ela passando a mão sobre meu ombro.

- Não. Pode ir. Você precisa curtir seu fim de semana, além do mais, a Marcela vem pra cá mais tarde me arrastar pra algum lugar…

- Hum… tudo bem então. Qualquer coisa pode me ligar meu querido. – concordei.

 

Gertrudes se despediu e logo foi se arrumar.

Aos sábados ela sai mais cedo e acabo tendo que ficar em casa sozinho com Henrique e Guilherme.

Permaneci na sala por mais alguns minutos antes de resolver volta para o quarto, torcendo para que não houvesse mais ninguém lá. Pra minha sorte, não havia.

Fiquei no quarto o resto da tarde sem ser perturbado e lá pelas seis e meia, fui tomar banho.

Entrei no banheiro e logo senti o cheio de colônia característico de Henrique. Era um cheiro de homem, talvez Malbec.

Mesmo sem saber porquê, fiquei parado, sentindo aquele cheiro até criar coragem de tomar banho.

Vesti uma cueca box e por estar tudo silencioso, deduzo estar sozinho.

Soltei a toalha no chão e continuei me passando uma loção hidratante, com uma das pernas abertas.

- Desculpa. – disse alguém entrando. Olhei e vi Henrique encostando na porta. Meu rosto corou na hora e então corri para me cobrir com a toalha.

- Eu não sabia que você estava em casa!

- E aonde mais eu estaria? – disse ele meio sem jeito, ainda vermelho – bom, eu… só queria te dizer que eu acho que o Gui pegou pesado hoje mais cedo.

- Você acha é? – falei ironicamente.

- Eu só estou querendo ser… fiquei sem graça com o que ele disse e só queria pedir desculpas.

- Você não preciso pedir desculpas, aliás você não me fez nada. - falei – E… me desculpa pelo jeito que acabei de falar com você.

- Sem problema. Eu… ham… vou te deixar à vontade. – disse ele se retirando.

O gesto do Henrique mexeu comigo, talvez esse tempo todo eu nunca tenha notado que ele pudesse ser tão gentil… digo… mais do que eu esperava… só que… ele era tão fechado.

- Oi Marcela!

- Já estou aqui em baixo. Desce logo! – disse isso e desligou na minha cara.

Henrique estava na sala lendo alguma coisa e Guilherme, jogado no sofá, bem ao lado.

- A festa do Iago foi cancelada, não ficou sabendo? - Henrique perguntou.

- Sim. - respondi. Pensei em dizer que iria sair com a Marcela, mais eu não devia satisfação a ele.

- A sua amiga tá lá na cozinha mexendo na geladeira! – diz Henrique como se fizesse questão de puxar assunto comigo. Não falei nada, só assenti.

- Vamos! – falei puxando ela pelo braço – Antes que a mamãe chegue!

- Vamos! – disse ela com a boca cheia.

Ela usava um short jeans desfiado, uma blusa de ombro caído preta com detalhes em prata o cabelo jogado para o lado.

Passamos pela sala sob os olhares de Henrique e já do lado de fora, Marcela abre um sorrisão e fala:

- Tá tão gato… parece que você está disposto a pegar um gatinho! – disse me cutucando.

- Estou precisando, hoje o dia foi uma merda! – falei, mesmo sabendo que as chances de eu pegar alguém eram nulas… como um virgem inexperiente pegaria alguém? Impossível!

- Conta o que aconteceu Matheus.

Contei a ela sobre o esbarrar em meu quarto, a presença de Leandro e o comentário do Guilherme.

- NÃO ACREDITO QUE SEU IRMÃO GOSTOSO DISSE ISSO! ELE SIMPLESMENTE… AI… NEM SEI O QUE DIZER! ACHO QUE ELE PASSOU DOS LIMITES! – concordei com ela.

 

Fomos andando até o centro, assim teríamos tempo para conversa.

Paramos com alguns conhecidos, conversamos um pouco e nos direcionamos para o bar. Haviam vários conhecidos naquele bar, que por acaso, era um bar gay, bem mais divertido que em outros bares, sem contar que eu não correria o risco de cruzar com um de meus irmãos postiços ali, em especial o Guilherme.

 

Depois de algum tempo ali, eu já estava bem animado, como sempre ficava nas raras vezes que eu ia pra lá.

Eu era fraco pra bebida, então nem me atrevia a levantar da mesa depois de sentar pra não correr o risco de cair de cara ou tropeçar nas próprias pernas.

Marcela estava agindo feito uma louca, dançando com alguns travestis na pista, não muito longe de mim e eu só rindo das caras e bocas dela.

 

Minha tranquilidade se foi no momento em que vi a última pessoa que eu esperava encontrar ali: Leandro.

Ele estava na companhia de alguns amigos e logo pensei: Fudeu! Agora ele ia ter a confirmação que não dei quando Guilherme fez a piada de mal gosto.

Chamei Marcela com um gesto desesperado e ela já veio de olhos arregalados. Contei a ela enquanto desviava o olhar na esperança de não ser notado.

- Cadê ele? – perguntei encolhido.

- Ele está vindo pra cá com um sorriso safado amigo!

- COMO É QUE É? – berrei.

Eu devo ter ficado de todas as cores, olhava para os lados em busca de alguma desculpa. 

- Oi. - Marcela fala com uma voz surpreendente calma para Leandro, que já estava de pé na nossa frente.

- Oi. - ele usou um tom educado e rouco – e aí Matheuzinho?

- Oi. - minha voz baixa, e meu olhar sem graça indo até o dele. Ele sorria.

- Posso falar com você Matheus?

"Não, não pode!"

- Pode… deixa só eu… - olhei para o lado e vi Grazi, uma colega que trabalhava como garçonete alo – deixa só eu resolver uma parada coma  Grazi! É um assunto sério!

Levantei da mesa e puxei Marcela pelo braço.

- Então… pode ser depois?

“Não!”

- Pode. – respondi.

Ele sorriu e se virou, tímido.

Corri até a Graziella e sem pensar duas vezes lhe dei um abraço agradecendo por ela estar ali. Ela, logicamente, ficou sem entender, mas nada disse.

- Nossa! Aconteceu alguma coisa? – disse Grazi finalmente.

- Você acabou de me salva! – falei suando frio.

- Dramático. -  Marcela sussurra atrás de mim.

- Bom… aproveitando que vocês estão aqui, semana que vem é meu aniversário e queria muito que vocês fossem, vai ser lá em casa. - Graziella passou os dedos pelo curto cabelo. - Vai estar cheio de gatinhos – disse com uma cara de quem tramava alguma coisa.

 

Conhecemos Grazi há dois anos, quando eu ainda tinha quinze e tentava entrar como penetra, ela me salvou e desde então eu tinha passe livre para entrar naquele bar, assim como Marcela.

Grazi se dizia bissexual, mas nunca a vi com rapazes, muito pelo contrário, era quase uma garota por mês… ela era fodásticamente sedutora quando queria ser.

Grazi quase sempre dava um nome falso quando alguém estava a fim dela. Por ter um rosto angelical, pele lisa e clara, olhos azuis e cabelos dourados bem curtinhos, ela se auto nomeava Ana Clara… ou Clarinha.

- É claro que vamos! – disse Marcela me cutucando, já saltitando de animação – vai fazer quantos anos, quarenta?

- Rá, rá. - ela dando um tapa na testa de Marcela, que sorriu de volta.

 

Fiquei ali, bebendo com Marcela e Grazi, que conversava mais do que trabalhava, quando de repente, Marcela olhou por trás de mim e se aproximou do meu ouvido.

- O que ele esta fazendo aqui? – disse com uma cara confusa.

 - Não sei e não estou a fim de descobrir. - levantei do banco e saí dali antes que ele me notasse. - Beijos Grazi! Precisamos ir.

- Mas já? - ela faz um beicinho e nos abraçou. - Semana que vem, não esquecem!

- Nem se eu quisesse! – disse Marcela – Olha aqui… a gente não vem aqui há uns oito meses? Desde quando ele frequenta esse tipo de ambiente?

- Eu não sei… mas não quero que ele me encontre por aqui! – falei engolindo em seco, chegando à uma conclusão óbvia: ninguém é cem por cento hétero nesse mundo.


Notas Finais




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