História Um Grito de Liberdade - Hoffenhein - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Especiais, Gay, Hoffenhein, Homofetividade, Laços, Leben, Mfc, Olhares, One, Romance, Sexo, Universolove, Wpevensie, Wtorres
Exibições 76
Palavras 1.464
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal.

Aqui está mais um incrível capítulo cheio de referências para quem acompanha as demais histórias.


Abraço forte.

Capítulo 4 - 03. Ameaças


Fanfic / Fanfiction Um Grito de Liberdade - Hoffenhein - Capítulo 4 - 03. Ameaças

03. Ameaças

 

Passamos por um lugar cheio de pessoas, para evitar sermos visto pelo Guilherme.

Eu estava entrando em pânico!

- Será que ele sabe que esse lugar é um bar gay? – perguntei de repente.

- É óbvio que ele sabe que aqui é um bar gay! Ele não é nenhum tonto.

- Mas se ele sabe… o que ele veio fazer aqui?

- Eu não sei, mas se eu fosse você, usaria isso contra ele! Deixa de ser idiota e tenta usar o cérebro de vez em quando! – disse Marcela dando um tapa na minha cabeça.

 

Decidimos sair do bar e então fomos para o ponto de ônibus mais próximo.

- Não quero ir para casa! - Marcela reclama.

- Então vamos para onde? 

- Baladinha! - ela riu maliciosamente. Revirei os olhos para ela e começamos a rir no meio da rua.

 

Como o ônibus demorou a passar, decidimos arriscar ir andando.

Estávamos bem distantes do bar. Como estava frio, ficamos de braços dados e com os corpos bem colados, andando lentamente.

- Ai… não aguento mais de frio! Jesus do céu! Tenha pena de nós! – berrava Marcela se sentando na calçada.

- Pior que tá frio demais mesmo e… - parei de falar quando senti a presença de alguém logo atrás de mim.

- Matheus! - uma voz masculina grita o meu nome há uma boa distância.  Olho para trás, e lá vem ele correndo. Guilherme nos alcança um pouco ofegante depois de correr.

- O que você quer? - perguntei, já sendo o mais hostil possível.

- Vai pra casa! - ele me dá uma ordem.

- O quê?

- Vai pra casa... Não vou fala de novo!

- Eu não vou para casa só porque você esta mandando! - disse me virando de costas para continuas andando. 

- Se você não for, eu conto pra sua mãe onde você estava! - ele ameaça. Minha mãe não fazia ideia de que eu ia a um bar gay com a Marcela. Fiz de tudo para disfarça a expressão pânico que se formou no meu rosto. Ele estava jogando sujo comigo.

- Não fode Guilherme, por favor!

- Presta atenção Matheus: Eles estão chegando! Eles estão vindo… as águias… o vírus vai se espalhar e infectar a todos. – quando ele disse isso, senti, mais uma vez, a sensação de estar dentro de um sonho, mas então ele prosseguiu, como se nunca tivesse falado aquelas frases sem sentido – Você não pode ficar vagabundeando na rua uma hora dessas!

- Por quê? – perguntei cruzando os braços e me sentando na calçada ao lado de Marcela.

- Você não precisa fazer o que ele está mandando. – Disse Marcela ao meu ouvido – vamos sair daqui! – disse ela me puxando num salto.

- Eu tenho uma reputação, e o que as pessoas vão achar se descobrirem que eu tenho um irmão viadinho? - ele se mantém tão calmo que me dá nos nervos. - Eu chego aqui para passar na casa de uma menina e encontro com Leandro me falando que você estava num barzinho gay.

- QUE FODA-SE VOCÊ COM A SUA REPUTAÇÃO! – falei já alterando o tom de voz, puxando a Marcela para sairmos dali. - E PELA MILÉSIMA VEZ EU NÃO SOU SEU IRMÃO!

- E vou foder com você também! Sua mãe vai saber assim que eu chegar em casa! – ameaçou mais uma vez.

Eu estava ferrado, se o Guilherme abrir a boca eu não sei qual seria a reação da minha mãe.

Marcela ficou apertando minha mão e me puxando, mas eu estava imóvel.

Não consigo acreditar que estou sendo ameaçado pelo Guilherme, a última coisa que eu quero agora é bagunçar minha vida. Pensei.

- Quem você pensa que é seu otário? - Marcela fala aos berros com ele, que apenas ri, sem parecer se importar com os insultos dela.

- Vamos para casa Marcela – puxei ela com força no instante em que ela tirava o salto pra bater em Guilherme. Foi por pouco que ela não o acertou.

Furiosa, ela ficou falando na minha cabeça sem parar.

- NÃO ACREDITO QUE VOCÊ VAI DEIXAR ESSE BOSTA TE INTIMIDAR MATHEUS! NÃO ACREDITO!

- Escuta Marcela, se ele fala para a minha mãe eu não sei qual vai ser a reação dela.

- Você já deveria ter contado.

- Eu tenho medo! - nossa conversa acabou ali.

 

Guilherme foi nos seguindo até a esquina de casa e quando chegamos, ela mal se despediu de mim.

Entrei e minha mãe estava na sala, vendo a sessão da madrugada.

Ao me per entrar, sorriu e eu retribuí da forma mais falsa possível.

- Chegou cedo… agora que deu meia-noite!

- Eu só tô cansado. – fiz uma cara de morto pra parecer convincente e evitar o interrogatório dela.

 

Fui para o quarto e deitei na cama de baixo do beliche.

Eu deveria realmente estar cansado, porque peguei no sono assim que deitei na cama.

 

O sol iluminava o quarto. Levantei e vi que Henrique não estava na cama de cima, que por sinal, estava arrumada.

 

Entrei no banheiro, mijei como de costume e lavei o rosto.

Meu cabelo estava um desastre, mais dei de ombro.

Escovei os dentes e saí do banheiro, esbarrando em alguém na porta do quarto. 

- Isso só pode estar virando costume! – resmungou Henrique.

- Me desculpa. - Falei. Henrique ri e saí andando sem falar nada.

 

Em meu celular, haviam duas mensagens de Marcela querendo saber se tinha acontecido alguma coisa. Respondi com um simples “não” e desci para tomar café.

No corredor, Guilherme passa por mim, usando um short de pijama e uma camiseta branca. De propósito, ele esbarra em mim com força. Me segurei na parede para não cair.

 - EI! – berrei.

- Estou de olho em você! - ele sorrir. - Ainda posso contar para a sua mãe!

- Vai ficar me ameaçando? 

- Eu nunca fui motivo pra zoação e não vai ser agora que vou virar!

- Você sempre foi o primeiro a me zoar… Deixa de ser hipócrita! – falei isso e virei de costas, a fim de deixa-lo falando sozinho, mas então ele me puxa com força pelo braço.

- Te zoar é uma coisa, as pessoas saberem que é verdade é outra coisa. - ele estava sério, o que era muito difícil de se ver, Guilherme sempre esta sorrindo ou fazendo cara de paisagem.

- Qual é o teu problema? – falei tentando me soltar. 

- Você… meu pai se casou com sua mãe e infelizmente você veio de brinde! - ele diz isso e me lança um olhar cheio de desprezo. Senti um incômodo com as palavras dele, mas não podia criticá-lo porque eu pensava a mesma coisa.

Quando finalmente desci, minha mãe estava na sala, pronta para sair.

- Vou ao mercado com Lindomar. – ela me da um beijo no rosto. - Sem bagunça meninos.

- Sim senhora! - Guilherme fala do topo da escada e minha mãe sorri para ele, Guilherme sorri de volta. Fiquei irado pelos por se darem tão bem. Como ele conseguia ser tão falso?

 

Por ser domingo, Gertrudes não ia lá pra casa, então tínhamos que nos virar. Pra minha sorte, Guilherme logo procurou o que fazer e Henrique passou o dia enfiado nos livros. Não sei como ele aguentava ler tanto.

 

Fiquei o resto daquele domingo conversando com Marcela pelo MSN e ao final daquele dia, dormi cedo, a fim de evitar ficar perto de Guilherme… ele me dava nojo.

 

 

Naquela noite tive um sonho pra lá de esquisito.

No sonho, eu via uma mulher, mulata e muito bonita, ela dizia algumas coisas que eu não conseguia compreender e me chamava por outro nome.

- … uma nova ordem está em ascensão. Você irá participar, ou você cairá. O vírus já se espalhou longe demais. Isso tem que ser parado. Temos que contê-lo pela raiz. 13 de 50 vão queimar… você já morreu… junte-se a nós… A águia Infectada irá espalhar sua doença… somos o antivírus que protegerá todos os corpos… existe uma força maior que todo o mal deste mundo… você precisa acordar! Volte para a sua realidade!

Ela dizia coisas sem sentido e eu não conseguia entender o significado.

Tudo ficou escuro e de repente homens de máscaras surgiram e a capturaram.

- A MFC… A doença… - aquela mulher parecia ser tão real, que eu quase podia senti-la.

 

Acordei assustado com o despertador tocando e a sigla M. F. C. ecoando em minha cabeça.

 

Levantei e corri para o Google para ver se encontrava alguma coisa… O Google era meu oráculo, sempre corria para ele, só que, não havia nada sobre M. F. C. nenhum significado que explicasse aquele sonho maluco.

 

Fui tomar banho e me vestir para encarar aquela segunda-feira de aula.


Notas Finais




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