História Um idiota no mundo trouxa - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco Malfoy, Dramione, Hermione Granger
Visualizações 59
Palavras 1.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo, Visual Novel

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Um idiota encurralado


—Draco? Draco?

Remexeu-se, perturbado. A cabeça latejava horrores e ele não tinha certeza se estava disposto a abrir os olhos, então fez a única coisa que sua intuição implorava para que fizesse: virou-se para o outro lado da cama, puxando o grosso edredom até o pescoço, ressonando pesadamente, o que não pareceu agradar quem quer que fosse o chamando daquela maneira, já que no minuto seguinte teve o edredom arrancado de si com certa violência, obrigando-o a se sentar na cama revoltado.

—Por Salazar! O que... — a frase morreu em sua garganta ao reconhecer a expressão da menina a sua frente. O sonserino arregalou os olhos, perplexo, ao se deparar com Hermione Granger. O que infernos ela estava fazendo ali? Aliás, onde diabos ele estava mesmo? — Granger? — perguntou com a voz esganiçada.

Ela bufou, parecendo tão ou mais incomodada do que ele com toda a situação. Levantou-se da cama, inspirando fundo antes de começar a sua explicação.

— Eu também não estou exatamente radiante por ser obrigada a olhar para essa sua cara de idiota logo cedo. — ralhou, com os dentes trincados em fúria. — Mas, aparentemente eu não tenho outra opção, então, levante-se e vá tomar um banho afinal, nós dois teremos um dia muito cheio pela frente.

—Será que dava pra você me explicar que merda está acontecendo aqui? — exigiu autoritário, também se levantando da cama em um pulo, somente para perceber algo extraordinário: estava vestindo apenas uma calça social preta, sem camisa. Onde estavam as suas roupas da noite anterior?

—Luna e Blásio encontraram você em alguma festa idiota de fraternidade. — Hermione tentou lembrar a si do porquê de estar ali e controlar seus instintos assassinos, mesmo que  eles implorassem para que ela lançasse uma maldição definitiva no babaca do Malfoy. — Eu tenho ordens explícitas para cuidar de você, o que significa que daqui para frente nós dois seremos obrigados a conviver juntos. Entende o que eu estou dizendo?

—Eu não vou ser obrigado a ficar sobre a sua vigia, sangue-ruim maldita!

—É melhor você tomar cuidado com o seu linguajar, Draco, as coisas não são mais como no tempo de Hogwarts. Agora o coitadinho aqui é você. — seu olhar era frívolo e ela mantinha o queixo erguido, encarando-o diretamente nos olhos, de igual para igual. — E sim, para sua informação, você é obrigado a me agüentar vinte e quatro horas por dia a partir de agora, do contrário poderá dividir a cela com seu pai em Azkaban. E acredite, é tudo o que eu mais quero nessa vida.

Ele guardou para si a ofensa que pretendia dirigir aquela mestiça arrogante.  Ao que parecia, a Granger realmente falava a sério o que o surpreendeu muito. Desde quando a garota era tão autoconfiante daquele jeito? É claro que ele não ficava surpreso pela maneira com que ela o tratava, lembrava-se nitidamente de todos os momentos que aproveitou para humilhá-la e desprezá-la entre os corredores de Hogwarts. Era natural que Hermione o odiasse, claro, contudo nunca pensou que ela pudesse ter alguma auto-estima para se atrever a tratá-lo daquela maneira.  

—Suas roupas estão em cima da cadeira — a castanha continuou, como se nunca tivesse ameaçado-o de enviá-lo diretamente para a prisão mais temida do mundo mágico. Cruzou os braços acima do peito, em uma postura intimidadora. — Não demore, doninha, eu não tenho todo o tempo do mundo, ok?

Draco estudou seu rosto, esperando por alguma hesitação...Deparou-se apenas com olhos frios e firmes. Suspirou fundo, balançou a cabeça em conformação dirigindo-se até a muda de roupas deixada na cadeira.

Contudo, ele tinha certeza de que aquelas não eram as suas roupas. Com os punhos cerrados em fúria, ele virou-se, prestes a gritar algum insulto entalado em sua garganta, mas naquela altura do campeonato, Hermione já desaparecera do seu campo de visão. “Filha da puta!” pensou raivoso.

—Mas nem fudendo que eu vou vestir essas roupas cafonas de trouxa. — murmurou,  pegando com certo nojo a camiseta xadrez que era uma combinação ridícula das cores da grifinória em um xadrez terrivelmente mal desenhado, a calça então, parecia pertencer a um senhor de sessenta cinco anos. Ele fechou os olhos brevemente, perguntando-se o por quê, dentre todos os seres do mundo, sua babar tinha que ser justamente a garota que ele mais ansiava em azarar!

A resposta veio automática: “Hermione é o seu carma, Draco. Você está fudido”.

Ϟ

Do lado de fora do quarto, à castanha entregava algumas cédulas novinhas para a amiga loura e o sonserino de pele morena, que conferiam as notas com um semblante divertido.

—Isso é apenas um adiantamento — informou ela, com um sorriso capaz de provocar calafrios até mesmo em Lorde Voldemort.

—Confesso que não esperava isso vindo de você, Mione. — Luna sorriu-lhe com malícia.  — E quanto a você, Blásio — ela franziu o cenho. — Aceitar o dinheiro para vê-la detonando seu melhor amigo é tão sonserino.

O moreno pigarreou, encarando a namorada com uma sobrancelha arqueada.

—Está mais para grifinória, na verdade. — argumentou. — Ou você esqueceu do tanto de traidor que pretendia entregar Harry ao Lorde das Trevas?

Hermione revirou os olhos, revoltada.

—Calem a boca...Vocês dois! — exigiu, suspirando fundo. — E menos dez pontos para a Sonserina por ser recalcada. — Blásio riu. — Draco não pode nem sonhar no que eu contei para vocês hoje cedo, certo?

—Certo. — balançaram a cabeça positivamente. — Não precisa se preocupar, Granger, seu segredo está muito bem a salvo conosco. — garantiu Zabini, batendo continência para a morena que riu.

Era impressionante como o dinheiro podia corromper até mesmo as pessoas mais puras, pensou, referindo-se obviamente a Luna: Blásio por sua vez estava disposto a aceitar qualquer coisa que envolvesse sua amada de olhos azuis.

Quando Draco deixou o cômodo, estava vestido com as roupas horripilantes escolhidas pessoalmente pela castanha, o que levou o mais novo casal as estrondosas gargalhadas. O rosto do sonserino adotou uma coloração que ele odiava com todas as forças –  vermelho.

Hermione sem sombra de duvidas era a que mais ria diante da cena, ele parecia um senhor aposentado prestes a jogar golfe! O louro arqueou a sobrancelha, inspirando fundo.

—Estou pronto. — ele decidiu conter a vontade de bater a cabeça da castanha na parede, para perguntar se ela era tão problemática ao ponto de fazer aquilo de propósito. Mas, com aquele sorriso de escárnio nos lábios, ponderou que talvez não fosse preciso. Ela ostentava uma expressão de “sim, eu sou a responsável por isso” que o aborreceu. Céus, como ela o aborrecia!

—Vamos, senhor Lucius, eu vou pegar os tacos pra você. — as palavras da grifinória provocaram mais risos histéricos em Blásio e Zabini, que se divertiam as custas do óbvio desespero do loiro de olhos azuis.

Precisamente, Draco não fazia a mínima idéia do que ela estava falando, o que tornava tudo ainda mais hilário. Quando ele descobrisse o significado por trás daquelas palavras, facilmente estrangularia o lindo pescocinho da sangue-ruim.


Notas Finais


O que será que a nossa heróina de guerra preferida está tramando? Façam suas apostas!


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