História Um lado diferente da palavra AMOR - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Abo, Baekyeol, Chanbaek, Exo, Kaisoo, Mpreg
Exibições 280
Palavras 2.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje decidi atualizar tudo xD até aqui a meu respot xD que podia ser bem mais frequente do que é, só que eu sou esquecida, ainda mais com trabalhos pelo meio!
Peço desculpa se demorou um pouco para os sobreviventes que estão a ler de volta e aos que começaram agora.
Boa leitura ^^

Capítulo 5 - Ciumes?


 

Bati a porta de casa estrondosamente, mas sem esse propósito. Sentia as pernas como se tivesse corrido a maratona com toda a energia. Quando não queria pensar muito, agia que nem o louco, como naquele momento.

Havia alguma esperança dentro de mim, em que ia encontrar a casa vazia e silenciosa, exatamente como desejava, para puder tomar um banho e encher-me de porcarias que encontrasse na dispensa. Todos os snacks que me aparecessem à frente…

Agora, que a adrenalina parecia começar a dissipar-se do meu corpo, reparei que me doía em vários locais, dos quais nem havia notado antes daquele momento. Nada seria melhor que um tempo sozinho para recuperar. Era como se os dedos fortes do Alpha ainda me apertassem nos pontos onde me doía.

Contudo, o som que se espalhava pela casa era óbvio de mais… Alguém via televisão e a altos berros. Taehyung provavelmente… Donghae Omma acabaria por ter um ataque de coração quando ele também anunciar que queria seguir música. Já bastava dois filhos com tendência artista, um terceiro seria a sua tristeza, que sempre pensou em ter um médico ou advogado na família… Clichê.

Deixei a mochila no chão despreocupadamente, pronto para desandar com aquela peste barulhenta de Taehyung, arrependendo-me no exato momento que vi que as duas pessoas que se encontravam no sofá, estavam tudo menos interessadas no que passava na grande tela.

Eles se separaram rapidamente ao perceberem a minha presença, não muito discreta. Daehyun olhou-me confuso, e eu retribuí o olhar. Ele e Youngjae já não estavam juntos há tanto tempo que achava que não era um casal mais.

- Baek?! – Perguntou confuso, levantando-se e compondo a roupa um pouco desleixada. – Tão cedo em casa?

- O castigo… Durou menos do que esperava… - Falei sem graça, evitando olhar nos seus olhos. – Boa tarde Youngjae. – Cumprimentei cordialmente mas envergonhado.

- Como vai isso, Baek? – Falou alegremente, como sempre fora.

- Desculpem o incómodo. – Disse ao recuar alguns passos atrás para pegar a mochila que tinha deixado no chão. – E-eu vou para o meu quarto.

Nem deixei que eles falassem depois de ter dito isso. Corri escadas a cima, sem me importar com dores, apenas com a vergonha de ter apanhado o meu Hyung com Youngjae. Uma relação que nunca entendi muito bem… Daehyun era Omega, mas Youngjae era um Beta. Um Beta com caracteristicas mais semelhantes à de um Omega… Mas quem sou eu para julgar a relação deles? Era diferente. Era suposto Alphas ficarem com Omegas…

Betas, por vezes acabavam por tender mais para um dos lados e passar a Alpha ou a Omega com o passar do tempo, mas também tinha aqueles que nunca mudavam. No caso de Youngjae, que já tinha atingido a idade adulta e permanecera um Beta, não havia para onde se virar mais. A sua definição seria a vida toda como beta, por o seu corpo não se ter adaptado a um dos outros dois géneros.

Pelo menos nunca tiveram preconceito com eles. Apesar de ter havido ai uma altura que a coisa ficou um pouco negra, e deixamos de os ver juntos, parecia que tudo tinha ficado bem. Mas de uma coisa tenho certeza, não foi com ele que Daehyun teve a primeira experiencia em fase adulta.

Comecei a despir-me sem me importar muito com as roupas espalhadas aleatoriamente. Sem me preocupar em Daehyun entrar ali, por ser também o seu quarto. Precisava de um banho urgente. Tinha um nó na cabeça e um desconforto no corpo que só podia ser amenizado pela água morna de uma banheira cheia.

Só de boxers caminhei até ao banheiro do segundo piso, o piso dos quartos, o mesmo em que estava já, e fechei-me para o resto do mundo. Trinta minutos, era esse o tempo em média que demorava num banho de banheira. Daehyun e Youngjae tinham mais do que tempo para fazer o que pararam a meio por minha causa.

Liguei a torneira no mais quente possível e deixei que a casa de banho ficasse envolta naquela neblina de vapor condensado. O tempo que demorou a encher foi o mesmo que eu demorei a notar cada negra e cada marca sobre a minha pele. Chanyeol tinha deixado umas quantas delas bem feias. Pelo menos eram locais que a roupa facilmente esconderia.

O que tinha eu feito… Iria me condenar eternamente? Parecia certo no momento, mas quanto mais penso, Chanyeol, aquele idiota que só sabia irritar-me, menos me parecia a pessoa certa para me entregar.

Valia mais do que isso!

 

 

---

 

 

- Um recado para cumprires o castigo correctamente? – Olhava Kyungsoo perplexo para a folha que uma das auxiliares da escola me havia dado. – O que aconteceu ontem?

- Nada… - Menti. – S-só não conseguimos terminar o serviço.

- Que chato. – Suspirou. - Pensei que virias ver o meu ensaio com eles, hoje…

- Ah, mas eu posso. O castigo é só para a semana. – Apontei para a data indicada na folha. – Espera! – Parei para pensar e lembrei-me de quem estaria naquele ensaio. – Afinal não sei se quero.

- Então? Não me venhas com a história que é por causa do Chanyeol! – Lançou-me o seu olhar mortífero. – Eu sou teu amigo Baek, devias ir por mim!

- Eu sei Soo… Mas eu sinto me desconfortável com ele ao pé…

- Faz como sempre, ignora, ou responde-lhe à altura! Mas vem ver-me… Eu gostava que estivesses lá.

- Como se precisasses de mim no meio de tanta gente… - Resmunguei entre dentes.

- Claro que preciso, Baek. E eles não se vão importar com a tua presença, tenho a certeza.

- Não sei Soo…

- Vem! Vem! Vem! – Insistiu manhosamente, nada típico de si.

- Vou ver se consigo. – Concordei mas não muito convicto de que realmente ia ver o tal ensaio.

E contra todas as minhas vontades, Jongin e Taemin apareceram, logo atrás deles com Chanyeol bem próximo. Era a primeira vez, depois do acontecido, que via Chanyeol, composto e devidamente vestido.

O nosso olhar se encontrou e um arrepio subiu-me pela coluna. Não sabia se essa sensação estranha era boa ou má, só sabia que me deixava desconfortável. E tudo piorou quando o sorriso debochado do costume lhe ornamentou os lábios. Como suspeitava… Ele fingiria que nada tinha acontecido. Voltaria a ser o seu alvo de deboche…

- Soo! – Jongin o abraçou, calorosamente.

Não abri a boca para comentar nada ou sequer cumprimentar. Olhava para o Alpha penetrantemente, de testa franzida. Contudo, o seu olhar não regressou para mim. Permaneceu focado em Kyungsoo e Jongin. Taemin, nem se pronunciava, tão estático como eu. Sempre silencioso.

- Chanyeol… Vi as letras que me enviaste ontem. A primeira consegui fixar facilmente. – Kyungsoo o informou ao Alpha, que assentiu animadamente. – Foste tu que as escreveste?

- Perfeito. E sim, fui. Gostas?

- Achei bastante bonitas. – E eu olhava de um para o outro, como um bom telespectador.

- Ficaram melhor ainda na tua voz. – Jongin falou, com um sorriso de orelha a orelha.

- Se tu o dizes… - Kyungsoo também estava radiante. E por momentos achei estar ali a mais.

- Então vemo-nos daqui a pouco. – Taemin proclamou, acenando pois estava na hora das aulas.

- Até logo. – Disse Kyungsoo.

E saíram os três, deixando eu e o Soo a sós, como antes estávamos. Vi a figura do Alpha atrás dos outros dois, com aquele balançar sensual que não devia pertencer-lhe e suspirei. Aquele idiota seria a minha desgraça ambulante.

- Vamos?

- Claro… - Levantei-me do meu lugar e segui Soo com o olhar. – Agora são artes dramáticas, certo?

- Sim, com a maravilhosa professora Lee de teatro… - Fez careta, tornando a ironia mais assentuada, e começou a andar, e então segui como uma sombra, atrás de Kyungsoo, que sorria animadamente.

 

 

---

 

 

Quando entramos no auditório, acabava de sair de lá a turma de Daehyun, que me abraçou e perguntou a que horas terminavam as minhas aulas. Claro que disse para não se preocupar com isso porque ainda ia ver os ensaios para o concurso interescolar de bandas, e ele então se despediu.

Jongin e Taemin foram os primeiros a pisar no pequeno palco que era usado apenas para aulas e ensaios como aquele. Pousaram as coisas a um canto e alongaram-se em conjunto.

Kyungsoo, ao meu lado, pegou em duas partituras que tinham a letra da música escrita nos espaços brancos entre as pautas. Seria certamente as letras de Chanyeol. Eram simples fotocópias de uma folha escrita à mão.

Jinwoon, num outro canto, afinava a sua guitarra acústica, tentando perturbar o mínimo possível os restantes daquele espaço. Então também ele estava junto do grupo?

- Em que consiste a performance? – Perguntei a Kyungsoo, que fazia alguns aquecimentos simples de voz.

- Pelo que me explicaram, vai ser uma performance livre. Decidiu-se que Jongin dançaria a introdução, como já te tinha dito. Depois entramos nós com instrumental e voz, com esta música aqui. – Mostrou-me a folha com a sua melodia e letra. – Depois Taemin tem um solo de canto com dança e terminamos todos numa mistura de instrumental com canto e dança. Taemin e Jongin estão encarregues de dançar juntos no nosso final. E eu e Chanyeol cantaremos em dueto.

- Dueto? Porquê?

- Experimentamos no outro dia e vimos que a sua voz rouca funde-se bem com o meu timbre grave. Acho que dava um bom dueto para apresentar no concurso.

- Vocês lá sabem. – Cruzei os braços, ao ouvir tal coisa. Não parecia nada interessante ouvir o meu amigo cantar um dueto com aquele idiota de dois metros.

- Eu sei que não gostas dele, mas dá o benefício da dúvida. Ele é talentoso e nunca me perturbou.

- Sorte a tua… - Murmurei um pouco irritado. Se aquela abécula não participasse do grupo, tudo seria melhor.

Então ele entrou triunfantemente, com a guitarra elétrica às costas e o amplificador na mão, como se tratasse do líder dali.

Pousou as coisas sobre o palco, ligando o amplificador à corrente no mesmo instante e tirando o instrumento da sua capa. Uma linda guitarra preta com detalhes dourados nos devidos lugares. Estava bem cuidada. Brilhante, como se tivesse acabado de sair da loja.

Ligou-a ao amplificador e fez meia dúzia de testes em relação a afinação e ao volume do som, para então a encostar no seu suporte portátil e bater palmas, como se chamasse a atenção de todos os presentes.

- Pessoal! Atenção. – Chamou, olhando para os demais na sala. Encolhi-me na cadeira em que estava sentado. Dispensava ter a sua atenção virada para mim. – Vamos decidir a estratégia de ensaios a partir de hoje. – Anunciou.

Então todos se aproximaram, para combinarem em conjunto o que iriam fazer. Deixei-me ficar na sombra da sala, apenas observando. Juro que queria ficar com os olhos postos sem Soo e nas belas performances, mas como um íman irritante, Chanyeol sempre virava o foco dos meus olhos.

 

 

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Quando o ensaio terminou, preferi manter-me em silêncio. Chanyeol, a meio do ensaio percebeu a minha presença, o que me fez ter vontade de desistir. Mas pior que isso foi quando percebi que estive aquele tempo todo a espera de Kyungsoo idiotamente.

Jongin metera conversa com o meu amigo e foi como se a minha presença ficasse esquecida no tempo. Foram saindo um por um. Mas não me movi. Olhei para a pequena cúpula que envolvia o espaço, ignorando o movimento a minha volta.

Soo saiu com Jongin ao seu lado, conversando animadamente. Jinwoon foi a conversar com Taemin, que não lhe dava qualquer demonstração de muito interesse, mas que ainda assim o ouvia. E Por fim restava Chanyeol, que guardava delicadamente os seus pertences.

- Não vais sair? – Perguntou, a uns bons 5 metros de distância de mim, de costas voltadas.

Não respondi, até porque congelei com a resposta inesperada. A sua frieza ou indiferença não me era estranha mas, no entanto, parecia me afetar agora, mais do que antes. O Alpha espreitou por cima do seu ombro, olhando-me pelos cantos dos olhos. Desviei o meu olhar do seu, continuando no silêncio confortável.

Ele levantou-se, tornando a sua real altura assustadora perante a minha pose sentado, agarrado aos joelhos que estavam encostados ao meu peito. Caminhou até mim com uma calma desumana, como se o tempo não estivesse a passar por nós.

A partir dai, deixei de conseguir evitar o seu olhar. Não era trocista nem frio. Era misterioso. Parecia concentrado e ainda um pouco fora de si. Estaria ainda com aquele desejo louco do dia anterior?

- Baek… - Sussurrou. A sua voz rouca era o maior dos meus males.

As suas duas grandes mãos seguraram os braços da cadeira com uma brutalidade que não estava à espera. Não tinha margem de fuga, que por um lado não faria diferença. Não me havia mexido um centímetro que fosse. O conflito entre o sim e o não era tão constante que deixei de me importar e permaneci na quietude da indiferença.

Quando ele segurou o meu maxilar como já tinha feito noutra altura, pude concluir o quão quente ele ainda estava. Um quente febril, sem estar realmente doente. Respirava cada vez mais pesadamente e pressenti um cenário semelhante ao do outro dia.

Não estava preparado par um segundo round. O seu nariz roçou de leve a minha bochecha, depois que este me virou bruscamente o rosto para o lado. A sua atitude era tão fora de si… E eu continuava estupidamente passivo!

Como podia ser tão fraco? Ao ponto de chegar ao ridículo. Agarrei o seu pulso com o intuito de o fazer largar o meu rosto, mas apenas consegui que Chanyeol apertasse com mais força.

- Estás a magoar-me. – Disse com os dentes serrados. Então ele largou. Sem desviar o seu olhar.

- Eu não entendo… - Ele murmurou com uma expressão nova, confusa.

A porta guinchou e uma cabeça espreitou… Kyungsoo. Ele procurava algo com o olhar naquela sala.

- Baek! – Disse ao encontrar-nos. – Ah, não… Mais brigas não! – Reclamou, entrando de rompante e me segurando pelo pulso. – Vamos, esta a ficar tarde.

O meu olhar balançou entre um e o outro mas nem meti em causa contestar. Segui o puxão de Kyungsoo, ignorando o Chanyeol que ficou para trás, perdido nos próprios pensamentos. Ele que encontrasse um jeito de os compreender, porque eu estava a tentar fazer o mesmo com os meus.

Aquilo passa-lhe! Tinha de passar. Se ele ainda estava alterado pelas doses altas de hormonios que banhavam o seu corpo, e isso o fazia agir assim, então era periodicamente temporário. Só teria de sofrer estes ataques pervertidos dele de vez em quando… E ainda havia a hipótese de ele acabar escolhendo outro alvo…

Suspirei entristecido… Era a primeira vez que um Alpha mostrava um interesse forte por mim… E mesmo que tivéssemos uma relação praticamente de cão e gato, acho que ficaria um pouco abalado caso ele no mês seguinte achasse outro alguém. Mas não contaria tal coisa a ninguém! Era ridículo sentir a mínima atracão que fosse por um idiota que adora ridicularizar-te.

 



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