História Um menino (adjetivos problemáticos e etc) - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Personagens Personagens Originais
Tags Original
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Palavras 2.948
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Algumas coisas que eu me lembro da infância


Bem, ja tentei escrever um livro de várias outras formas, mas nunca tentei digitando. Nunca fui bom em começar algo, sempre digo isso e saio escrevendo o que eu penso literalmente então vamos la. Primeiramente prazer, meu nome é André Carlos Soares de Souza, mas me chame como você quiser. Neste exato momento que eu comecei a escrever essas primeiras linhas o hora esta marcada as 22:16 do dia 17/06/2017, tenho 17 anos. Claramente não vivi o suficiente para ter uma boa historia para lhe entreter. Claro também que eu tive uma ou outra historia boa pra se contar, mas elas são irrelevantes iguais quase tudo. Por que eu digo isso? Pois eu já as vivi e elas já estão no passado, são apenas lembranças iguais muitas coisas que já passaram. Estou aqui mais para fazer um desabafo. Nestes meu 17 anos de vida eu pensei bastante, realmente pensei muito. Caralho tu não imagina quantas horas eu fiquei no banheiro debaixo do meu chuveiro pensando nessas merdas. Então resolvi depois de tantas tentativas falhas, escrever aqui algo que lhe possa entreter e me distrair.

Seja bem vindo ao mundo de confusão e bipolaridade que eu chamo de minhas idéias.

Capitulo 1 – Algumas coisas que eu me lembro da minha infância.

Bem, ninguém lembra 100% de tudo que já viveu ou passou. Nossa mente muda bastante nossas memórias. Eu no caso me lembro de quase merda alguma, mas achei interessante registrar minhas memórias distorcidas aqui.

Quando eu nasci, o meu pai (um homem careca com uma bela barriga de chopp que tinha uma cara de malvado, mas no fundo era uma boa pessoa a menos que esteja estressado) acho que ficou com um peso na consciência pois antes de mim veio a minha irmã Letícia e ela morreu depois de nascer por falta de ajuda financeira na época, ai ele queria ter um dinheiro pra poder me sustentar, então ele viajou pros USA (God Bless America) pra conseguir uns dinheiro. Ele já havia viajado pra outro lugar e trabalhou limpando casco de navio. Ele sempre me contava essas historias, mas depois de ouvir pela 6° vez eu nem prestava mais atenção. Então ficou eu, mamãe, vovó e tias. Depois minha mãe também foi pra conseguir mais dinheiro e eu acho que o meu primo Victor (amo esse moleque papo reto, muito lindo meu deus) nasceu antes dela ir. Foda-se. Em resumo eu passei os primeiros 3 anos da minha vida com as minhas avós. Meu primos Marcelinho, Gustavo, Raphael, Serginho, Eugenio, Leandra e Nelsinho cuidaram de mim um pouco ou sei la, não me lembro muito deles nessa época mas eu sei que o Victor (aquele moleque lindo que eu falei a pouco), nossa, noza, pelo amor de deus. Altas aventuras com ele. Eu me lembro que nos brincava de uma porrada de coisa na casa da minha avó. Ele foi o meu primeiro melhor amigo de verdade (falo “de verdade” pois mas na frente vocês vão entender que eu já menti bastante).

Essas foram as minhas lembranças de quando eu tinha de 0-3 anos mais ou menos. Depois disso meus pais voltaram né, fui no aeroporto e pa, sinceramente eu tava pouco me fudendo. Eu tinha 3 fudendo anos. Na minha cabeça eu so pensava em cagar, comer, fazer merda e dormir. Vi meus pais. E ae pai, fale ae mãe. Eles ficaram felizes então eu também fiquei, eu acho. Eu tinha 3 anos não me julgue pela falta de emoção.

Continuando. Meus pais chegaram,fui morar em uma casa atraz da casa da minha avó por parte de mãe, vó Cleo para os mais próximos, Cleonice para os demais e vó pra mim, meu pai tinha uma van. Caralho, meu pai já trabalhou de muitas coisas eu acho. Lição de vida do tio Leo, “ou estuda ou trabalha”. Se seus pais não disseram isso pra você então da um tapa neles e fala pra eles lerem essa parte. Voltando. Ele trabalhava muito. Minha mãe saia com a minha tia Cássia, mãe do Victor. Ficava eu e ele na casa da minha avó fazendo nada. Não tínhamos internet na época e depois que acabava a comida e a brincadeira nos não fazíamos nada. Ai meu primo resolvia ficar ligando pra minha tia Cássia. Puta que pariu como me dava raiva. Eu ficava puto por ele não deixar elas curtirem a noite. Pegava o telefone e dava so porrada na cabeça dele pra ver se ele aprendia. Mal ae Victor mas sério, vai se fuder. Não podia chover que tu ligava pra ela. Mano que raiva. Tinha umas vezes que acabava a luz la e ficava tudo escuro. Amava aquilo. Queimados foi o melhor lugar que eu morei em questão de lazer. Eram três casas. A maior, de dois andares era minha :^) morava eu, meu pai e minha mãe. A casa da frente era da minha avó, morava ela, meu primo e minha tia. A de cima era so da minha tia Andrea. Apesar dela morar sozinha naquela época ela namorava bastante. Considero minha tia Andrea como uma mãe. Ela tinha uma porrada de camisinha, filme pornô e eu me lembro do meu primo ter achado um vibrador um dia no quarto dela mas como eu disse, ninguém se lembra 100% das coisas que viveu. A, antes que eu me esqueça, anotem ai, eu já passei por uma porrada de coias malucas. Quando eu ainda era um bebê a geladeira da minha avó queimou e a casa pegou fogo. Entao posso falar que sobrevivi a um incêndio. Voltando. Era tudo a mesma coisa ate eu começar a escola. Ai é que a vida de uma criança começa, pois ate ali eu só conhecia o Victor.

O 1 dia de escola eu me lembro bem de uma coisa. Eu não queria ir pra escola. Eu ia de van com o Tio Betinho (ainda me lembro dele porque ele era legal), e tipo, eu não queria nem fudendo entrar naquela van. Eu segurei na porta e fiquei chorando. Não ia nem a pau. Acabou que eu era uma criança e minha força era igual a de uma formiga. Não adiantou de porra nenhuma e eu acabei indo. Não me lembro mais de nada alem de ficar fazendo aviãozinho com palito de picolé e macinha. Acho que e isso que as crianças fazem. Sério. Pra que pagar pra uma criança fazer isso mãe? Me explica por favor.

Quando eu era pequeno eu era um moleque muito arrombado assim posso dizer. Eu fazia muita merda. Teve um dia que eu resolvi ficar me equilibrando na janela do 1 andar da minha casa, cai, quebrei o pulso. Pra que fazer isso? Não sei. Só sei que até hoje eu sinto uma fudendo tara em subir em lugares altos. Dês de pequeno eu subia em árvores, parede e etc. Mano do céu, pelo amor de deus. Eu fico ate hoje a mais pura alegria subindo qualquer merda e apreciando a vista. Outro dia um carrapato mordeu o meu saco. Minha mãe conta essa historia direto se deixar. Não conseguia mijar de tanta dor. Odeio aquele carrapato até hoje. Tava na escola com aquela merda de dor no meu saco e a professora não deixava eu ir no banheiro. Puta que pariu professora, tem amor no coração não? Quando ela deixou eu cai no banheiro de dor mesmo. Não consegui ficar reto. Bexiga tava toda inflamada. Fui pro hospital. O único problema e que o pessoal pensava que era apendicite e eu só queria era mijar mesmo. Ai depois quando descobriram falaram que iam colocar uma sonda no meu pinto. Eu, com uns 4-5 anos, já entendia que não era pra nada entrar ali. Gelei na hora. “–Não mãe não. Deixa eu mijar eu consigo.”. Nunca mijei com tanta vontade na minha vida como eu mijei ali naquela hora. Se você é um menino você pode concordar comigo ou ser um babaca, mas uma das melhores sensações e quando tu ta muito apertado e vai mijar. Tu coloca a cabeça no azulejo, se inclina em um ângulo de 60° mais ou menos e da aquela mijada.

Quando eu tinha 6 anos por ai, tava de boas na casa da minha tia Gina, Jina, sei la. Tava tendo um churrascão brabo e eu tava curtindo a piscina dela. Mano, a piscina da minha tia era enorme, parecia o oceano de tão profunda era pra mim. Enquanto eu tava dando altos pulos nela enquanto gritava rasenga da forma mais hetera possível minha mãe me chamou e me perguntou se eu queria um irmãozinho ou irmãzinha. Eu, 6 anos de idade, já tinha o Victor de irmão na minha opnião e, como a outra morreu e eu nem conheci, falei que queria uma irmãzinha. Ela falou alguma coisa e saiu. Ai eu fiquei pensando, “Ou a minha mãe ta com fogo e quer da, ou ela já deu mesmo e ta me falando.”. Acontece que ela já tinha dado. Meu irmão nasceu no dia 27 ou 28 de maio (sempre me esqueço, não me julgue por isso, ainda sou um ótimo irmão) e ele fez a festa dele junto com o meu aniversario de 7 anos no dia 1 de junho.

No inicio era tudo legal. Quem cuidava dele na maior parte era os meus pais e os parentes mais chegados. Eu ficava so jogando meu Pokémon sapphire no gameboy enquanto ficava invejando o DSi dos meus primos. Na época era tipo, eu ganhava um presente igual o dos meus primos, ai no dia seguinte eles ganhavam a nova versão e eu ficava pra traz. Dava muita raiva isso. Com a chegada do Leozinho, vulgo meu irmão (o nome dele ficou idêntico ao meu pai por causa de uma viadagem dele de querer ter um filho com o nome dele igual o meu tio teve. Ele tinha ate chamado o poodle que nos tinha de Leozinho. Aquele Leozinho foi o original, o meu irmão na minha opinião e só um substituto) nada tinha mudado muito, só os aniversários que a minha mãe resolvia fazer uma festa só pra economizar o dinheiro.

Tempo vai passando e chega um dia que eu me enjoei de estudar (depois desse dia eu parei de estudar em casa e fazer os deveres de casa, antes disso eu era um amor de pessoa. Imagina um anjo que fazia tudo certo. Era eu). Estudava em uma escola em queimados chamada Betel. A escola era grande pra caralho e tinha uns laboratórios muito loucos que o pessoal de medicina ficava dissecando os corpos. Sim, corpos humanos. Tinha uma sala que ficava trancada em frente a um desses laboratórios na parte de traz da escola. Dava pra sentir o frio que fazia dentro dela só de tocar na porta sem falar do cheiro. Tinha um cheiro estranho, tava muito na cara que os corpos ficavam la. Então um dia, dei o belo caô de que tava apertado e queria ir no banheiro. Todo mundo sabe que pedir pra ir no banheiro é tipo “vou dar uma passeada, vou no banheiro e vou fazer mais algumas coisas, espera sentado por favor pra tu não cansar”. Desci as escada, fui no banheiro e depois, com a musica de missão impossível tocando na minha cabeça, andei pelas sombras das arvores do colégio igual um ninja em direção a porta da sala dos corpos. Cheguei la minha cabeça bugou. Eu queria entrar la e ver os cadáveres, o único problema era como eu ia entrar. Fiquei la sentado, olhando a porta como se ela fosse explodir ou pelo menos abrir. Depois de uns 5 minutos chegou um zelador. Eu percebi ele antes que ele me notasse e já me escondi em um canto. Se ele me visse não ia acontecer nada, mas com 7 anos eu exagerava em tudo, até hoje eu exagero nas coisas, imagina então com 7 anos. Suando frio eu fui indo devagar em direção as escadas pra voltar pra minha sala quando de repente eu vi ele se virando. Não pensei nem 1 imagina 2, entrei no banheiro na hora. Fudeu, o banheiro era o feminino e tinha 2 meninas se olhando no espelho. Fiz cosplay de espantalho na hora e fiquei parado que nem eu tinha aprendido nos filmes de Jurrasic Park, enquanto eu não me mexe-se os dinossauros não iam me ver. Acredite ou não deu certo. Fiquei la uns 2 minutos no máximo ai eu sai sem falar nada e sem fazer som. Cheguei na sala depois a professora perguntou por que a demora. Mandei o caô básico de que tinha muita gente no banheiro. Professora, minha amiga chegada, full aceita a desculpa. Sentei e fiquei pensando em como abrir aquela maldita porta da próxima vez e em como o banheiro feminino e muito melhor que o masculino. Bem, não teve outras tentativas de abrir a porta mas, nasceu um forte desejo de justiça entre os banheiros.

Eu quando era pequeno tinha medo de agulha. Minha bisavó ficava em uma cama direto e so andava em uma cadeira de rodas. Ela ficava tomando injeções eu acho, não lembro, no dia que ela morreu eu tava na sala dela brincando com alguma coisa. Minha avó Cleonice toma insulina todo dia. Minha mãe tinha medo de tirar sangue e chorava ou passava mal quando tirava. Em resumo, ao meu ver, agulho não era uma criação do mano Deus. Até que um dia, eu comecei a passar mal. Não conseguia andar, tinha força pra nada, meus olhos queimavam de dor e cada cortezinho que eu fazia sangrava pra caralho. Peguei dengue hemorrágica . Quando minha mãe percebeu eu so me lembro de ter sido mandado pra um hospital. Meu pai tinha arrumado briga eu acho com um pessoal e eu consegui uma sala melhor no hospital. Valeu pai. Bem, primeiro dia no hospital eu fiquei sozinho vendo Avatar, a lenda de Aang, ate que eu conheci uma menina quase que da minha idade. Não sabia e nem perguntei. Ela tinha câncer e tava tão fudida quanto eu tava. Se eu não tivesse mudado pra UTI e continuasse falando com ela daria uma historia melhor que “A culpa é das estrelas”. Cheguei na UTI não passava avatar na TV. Na época eu era tão viciado em avatar que teve um dia que de tão besta que eu era, fiquei correndo em círculos muito puto modo turbo. Queria fazer um furacão igual o Aang vazia. Eu era um dos dobradores de ar. Acabou que eu cai no chão, ralei a perna toda e chorei na hora e depois que a minha avó tacou álcool no cortes. Bem, na TV só passava uns bagulhos de doação de órgãos e sangue pelo o que eu me lembre. Eu realmente tava todo fudido, por que não doar eles? Ficava pensando. Eu passei menos de uma semana na UTI mas cada segundo parecia dias lá. Meu estado era grave. Eu tive que receber 27 bolsas de plaqueta pois a minha já estava quase zerada. Todo dia eu tinha que tirar sangue. Teve um dia que a filha da puta da enfermeira errou a minha veia. Quem me conhece sabe. Sou mais branco que a própria cor branca, qualquer um consegue achar a minha veia na primeira olhada. Não tinha como errar, mas, adivinha o que ela faz? ELA ERRA NÃO UMA, MAS DUAS VEZES A MINHA VEIA ENQUANTO EU TO NA MERDA DA CAMA MORRENDO JÁ. Minha diversão ali era ver “O Senhor dos Anéis”(LOTR é lindo, se você não viu veja. O amor pela serie é de família) e zoar o menino gordo que também tava com dengue na sala do lado. Eu realmente já tinha falado “foda-se, morri” mas na minha cabeça ficava duas vozes. Uma falando pra eu não desistir pois a minha mãe e meu pai já estavam totalmente abalados e ainda tentavam, e a outra, não menos importante, era a do Naruto falando que não ia desistir do seu sonho e ia seguir o seu jeito ninja de ser. Serio, ficava na minha cabeça tocando Fighting Dreamers, só não dançava ali na cama pois eu tava morrendo. Chega um dia minha mãe me olha e fala com uma voz meio abalada e triste. Ela disse que o medico iria fazer uma merda chamada cateterismo ou algo assim. Ela me explicou que ia abrir um buraco no meu pescoço e iam enfiar uma câmera ate o meu coração eu acho. Já tava fudido, já tinha enfiado uma merda de uma sonda no meu pau. Mano que raiva daquela sonda. Pensei que tinha escapado dela quando eu mijei naquele dia que eu era pequeno mas a filha da puta volta. Minha bexiga tinha estourado e eu tive que usar. Voltando ao lance do cateterismo. Pouco me fudendo falei “Jae”. No dia que eu ia fazer essa merda eu melhorei. É. Tipo, valeu gente to melhor. Minha saúde tava 2% um dia antes, acordei ela subiu pra 100%. Não entendi, nem queria, só sei que tava feliz. Sai do hospital, dei um dedo do meio pro gordo que ainda tava la na UTI morrendo. Se fudeu. Cheguei em casa full feliz. Teve ate festinha. A única merda que isso me causou foi que agora as minhas mãos ficam tremendo, e que na próxima dengue que eu pegar o medico falou que eu morro. Engraçado ele.

Essas são as poucas historias que eu me lembro da minha infância. Eu mudei bastante depois de conhecer a internet. Posso dizer que a internet foi algo que afetou a vida de muitos, mas eu acho que foi por causa dela que a minha mudou bastante. Mas isso é uma historia do próximo capitulo.



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