História Um Mundo Um Pouco Estranho - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Eddy_Blue

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Debrah, Iris, Kentin, Leigh, Li, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Ação, Alexy, Amor Doce, Amy, Armin, Colar, Maggie, Magia, Mistério
Exibições 25
Palavras 2.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Konnichiwa pessoinha ><
Essa é a minha primeira fanfic.. Então espero que gostem :3

¤Co-autora: capítulo revisado e modificado completamente para melhor aproveitamento da história =)

Capítulo 1 - Mudanças


Fanfic / Fanfiction Um Mundo Um Pouco Estranho - Capítulo 1 - Mudanças

Às vezes me pego pensando se os outros fazem ideia da dor que carregamos conosco...

Eu fico imaginando se na hora de olhar com pena para o próximo por causa de sua tristeza, essa pessoa não pensa no quanto não queremos receber tal olhar...

Porém é inútil. É do nosso instinto olhar para o outro com pena por causa da sua dor, pois não fazemos ideia dos sentimentos alheios. Todos só ligam para si mesmos.

Eu não sou exceção.

Fazem dois meses que perdi meu pai em um trágico acidente envolvendo um prédio em chamas. Ele era bombeiro. Ninguém sabe o quanto agora odeio tal profissão porque ela tirou o meu querido pai dos meus braços. Como odeio pessoas egoístas ao ponto de se colocarem em perigo e não conseguirem sair de tais sozinhas! Elas precisam depender de outros para salvá-las. Será que eles fazem ideia do quão inúteis são por causa disso?

Viu, como disse: sou egoísta. 

É totalmente errado e injusto pensar dessa maneira somente pelo falecimento de meu querido pai, mas não posso evitar. Não posso evitar de sentir uma profunda dor ao saber que ele morreu fazendo algo que gostava ao invés de ir à minha festa de aniversário. Não posso evitar de chorar todo dia o dia inteiro apenas porque não terei mais meu pai ao meu lado, me consolando nestes momentos e falando palavras que me farão parar de chorar. Também não posso evitar de ver de camarote meu mundo perder a cor de pouco a pouco...

Pois é... Aquela Amy energética e otimista morreu junto do seu pai naquele incêndio. Aquela Amy que se recusava à chorar porque pensava que tal ato representava fraqueza se desmanchou em lágrimas no momento em que soube da morte de seu amado pai. Aquela Amy pintada com as cores vibrantes do arco-íris viu sua coloração diversa passar à um simples e apagado cinza sem graça. 

Ela hoje em dia se recusa à simplesmente sair de casa e socializar. Acha uma perda de tempo quando sabe que ao voltar para casa não terá seu pai sentado no sofá vendo televisão e ao perceber sua presença sorrir e acenar como a pessoa alegre com um sorriso contagiante que era. Hoje tudo para ela é uma perda de tempo, pois não terá seu amado pai ao seu lado...

Essa é aquela hora em que ouço a famigerada pergunta: Mas e sua mãe? Você não a ama? Sim, eu a amo como qualquer filha amaria sua progenitora. Entretanto, o laço com o meu pai era um que nenhuma outra filha possuía com o seu próprio. Nós éramos muito próximos e a maior parte da minha infância passei ao lado dele, sempre sorrindo porque ele me fazia a criança mais especial e feliz que poderá existir. Um laço desse tipo interrompido pela morte não poderia me causar menos que minha situação atual.

Encontro-me triste, solitária, inconsolável. Nada mais faz sentido sem meu pai ao meu lado. Não que minha mãe seja um grande nada para mim, ela é uma pessoa extremamente especial para mim, apenas não tínhamos e temos o relacionamento que possuía com meu pai.

Neste ponto também sou extremamente egoísta ao pensar apenas em mim mesma. Minha mãe, Maggie, deve estar sofrendo igualmente por perder a pessoa por quem se apaixonou incondicionalmente e ainda partilha de tal amor. E tudo que faço enquanto estamos afundados nesta tristeza é ficar no meu quarto, deprimida e chorando a maior parte do tempo. Dou graças à Deus por estar de férias, se não mesmo nesta situação levaria um bom puxão de orelha da minha mãe.

Neste mesmo momento, mergulhada em conhecidos pensamentos melancólicos, ouço batidas na porta. Não é preciso proferir nada, minha mãe sabe que é bem-vinda ao meu quarto e não faço estardalhaços por ela supostamente estar invadindo minha privacidade. Também não tenho disposição para tal, não que eu queira. Não quero nem um pouco desvalorizar minha mãe desse jeito. Ela quem me deu a vida, afinal; não merece este tipo de tratamento.

- Olá querida. Como se sente hoje? - Maggie sorri, inutilmente tentando me confortar. Não funciona, obviamente. Sua pergunta sem sentido também não ajuda em nada na nossa situação. Ela aparentemente percebe isso porque força agora um sorriso envergonhado. Quando passamos à esse tipo de relação, onde nos enganamos para aparentarmos estar bem? - Bem... Não vou enrolar porque sei que não vai funcionar. - Pergunto-me se ela chegou à essa conclusão sozinha ou precisou de ajuda - Não aguento mais essa situação pela qual estamos passando, então... Tomei uma atitude que pode parecer precipitada, mas juro que vai nos ajudar a lidar com tudo isso! - Reviro os olhos, lá vai mamãe tentando diminuir a tensão da notícia. Será que sabe que não funciona?

- Fale de uma vez, por favor. - Pedi impaciente. Quero ficar sozinha poxa!

- Okay... - Sussurrou se remexendo nervosa no lugar. Então tomou fôlego e prosseguiu: Nós vamos nos mudar para Tóquio para morar com sua tia! Iremos partir em dois dias!

Arregalei de leve os olhos, claramente um pouco surpreendida. Minha mãe às vezes tem ideias e atitudes malucas, mas essa foi a mais maluca já tomada por ela! De repente, vamos morar junto da minha tia?! E em dois dias?! Fazem poucos anos desde nossa grande mudança dos Estados Unidos ao Japão, não estou pronta para deixar esta cidade ainda!

Sentei bruscamente no pé da cama, a fitando ainda incrédula encostada ao batente da porta do quarto. Maggie também não parece tão confortável com a ideia, mas pelo menos tem consciência de que não podemos continuar aqui. Eu também deveria, todavia mudanças para mim não são aceitas tão bem, ainda mais quando a pessoa aqui se mudou sem mais nem menos de continente com apenas  oito anos de idade. 

Percebo apenas que mergulhei em questionamentos ligados à notícia quando mamãe tosse forçadamente. Pisco os olhos e volto-os para ela, ainda chocada.

- Sei que para você é algo totalmente inesperado. Para mim é um pouco porque já viajei duas ou três vezes para outros países sem contar esse, mas isso não tira o fato de precisarmos de uma mudança Amy! Caso continuemos aqui, só vamos nos afundar mais e mais na dor da perda recente! - Seu tom de voz levemente alterado deixa claro o quanto está se segurando para manter a pose de forte. Segura-se bastante para não chorar. Percebo por suas mãos cerradas firmemente, quase totalmente esbranquiçada pela força que faz.

Suspiro, fitando o chão de madeira escura. Depois passo os olhos pelo quarto típico de uma adolescente de quinze anos com as culturas entrelaçadas. Depois passo para o rosto de minha mãe, este marcado pela idade já um pouco avançada, com bônus de olheiras não tão fundas causadas por noites mal dormidas. 

É, eu sei que precisamos. Deveria aceitar de uma vez e concordar com a viagem. Dou um ultimo suspiro antes de dar minha resposta:

- Apesar de não estar bem com toda essa situação, concordo com você. Vou começar a arrumar as malas logo. - Falo num fio de voz, olhando diretamente em seus olhos que brilharam ao ouvir minhas palavras positivas.

- Obrigada! Não sabe o quanto isso é importante para mim! - Sem perder tempo, ela vem e me abraça fortemente. Não ofereço resistência, aliás, retribuo o abraço porque mesmo não querendo admitir eu preciso dessa mudança e ela está fazendo isso por mim. Porque ela me ama.

Por incrível que pareça, não sinto vontade de chorar ou me afastar. Na verdade, eu até abro um pequeno sorriso.

~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~

Gosto de adiantar as coisas para não ter de ficar na correria depois, por isso agora olho orgulhosa para minhas duas malas cheias de roupas, já totalmente organizadas. Sentei na cama soltando um suspiro cansado, passei a tarde arrumando as malas e agora o céu já mostra os primeiros resquícios do anoitecer. Um belo anoitecer como qualquer outro aqui no Japão, com o céu bem mais límpido se comparado ao dos Estados Unidos, ele oferece algumas muitas estrelas brilhantes. Um mar empipocado por pontos brilhantes que fazem-o se destacar. Sempre gostei de olhar para a janela por causa disso, eu viajo fitando tantos pontos belos e brilhantes.

Ao deitar e começar a mexer no celular, minhas mãe bate na porta e a abre minimamente. Sorrio para ela fazendo um movimento com a cabeça para entrar totalmente, ela obedece sem resistências. Digamos que até se empolga um pouco com isso.

- Já arrumou suas roupas filha? - Perguntou, fitando as duas malas azuis dispostas em um canto do quarto perto da janela aberta - por que será não é?

- Sim, não gosto de deixar as coisas para última hora. - Expliquei olhando a tela do celular que exibia uma aba do Google aberta em uma fanfic qualquer de um jogo que gosto - Você acha que serei capaz de fazer amigos nessa nova escola? Estou meio insegura... - Não tenho coragem de olhá-la nos olhos. Era muito mais fácil falar com papai sobre essas coisas... Com ela ainda ofereço certa hesitação, é como conversar com um novo amigo sobre assuntos particulares. Por não termos uma relação aprofundada, não sei o que pensa de mim.

- Claro filha. Não vejo motivos para você se isolar. A negação é um dos estágios da tristeza após perder alguém querido, mas ficar neste estágio por muito tempo não é saudável. - Explicou sorrindo, um sorriso doce e acolhedor. Nunca soube muito os motivos para não conversarmos sobre a maioria dos meus problemas e etc. Talvez seja por ela ter trabalhado dobrado na minha infância enquanto papai estava sempre em casa,ao meu alcance 24 horas por dia. 

Além de egoísta é insensível. Ótimo Amy...

Desliguei a tela do celular pensativa, finalmente olhando em seus olhos brilhantes de expectativa. Agora que só há nós duas, não há jeito de ignorarmos a existência uma da outra. Chegou finalmente a oportunidade para nos aproximarmos. Quem diria que para tal fato acontecer, alguém precisaria morrer...

- Aliás, para que escola eu vou? - Perguntei me lembrando subitamente desse detalhe. Para que escola eu vou? A cidade nem é tão importante... Cá entre nós que o Japão possuí cidades magníficas.

- Sweet Amoris. É uma escola estrangeira. - Abri um sorriso ao ouvir isso. Não me sinto mais tão deslocada quanto me sentia ao mudar-me para o Japão, porém ouvir que haverão outros estrangeiros além de mim em um mar de nativos já é um ponto positivo à mais - Levei em consideração sua fragilidade momentânea e o fato de você estar insegura. O povo daqui é muito respeitoso e honrado, mas mesmo assim vejo que sua relutância permanece. É o melhor para agora não? 

Forças do Universo que me acudam. Onde essa mãe maravilhosa estava esse tempo todo?! Estava à pensar que Maggie não entenderia meus sentimentos, porém ela os entende até melhor do que eu mesma!

Não consegui segurar a emoção. Corri para abraçá-la, praticamente colando a cara em seu ombro para chorar. Tanto de felicidade, agradecimento quanto por ainda guardar certa mágoa pela morte de papai. Um novo sentimento surgiu em meio ao meu choro: a vergonha. Vergonha por toda a negatividade que emano ao pensar nas pessoas que papai salvou antes de morrer. Vergonha por ter negligenciado a existência da minha mãe enquanto papai estava vivo. Como pude ser tão horrenda à esse ponto? Rebaixar-me tanto assim? 

Amy, você não merece alguém tão boa assim.

- Desculpe mamãe. Realmente me desculpe! - Apertei mais o abraço, tentando inutilmente fugir das lembranças de todos os meus sentimentos vergonhosos e baixos. O quanto não machuque minha mãe ao agir assim? - Sou uma pessoa horrível, horrível! Devo ter te machucado tanto... 

- T-tudo bem. Se eu tivesse sido mais presente também na sua infância, n-não estaríamos tão longe uma da outra t-todos esses anos. - Mesmo tentando disfarçar, sua voz embargada denuncia seu choro silencioso. 

Assim então ficamos. Cada uma chorando pelos seus motivos e se desculpando pelos seus erros. No final, acho que subimos alguns pontos na escala de mãe/filha. Isso me deixa feliz, muito feliz.


Notas Finais


Desculpe alguns erros.. Se tiverem dicas para a historia só falar que eu posso colocar :3
Bye bye até o próximo capítulo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...