História Um Mundo Um Pouco Estranho - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Eddy_Blue

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Charlotte, Debrah, Iris, Kentin, Leigh, Li, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Ação, Alexy, Amor Doce, Amy, Armin, Colar, Maggie, Magia, Mistério
Exibições 22
Palavras 2.729
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii..
Espero que gostem do novo capítulo.

¤Co-autora: capítulo editado e modificado completamente para melhor aproveitamento da história =)

Capítulo 2 - Primeiras Impressões


Fanfic / Fanfiction Um Mundo Um Pouco Estranho - Capítulo 2 - Primeiras Impressões

Uma boa parte da viagem foi com a minha mãe falando de sua infância junto da tia Aghata e de como ela era peculiar desde cedo. Sempre se misturava com os meninos, raramente com as meninas e era bem ambiciosa, principalmente com o teatro. Lembro-me vagamente de quando era criança, entre seis e sete anos, onde via minha tia debruçada entre papéis e papéis de peças que ela tinha de dirigir com muito afinco, e às vezes atuar ao mesmo tempo. Tia Aghata é aquela pessoa sonhadora que corre atrás do seu sonho acima de tudo. Dá orgulho de lembrar disso e ver até onde ela chegou.

Admito ela ser um tanto estranha, mas é uma das melhores pessoas com quem convivo. Sorridente, otimista, energética e liberal. Um exemplo de tia solteira que vive a vida aos extremos, sem perder tempo trabalhando em lugares melancólicos como em cabines sendo uma secretária - não entendo por que vejo tanto essa profissão em alta em filmes americanos. Será que alguém entende? O seu trabalho exige muito de sua criatividade, e por ela possuir isso de sobra, a atuação e a direção acabam se tornando seus hobbies e não uma obrigação, quando se trabalha em algo indesejado. 

Encostei a cabeça no vidro do carro, já com tédio dessa viagem e de minha mãe tentando puxar papo, mesmo sabendo que não estou para conversar. Seis horas pela frente neste carro não vai ser fácil caso fique acordada sem uma distração.

Vou tirar um cochilo...

Quem sabe se sonhando, não esqueço dos problemas...

~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~

O vasto campo prendia minha atenção totalmente. Nunca vira antes um campo tão verde e belo, é de tirar o fôlego. A brisa colaborava, balançava meus cabelos azulados conforme seu ritmo e causando-me uma paz interior desejada há tempos.

Em um instante, enquanto aproveitava a brisa de olhos fechados, senti uma grande presença, tão grandiosa que o Sol à minha frente desapareceu entre as nuvens num instante. Abri os olhos, era um belo anjo (?). 

Um belo anjo de aparência calma e gentil, vestindo branco dos pés a cabeça. Não pude deixar de notar suas grandes asas, tão majestosas que deixaram-me com grande vontade de possuir as tais. Voar com elas deve ser magnífico.

Nada disse diante de sua presença. Sua aura exalava poder, me deixando totalmente calada. Era um simples ser terrestre diante de tal presença tão majestosa e poderosa. Nunca fui de me sentir inferior, mas com ele não tinha como não sentir isso. 

- Q-quem é você? - Gaguejar também não estava nos meus planos. O que diabos está acontecendo comigo?!

- Acalme-se antes pequena criança... - Até sua voz é calma. Anjos realmente possuem efeito sobre nós, quem diria... - Estou aqui apenas para te ajudar.

Arqueei a sobrancelha em dúvida. Me ajudar? Ajudar em que exatamente?

- Estou aqui para te ajudar... - De repente ele arregalou os olhos e sorriu de um jeito macabro. Mas que porra?! - AMY! AMY!

Tudo começou a escurecer e se distanciar. Não havia mais um campo belo ou um céu límpido e acalentador. Em um minuto estava caindo em direção à lugar nenhum, apenas caindo no meio do nada. Apesar de nada haver, os sons eram perturbadores. Uma série de pessoas chamando meu nome de diversas formas, apenas o tom macabro permanecendo. Era enlouquecedor.

- Faça parar! FAÇA PARAR! - Repetia diversas vezes, tapando meus ouvidos inutilmente. Onde diabos eu estou afinal?! Isso é pior do que o inferno! - FAÇA APENAS PARAR!

Então...

Eu acordei num sobressalto, respirando rapidamente sentindo o suor escorrer pela minha testa. Foi tudo um sonho no final...

Olhei para o carro parado, duvidosa. Para onde raios minha mãe foi? Me largou no meio do nada pra se livrar mais fácil dos problemas?! Com isso concluímos que Amy deveria parar de tomar tanto café ou pintar o cabelo, porque isso está subindo à sua cabeça e lhe deixando louca. 

Legal, agora eu estou falando sozinha.... Boa Amy, você é uma garota muito sã, nem tá precisando de um médico...!

Vou sair desse carro antes que eu enlouqueça de vez! 

Saí e finalmente olhei em volta. O espaço condizia com o folheto da casa que minha mãe me mostrou, afinal, não me recordava do apartamento de minha tia. Há muito não visito-a. Chegamos não? Mas ainda não estou ciente do paradeiro da minha mãe. 

Não sabia até eu, a burra, olhar atentamente para o tal e localizar minha mãe saindo. A porta está aberta, caso eu tivesse olhado antes para o edifício teria avistado ela rapidinho. Eu vou me matar... Me cortar com uma colher seria uma boa.

- Ah Amy! É bom ter acordado, venha me ajudar com as caixas. Sorte o apartamento da sua tia ser mobiliado, assim nos poupa trabalho, ha ha. - Maggie parece estar de bom humor, por um motivo estranho sempre que seu humor está positivo seus cabelos morenos ganham mais brilho. Logo ela me fitou com seus olhos verdes (também brilhantes), o sorriso sumira por hora por eu não ter lhe respondido. Sorry mãe, sua carreira definitivamente não é de comediante.

Trocamos olhares até eu me cansar da brincadeira de quem pisca primeiro e pegar a primeira caixa dentro do carro que avistei. Rumei para dentro do apartamento de minha tia, sorte ele ser no térreo, assim fica mais fácil de levar as caixas e as malas.

Antes de entrar no apartamento em si um flash de uma conversa minha com minha mãe surgiu na memória fazendo-me dar ré e voltar ao seu encontro. Precisava saciar a dúvida.

- A propósito, quando começa as aulas? - Perguntei olhando-a nos olhos, a curiosidade corroendo meus órgãos internos. Sei que só tenho mais uma semana de férias, todavia é sempre bom confiar em quem sabe das datas certinhas. Minha memória não é lá muito boa para assuntos que não me interessam muito, por isso sou uma aluna mediana e péssima em guardar datas importantes.

- No mesmo período daqui. Não é porque a escola é estrangeira que seguirá de um modo diferente. As pessoas da escola ainda falarão japonês e etc. Não é preciso se preocupar muito com isso, serão apenas alunos estrangeiros estudando com japoneses nativos daqui. - Ela deu de ombros como se não fosse nada. Bem... Não é nada, mesmo assim me preocupa um pouco. Sou um tanto insegura, sabe?

Murmurei um okay, seguindo finalmente para dentro do apartamento mediano de minha tia. Ele é até bem estiloso para alguém que se veste de fada a maior parte do tempo. Por estar acostumada, não ligo muito para seus hábitos peculiares, afinal, uma vida sem um pouco de estranheza não tem graça. 

Tirei os sapatos na entrada e deslizei pelo piso de madeira bem encerado. Aghata avisou que estaria trabalhando nesta hora da manhã então podemos arrumar nossas coisas à vontade, sem os ataques de criatividade dela - minha tia de vez em quando tem uns ataques de criatividade e saí fazendo coisas consideradas loucas por quem não está acostumada com seus hábitos (o maravilhoso mundo de uma diretora de cinema e atriz premiada, uhu).

A caixa que seguro possui minhas tralhas pessoais que quis trazer comigo, por isso fui até o segundo quarto a direita após seguir o corredor um tanto extenso apresentado após a sala e a sala de jantar. Titia realmente tem um bom gosto para decoração, papai iria gostar...

Meu quarto em geral é igual aos outros. Paredes azuladas de tamanho mediano. Apresenta uma cama de solteiro média, uma escrivaninha um pouco mais ao lado e um guarda roupa embutido na parede direita ao entrar no quarto. A parede ligada a porta, de frente para o resto do quarto, também apresenta uma considerável estante contendo uma TV de porte médio. Nada muito exagerado como em livros, filmes ou séries em que vejo os adolescentes consumistas acumularem objetos que jamais usarão em móveis estupidamente grandes e desnecessários (já descobrimos que Amy não é muito fã dos clichês).

É uma besteira, sinceramente! Por este motivo somente a caixa que carrego guarda todos os meus pertences, e olha que são os mais pessoais porque os superficiais joguei fora um dia antes da mudança. A caixa também não é tão pesada, isso até me dá uma sensação boa de desapego.

Organizei minhas bugigangas em seus devidos lugares no novo quarto - que particularmente adorei. Azul é uma das minhas cores favoritas -, não demorou muito por eu não possuir muitos acessórios, no geral são cadernos escolares, algumas poucas jóias, meus dois bichinhos de pelúcia que coloco em cima da cama (de grande valor sentimental) e meus materiais de desenho. 

- Falando nisso preciso terminar dois desenhos...! - Não pude terminar a fala, pois nesta hora eu tirei um caderno e uma moldura caiu no chão. Peguei-a e olhei a foto contida. Era uma do Natal retrasado, onde eu, minha mãe e meu pai viajamos de volta aos Estados Unidos para comemorar a data com nossos amigos. Não prestei muita atenção na foto em si, meu pai parecia o único presente ali. Meu querido pai que morreu há pouco tempo, porém a saudade já é esmagadora.

Sem perceber comecei a chorar silenciosamente. As lágrimas apenas desciam e escorriam pelo meu rosto, manchando-o. Uma atrás da outra, cada uma delas a prova do quanto sinto falta de meu pai. A pessoa mais presente na minha vida e a que mais me amou. Por que ele teve de morrer?! Por que logo ele?! Qualquer outra pessoa faria menos falta do que ele.

Lembrei-me novamente de que chorar agora é inútil. Se ao menos lágrimas trouxessem alguém de volta à vida... Mas não trazem! Pare de chorar sua bebê chorona, ele não vai voltar!

Secando as lágrimas com uma leve ponta de raiva de mim mesma, voltei à caixa com os pertences. Preciso me focar no presente, no agora, nas pessoas que se importam comigo e estão vivas. Logo a caixa ficou totalmente vazia e fui de encontro à minha mãe para ajudar com o avanço da mudança. 

Sempre que choro meu nariz fica absurdamente vermelho e meus olhos encolhem um pouco, tornando óbvio que chorei. Apesar desses detalhes perceptíveis, minha mãe não falou nada, parecia mais era estar no mundo da Lua, perdida em pensamentos. Pergunto-me no que ela deve estar pensando agora, talvez na irmã ou na mudança.

Bem... Não importa. Continuemos!

~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~ ~●○◎~

A mudança acabou poucas horas depois, afinal a maioria das coisas ficou na outra casa que foi vendida, não havia muito além dos objetos pessoais.

No resto do dia minha mãe foi até a escola resolver alguns últimos itens da minha matrícula. Fiquei em casa mesmo, sem muita coisa para fazer. 

São umas quatro da tarde e eu me encontro jogada no sofá enfiada até a alma no tédio. Acabei meus desenhos, não tenho conteúdo para adiantar na escola e minha tia ainda não deu as caras. Caso não encontre algo rapidamente para fazer, vou morrer de tédio até o final desse dia - não é como se alguém fosse se importar tanto, mas morrer assim é vergonhoso.

- Aahh, que tédio! - Repeti pela quinquagésima vez, talvez esperando que o céu desse algum sinal em resposta para a minha causa. Acho que depois de algumas muitas vezes repetindo essa mesma frase, posso perder a esperança não?

Nisso minha mãe estava passando pela sala, parou ao ouvir minha frase e simplesmente me fuzilou com seus olhos esverdeados. Nunca senti um calafrio tão intenso por simples olhos me fitando, porém Maggie tem o poder de intensificar de um jeito assustador o seu olhar. Já vi tanta gente considerada forte de personalidade ceder aos seus mais simples pedidos apenas com esse olhar. Maggie não é uma mulher normal, ela sabe como usar os dons que lhe foram dados.

- O que foi mãe? - Engoli em seco. Ela não me fitaria desse jeito se não tivesse feito algo que tenha lhe incomodado tanto.

- O que foi?! O que foi é que já cansei de ver você pelos cantos sem fazer nada, apenas gastando sua juventude enfurnada na cama ou sofá! Sou sua mãe, me preocupo com sua saúde mental e física e isso que anda fazendo consigo mesma me afeta também! Então faça o favor de sair desse sofá e dar uma volta pela cidade, ela é muito bonita para você perder tempo presa à quatro paredes sem vida. - Ela praticamente me empurrou do móvel para fora de casa, assim que eu me virei já do lado de fora para argumentar, minha própria mãe bateu a porta com tudo na minha cara. Ué, não deveria ser ao contrário? 

Nem tentei bater na porta e convencê-la a me deixar entrar, não adiantaria. Fazer alarde também não seria bom para ambas, nunca se sabe quando o vizinho é fofoqueiro ou não.

Desisti e realizei o pedido dela. Era fim de tarde, o Sol se pondo era lindo nesta cidade, ainda não estou totalmente acostumada com o Sol indo embora horas mais cedo, mas que é lindo de ver é sim. Talvez por ter me acostumado com o ritmo enlouquecido dos Estados Unidos e toda sua poluição, eu ainda não esteja totalmente habituada à toda essa paz e em qualquer lugar que eu vá as pessoas (ou quase todas) me cumprimentam de modo educado. Além de que dá para ver um lindo céu estrelado, isso realmente é novo para mim. Falo como se estivesse morando aqui pela primeira vez, mas não...

Suspiro, já menos entediada e até um pouco feliz. Felicidade é algo em falta ultimamente, todos os momentos de que me lembro desde a morte de meu pai são recobertos de tristeza e solidão. Preciso mudar isso antes de ficar com suspeita de depressão...

Andava sem rumo pelas ruas que desconheço, apesar disso não sinto medo de me perder, sempre fui boa para me guiar mesmo em lugares desconhecidos. Além de que o céu misturado aos tons do pôr do Sol é lindo de contemplar. Como ficar assustada com um céu destes acima de sua cabeça?

Olhava tudo com curiosidade enquanto caminhava. Era parecido com Osaka, tirando aquele grande mausoléu em forma de fechadura (aquilo era estranho demais). A cidade é famosa, é populosa, as pessoas passam sem perceber os outros à sua volta, mas tem algo de acolhedor nela mesmo assim. Serão as pessoas? As luzes? Não sei ainda, só sei que gosto de viver aqui. Mudar-me para o Japão me proporcionou um choque de culturas agradável, assim pude aprender mais sobre povos que não estariam ao meu alcance caso ainda estivesse nos Estados Unidos. O mundo é um ambiente vasto com todos os tipos de pessoas, por que se prender em um lugar quando pode visitar vários e sentir todo tipo de nova sensação?

Um lugar novo não é um bicho de sete cabeças. Um lugar novo é um mar de novas sensações, sentimentos, memórias. Você pode acabar conhecendo o amor da sua vida ou fazer seu pior inimigo. Todavia ambos são importantes para seu crescimento porque vão trazer sensações distintas importantes para amadurecimento pessoal.

Isso me faz lembrar da morte de meu pai e de meu velho conflito com Debrah. Ambos me marcaram de formas diferentes, mas cá estou carregando o peso de suas falas e ações sobre mim. Pesos diferentes para sentimentos diferentes. Debrah era uma valentona que me fez ter medo do mundo enquanto meu pai falecido me fez conhecer o sentimento de solidão e abandono. Mesmo assim, foram e são essenciais para meu amadurecimento.

-HEY! - Antes de poder concluir meus questionamentos internos, ouvi uma voz femenina gritar por alguém. Não sabia se era à mim que tal se referia, apenas sei que ao me virar constatei o poder das palavras e o quão a curiosidade pode matar o gato.

A última pessoa do mundo que esperava encontrar aqui, está agora em minha frente me encarando tão surpresa quanto aparento estar.

Pela sua cara, Debrah realmente não esperava me encontrar. Aqui e agora, em Tóquio em uma rua que ainda não decorei o nome, sinto uma mudança brusca acontecer.

- Oi Debrah, já faz um tempo, não? - Estas palavras, embaralhadas entre japonês e americano, juntas de um aceno tímido e um sorriso amarelo, foram o meu pacote de boas vindas desajeitado para a garota fatal que impactou a minha vida. Eu só posso ser uma idiota mesmo para agir assim!


Notas Finais


Bom, logo posto o próximo ep :3
E desculpe os erros.

¤Co-autora: espero aue tenham gostado, desculpem a demora para editar o capítulo. Espero que tenham gostado e esperem por nós no próximo =)


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