História Um Namorado de Presente?! (em correção) - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jimin, Cattary, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Lemon Ruim, Saturncat, Taeseok, Top!jungkook, Vhope
Visualizações 1.213
Palavras 2.355
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Vou postar bem rápido porque é uma questão de honra postar esse capítulo no dia 13.

Feliz aniversário ChimChim! (ainda é dia 13 suhdshdu)

Boa leitura!

Capítulo 18 - Just Take My Heart


Fanfic / Fanfiction Um Namorado de Presente?! (em correção) - Capítulo 18 - Just Take My Heart

2 meses depois

 

Estamos no último mês de aulas. Ainda assim não consigo ficar feliz com isso. Jimin está no terceiro ano do ensino médio e depois eu vou passar o ano todo sem ele, até me formar também. E eu não estava gostando nada dessa ideia, porque parece que qualquer minuto que eu passo longe do meu baixinho é como uma eternidade. Se eu posso soar mais clichê do que isso? Talvez, mas não quero forçar a barra agora, não tanto assim.

Algo tem me incomodado e é provavelmente culpa dos meus hormônios. É normal para qualquer casal, mas estou quase morrendo por conta de toda a “tensão sexual” que Jimin está causando. E sim, a culpa é toda dele! Eu realmente quero dar um passo adiante na nossa relação, mas agora estou assustado, simplesmente porque descobri que Jimin, o meu precioso anjo, não é virgem, mas não é como se o fato me assustasse, o que me assusta é que eu sou virgem. Tenho medo de não ser bom o bastante ou fazer alguma coisa errada. Estou mesmo me torturando com esses pensamentos bobos.

— Por que essa cara? — Jimin perguntou quando se aconchegou em mim no sofá. Estávamos assistindo um filme juntos, aproveitando a ausência da mãe e do irmão de Jimin na casa.

— Não é nada.

— Você está estranho… — Ele parou de prestar atenção na televisão e me fitou.

— Impressão sua. — Dei um rápido beijo na testa do baixinho. — Vamos assistir ao filme.

— Você quer mesmo assistir?

Inacreditavelmente ou não, Jimin havia dominado a técnica do olhar-inocente-com-segundas-intenções. E só de ver aquela expressão minha garganta secava e me deixava na mão. Concordei com a cabeça e ele se sentou, tirando a cabeça do meu colo.

— Tem certeza? — O olhar fatal outra vez. Certo, eu não vou aguentar.

Engoli mesmo não tendo saliva na boca e Jimin chegou mais perto, me roubando um beijo. Correspondi mesmo estando nervoso e ele quase se deitou por cima de mim no sofá.

— Jimin… — Tentei chamá-lo no meio do beijo, mas ele apenas me ignorou e continuou.

Ele tocou suavemente na borda da minha camiseta e a levantou um pouco, tocando a minha pele com seus dedos quentes. Abri os olhos e interrompi o contato, recebendo um olhar que era um misto de dúvida e tristeza.

— Preciso ir. — Falei empurrando o corpo do menor, que se sentou ainda de frente para mim.

— Kook. — Ele segurou meu braço quando fiz menção de levantar. — Por que você sempre arruma uma desculpa quando eu tento me aproximar?

Ele mantinha os olhos entristecidos e aquilo me matava por dentro, porque eu estava sendo um namorado ruim novamente em não me comunicar direito com ele. Eu só tinha as minhas dúvidas e me envergonhava de falar sobre elas. Não é como se eu gostasse da ideia de chegar no Jimin e dizer “nós não podemos transar agora porque eu sou um bundão virgem, então o que acha de debatermos a respeito disso?”.

— Não são desculpas… — Nem o bobo do HoSeok teria acreditado nas minhas palavras. O tom inseguro e baixo me denunciava.

O baixinho suspirou.

— Tudo bem.

Que tipo de resposta era aquela? O que ele queria dizer? Será que o “tudo bem” dele equivalia a um “vamos fingir que está tudo certo e mudar de assunto”?

— Você não quer? — Ele voltou a falar assim que abaixou a cabeça encarando os próprios joelhos.

— Ahn… Não é isso. — Baguncei meus cabelos, não tendo a menor ideia do que dizer. A verdade estava fora de cogitação. — Podemos falar sobre isso depois?

Não aguardei por uma resposta. Fiquei de pé na frente dele e levantei seu rosto de traços bonitos, depositando um selar nos lábios carnudos. Aquele era o meu jeito de dizer que nunca mais voltaríamos a falar sobre determinado assunto. E Jimin já me conhecia bem o bastante para saber.

— Até amanhã. — Me despedi.

— Até…

Saí da casa me sentindo um tolo. E eu era mesmo um. Sabia que o certo a fazer era conversar e expor meus problemas, mas ao mesmo tempo um bloqueio me proibia de seguir com aquilo. Suspirei passando pela cerca de metal da casa e toquei-a, lembrando do nosso primeiro beijo. O lugar era carregado de lembranças como aquela… Fui para a minha casa e encontrei a minha mãe assando um bolo que cheirava bem. Devia ser de laranja. E só o pensamento da palavra laranja já me lembrava o baixinho que agora provavelmente estava se perguntando qual era o meu problema mental.

 

 

(…)

 

 

— Como eu estou? — Jimin perguntou, tentando ajeitar pela centésima vez a roupa.

— Novamente, lindo. Está nervoso?

— Sim, é a minha formatura. Que cara eu devo fazer quando receber o meu diploma? Empolgado? — Abriu um sorriso enorme e arregalou os olhos, me fazendo rir. — Bravo?

— Bravo? — Perguntei em dúvida.

— Sim, como se eu estivesse indiferente.

— Não, você não consegue fazer cara de mau.

— Certeza?

O baixinho espremeu os olhos e as sobrancelhas, mas fez também um bico pelo esforço. Ele estava tudo, menos “mau”.

— Talvez bravo e empolgado?

Jimin misturou as duas expressões e eu não aguentei, precisei rir de sua fofura momentânea.

— Não fique nervoso, vou estar lá olhando pra você.

Abracei o menor de lado, sentindo seu corpo pequeno e quente contra o meu, acariciando carinhosamente seus cabelos, sem bagunçá-los.

— Nem consigo acreditar que esse dia chegou!

— Já pensou em que faculdade fazer?

— Faculdade? Não vou fazer.

— Por que não?

Jimin apertou os braços ao meu redor.

— Eu não conseguiria pagar. Nem sei direito o que fazer ainda.

— Você é inteligente, passaria em qualquer faculdade que quisesse. Você já pensou em se profissionalizar em ser lindo? É muito bom nisso.

Ele deu uma risada doce e se afastou o bastante apenas para me olhar. Encostou seu nariz no meu e ficou em silêncio, sem dizer mais nada. Ficamos daquele jeito até que ele precisou se afastar para se preparar para a cerimônia de formatura que teria início em menos de uma hora. Nos despedimos e procurei por JinWoo e sua mãe no meio de todos os familiares e amigos de alunos no grande auditório da escola. JinWoo havia reservado um lugar para mim ao seu lado. Conversamos até que o diretor da escola chamasse atenção de todos os presentes com sua voz grossa no microfone, dando um discurso longo do qual não fiz questão de prestar atenção. Quando já estava prestes a dormir na cadeira, ele chamou o professor “homenageado” da turma. Nunca havia tido aulas com aquele professor, mas ele parecia gentil e feliz por estar ali. Eles chamaram aluno por aluno, dando parabéns, abraços e tirando fotos. Preparei a minha câmera assim que ouvi o nome do meu namorado ser amplificado pelos autofalantes do lugar. Havia prometido que tiraria muitas fotos para ele e assim o faria.

Assim que ele pisou no palco, abriu um sorriso e nossos olhares se encontraram mesmo no meio daquela multidão. Comecei a tirar fotos dele e segurei a risada quando ele quase tropeçou ao pegar o diploma com o professor. O cumprimentou respeitosamente e o abraçou para tirarem a foto. Mesmo que um profissional estivesse ali para fotografá-los, tirei uma segunda foto para que ele tivesse aquele momento visto por outro ângulo, ao menos.

Olhei para a mãe de Jimin e seu irmão mais novo ao meu lado. A mulher deixava que algumas lágrimas escorressem pelo rosto, estava emocionada pelo filho e aquilo me fez querer chorar também, mas segurei essa vontade. JinWoo era um contraste de alegria, batendo palmas e gritando para o irmão. Meus pais estavam naquele auditório em algum lugar, aproveitando do momento também, ainda que eu não estivesse com eles.

Quando a cerimônia de formatura se encerra e posso, finalmente, ter Jimin outra vez nos meus braços, o arrasto para fora do prédio escolar, buscando um pouco de tranquilidade e paz.

— Parabéns! — Desejo de todo o coração.

Em resposta, o baixinho sorri e olha para o céu, que já está escuro e parcialmente encoberto por estrelas. Tudo isso sem ter a menor ideia do quanto é capaz de mexer com o meu coração apenas mostrando os dentes.

— Vai sentir minha falta? — Ele pergunta.

Coloco minhas mãos ao redor de sua cintura e me aproximo.

— Como eu poderia não sentir? — Respondo com outra pergunta. Ele sabia muito bem o quanto eu estava chateado pela situação.

Jimin olhou pelo meu casaco, curioso com alguma coisa.

— O que foi?

— Estou procurando o meu presente.

— Não acha que eu já te dou presentes demais? Você nunca me deu nenhum.

— Eu sou o seu presente!

Mexi nos fios de cabelo do topo da cabeça do menor, que já estavam num tom desbotado pela passagem de tempo.

— Então eu também vou ser o seu presente por hoje.

A minha frase fez surgir um brilho até então desconhecido no olhar de Jimin.

— Hum… E o que isto significa?

— Não seja pervertido. — Alertei empurrando ele com delicadeza para longe do meu aperto.

— Não estou sendo pervertido! Você é que está pensando demais nisso ultimamente.

— Tudo bem, se você quer pensar assim. — Brinquei.

Enquanto dávamos risada um do outro, a mãe e o irmãozinho de Jimin saíram da escola e se aproximaram de nós dois, fazendo com que interrompêssemos a conversa anterior.

— Jimin, já está na hora. Seu irmão está quase dormindo em pé.

O menor ao meu lado olhou para o relógio de pulso e suspirou.

— Tudo bem. Podem ir na frente, vou só me despedir do JungKook e já vou pra casa também.

— Não chegue tarde. — Ela se despediu de nós com um olhar gentil e puxou o menor pela mão.

— Boa noite, hyung! — JinWoo referiu-se a mim e o retribui com um sorriso.

Assim que eles viraram a esquina e se perderam do nosso campo de visão, me virei para Jimin e o encarei com aquela expressão fofa e delicada.

— Você quer se despedir do seu namorado? — Provoquei apertando suas bochechas gordinhas. Ele assentiu com certa dificuldade.

— Então é uma pena, porque não quero dar boa noite tão cedo.

Quebrei a curta distância entre nós e o beijei. Jimin logo levou as mãos até o meu pescoço e colou seu corpo ao meu. Mantivemos os beijos até que ele se separasse e dissesse que ficaria tarde. Com muita insistência deixei que ele fosse, me deixando sozinho. Não quis procurar pelos meus pais ou mesmo saber se eles ainda estavam por ali, então enviei uma mensagem dizendo que ia para casa sozinho.

 

 

(…)

 

 

— Com o que você está tão aflito, JungKook? — HoSeok perguntou sentado na minha cama.

Eu havia o chamado até ali para me ajudar sobre a questão de Jimin e nossa primeira vez. Ou minha primeira vez. Eu nem sabia ao certo como dizer aquilo.

— Não é “aflito”, eu diria que estou mais para… preocupado. Eu já contei pra você sobre isso, não se faça de burro!

— Ah, sobre a sua virgindade?

— Não fale tão alto, meus pais podem escutar! — Atirei meu travesseiro nele, que não teve problemas para desviar, deixando que o objeto felpudo caísse no chão atrás de si.

— Não tenha tanto medo, é algo normal. Vocês vão acabar fazendo uma hora ou outra então só relaxe.

— Se fosse fácil assim.

Suspirei e joguei a cabeça para trás.

— Se estiver com medo de errar, pode se informar. — Voltei a olhar em sua direção. — Artigos na internet, revistas de adolescente… — Deu risada e revirei os olhos. — Ou, se quiser, tenho uns filmes legais em casa.

— Por favor, cale a boca. — Não consegui segurar a cara de nojo que fiz. — O que aconteceu com você?

— Só estou tentando ajudar. Por que pediu meu conselho se não está disposto a ouvir?

— Tudo bem, eu estou escutando! Só não me venha com filmes pornôs.

HoSeok inclinou a cabeça.

— E qual é o problema com eles?

— São nojentos. Quem gosta de ver estranhos fazendo essas coisas?

— Já assistiu alguma vez?

— Mas é claro que não!

— Então não pode dar opinião sobre isso. Vou te emprestar o meu favorito e não se fala mais nisso. Acredite em mim, você vai se sentir bem mais seguro depois que assistir, JungKook. Talvez até aprenda algumas coisas…

— Já entendi.

Não sei o que passou pela minha cabeça ao aceitar, mas pensei que só uma vez não faria mal. Era uma questão de aprendizado, certo?

— Tudo bem, pode me emprestar.

HoSeok sorriu vitorioso.

Depois de algumas horas eu me encontrava sozinho no quarto. Era quase uma hora da manhã e meus pais deviam estar dormindo há algum tempo. Meu amigo havia trazido o “filme erótico-educativo” e agora eu estava sentado na minha cama com o notebook no colo, aguardando enquanto ele lia o CD recém inserido. Assim que a “coisa” teve início, dois caras muito bonitos apareceram e trocaram olhares lascivos. Eles estavam vestidos como pessoas normais em uma casa aparentemente em reforma. Um deles, o mais baixo, estava um pouco sujo de tinta. Me recusei a acreditar que aquilo tinha uma historinha. Quis rir, mas me segurei.

Eles dois conversavam em inglês e fiz um esforço para entender os diálogos. Aparentemente o menor estava trabalhando para o outro, pintando a casa. Sem mais nem menos, o maior deles foi se aproximando e se insinuando para o pintor. E, ainda mais repentinamente, eles começaram a se beijar como se aquele fosse o fim do mundo. Bem realista. Fiquei sem paciência para toda a baboseira e adiantei o vídeo em cerca de dois minutos e a cena seguinte era basicamente do homem maior prensando o outro na parede com uma mão por dentro das calças do mesmo. Fiquei boquiaberto. Mesmo sabendo que aquilo era um filme pornô, não sabia direito o que esperar. E ainda que tudo fosse bastante bizarro, senti um aperto nas minhas próprias calças ao ouvir o cara menor gemendo manhosamente e imaginando Jimin. De repente meu celular vibrou me acordando do “transe” que era o vídeo e me fazendo pausá-lo com pressa.

Era uma mensagem. De Jimin.

Tenha uma boa noite. Eu te amo ^^

Droga, o que eu estava pensando? Desliguei o computador me sentindo culpado sem saber ao certo o motivo.

 

C o n t i n u a…


Notas Finais


E aí? Penúltimo capítulo~~

Aguardem ansiosamente o último, que deve sair ainda nesse sábado.

P.S.: O próximo cap. terá uma quebra de tempo BEM GRANDE, mas não no começo e sim no final. Vocês vão entender XD
Só estou avisando pra não ser um baita choque depois.

Amo vocês <3

(mais alguém sentindo cheiro de limonada?)


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