História Um natal especial! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Saint Seiya
Exibições 50
Palavras 2.744
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Meu presente para minha amiga Juliane-chan!

Ju, você minha amiga querida, que, além de ser muito especial para mim, me ensinou a ver o verdadeiro Máscara da Morte, um homem terno e apaixonante! Lembra que me pediu para escrever um fic com ele?! Pois bem, ai está!

Foi feita com muito carinho e espero mesmo que goste.

Lislelita, obrigada pelo apoio, mesmo que tecnicamente meu amigo tenha deixado de ser tão oculto!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Ela olhava para o homem deitado ao seu lado na cama. Ele dormia de forma serena, algo que ao longo dos anos que esteve ao seu serviço nunca havia acontecido. Ainda podia sentir as sensações do toque dele em sua pele, da força das suas mãos, a leveza da respiração cadenciada no momento em que lhe beijava em cada centímetro do seu corpo.

Sempre soube que como serva não tinha qualquer obrigação de atender aquele homem com favores sexuais, mas nunca os havia negado e nem mesmo sabia dizer o porquê. Desde a primeira investida ela aceitou o toque seco e duro que nem mesmo era prazeroso, embora ela não pudesse dizer que era ruim. Mas sabia que ele precisava daquilo, de se sentir recebido, de sentir que alguém não era avesso ao seu toque, de que naquele curto instante ele não era julgado por ser conhecido como o cavaleiro da morte; o Máscara da Morte!

Mas aquela noite havia sido diferente, há uma semana ele havia retornado do tal país chamado Asgard. Por um milagre ainda inexplicado, ao deixarem a terra de Odim, todos os cavaleiros de ouro foram transportados ao Santuário vivos e plenos de saúde. Quando chegaram às doze casas, Atena já havia regressado com os cavaleiros de bronze após vencer a batalha contra Hades. Com o poder do cosmo da deusa somado ao dos dourados o lugar foi totalmente restaurado e a vida voltou à sua normalidade e ela havia reparado que ele não era o mesmo homem que havia morrido durante a batalha das doze casas.                       

Embora nunca tenha sido agressivo com ela, ele jamais fora gentil ou educado, estava sempre de mau humor e dando ordens aos berros, apenas quando vinha em busca de satisfazer-se é que havia algum tipo de gentileza antes de iniciar o ato frio e impessoal. E era isso que ela esperava quando sentiu a aproximação enquanto fazia o jantar, mesmo que ao longo daquela semana ele havia se mostrado totalmente mudado, a tratando com educação e até mesmo havia ajudado em algumas tarefas mais trabalhosas. Nada a havia preparado para toque gentil, para os beijos, para o prazer!

Foi a primeira vez que ele a possuiu na cama, com vagar, numa noite cheia de sensualidade e satisfação. Tocou os próprios lábios, também foi a primeira vez que eles foram beijados, e com beijos ardentes, sedentos... O que fez com que mudasse tanto ao mesmo tempo em que não havia mudado nada? Na verdade ela sempre soube que essa era a essência dele, apena se perguntava o que fez com que ela emergisse para ser também sua nova expressão de vida.

Levantou-se sentando-se na cama, o dia já amanhecia e tinha que começar a suas tarefas. Quando estava para sair da cama foi impedida pela mão forte do canceriano.                       

- Não saia...

- Senhor, tenho muitas coisas a fazer...

- Julie, por que nunca se negou a estar comigo?

Os olhos amendoados se assustaram com a pergunta direta, como explicar algo que nem mesmo ela conseguia entender?!

- Era do que o senhor precisava e estou aqui para atender suas necessidades.

- Prostituição não está incluída entre as tarefas servis, mas agradeço a resposta sincera.

A jovem, que possuía longos cabelos castanhos, percebeu o embargo na voz do cavaleiro, o magoara com sua resposta?!

- Senhor... 

- Não precisa tentar me consolar, Julie. Sinto muito por tê-la usado dessa forma, vale muito mais que isso.  – A morena viu o homem pegar algo na gaveta da cômoda para em seguida lhe estender um papel – Estou te dispensando formalmente de suas atribuições.  Pegue!                       

Trêmula a garota estendeu a mão para pegar o papel que ele lhe oferecia. 

- Aceite e não se ofenda, quero que refaça sua vida, que saia do Santuário, aqui tem mais que o suficiente para que abra um negócio próprio, sugiro que trabalhe com doces, pois faz os melhores.

- Devo dizer, senhor, que até o presente momento eu jamais tinha me sentido uma prostituta por lhe “servir” em todas suas necessidades... – Julie tentava conter as lágrimas de indignação e vergonha, limpava o rosto com raiva, como ele poderia a estar dispensando depois daquela noite de entrega?! Sempre havia esperado por aquilo, pelo dia que ele a tomaria de verdade, que lhe faria sentir realmente uma mulher em seus braços e quanto o fez fê-lo apenas para colocá-la para fora de sua vida?! O que fora aquilo, um prêmio de consolação?!    

O cavaleiro se levantou, deu a volta na cama e se ajoelhou perante a jovem que ainda estava sentada na cama.

- Não faça isso, Julie, o que fiz com você até hoje é nojento, abominável, a usei da pior forma que um homem pode usar uma mulher e você merece uma compensação por isso.

- E essa noite, senhor! O que foi essa noite?!

- Essa foi a sua noite, Julie, a noite do seu prazer, a noite por todas as noites em que fez tudo por mim sem nunca ser retribuída, essa noite em que lhe agradeci por tudo que fez por mim...                       

- Não quero deixá-lo!

Aquela declaração não lhe era esperada.  Pelos deuses, como ela podia querê-lo depois de anos de humilhação?! Como ela pode nutrir sentimentos por ele mesmo ele sendo como era?!

- Não posso lhe dar o que espera de mim, Julie, meu coração está preenchido por um amor impossível e não vou permitir que fique aqui apenas para que continue a me “servir em minhas necessidades”. Ainda que não aceite a ajuda que estou lhe oferecendo, hoje mesmo vou pedir para que Atena me providencie um servo. Pense, aceite o dinheiro, refaça sua vida e me faça um homem feliz por saber que não a arrasei por completo!

A garota passou a mão pelo rosto másculo e belo.

- Lamento não ter sido eu a mulher a despertá-lo, Rômulo, sempre soube quem era de verdade e nunca entendi a sua necessidade de viver nas sombras mesmo tendo tanta luz dentro de si, lamento ainda mais que a promotora dessa libertação não possa usufruir do homem que você é!

A jovem lhe beijou os lábios e se levantou enrolando-se no lençol para deixar o quarto. Ela levava o cheque.

- Como sabe meu nome?!

- Sei por que sempre convivi com o Rômulo e não com o Máscara da Morte. Adeus, senhor!

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Três anos depois...

Rômulo não tinha o costume de ir ate Atenas, especialmente para ir ao shopping, ainda mais naquela época em que eles ficavam tão lotados que era quase impossível transitar sem trombar em alguém. Faltava apenas uma semana para o natal.                        

 De repente ele tropeçou em algo. Xingou tudo que pode, resmungando até ver que não havia tropeçado em algo, mas em alguém e um alguém que chorava assustada sentada no chão.                       

 - Mas o que é isso?! - se agachou ficando diante de uma garotinha que devia ter uns 2 anos, um pouco mais, um pouco menos. Uma bela menina de cabelos castanhos lisos presos em duas chiquinhas altas. Os olhos, grandes e expressivos, eram de um azul intenso, estavam cheios de lágrimas e assustados.                       

- E ai pequena?! Cadê a mamãe?!                       

A garotinha pós dois dedinhos na boca e não falou nada, apenas olhava para o homem agora com o olhar curioso.                       

O cavaleiro olhou em volta e não viu ninguém que parecia estar procurando por alguma criança. Resoluto ele pegou a menina no colo decido a ir à administração do shopping. Perguntou ao guarda para onde deveria ir e quando estava a caminho sentiu um forte cheiro. Olhou para a menina que parecia rir do olhar de nojo dele.                       

- Esse cheiro vem de você, não é sua coisinha?! Como chego lá na administração com você parecendo que saiu de uma fossa?!                        

Resignado ele foi até aquelas salas conhecidas como “cantinho da família”, chegando foi atendido por uma jovem muito solícita.                       

- Mas que menina mais linda, ela é a sua cara, senhor! Passeando com papai, mocinha?!                       

A menina balançou a cabeça afirmativamente e o canceriano não sabia como dizer para a moça que não era pai da criança, mas que havia a achado perdida em um dos corredores do shopping.                       

- Qual o nome dessa princesinha?!                        

Rômulo não sabia se crianças naquela idade falavam, mas esperava que sim, pois não tinha a menor ideia de qual era seu nome e não queria ter que inventar um. Sempre ficava com cara de idiota quando tentava inventar alguma coisa.  Viu a menina retirar os dedos da boca e responder.                       

- Oga!                       

- Olga! Que nome mais lindo, e o nome do papai?!                       

Antes que o homem respondesse a menina voltou a falar:                       

- Romun. Papa, Romun...                       

O canceriano sentiu que os olhos iam sair para fora. Não se lembrava de ter falado seu nome em momento algum. De onde ela havia tirado aquilo?!                       

- Ramon?!                        

A menina balançou a cabeça negando e novamente falou.                       

- Romun!                       

- O nome é Rômulo, senhorita, preciso trocar a menina pode me indicar o local?!                       

A moça apontou o lugar e informou que lá ele encontraria fraldas, lenços umedecidos e pomadas antiassaduras. O cavaleiro colocou a menina sobre a mesa de trocar:                       

- Vai me contar direitinho essa coisa de saber meu  nome, mocinha...                       

A garotinha ria enquanto se deixava ser trocada e cantava uma musica infantil.                        

- Como pode um bumbum tão pequeno fazer tanta coisa! E como fede! Sua mãe te dá carniça para comer, é?!                       

- Mama Juli!                       

O cavaleiro estancou ao ouvir o que a menina balbuciou. Já havia ficado surpreso com o fato dela aparentemente saber seu nome e agora ela vinha com aquele "mama Juli". Imediatamente a imagem da bela ex-serva lhe veio a mente. Balançou a cabeça como que tentando afastar o pensamento. Terminou o que fazia. Para quem nunca havia trocado nem mesmo a própria roupa de cama ele havia tido sucesso na tarefa ingrata.   Voltou a pegar a criança no colo. Quando estava novamente a caminho da administração eles passaram por um parquinho numa das praças do shopping onde havia um lindo carrossel.                       

 - Vavalin... Vavalin... - A pequena apontava para o carrossel e quando percebeu que estavam se afastando começou a chorar.                       

- Por Atena, sabe que se eu demorar a te apresentar na administração vão achar que sou um sequestrador ou um pedófilo?!                       

A menina olhou para ele com a carinha mais doce do mundo.                       

 - Vavalin...                        

- E eis que eu, Máscara da Morte de Câncer acabo de perder uma batalha para uma coisinha que mal tem um metro. Vamos, mas só uma voltinha.                       

E lá foi o canceriano dar uma voltinha do carrossel. No brinquedo a menina não aceitou que ele ficasse junto a ela, falando "zinha" ao mesmo tempo em que apontava para o cavalo ao seu lado. Respirando fundo ele montou no cavalo. Quem o visse naquele instante ia achar que estava sendo submetido a uma sessão de tortura. Mas quando olhou para o lado e viu a alegria da menina que se sacudia em cima do cavalinho, cantando e gargalhando sentiu o coração aquecido e começou a cantar a mesma música que ela.                        

Terminada a volta do carrossel, mais uma vez estava ele a caminho da administração, foi quando a menina começou a apontar para uma espécie de quiosque que parecia ser especializado na venda de doces. Olga estava inquieta e começou a falar "mama" sem parar. O homem ponderou, talvez ela tivesse visto a mãe. Pensou que mais um desvio não faria mal e talvez ele nem precisasse ir até a administração no final das contas.     

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Julie estava assoberbada de trabalho. Com as festas de final de ano seus doces eram muito requisitados e com isso ela não havia percebido que a pequena Olga, que dormia num cercadinho dentro do quiosque que possuía no principal shopping de Atenas, havia sumido.                       

Finalmente havia feito um último atendimento e poderia se dedicar um pouco à filha, se aproximou do cercadinho e se deu conta de que ele estava vazio.                       

- Olga!                       

Sentiu o coração se apertar. Olhou a sua volta e não havia nem sinal na menina, viu que a portinha da parte de trás do quiosque estava aberta e o pânico se instalou de vez. Para onde a menina teria ido?! Será que alguém a tinha levado?! As lágrimas rolavam pelo rosto em profusão e estava para deixar a loja sozinha e aberta quando ouviu a palavra mais doce do mundo na voz mais apaixonante.                       

- Mama!                       

Olhou em direção da voz e deu de cara com a filha que estava no colo de um homem. Um homem que ela conhecia muito bem e que jamais esperava rever.                       

- Rômulo!                        

- Julie!                       

- Papa! – Dizia a menina enquanto batinha palminhas animada.                       

Os dois adultos olharam para criança e naquele instante não foram necessárias palavras para explicar o óbvio!

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Uma semana depois...                       

Era véspera se natal e Rômulo estava na porta da casa se Julie tomando coragem para entrar. Ao longo daquela semana ele foi todos os dias ao shopping para ficar com Olga nos períodos mais agitados da loja. Ele chegou até mesmo a levar a criança para o Santuário para passar o dia com ele.                       

O cavaleiro contou que havia se reencontrado com a ex-serva e descoberto sobre a filha que tiveram. A menina fez sucesso entre os habitantes das doze casas despertando o lado paternal de toda a elite dos cavaleiros de Atena.                       

O Canceriano fora surpreendido com o convite de Julie para que passasse o natal com ela e Olga. Mesmo que houvesse permitido que ele se aproximasse da filha, ela não havia dado nenhuma abertura para que se aproximasse dela. Rômulo não contava que rever a Julie fosse mexer tanto com seus sentimentos. Não era apenas a existência de Olga, era algo entre ele e a morena. Desde o dia que ele havia dispensando os serviços dela e soube que a jovem sempre havia visto nele algo além da sua fachada perversa, ela passou a habitar seus pensamentos com mais intensidade que Helena, embora guardasse um grande carinho pela asgariana.                       

Não achou justo voltar a procura-la depois da forma que as coisas entre eles havia terminado e por isso deixou o sentimento adormecido. Mas quando a viu no dia em que conheceu Olga o sentimento adormecido voltou com toda a força e agora ele estava ali, diante da casa dela disposto a passar não apenas aquela noite com a sua família.                       

Ao entrar na casa ele foi recebido pela filha que veio correndo para seus braços. Com a menina no colo ele viu um porta-retrato em que havia uma foto dele. Julie havia lhe explicado que a menina sempre soube quem era o pai, pois ela sempre lhe mostrava a foto do "papa Romun".                       

Os três ceiaram entre risos e brincadeiras até a troca de presentes. Nesse instante Rômulo foi até a varanda da casa pegar a caixa do presente de Olga. O embrulho vermelho era grande e tinha alguns pequenos furos.                       

- Au au! - A pequena gritou em êxtase ao abrir caixa e em seu colo pular um pequeno filhote de Pug.                       

Julie olhou para Rômulo com cara de quem vai cuidar desse cachorro. Mas não quis acabar com a alegria da filha. Logo a excitação da criança com o novo amiguinho virou sono deixando os dois adultos sozinhos e com o silêncio constrangedor entre eles.                       

- Agora o seu presente. - O cavaleiro entregou para o jovem um pequeno embrulho.                       

- Já vou dizendo que não comprei nada para você. - Disse enquanto tirava o papel - Simplesmente não tive tempo. - A jovem sorriu, mas no instante em que percebeu que seu presente estava dentro de uma suspeita caixa se joalheria, sentiu as mãos tremerem.                       

- Na verdade, há um presente que pode me dar, a alegria de ouvir a mulher por quem estou apaixonado me dizer sim!                       

Com lágrimas nos olhos e completamente abobada a morena se jogou sobre o cavaleiro lhe dando um beijo apaixonado. Poderia pensar que ele estava fazendo aquilo apenas pela filha, que não estava sendo honesto ao dizer que estava apaixonado por ela, mas a verdade é que ela sabia, sentia que o pedido era sincero. Ele era canceriano e cancerianos só estão felizes e completos quando têm alguém a quem amar e ela não tinha a menor dúvida que estava mais que disposta em servi-lo nesta necessidade.                       

Fim                       

 



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