História Um novo e puro amor - Jeon Jungkook - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Rap Monster
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, Busan, Coréia Do Sul, Jeon Jungkook, Kim Namjoon, Park Jimin
Exibições 196
Palavras 1.075
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 16 - Uma rasteira do destino


Câncer. Esse era o motivo. Câncer. Minha mãe estava com câncer nos pulmões. Câncer.

Eu não podia acreditar nisso.

- Pai, você deveria ter me dito assim que tivesse descoberto. Eu teria voltado imediatamente. – Falei direcionando meu olhar triste a meu pai.

- Querida... – Mamãe fez um gesto com a mão pedindo que eu me aproximasse de sua cama. – Nós descobrimos há pouco tempo, e além do mais, eu não queria que você tivesse seu último ano escolar interrompido. Logo você iria se formar e poderia retornar.

- Mamãe. – Falei lhe abraçando tentando conter as lágrimas, mas foi em vão.

O meu primeiro dia no Brasil não foi um dos melhores e então, o dia inteiro eu fiquei ao seu lado. Ficar sabendo que minha mãe – a mulher de quem cuidou de mim a vida inteira, que brigou comigo quando eu estava errada, que me ajudou a escolher roupas no shopping, que escutava minhas dores e medos, que dormia comigo quando eu tinha um sonho ruim – tinha câncer foi a pior notícia que eu recebera neste ano.

(...)

- Eu vi, por acaso, no seu Instagram um rapazinho de olhinhos puxados muito bonito. Quem é? – Mamãe passava a mão em meus cabelos, já que eu estava deitada ao seu lado.

Eu lhe contei tudo detalhadamente sobre o meu ano na Coreia do Sul e mostrei fotos. Abri meu coração e contei sobre Jeon Jungkook.

- Eu sei como é ruim ficar longe de quem amamos, minha filha. Se ele lhe propôs casamento, deve estar sofrendo sem sua presença. Quando você irá voltar?

- Eu pensei que iria voltar rapidamente, mas, agora eu não sei mais...

- Se for por minha causa, não se preocupe. Eu só queria poder te abraçar mais uma vez. – Ela passou a mão em meu rosto. – Ver como o meu bebê está, mas eu vejo que você está bem e feliz. Estou muito orgulhosa de você.

- Mãe! Por favor não fale assim, a senhora ainda irá me ver muitas vezes. Eu não vou sair do seu lado enquanto eu não tiver certeza que a senhora esteja bem.

Continuamos deitadas até a hora do jantar.

(...)

O jeito que meu pai olhava minha mãe na mesa de jantar era possível perceber o seu amor. Os dois que estão juntos há tantos anos ainda se amavam e se respeitavam, mesmo minha mãe tão frágil e pálida, mesmo assim, mesmo com toda essa dificuldade ainda havia amor, ainda havia companheirismo, ainda havia respeito. Só em pensar que aquele podia ser nosso último jantar, me apertava o coração de uma forma inimaginável. Eu estava sofrendo.

Mamãe sempre tentava fazer com que nós sorríssemos e conseguia. Mesmo com todo seu sofrimento, ela nos dava alegria e o jantar foi responsável em me trazer apertos no coração, mas também me trazer sorrisos bobos de coisas que mamãe falava.

(...)

- Pai... – Falei depois que deixei minha mãe dormindo. Papai estava sentado na poltrona da sala, apenas com um abajur ligado, ele estava com os cotovelos apoiados em suas pernas e com a cabeça em suas mãos.

- Oi, querida. – Ele me respondeu enquanto levantou sua cabeça e se sentou ereto na cadeira.

- Quanto tempo mamãe tem?

- (S/N), não vale a pena saber disso... Por que você apenas não aproveita o tempo que tem com ela? – Meu pai falou se levantando.

- Eu preciso saber disso. – Engoli seco.

- A quimioterapia não funcionou, os remédios também não... – Ele pausou. – Os médicos disseram seis meses. Não consegui responde-lo. Ele apenas me abraçou.

O meu chão desaparecera. Seis meses. Menos de 300 dias de vida. A predeterminação da quantidade de dias que uma pessoa poderia viver sempre me assustou e eu não podia imaginar que um dia isso aconteceria comigo. Eu estava completamente sem reação.

 (...)

O que eu mais queria era ter Jungkook ao meu lado para me confortar em seus braços. Liguei o computador atrás de uma vídeo chamada com ele, ou pelo menos uma troca de mensagens no twitter. Eu estava necessitando conversar com ele.

@SeuTwitter: Jungkook???

3 minutos depois.

@Jungkook: (S/N)!!! Você não me ligou quando chegou aí, eu fiquei preocupado... Está tudo bem?

@SeuTwitter: Minha mãe tem câncer, Jungkook.

1 minuto depois.

@SeuTwitter: Jungkook?

@Jungkook: Desculpe, eu realmente não sabia o que falar. Me desculpe, eu não irei mais demorar para te responder. Eu estou aqui com você para o que você precisar. Eu sinto tanto pela sua mãe.

@SeuTwitter: Parece que o mundo conspira contra mim.

@Jungkook: Eu vou para o Brasil.

@SeuTwitter: Não Jungkook... apesar de eu estar sofrendo longe de você, eu quero que você continue sua vida e inicie sua faculdade no próximo ano.

@Jungkook: Mas nós íamos começar juntos, lembra?

@SeuTwitter: Jungkook... As circunstâncias mudaram. Eu preciso dormir um pouco agora, estou exausta. Te amo.

@Jungkook: Te amo.

(...)

- Meu amor, eu lhe inscrevi no vestibular da (UNIVERSIDADE DA SUA CIDADE QUE VOCÊ QUER CURSAR).

- Mamãe! – A olhei. – Em qual curso?

- Medicina. Não é isso que você sempre quis? – Assenti com a cabeça e lhe dei um sorriso.

(...)

A cada dia que passava, mamãe piorava, ela tinha crises em muitos momentos do dia. Houve um dia em particular que me marcou profundamente: era madrugada de 23 de dezembro e mamãe começou a sentir dores terríveis em seu pulmão, ela cuspia sangue; papai a levou para o hospital; eu estava tão perplexa com aquela cena que só consegui ficar no meu quarto chorando, tinha certeza que perderia minha mãe naquele dia, mas eu não a perdi, no dia 25 ela retornou e só então pudemos ter nossa “ceia” natalina.

- A propósito, eu passei na faculdade. – Falei enquanto trazia o prato principal para a mesa e mamãe fez questão que eu fosse lhe abraçar, já que agora ela se locomovia em uma cadeira de rodas.

- Eu sabia que você conseguiria. – Cochichou em meu ouvido.

- Um brinde à minha estimada filha que está aqui me ajudando tanto e nos fazendo feliz nesse momento difícil.  - Papai levantava um copo que continha suco de uva, ele não conteve suas lágrimas.

Apesar de todas as dificuldades, esse natal ainda foi especial por estar com meus pais.

(...)

Eu conversava com Jungkook por vídeo todos os dias, e isso me deixava forte. Ele havia ficado triste quando lhe contei da faculdade, mas logo esboçou um sorriso, pois sabia que aquele desejo era parte de minha vida.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. =)
Beijos ♥


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