História Um novo mundo, um novo começo - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Personagens Personagens Originais
Tags Daryl Dixon, Rick Grimmes, The Walking Dead
Visualizações 491
Palavras 1.531
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi migoxxxx!
Boa leitura!! <3

Capítulo 8 - Buscas


Fanfic / Fanfiction Um novo mundo, um novo começo - Capítulo 8 - Buscas

- Tô ouvindo - eu falei para Lori que me encarava de braços cruzados.

- O que você viu aquele dia no CDC?

- Lori - eu disse - eu sei que você e o Shane tiveram um caso - eu disse em voz mais baixa - e não, ninguém vai saber.

- Eu só - ela começou a dizer e vi lágrimas nos olhos dela - eu achei que meu marido estava morto.

- Você não precisa me explicar nada - falei - não vou te julgar.

- Obrigada - ela respondeu e eu sorri, deixando-a sozinha.

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Já havia anoitecido quando Rick e Daryl voltaram.

- Acharam alguma coisa? - Carol se prontificou a perguntar.

- Não - Rick respondeu - mas vamos continuar as buscas amanhã cedo.

- E esse sangue? - Carol perguntou olhando para as roupas ensanguentadas deles.

- Nós - Rick disse - bem, nós abrimos um zumbi para se certificar que ele não encontrou Sophia.

- Oh - ela disse e colocou a mão no rosto, entrando correndo e chorando no trailer.

Eu não dormi durante a noite. Fiquei sentada sobre um carro que estava naquele congestionamento.

- Ficar acordada não vai ajudar a achá-la - ouvi Daryl dizer enquanto se aproximava de mim.

- Eu me sinto horrível - falei.

- Você foi a única que correu atrás dela assim que a viu sendo perseguida - ele disse - ela ter sumido não foi sua culpa.

- Todo mundo acha que sim - falei - não percebeu o jeito que eles me olham?

Ele suspirou e sentou ao meu lado, passando o braço pelo meu ombro.

- Não te dei essa intimidade - falei e ele soltou um leve sorriso.

- Tô tentando amenizar seu sofrimento antecipado - ele disse - se ela sumiu mesmo, aí sim você vai sofrer.

- Desculpa, mas se você tentou amenizar meu sofrimento, falhou imensamente.

Daryl não disse mais nada e eu deitei minha cabeça em seu ombro enquanto olhava o céu estrelado.

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Na manhã seguinte, o grupo todo, exceto Dale e T-Dog, saiu em busca de Sophia na mata.

Andamos quilômetros até encontrar uma clareira. Minutos depois, ouvimos um barulho de sino e saímos na direção do mesmo, chegando até uma igreja, onde havia três zumbis que o grupo eliminou em segundos. Vi Carol pedir para que Deus trouxesse Sophia de volta e isso me deixou extremamente culpada. Saí da igreja e me sentei nas escadas, afinal não havia o que fazer, o sino que ouvimos tocava automaticamente.

- Eu e Shane vamos dar mais uma olhada no local - Rick disse quando estávamos indo embora.

- Posso ficar? - Carl perguntou e Lori pareceu hesitar, mas depois deixou que Carl ficasse.

Eu abracei Shane e sussurrei:

- Quer que eu fique também?

- Não - ele disse - volte com os outros. Te encontro depois.

- Ok - respondi e voltei com o resto do grupo pela mata.

Estávamos caminhando há um bom tempo quando ouvimos um tiro.

- Isso foi um tiro - eu disse e comecei a voltar, mas Daryl me impediu.

- Não - ele disse - não vamos voltar.

- Mas pode ter alguém ferido - falei.

- E você acha que pode salvar o mundo? Já basta o que você fez com a Sophia.

Eu ouvi aquilo e senti como se fosse um soco no estômago. Daryl me soltou e voltou a caminhar mas eu fiquei parada, fitando o chão, enquanto as palavras dele ecoavam na minha mente.

- Vamos - Glenn disse e me puxou, fazendo com que eu voltasse a caminhar com o grupo.

Estávamos em silêncio caminhando de volta à estrada quando ouvimos gritos de Andrea e, segundos depois, alguém montado em um cavalo apareceu, batendo no zumbi que a atacava.

- Quem é Lori? - a mulher no cavalo perguntou.

- Eu sou Lori - Lori respondeu.

- Eu sou Maggie e Rick está te chamando. Eles estão na minha fazenda. Carl foi baleado.

Lori não disse mais nada e montou no cavalo.

- Você não pode ir - Glenn disse.

- Nos encontre na fazenda ao final da rodovia à leste - Maggie disse e guiou o cavalo para longe, deixando-nos ali.

- Ok então - Glenn disse e voltamos a caminhar.

- Graças à Deus - Dale disse - T-Dog não tá bem.

- Deixe-me ver - eu falei e fui até T-Dog, percebendo que ele estava com febre - o corte infeccionou.

- Pega - Daryl disse e me jogou uma sacola com medicamentos - eram de Merle. Ele teve gonorréia.

Procurei um antibiótico e dei para T-Dog.

- Vamos pela manhã - ouvi Glenn dizer quando me aproximei.

- Mas Sophia pode estar por aqui ainda - Carol disse.

-  Vamos ficar e pronto - Daryl disse e nós acabamos concordando.

Nós estávamos prontos para ir dormir quando ouvi Carol chorando no trailer.

Aquilo fez com que eu me sentisse culpada, mais culpada do que eu já estava, então saí do trailer e peguei um facão e uma pistola, saindo em direção à mata.

- Onde você vai? - ouvi Daryl perguntar e ignorei-o.

- Procurar Sophia - respondi enquanto descia em direção à mata.

- Sozinha?

- Sozinha.

- Eu vou com você - ele disse e avisou Dale, que espiava pela porta.

Eu estava caminhando há algum tempo com Daryl pela mata e não encontramos nada de estranho ou alguma pista de Sophia.

- Você acha que vamos encontrá-la? - perguntei.

- Você tem esse olhar como todos os outros. O que há de errado com vocês? Acabamos de começar a procurar.

- Você acha mesmo?

- Não são as montanhas do Tibete. É a Georgia. Ela pode estar escondida em alguma fazenda em algum lugar. As pessoas se perdem e sobrevivem. Acontece o tempo todo.

- Ela é só uma criança.

- Eu era mais novo que ela quando me perdi. Nove dias na floresta comendo frutas e limpando minha bunda com urtigas.

- Eles acharam você?

- Meu velho estava fora na farra com uma garçonete. Merle estava preso de novo no reformatório. Nem sabia que eu tinha sumido. Mas eu consegui voltar depois. Eu fui direto pra cozinha e fiz um sanduíche. Não foi tão ruim assim. Só a minha bunda que coçava pra caramba.

Eu comecei a rir e Daryl me olhou.

- Desculpe - falei - é uma história terrível.

- Pelo menos eu fiz você rir - ele disse e parou por uns segundos, me encarando, voltando a andar logo depois - a única diferença é que Sophia tem pessoas procurando por ela. Eu chamo isso de vantagem.

Caminhamos por mais um tempo até ouvirmos um barulho. Daryl arrumou sua crossbow e eu segurei firme meu facão. Iluminamos a mata com nossas lanternas e localizamos um acampamento. Nos aproximamos mais e descobrimos de onde vinha o barulho: era um zumbi pendurado na árvore.

- Mas que diabos? - Daryl disse ao analisar o zumbi mais de perto - “fui mordido. Estou com febre. O mundo se perdeu. Desisto” - ele leu de um bilhete fixado na árvore ao lado do zumbi - o imbecil não sabia que tinha que atirar na própria cabeça. Ele se transformou num grande pedaço de isca. E que bagunça. Os outros zumbis vieram e comeram a carne da perna dele.

- Você é sempre delicado assim? - perguntei enquanto ele falava.

- O tempo todo - ele respondeu - vamos voltar - ele disse, afinal Sophia não estava ali.

- Você vai deixá-lo aí? - perguntei - não vai atirar?

- Não, ele não vai ferir ninguém. Não vou gastar uma flecha pra isso. Ele fez uma escolha. Resolveu desistir. Deixe-o aí.

Eu me aproximei do zumbi e analisei-o mais de perto, iluminando-o com a lanterna.

- Você quer voltar agora ou não? - ele disse e eu olhei-o - é só uma pergunta - Daryl disse parando ao meu lado.

- Uma resposta por uma flecha - falei - é justo?

Ele assentiu.

- Eu não sei porque não fiquei naquele hospital. Na verdade, eu não sei qual é o motivo de eu estar viva ainda. Eu sinto como se não merecesse. Eu tentei ajudar alguém e agora ela tá desaparecida. Uma criança. Provavelmente eu matei uma criança. Ela merecia mais que eu a chance de viver. E eu tomei isso dela.

- Não é bem uma resposta - ele disse e atirou no zumbi - é um desperdício de flecha.

- Eu não entendo você, Dixon - falei e comecei a andar de volta ao trailer.

- Em que sentido?

- No sentido de que você foi grosso comigo mais cedo e agora escuta meus desabafos.

- Não mandei você desabafar.

Olhei para ele, pronta para dar alguma resposta sarcástica, mas simplesmente não respondi e continuei andando.

Chegamos ao trailer e Daryl negou para Carol que nos esperava. Ela começou a chorar e entrou no trailer.

- Eu sinto muito - sussurrei parada na beira da estrada, sem conseguir continuar andando, paralisada pela culpa.

- Tenho certeza que sim - Daryl disse e passou por mim.


Notas Finais


Quem entender o Daryl me explica *-*


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