História Um novo Sonserino - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Hermione Granger, Jorge Weasley, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Tags Harrypotter Romance Drama
Exibições 110
Palavras 1.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Minha primeira fanfic, peguem leve rs. Sempre quis escrever então estou fazendo com muito carinho. Fiquem a vontade para deixar comentários ( vou adorar). Até mais! ♡

Capítulo 1 - A fuga e o encontro entre opostos


Fanfic / Fanfiction Um novo Sonserino - Capítulo 1 - A fuga e o encontro entre opostos


Já havia mais de quarenta minutos que Malfoy era puxado floresta adentro por Narcisa. Esta seguia Lucius que andava rápido e ofegante. Todos estavam em silêncio profundo, apenas se ouvia suas respirações apressadas e o barulho que vinha dos seus sapatos negros esmagando as folhas caídas.

- Pra onde estamos indo? - Malfoy tomou coragem de interromper os pensamentos do pai. 

- Não faça perguntas, Draco! Temos que ir para o mais longe possível antes que nos peguem. 

- Eu não queria isso! Agora estamos perdidos. E-Eu realmente podia ter feito diferente. - Parou de caminhar. 

- Q-querido, continue andando. - Narcisa sussurrou mas Lucius lhe ouviu e se virou para o encarar. 

-  O que você queria? Ficar junto a seus amiguinhos idiotas? Fazer amizade com Potter e seus dois ratos sangue-ruins? Você é superior, Malfoy. E agora deixe de bobagem com tantas dúvidas. Temos que chegar na casa dos Hunters antes de anoitecer - virou-se de volta para continuar a andar mas logo foi interrompido.

- NÃO! - puxou bruscamente o braço que a mãe segurava. - Cansei! Eu não devia ter feito nada do que você me obrigou. Sinto muito mãe - dirigiu seu olhar para Narcisa que lhe encarava assustada e chorosa - Eu não posso viver do mesmo jeito que vocês. - Depositou um beijo na testa da mãe antes de correr desesperadamente na direção contrária. Pôde ouvir os gritos de Narcisa implorando por sua volta mas logo cessaram. Provavelmente seu pai abafou sua voz para que ninguém os achassem. 

Começava a anoitecer quando Malfoy percebeu que ainda corria. Suas pernas começaram a fraquejar e de repente notou que seu coração estava acelerado. Parou bruscamente como se despertasse de um transe. Olhou em volta na esperança de encontrar algo familiar a Hogwarts. Sabia que era loucura voltar, mas queria muito nunca ter partido. Aquela escola era tudo pra ele e sentia uma necessidade enorme de perdão. Era algo que nunca sentira antes e que seu coração implorava. Não sabia como iriam reagir mas isso não importava. Só queria ter a chance...

Quando viu que claramente estava perdido, se apoiou em uma das árvores para recuperar o fôlego e lágrimas e mais lágrimas caíram uma após outra sem que ele pudesse controlar. Estava em desespero e sozinho. Não conhecia a floresta e nunca havia tido sequer interesse nas aulas que Hagrid dava sobre os animais que lá habitavam. Sentiu mais uma vez suas pernas fraquejarem, dessa vez eram pontadas atrás dos joelhos. Deixou seu corpo escorregar pelo tronco e encostou sua cabeça ali olhando para o céu, já escuro a essa altura. " É meu fim" pensou. Seus olhos foram fechando conforme ouvia assobio de um pássaro que parecia estar longe. 

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 Após Harry derrotar o Lord das Trevas, Os professores convocaram grupos de buscas por feridos em cada parte que cercava o castelo, enquanto outros grupos prestavam socorros lá dentro. Quatro grupos de três foram feitos com os alunos mais conhecedores dos locais em que iriam procurar. O grupo que procuraria na floresta se constituía por: Luna Lovegood, Jorge Weasley e Donatela Sacostin. Cada um recebeu um mapa que os instruía sobre algumas trilhas, alguns cuidados que deveriam tomar e sobre até onde poderiam ir. Depois que entraram na floresta, os três alunos decidiram se separar para que acabassem as buscas o quanto antes. Jorge deu a ideia de um código sonoro para alertar problemas e combinaram outro som quando desse a hora de retornar e se encontrar em frente ao tronco caído que estavam no momento, para voltarem juntos ao castelo. 

Donatela já andava por cerca de uma hora e meia, já havia escurecido e estava com medo dos animais que poderia encontrar. Estava se convencendo de que não acharia ninguém ali e quase voltava em direção ao castelo quando viu alguns fios brancos escapando por trás de um tronco. No primeiro instante achou que fosse um unicórnio mas sabia que o animal não tinha tamanho para desaparecer atrás de uma árvore. Se aproximava devagar com a varinha apontada para frente. Até que parou ao lado de um corpo magro e fraco. Seus olhos não podiam crer no que viam. 

Draco? O garoto platinado estava tão pálido quanto o cabelo e seu corpo coberto pelas vestimentas negras, estava jogado, metade encostado na madeira do tronco e metade por cima das folhas secas que cobriam a terra. Parecia inconsciente mas sem ferimentos aparentes. Donatela desarmou a varinha que segurava e se abaixou. Aproximou sua mão até o pescoço do garoto e sentiu um latejo indicando que ainda respirava. Bufou aliviada. Ainda tocava na pele gelada de Malfoy quando foi surpreendida com seu pulso sendo apertado.

 Draco abriu os olhos arregalando-os. Eles estavam muito próximos e agora poderiam ouvir os batimentos de ambos saltarem. Donatela puxou seu braço que ele segurava e com a outra mão sacou a varinha o que a fez cair desajeitada. Se apoiou com o braço desocupado e engatinhou sem tirar os olhos do louro, até a árvore que ficava mais próxima. 

 - S-se você se mexer eu vou ter que te machucar. - Não iria machucá-lo de verdade mas não pensou em nada melhor para dizer e não queria que o garoto fugisse. 

 - Calma! Eu não vou correr! Você é aluna de hogwarts não é? - disse animado.

 - Sim?! - falou como se fosse óbvio e olhou para seu uniforme preto com gravata da mesma cor e listras amarelas. 

 - Ó sim! Lufa-lufa! - Sorriu brevemente. - Você tem que me levar pra lá. 

 - O que? Você não tinha fugido? - É uma longa história. Eu preciso voltar e falar com meus amigos e até com Potter. - falava apressado e parecia muito ansioso. 

 - Desculpe mas você não pode voltar agora. A não ser que queira ser levado à Azkaban porque esse será seu destino. Pensando bem é pra lá mesmo que você deveria ir. - Donatela o encarava aborrecida agora. Ele a olhava assustado a princípio e depois abaixou a cabeça. Parecia triste. Aquilo era novo aos olhos da menina. Draco Malfoy sempre fora confiante e sarcástico. Nunca mostrou fraqueza ou vulnerabilidade. - O que foi, garoto? Arrependeu-se do que fez a todos e agora acha que pode voltar pedindo desculpas que todos irão lhe receber de braços abertos? - Ao ver que sua expressão confirmava a pergunta, continuou - Não posso crer! Você é tão egoísta! Eu simplesmente não tenho palavras. Você... - Não conseguia concluir pois a raiva que tinha se abrandou quando aqueles olhos acinzentados, suplicando ajuda, pesaram sobre os seus castanhos. Bufou derrotada.

 - Eu não sei o que fazer, ta? - Disse ele passando as mãos sobre a cabeça. - Pra eu estar pedindo ajuda a uma - mediu as palavras - não-sonserina, é porque estou perdido. - Abriu os braços e sorriu de canto para tentar aliviar a tensão. 

 Donatela o fitou por algum instante. Pensava seriamente em obedecer a ordem dada a cada grupo de que se algum comensal fosse encontrado, este deveria ser levado imediatamente para Hogwarts e as providências seriam tomadas. Ela sabia quais eram as tais providências pois ouviu o trio de ouro comentando. Mas então outro pensamento tomou lugar a esse: Malfoy parecia mais vulnerável e desesperado que nunca. Ela sabia que ele odiava descendentes de trouxas e ela era filha de um casal deles. Ela lembrava de todas as vezes que o garoto zombou de qualquer um que não fosse de sua casa verde. Ela sabia que ele nunca tinha lhe notado pelos corredores e não fazia ideia de seu nome. Mas ao mesmo tempo ela tinha pena daquela alma e uma vontade de o ajudar brigava com a razão que sua mente impunha. 

 Draco a encarava confuso mas paciente. Tentava entender o que ela estava pensando. Agora não tinha certeza se voltando para Hogwarts, iria ser perdoado, mas poderia sim ser preso como disse a menina. Pensou em correr mas ela ainda tinha a varinha apontada para seu rosto e ele estava desarmado. A única escolha que tinha era que a garota, cujo rosto nem lhe era familiar, decidisse algo que fosse favorável a ele. 

 Ouviu-se, então um som ritmado e calmo. Os dois olharam pro céu estrelado. Donatela logo reconheceu o código de Jorge para voltar ao tronco que foi marcado como ponto de encontro. 








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