História Um novo Sonserino - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Hermione Granger, Jorge Weasley, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Tags Harrypotter Romance Drama
Exibições 60
Palavras 1.917
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O casebre e um intruso



Donatela acordou dos pensamentos e encarou Draco pela última vez com desconfiança. Levantou com cuidado sem tirar a varinha da mira dele. 

- Temos que ir. Puxou-lhe pelo braço e o botou ao seu lado, encostando a ponta da varinha em sua costela.

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Draco reclamava mentalmente. Não aguentava mais andar e a garota apertava seu braço de modo que dificultava a passagem de sangue ali. Mas se mantinha calado porque estava atordoado demais para abrir a boca. 

- Chegamos! - Apontou, ela, com a cabeça para um local feito de madeira que parecia extremamente pequeno - Entra - Empurrou levemente seu ombro para direção da única porta finíssima.

- Isso me parece bem claustrofóbico. Não posso ficar aqui. E está caindo aos pedaços! 

- Está enfeitiçado. Por dentro tem uma aparência melhor. - Draco tinha sérias dúvidas mas obedeceu.

 Quando entrou, notou que o lugar era bem maior do que aparentava, apesar de por inteiro ser menor que seu quarto na mansão dos pais. Havia uma pequena lareira com uma poltrona na diagonal dela, e um sofá amarelo de frente pra ela. Logo atrás do sofá uma mesa redonda de madeira com quatro cadeiras em torno. Também tinha mais adiante, um fogão e uma pia. E uma porta ao lado da lareira que Draco julgou ser o banheiro. Em frente a mesa tinham a vista pra floresta. Donatela logo explicou que podiam olhar pra floresta normalmente sem deixar a janela aparente a quem passar pelo lado de fora. Draco se manteve boquiaberto andando pelo local e tocando nos móveis. 

- Sei que é bem simples comparado a qualquer coisa que você já teve, mas até que é aconchegante. - sorrriu - E é sua nova casa, por enquanto. 

- Qual é seu nome mesmo? - Tinha esquecido de que não conhecia nada sobre a menina que acabou de lhe ajudar. 

- Donatela Sacostin. - deixou escapar uma risada. - Sabia que você não fazia ideia de quem eu era. Bom... Vamos dormir aqui. - Se aproximou do sofá grande e puxou sua parte inferior transformando-o em uma cama. 

- Você vai ficar aqui?- Parecia nervoso apontando para o móvel amarelo. 

- Você esperava que eu dormisse no chão? Vamos dividir. Tem espaço pra três. Mas se quiser pode dormir na poltrona. Está com fome? Eu tenho algumas coisas aqui, acho... - Abriu o armário e tirou um pacote de rosquinhas de chocolate e jogou para Draco. Devoraram o doce em menos de dois minutos. Malfoy conseguira acender a lareira e agora tirava os sapatos e o casaco preto que o envolvia. Donatela pegou duas cobertas embaixo das almofadas do sofá e lhe entregou uma, espiando de canto o loiro, se recusando a lhe achar totalmente lindo naquela camisa de gola alta, mas era inevitável. Os dois deitaram mantendo certa distância, e se embrulharam do pescoço aos pés, ambos olhando fixamente para o fogo que vinha da lareira.

Donatela começou a fungar e seus olhos marejaram. As lembranças do que tinha acontecido mais cedo voltaram violentamente e seu rosto começou a molhar com as lágrimas que escorriam. 

- VOCÊ TA BEM? - Draco sentou em um pulo assustado

- Não... - disse entre soluços - Fred... Fred se foi, Malfoy. O meu Fred se foi - sussurrou enxugando as lágrimas com a costa da mão.

- Você era a namorada do Fred Weasley? - Ela confirmou com a cabeça. - Eu...Sinto muito, Sacostin. - Draco tocou em seu ombro mas ela esquivou instintivamente. Ela fechou os olhos e ficou ali sentindo o calor do fogo esquentar seu rosto. 

- Eu o amava - disse ainda com os olhos fechados. Nem posso imaginar a dor que a família dele está sentindo. E Jorge então... Eram dois corpos em uma só alma - desabafou - Bom... vamos dormir... Amanhã tenho que voltar à Hogwarts pra justificar meu sumiço. Até lá invento algo pra dizer. - disse apressada secando a ultima gota que caíra em sua bochecha. 

- O-Obrigado, Sacostin! Eu sei que não merecia mas mesmo assim você foi se importou comigo. É mesmo da lufa-lufa! - sentiu sua bochecha queimar quando a garota o olhou sorrindo leve ainda com os olhos brilhando por ter chorado a pouco. 

- Boa noite, Malfoy! 

- Boa noite, Sacostin! 

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Malfoy Pov's

A claridade invadiu a única janela da casa indicando que já havia amanhecido e eu mal dormira. Meus pensamentos estavam amontoados. O que será de mim agora? Que tipo de bruxo fracassado serei? Não tenho um nuque sequer no bolso e dependo agora de uma menina que nem conheço. Disse na noite anterior que era filha de pais trouxas, pra completar... Bom eu não devia ter mais esse tipo de pensamento mas sempre tive desprezo por... sangues-ruins. Mas ela estava sendo, até agora, a pessoa mais compreensiva que já tive em anos. Virei meu rosto e seus cabelos ondulados de cor-de-mel, estavam espalhados pelo espaço vazio que havia entre nós, enquanto seu rosto estava para o lado oposto ao meu. Por alguns momentos me pareceu inquieta, como se estivesse tendo um sonho ruim. Fiquei lhe olhando por mais um tempo até que ela se sentou de costas pra mim e eu fechei os olhos fingindo ainda dormir. 

Malfoy Pov's off

Donatela se sentou rapidamente depois que sentiu que sua cabeça ia explodir. Tivera um sonho sobre a noite passada. Mais parecia um pesadelo. Só não era de fato um, porque tudo era real. Olhou para Malfoy que parecia dormir tranquilamente e lembrou que devia satisfações a seus amigos, apesar dos mais íntimos já imaginarem onde ela estava. Mais que depressa foi em direção ao banheiro e lavou o rosto. Pegou no armário um pedaço de pergaminho e uma pena. Escreveu rapidamente, deixou o papel em cima da mesa e saiu da casinha correndo. Logo após, Malfoy se levantou e abriu o bilhete.  

Bom dia! Vou resolver algumas coisas e volto mais tarde. Tem apenas mais um pacote de biscoitos no armário, então não coma de uma vez. Quando voltar trarei o que for necessário. Fique a vontade e espero que não fuja! 

                                - D. Sacostin

 Escapou-lhe um sorriso com a última parte que leu. Deixou de lado o papel e se dirigiu ao banheiro. Ligou o chuveiro do box relativamente apertado e tentou não reclamar da água congelante que caíra em suas costas fazendo seus ossos doerem. Aliás, tentou não reclamar de muita coisa mentalmente desde que adentrara o casebre, o que ia muito contra seus hábitos nos últimos... bom... em todos os anos de vida. Vestiu a mesma roupa do dia anterior, não tinha muitas opções obviamente: Calça e camisa de gola alta preta. 

Fazia frio o suficiente para lhe irritar. Pegou o saco de biscoitos e sentou na cadeira que ficava de frente para a janela. Passou a tarde desobedecendo as ordens da nova colega de quarto - comendo os biscoitos de uma vez só - e olhando alguns animais passar por ali sem notar a existência do rapaz, já que não podiam ver a tal janela por fora. 

Já estava anoitecendo e ele de encontrava desenhando coisas aleatórias no papel onde o bilhete havia sido escrito quando avistou Donatela se aproximando. A reação animada que teve durou pouco porque ela não estava só. Do seu lado esquerdo um garoto alto e de cabelo ruivo, bastante conhecido por Malfoy, segurava uma caixa grande. Draco pôs-se de pé quando eles abriram a porta. Sua expressão logo fechou assim que o outro lhe encarou com a sobrancelha arqueada. 

- Por que você trouxe ele? - Perguntou à Donatela sem tirar os olhos do sujeito a sua frente.  

- Vejam se não é o sonserino mais arrogante de hogwarts. - riu sem humor algum - O mundo dá voltar, não é mesmo? - Donatela o repreendeu com um olhar, mas não podia o julgar. Malfoy sempre fora um mimado filhinho-de-papai e agora era visto como um inimigo de nível maior por todos da escola. 

- Eu preciso de ajuda pra isso dar certo. Não tenho como esconder você sozinha. Eu confio muito nos Weasleys então pedi ajuda ao Jorge, que fez um esforço muito grande de aceitar. - abraçou o amigo de lado. - Agora vamos parar com essa tensão, por favor. A guerra acabou e temos que nos unir. Não precisamos de mais brigas por aqui. 

Malfoy e Jorge se calaram mas se a menina prestasse atenção poderia ver fumaças saindo da orelha de ambos. Jorge deixou a caixa sobre a mesa e retirou desta algumas embalagens com comidas que os elfos tinham preparado. 

- Sabe - Jorge quebrou o silêncio - Todos dormiram juntos no chão mesmo. Na verdade tentaram. De manhã cedo todo mundo estava pronto pra partir. 

- O que será de Hogwarts agora? -suspirou Donatela

- Minerva já está cuidando disso com o ministério. Provavelmente ela será a nova diretora e tudo estará em ordem em pouco tempo. 

- Pra onde vai todo mundo? - Draco entrou na conversa. 

- Pras suas casas. Precisam se organizar, você não acha? - Jorge disse lhe entregando um galão de água. - Não dá pra ficar aqui no momento.

- Você vai pra casa? - Malfoy sussurou para Donatela que sentara ao seu lado, abocanhando um pedaço de sanduiche. 

- Essa é minha casa, Malfoy. Desde que meus pais...

- Os pais dela morreram no fim do terceiro ano. - completou Jorge, tentando inutilmente acabar com a conversa. 

- Ah... - Malfoy quis lhe abraçar por alguns segundos mas engoliu seco tirando a ideia da cabeça - e como você conseguiu essa casa? 

- Foi Hagrid... Se não se importa eu gostaria de não tocar nesse assunto. - sorriu fraco olhando para a xícara com chá de camomila gelado que Jorge trouxe. - Uma cerveja amanteigada cairia bem agora, hein? - riu tentando se animar. 

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Malfoy pegara no sono no sofá. Quando acordou, sem abrir os olhos sentiu a presença de Donatela sentada ao seu lado, de frente para a poltrona que Jorge estava. Permaneceu imóvel prestando atenção e torcendo para parecer desacordado.

- Donni, você sabe que eu pego o trem amanhã e eu estive conversando com mamãe - ela lhe encarou curiosa - nós concordamos em convidar você para ficar conosco lá em casa. Sabe, já é hora de você ter outra família. Principalmente agora que Fred... - Os dois se olharam tristes. 

Malfoy se incomodou com proposta. E que tipo de apelido era esse? Donni? Que patético! Pensou. 

- Seria uma honra, Jorge. Eu seria muito grata - ouviu-a dizer - Mas me comprometi a cuidar dele. 

- Deixe- o aqui. - bufou

- Não iria sobreviver nem um dia. Ele não conhece a floresta. E eu não posso o abandonar agora. Eu já estou envolvida demais nessa história.

- E eu não posso te deixar aqui com esse traidor das trevas. - Malfoy mordeu a língua para não o responder.

- Não fale assim, Jorge. - repreendeu calmamente o rapaz - Ele só é fruto de uma educação monstruosa e acabou sendo influenciado. Mas eu posso sentir que ele está tentando se libertar disso tudo. - Draco sentiu as palavras de Donatela atingirem seu sistema nervoso fazendo-o estremecer. 

- Certo. Sei que está certa mas não consigo confiar nele. Vou continuar de olho. E seu lugar é conosco, Donni. Você sabe que nós somos sua família desde que você começou a namorar Fred.

Donatela ficou em silêncio pensando. Queria mais do que tudo viver com os Weasleys e voltar a ter uma família. Mas deixar Draco se virar não parecia uma opção. 















Notas Finais


Oi, desculpa ser chata mas ficaria muito contente de receber um retorno pra saber se continuo a história. Vocês estão gostando? Aceito sugestões. Beijinhos ♡


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