História Um novo Sonserino - Capítulo 4


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Hermione Granger, Jorge Weasley, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Tags Harrypotter Romance Drama
Exibições 33
Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - A caminho de Londres


Jorge levantou assim que os raios solares penetraram o ambiente, já que dormiu mais cedo que os outros dois seres presentes. Depois de um banho de gato (ninguém consegue passar 5 minutos nessa gelura de água) foi para a cozinha e preparou panquecas. O cheiro da comida invadiu as narinas de Malfoy, fazendo-o acordar com a barriga roncando. 

- Bom dia, Princesa da neve. - disse Jorge ao ver o garoto alongar o corpo e seguir para o banheiro calado.

 Depois de uma ducha tão rápida quanto a de Jorge, sentou-se à mesa esperando o rapaz terminar de preparar a refeição.

- Que tal uma ajudinha, Malfoy? Afinal, não sou seu elfo pra lhe servir café de bandeja. - Malfoy levantou bufando. 

- O que eu faço? 

- Bota a mesa. Ali dentro tem tudo. - Jorge apontou para o armário. Malfoy pegou os objetos de má vontade e começou a arrumar as três xícaras e pires em cima do tampo de madeira. 

"Pareço minha mãe agora, fazendo tarefas de casa." Pensou mal humorado. 

- Eu tenho uma coisa pra lhe dizer. - Malfoy parou o que estava fazendo para encará-lo. - Presta muita atenção - se aproximou agarrando a camisa preta de Draco - Se você estiver mentindo pra Donatela e pra mim, eu vou descobrir. Ainda não engoli essa história de moço arrependido. - simulou aspas com os dedos - Todo mundo já teve muitos problemas com você. Então vou ficar de olho. Se você quer mesmo mudar, prove. - se afastou, pegando as panquecas e colocando em cima da mesa. Draco estava em silêncio tentando não transparecer o medo - Ela parece realmente acreditar no que você diz. Eu nunca conheci alguém tão bondoso e atencioso como ela. Então melhor não magoá-la senão você vai sentir na pele o significado de crucio - sorriu irônico, antes de colocar um biscoito de chocolate na boca. 

- Hmmm... Que bonito, meus elfos me fazendo o café da manhã - brincou Donatela espiando pela costa do sofá. - Bom dia! - sorriu esfregando os olhos. 

- Bom dia! - responderam juntos. Esperavam a garota sair do banheiro para comer, um em cada ponta da mesa trocando olhares birrentos. 

- Adorei ver que estão se entendendo. - Donatela sentou na cadeira no meio deles, que de frente pra janela. - Até fizeram o café juntos. 

- Malfoy até que é bom em arrumar a mesa - brincou Jorge ao perceber que ele estava abalado pela conversa dos dois. 

- Nunca fiz isso antes então mereço mais consideração. - entrou na onda. 

- Verdade. Você merece palmas - Donatela olhou pra Jorge de relance e os dois bateram suas palmas da mão apenas uma vez e caíram na gargalhada. 

- Nossa, que piadistas - Rolou os olhos. 

- Relaxa um pouco, loirinho. - Malfoy sentiu as bochechas esquentarem e abaixou a cabeça com receio de estar corado. Ela araciriou seu ombro rapidamente voltando sua atenção para as panquecas. - Jorge querido, não sabia que você era tão bom na cozinha. Isso aqui tá divino. 

- Na verdade não sou. Só sei fazer panquecas mesmo - deu ombros. A conversa seguiu agradável pelo resto da manhã. 

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Malfoy lia atentamente um livro trouxa que a menina lhe emprestara: Jogos Vorazes. Até que servia para passar o tédio. Jorge e Donatela estavam do lado de fora apanhando lenha para a lareira.

 - Jorge, posso falar com você? 

- Claro, Donni. - deixou as ripas de madeira no canto da árvore que se apoiara em seguida.

- Eu te devo uma resposta, não é? Já que você vai voltar hoje pra casa. - ele confirmou com a cabeça - Bom, eu estive pensando. Eu quero mais do que tudo ficar com vocês. Será que Malfoy não poderia ir junto? Só até ele resolv...

- QUE? - foi interrompida - VOCÊ ACHA QUE MEUS PAIS ACEITARIAM UMA COISA DESSAS?

- ssshhhiiiu! - Tapou a boca dele com as duas mãos - Se controle, Weasley! Apenas achei que seria uma solução viável. Mas eu entendo você. Desculpa ter perguntado esse tipo de coisa. - Jorge ficou incomodado com o desânimo que causou nela. 

- Aaaaaaaaa....  - reclamou - Que se dane! Você pelo visto não vai deixar ele pra trás então é melhor que você esteja segura conosco. - A garota pulou em seu pescoço lhe dando um abraço forte fazendo o garoto ficar sem graça. 

- Obrigada! 

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Quando Donatela explicou a Draco que ele iria junto com ela pra casa de Jorge, o garoto aprontou um escândalo. 

- Eu nunca pisaria na casa de bruxos tão pobres e de sangue-ruim - cuspiu as palavras indignado - quanto mais morar! 

- OLHA COMO VOCÊ FALA DA MINHA FAMÍLIA, SUA COBRA NOJENTA. - Jorge perdera a paciência. - Eu tentei, Donni, mas você viu? Ele é isso aí: uma cobra cheia de veneno. 

- Pelo amor de Merlin, garoto eu tô tentando te defender aqui - Donatela sacudiu os ombros de Draco. - Acorda! Você não tem outra escolha: ou vem comigo, ou fica aqui até alguém te descobrir. - respirou fundo. - Estamos tentando te ajudar, Malfoy, abra sua mente para seus preconceitos serem extintos. Além disso, lá é o ultimo lugar que te procurariam.

Draco cedeu e, com muita dificuldade, se desculpou com Jorge que só se acalmou depois de Donatela lhe fazer rir com alguma piadinha inapropriada. Se arrumaram rapidamente e andaram algumas horas até chegar a tempo de pegar o expresso. 

Quando finalmente chegaram em Hogsmeade o trem já estava quase saindo fazendo os três pularem dentro do vagão. Não havia mais estudantes já que estes partiram na manhã do dia anterior. Sentaram desajeitados nos bancos respirando ofegantes. Estavam cansados pela caminhada de horas.

- Eu... preciso...de água - Disse Malfoy com dificuldade.

- E de comida - Donatela pressionou o estômago que doía.

Logo uma moça se aproximou da cabine empurrando um carrinho de guloseimas bem conhecido por eles.

- Vocês estão com fome? - Disse a moça sorridente.

- Demais! - Jorge tirou do bolso alguns nuques - quero dois pedaços de bolo de cenoura e dois sapos de chocolate, por favor.

- Ei, e eu? - Malfoy indagou

- Aff - Rolou os olhos - Três de cada, então. - Entregou o dinheiro para a mulher. Esta lhe deu os alimentos e eles agradeceram.

- Você ia me deixar com fome mesmo, ferrugem?

- Óbvio que não, Malfoy, ele só tava brincando. Não é Jorge? - Cutucou o garoto que estava na frente.

- Finge que sim - Sorriu enquanto observava a figurinha que veio em seu sapo.

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Donatela e Draco discutiam sobre o tal livro dos trouxas que ela tinha lhe emprestado, enquanto Jorge estava entediado encarando a paisagem.

- Não é como se Katniss não gostasse dele, é só que o jeito de demonstrar é diferente do Peeta. Ele é muito emotivo.

- Ah que nada, aposto que ela gosta do outro cara lá, o Gabe. Acho que o Peeta não merece ela. - bufou Draco.

- Gale! E não viaja! O Gale é o melhor amigo dela.

- Ta muito legal ficar ouvindo essa conversinha de vocês mas a gente tá chegando então se preparem. - Jorge interrompeu.

- Ai tô tão nervosa! Acho que vou vomitar.

- Relaxa. Minha situação é bem mais difícil. - disse Draco.

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Draco tentava lembrar como andar enquanto esbarrava entre uma pessoa e outra no meio a multidão na plataforma. Donatela notou que ele estava ficando pra trás e o puxou pela mão. Jorge seguia mais adiante procurando sair dali. Logo avistaram um velho carro azul. Rony e Harry saíram de dentro com a cara amarrada.

- O que ta acontecendo? Por que esse imbecil tá aqui? - Disse Rony apontando para Draco.

- É uma longa história - Disse Jorge dando de ombros e entrando no carro.

- Temos que levá-lo ao ministério! - Harry se dirigiu à Donatela.

- Tem que morrer em Azkaban- Rony puxou a varinha apontando para o louro.

- Não gente, calma! - Donatela interviu - Esconde isso, Rony. Se algum trouxa ver, você estará encrencado. - Sussurrou. - Podemos ir? Lá na sua casa eu explico tudo.

- Os dois concordaram com desconfiança e todos entraram no carro velho.

Assim que estavam longe o suficiente para levantar voo, Rony alertou que o carro estava cheio de problemas, apesar de ter sido consertado parcialmente depois que o salgueiro lutador o destruiu.

- Se eu fosse você não escorava nessa porta, Malfoy, ela ta praticamente solta. - Disse Rony ao mesmo tempo que Malfoy ouviu um barulho vindo dela, fazendo-o se afastar rapidamente se jogando contra os braços de Donatela que ria de sua expressão de pavor.

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Malfoy encarava a única casa estranha que tinha ali. Era menor em baixo e crescia pros lados conforme aumentava o número de andares. Onde fui me meter? Pensava. Donatela sorria empolgada em finalmente voltar. Só havia visitado os Weasleys uma vez no natal do quarto ano, e se sentiu completamente acolhida. Conforme iam entrando, Sra. Weasley ia abraçando cada um e retirando seus casacos enquanto reclamava sobre terem demorado tanto, mesmo que não tivessem demorado nada mais que o normal. Abraçou Donatela tão forte que a menina sentiu seus órgãos sendo comprimidos. Sra. Weasley parou de falar assim que viu a última pessoa entrar no ambiente.

Malfoy a olhou sério e assustado ao mesmo tempo que abaixava a cabeça num sinal de redenção. Logo Gina e Hermione apareceram por trás boquiabertas. Hermione estava pronta pra gritar com o menino quando Donatela se pôs na frente de Malfoy como se o protegesse.

- Antes que vocês falem alguma coisa, eu explico. Malfoy está fugindo dos pais. Ele está arrependido e precisava de alguém para ajudá-lo então eu pensei em apoiar e...

- Não, Sacostin, deixa eu me explicar. - se pronunciou indo para o lado da sua nova amiga. Mas antes mesmo dele começar, Hermione se aproximou erguendo a varinha em sua direção.

- Como você tem coragem de pisar aqui? Você é um traidor! Seguia aquele monstro. Como ousa dar as caras?

- Eu não quis isso, Granger. Eu não tive escolha.

- Ah faça-me favor! - Pressionou ainda mais a ponta da varinha na pele dele.

- É verdade sim, Mione. - Donatela tocou na mão da amiga para que ela afastasse o objeto. Todos os outros os encaravam quietos. - Malfoy está mudando.

- Não me admiro você acreditar em qualquer coisa - Disse rudemente - Mas como você permitiu que ele viesse? - Hermione encarou Jorge.

- Porque Donatela sente que ele fala a verdade e eu confio nela. E Malfoy tem se comportado incrivelmente bem pra um sonserino metido. - Sorriu sarcástico para o loiro.

- Vocês nunca cogitaram ele estar mentindo? - Harry se manifestou - Passam dois dias com um seguidor de Voldemort e já confiam.

- EU NUNCA QUIS SER COMENSAL! - Gritou Draco. - Eu...fui obrigado pelo meu pai.

- Ah claro! Você sempre foi um desprezível, Malfoy. Duvido que seu pai precisou te obrigar pra fazer tal coisa. - Disse Rony com as orelhas vermelhas de raiva.

- Vocês não entendem... Ele me obrigava a seguir os caminhos dele. Eu achava que estava fazendo certo em o obedecer. Mas quando eu decidi seguir outro caminho ele me ameaçou. - Todos ainda o encaravam, mas agora deixaram a raiva um pouco de lado pra prestar atenção. - Ele disse coisas horríveis e disse que Voldemort me mataria. Por isso que depois que tudo acabou eu decidi fugir: porque queria me livrar daquilo que vinha passando.

- E quanto ao seu modo naturalmente estúpido de ser? - Rony questionou.

- Quanto a isso só lhes devo... desculpas - Ainda lhe era estranho se submeter desse jeito - Eu tô tentando ser melhor do que era. E Donatela vem me ajudado desde que mostrou acreditar em mim.

- E por que você pretende ficar aqui? Por que não seguiu teu rumo? - Foi a vez de Hermione.

- Ele precisa de um tempo em um lugar onde Lucius não o ache. A ideia foi minha, Sra. Weasley - Se dirigiu até a senhora sentada na cadeira da cozinha, que estava em silêncio até o momento. - Mas se a senhora não se sente bem pra nos receber, eu compreendo perfeitamente.

- Deixe de bobagem, querida. Eu não deixaria você por aí nem que Merlin me implorasse. Você é da família. Quanto a você - Encarou Draco - Vou deixar você ficar, mas só porque ela pediu. Todos ficarão de olho em você. Principalmente Harry e Hermione.

- E eu? - Rony e Jorge falaram juntos.

- Vocês são os mais fracos daqui. Fiquem quietos. - Respondeu fazendo os todos rirem, menos os dois, é claro.

Depois que todos jantaram encarando Malfoy de 5 em 5 segundos, Jorge levou Donatela até o quarto das meninas e mostrou a cama que ela dormiria. Depois levou Malfoy até o quarto que ele dormiria, que por acaso é o mesmo que o seu.

- Você vai ficar no lugar do Fred. Essa é sua cama. - Apontou com a cabeça antes de se jogar na cama do lado fechando os olhos.

- Cadê Donatela?

- No quarto das meninas. Elas estão fofocando ou algo do tipo. Provavelmente falando de você.




Notas Finais


Deixe-me saber o que está achando. Beijinhos ♡


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