História Um novo Sonserino - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Aberforth Dumbledore, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Hermione Granger, Jorge Weasley, Neville Longbottom, Ronald Weasley
Tags Harrypotter Romance Drama
Exibições 24
Palavras 1.912
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - O sonho de Harry


Duas semanas se passaram e as meninas estavam no quarto se arrumando, enquanto os meninos já estavam prontos e brigavam entre si sobre times quadribol. Quando elas desceram as escadas eles se calaram e seus olhos arregalaram ao mesmo tempo que suas bocas abriram abobadados.

- Olha pra vocês como estão lindas. - Disse Sr. Weasley, que havia chegado há uma semana da viagem de visita ao Gui.

Gina usava um vestido curto verde-água e sapatilhas pretas; ambos realçavam seus cabelos cor de fogo. Hermione usava um vestido com alças finas e amarelo, ia até os joelhos e era preso na cintura, e um salto-alto marrom. Donatela pôs um vestido vinho reto até o joelho, com alças grossas que caíam nos ombros, e sapatos baixos de cor nude.

- Nossa Hermione, nem parece você. - Comentou Rony.

- Ah isso era pra ser um elogio? Você é um idiota, Ronald Weasley. - disse lhe dando um tapa no braço.

- Mas eu quis dizer que você está linda.

Os dois continuaram com a briguinha enquanto Harry se aproximava de Gina para lhe dar um beijo. Todos começaram a aproveitar a noite assim que Hermione colocou a fita com músicas trouxas pra tocar.

Donatela estava na próxima da mesa pra pegar um copo com suco de abóbora quando foi assustada por Jorge.

- Você está muito, muito bonita. - sussurrou.

- Obrigada, Jorge. - sorriu - E você está muito elegante - respondeu. - Seu colarinho está torto, deixe-me ajeitar. -Se aproximou dobrando a gola da camisa do garoto.

Jorge sentia a proximidade do corpo dela e ficara nervoso por um instante. As mãos dela tocaram sem querer no seu pescoço fazendo-o engolir seco. Ele lutava com seus próprios olhos que insistiam em oscilar entre a boca e os olhos castanhos de Donatela. Afinal, ela era o grande amor de seu irmão. Seria horrível ele sentir algo por ela. Devia só estar confuso.

- Fred tinha muita sorte de te ter. - As palavras saíram da boca de Jorge sem o consentimento dele.

- Eu que tenho, por ter tido ele - disse com os olhos marejados. - E por ter vocês.

- Eu quero que saiba, Donni, que eu vou estar sempre aqui pra você. Você se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida. - Jorge a abraçou e ambos ficaram ali por um tempo sentindo o conforto que um trazia ao outro. Malfoy se aproximou fazendo os dois se cessarem o abraço.

- Ah, desculpa, atrapalhei vocês? - disse enchendo o copo com ponche. - Nem foi a intenção ? Pensou Jorge.

- A gente só estava conversando. - respondeu Donatela.

- Ah, que bom então - Draco sorriu irônico enquanto dava uma golada na bebida.

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Sr. e Sra. Weasley estavam na cozinha conversando. Na sala, Jorge distribuía cartas de um jogo bruxo para todos na roda.

- Vamos, lá! Prestem atenção - Começou Rony - Vocês receberam 4 cartas cada. Em cada uma delas vai aparecer um desafio na hora em que pegarem pra ler. Acontece que alguém recebeu a carta desafio obscurus, e essa te manda fazer algo que no fundo você quer muito, mesmo que ache que não. Só a pessoa na hora que vai saber e a carta pode ir pra qualquer um.

- Então a moral do jogo é fazer um desconfiar do outro e causar confusão na cabeça da gente? - Perguntou Harry.

- Isso mesmo! - Disse Jorge. - Eu e Fred que criamos.

Porque eu não estou surpresa? - Gina se pronunciou.

- Não é pra falar o que está escrito. Só é pra fazer. - completou Rony.

- E se eu não quiser fazer o que a carta mandou e fizer outra coisa? - Perguntou Draco.

- Aí a carta vai avisar e você será punido de um jeito bem desagradável - Sorriu Jorge abertamente.

- Então tá. Eu começo. - Rony pegou a primeira carta e as letras começaram a surgir:

" você deve comer 6 feijõezinhos mágicos dos piores sabores que encontrar, de uma vez"

- Ah cara! - Reclamou levantando e pegando vários pacotes de feijões dentro de uma caixa com doces. Sentou novamente na roda e começou a separar os feijões com aparência mais feia. Todos o encaravam quietos. Botou os doces na boca, mastigou e engoliu com dificuldade. No mesmo instante seu rosto ficou roxo e correu para o banheiro para vomitar. Hermione foi atrás preocupada.

- Ok. Próximo? - Jorge ignorou.

Harry pegou a carta e esperou as palavras se organizarem.

" Faça sua namorada ficar com raiva gritando cala a boca toda vez que ela disser alguma coisa"

- Ferrou... Ok. Podem continuar - disse rindo. Todos lhe olharam confusos, mas logo a atenção foi para Rony e voltava pálido apoiado nos ombros de Hermione.

- Vc ta bem, Rony? - Perguntou Gina.

- CALA A BOCA! - Harry gritou assustando a todos e fazendo Draco se engasgar com o ponche. Gina ia falar alguma coisa mas Jorge impediu.

- Quem vai ser o próximo?

- Pode ser eu - Disse Donatela pegando a carta - Só espero que eu não tenha que comer feijões também.

" Conte um segredo importante sobre alguém da roda"

Olhou em volta e pensou por alguns segundos.

- Lá vai! Gina me disse uma vez que já teve uma queda pelo Neville.

- DONATELA! - Gina ficara corada.

- CALA A BOCA! - Harry gritou. - Espera, o que?

- Desculpa amiga, era o desafio... - Donatela lhe abraçou de lado.

- Sério? Neville? - Draco fez careta.

- Ele tem suas qualidades - Disse Hermione.

- Como é? - Rony interviu. Jorge só observava rindo muito.

- Tá bom né vamos continuar -Gina tentou mudar de assunto.

- CALA A BOCA - gritou Harry. Todos se assustaram de novo.

- QUAL É O SEU PROBLEMA?

- CALA A BOCA. - Harry se segurava pra não rir - te amo, tá?

- Agora é minha vez - disse Malfoy escolhendo uma carta.

" desafio obscurus" foi a primeira coisa que apareceu.

Logo depois a primeira frase se apagou dando lugar a outra:

“ você deve terminar o que começou e que foi interrompido "

Draco engoliu em seco tentando não parecer nervoso. Entendera o que o desafio lhe propôs. Todos o olhavam curiosos. Ele então deu de ombros fingindo não se importar e se virou para a garota ao lado. Segurou o rosto de Donatela com uma das mãos e a beijou antes que ela reagisse. No inicio ela ficara assustada, mas os lábios de Malfoy eram tão suaves e agiam sem pressa, que fez a menina se perder no momento. Draco cessou o beijo, contra sua vontade, e virou pra frente sorrindo sem graça para os olhares apavorados que o secavam.

- Que foi? - disse Draco sem ânimo fingindo não estar com o coração descompassado. - É o jogo, ué. Acho que é a sua vez, Jorge.

Jorge ainda o encarava com a orelha vermelha e quente. Hermione que estava o seu lado podia jurar que ele respirava rápido demais. Donatela olhava pro chão tentando fazer o mesmo que Draco: ignorar o constrangimento.

- Vamos, Jorge, pegue uma carta. - incentivou Gina.

- CALA A BOCA - gritou Harry causando um ataque de riso nervoso no grupo, menos em Gina. Jorge pegou uma carta sem vontade alguma de seguir com aquilo e o jogo continuou até duas da manhã quando todos estavam irritados uns com os outros, ou enjoados por terem sidos obrigados a comer algo estranho.

- Bom, acho que é isso. Valeu Jorge, por esse jogo estúpido! - ironizou Gina.

- Cala a boca - disse Harry baixinho quase adormecido no ombro dela.

- O jogo já acabou, seu idiota. - A ruiva se levantou e subiu para o quarto, fazendo com que Harry caísse de lado no tapete, onde continuou dormindo.

Todos estavam jogados no mesmo tapete grande e criando coragem pra subir as escadas. Sr.e Sra. Weasley já haviam subido há duas horas.

- O que vocês acham de dormirmos aqui mesmo? - Disse Rony acomodando seu braço em cima da cintura de Hermione.

- Mamãe nos acordaria com baldes de água - respondeu Jorge jogando uma bolinha para cima e aparando-a em seguida.

- Vamos subir logo - Disse Hermione se levantando. - Vamos, Ron. - Puxou o garoto pelo braço que reclamava entre gemidos baixos. Depois sacudiu Harry que parecia já estar em seu décimo sonho. - Vem, Harry. Jorge, você acorda os dois, por favor. E não demore senão vai pegar no sono também. - O menino assentiu e Hermione subiu as escadas empurrando os dois meninos na sua frente que pareciam mais zumbis.

- Ei! - Jorge cutucou o braço de Draco com o pé. O garoto nem se mexeu. - Ei! - cutucou mais forte dessa vez fazendo Draco acordar resmungando.

- Que é? - sentou segurando o braço dolorido

- Vai dormir! - disse Jorge sem paciência.

- E ela? - Draco olhou para o lado e Dontela estava em sono profundo.

- Eu cuido disso - sussurrou. - Vai logo.

- É muita gentileza sua mas eu posso acordá-la. Pode ir. - sorriu falso.

- Não vou acordá-la, vou levar ela e botar na cama.

- Eu posso fazer isso.

- Olha pra você! Tão magrelo! Não vai aguentar e vão acabar capotando pela escada. - Disse Jorge carregando Donatela em seus braços.

- Olha o pescoço dela, ferrugem, ta torto, vai machucar - Draco tentou ajeitar mas Jorge o fez primeiro. Subiu até o quarto das meninas e Draco o seguiu reclamando de ele andar muito rápido e correr o risco de tropeçar. As outras duas garotas já dormiam quando eles entraram. Draco ajeitou o travesseiro e Jorge deitou Dontela na cama. Draco pegou o cobertor e estendeu sobre ela. Fez um carinho em seu rosto rapidamente antes que Jorge o puxasse pelo braço até o quarto ao lado.

- Qual é a sua, hein? - Disse Jorge nervoso.

- O que?

- Por que você a beijou?

- Porque o desafio mandou?! - Respondeu Draco sarcasticamente.

- A sua carta era obscurus, não era? Você queria fazer isso.

- Olha, eu acho que você está com muito sono e seus neurônios não tão regulando muito bem. - Debochou.

- Não tenta disfarçar, não. Eu já notei seus olhares pra ela.

- Por que você está tão preocupado quanto a isso? - Disse Draco com uma das sobrancelhas arqueadas.

- Ué...ela era namorada do meu irmão. E é minha melhor amiga. Não a quero com um moleque mimado e sem noção. - Explicou Jorge.

- Será que é isso mesmo hein, Weasley? - questionou em tom de desconfiança. - Ela não é de Fred, e você sabe disso. Eles não se pertencem mais e talvez seja por isso que você esteja com ciúmes dela.

- Você só pode estar zoando!

- É? Eu também te observo perto dela, ferrugem. - Sorriu cínico.

- Fred era meu irmão, Malfoy, eu não faria isso com ele. - Afirmou rangendo os dentes.

- Você já está fazendo, por mais que insista em continuar mentindo pra si mesmo. Agora, se você não se importa, eu quero dormir. - Draco deitou na cama e fechou os olhos deixando Jorge perdido em pensamentos. Os dois custaram a dormir de fato, pois Draco não tirava da cabeça que finalmente completou aquele beijo que ele tanto queria com Donatela e Jorge se negava a acreditar que o que Draco dissera tinha uma fundo de verdade.



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