História Um Outro Alguém - Capítulo 14


Escrita por: ~ e ~Adamarac

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Dean Winchester, Gabriel, Meg Masters, Sam Winchester
Tags Dean And Castiel, Destiel
Visualizações 44
Palavras 2.202
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Primeiramente: Tenho que informá-los que o nosso querido Adamarac, meu parça, acabou machucando muito feio sua mão. Gostaria de contar com vocês um comentário mandando melhoras <3
Obrigada pela atenção, vamos ao capítulo.

Capítulo 14 - Descobertas.


Fanfic / Fanfiction Um Outro Alguém - Capítulo 14 - Descobertas.

Depende de nós mesmos, de você e de mim, em nossos dois campos de ação, que as coisas sejam ou deixem de ser.                      -   Charles Dickens

__________________________________________
 

Ninguém vê, ninguém sabe
Nós somos um segredo, não podemos ser expostos

 

Dean: 

Semanas já se passaram depois que Lucca acordou e foi para sua nova casa. Mesmo com todas as dificuldades ele, Castiel e Gabriel parecem felizes. Os visito freqüentemente quando posso, infelizmente isso quer dizer quase nunca. Depois que fechei contrato às coisas começaram a esquentar na empresa. Papéis para todos os lados, contas, ligações, reuniões e mais um monte de coisas que eu não daria conta sem a presença de Castiel que agora além de meu secretário é um de meus melhores amigos.

São por volta das nove dá manhã e eu acabei de chegar na empresa. Cumprimento Charlie e subo para minha sala. Logo começo a pensar sobre meus sentimentos em relação à Castiel. Eu preciso tomar uma atitude. Não, eu não posso me declarar para ele, está muito cedo. E com Lucca naquela ocasião delicada, ele com certeza vai ficar assustado e se afastar de mim, disse para mim mesmo. Eu sempre fora um homem muito confiante de mim mesmo. Porém quando se tratava de romance e amores sempre tivera uma enorme dificuldade para se expressar. Por sorte eu tenho Sam e sua mulher para me auxiliar nessa jornada de conquistar o coração de Castiel, sem eles, eu estaria perdido.

O bom é que independente de como eu agir, não estarei forçando Castiel a trair sua namorada. Minha mente poderá ficar limpa por desejá-lo agora. Confesso que quando ele me disse que namorava, me senti enciumado e errado, pois, eu estava desejando alguém já tinha dono. Mas, quando ele simplesmente soltou uma bomba – apenas para mim – em meu colo, tentei ao máximo esconder minha felicidade com aquela noticia. Finalmente, não há nada atrapalhando para que nós fiquemos juntos. Além de mim mesmo, é claro.

Distraído, tomo um susto quando percebo que Castiel está parado no batente dá porta me observando.

 - Pensando nas tortas que não comeu ontem à noite? - pergunta ele em tom satírico. Ontem havíamos jantado eu e a família dele, e como sobremesa, Castiel havia preparado algumas tortas. Minha comida favorita. Infelizmente não consegui comer todas.

- Não é isso seu trouxa, são só alguns problemas. - Respondi brincando.

- Se precisar desabafar sobre algo estarei na minha sala organizando os papéis. Até mais chefinho - Disse para me irritar. Ele sabe que eu não gosto de ser chamado assim.

Após alguns minutos tenho uma ideia, por que não chamar ele para sair após o expediente e tentar algo? Não será uma má ideia, então vou em frente com isso. Chamo uma de minhas funcionárias e peço que entreguem um bilhete na sala de Castiel. Nele está escrito:

"Me encontre na garagem do prédio após o expediente. Assinado: Batman".

Batman é como ele começou a me chamar depois de uma bebedeira onde eu surtei de vez e comecei a dizer que eu sou a noite, apesar de não lembrar de nada disso acho que foi uma das noites mais divertidas dá minha vida levando em conta que meus dois melhores amigos estavam comigo, Castiel e Crowley.

Claro que eu poderia enviar um email para ele ou uma mensagem, no entanto, gosto de ser misterioso. Além do fato de que, essa maneira nos diverte. Castiel curte esses lances misteriosos e enigmáticos.

Eu como sempre sou pontual, chego primeiro que meu amigo que vive se atrasando para tudo. Enquanto espero, minha mente vaga para uma lembrança que sem duvidas se tornou importante para mim.

FLASHBACK ONN.

Naquele dia, era apenas para ser uma visita rápida e comum ao jovem Lucca, mas me enganei. Quando ele abriu a porta para mim, vi tristeza em seu olhar. Não entendi o motivo, pois nos últimos dias seu humor havia melhorado muito.

- Onde está seu pai? – perguntei a ele, para tentar um assunto.

- Papai está tomando banho. – deu de ombros e começou a desenhar algo no papel.

- Está tudo bem, criança? – me agachei para ficar ao seu tamanho.

- Não é nada. – mentiu.

- Sabe que pode confiar em mim, não sabe? – ele concordou, mas não olhou para mim. – Então, por que não me conta o que aconteceu para você está assim triste?

- Promete não contar?

- Prometo.

- Papai viu dois homens de mãos dadas e começou a falar que aquilo era nojento. – murmurou. – Depois reclamou dizendo que aquilo não era correto e que se eu fizesse algo desse tipo iria me dar uma surra.

Eu o encarei perplexo. Gabriel tinha virado um grande amigo, quando nos encontramos nós vivemos falando de jogos de futebol e outras coisas, ele nunca demonstrou ser intolerante a nada... Mas pelo visto me enganei.

- E o que você achou daqueles homens? – perguntei calmo.

- Não achei nada demais! – ele revirou os olhos. – Mamãe tinha dois amigos que namoravam. E ela me ensinou a respeitar a escolha de todo mundo.

- Então, não acha errado e nem nojento?

- Claro que não! – aquilo pareceu ofendê-lo. – Papai pode pensar o que quiser, mas não pode tentar controlar o que eu penso.

- Isto ai garoto! E você tem toda razão, não é algo para sentir nojo, ou algo para considerar errado. – senti orgulho em meu peito.

- Eu só estou triste por meu papai pensar pequeno. - Senti a necessidade de tirar a tristeza no olhar desse menino. Puxei uma cadeira e sentei-me ao seu lado.

- Posso desenhar com você? – ele franziu o cenho, mas logo concordou e me deu uma folha. – Irei mostrar minhas habilidades artísticas. Quer fazer uma aposta?

- Qual?

- Se adivinhar quem eu desenhar, você ganhará uma tela igual aos verdadeiros pintores ganha. – um brilho surgiu em seus olhos.

- Fechado.

Demorei um tempo para me decidi o que desenhar, pois apenas uma coisa, ou melhor, uma pessoa vinha a mim mente: Castiel.

Tentei ao máximo desenhá-lo, pelo menos suas características e quando finalizei, mostrei para o garoto ao meu lado que segurou o riso.

- Fácil! – ele zombou. – É o meu tio Castiel!

- Temos um vencedor! – eu digo rindo.

- Você gosta do meu tio, não gosta? - os olhinhos dele me encararam de soslaio.

- O quê? – franzi o cenho com a pergunta.

- Nada. Você está me devendo uma tela. – mudou rapidamente de assunto e eu não insisti mais.

FLASHBACK OFF.

- Acorda, Dean! - diz Castiel fazendo um movimento com as mãos, mas com um sorriso debochado no rosto. - Anda dormindo em pé agora?

- Sabe que não. - reviro os olhos. - Vamos?

- Para onde, Batman? - começamos andar em direçãoao meu carro. Ainda bem que Castiel não gosta de andar muito de carro, na opinião dele, os carros fazem muita poluição e se ele pode colaborar com o meio ambiente de maneira simples, por que não ajudar?

- Jantar fora. - falo como se fosse óbvio.

- Não iremos chamar mais ninguém? - eu concordo. - Faz tempo que não saímos apenas eu e você. Sempre estamos com algum amigo seu ou meu irmão e Lucca. - pelo visto não sou o único que percebeu isto. Este é um dos meus motivos por estar convidando-o para jantar. Para passarmos mais tempo sozinhos.

- Sim, está na hora de colocarmos a dupla Robine e Batman em ação. - entramos dentro do carro.

- Não faça esses tipos de piadas. Elas são horríveis. - comenta frisando a testa. Apesar dele não se divertir com as minhas piadas, eu me divirto com suas reações de desentendimento. Tão inocente este meu Cass.

- São porque você não as compreende. Até mesmo Crowley se acaba de rir com elas. - desvio o olhar da rua e olho de soslaio para ele.

- Então convida ele para jantar! - exclama tentando segurar seus ciúmes. Ele não gosta de ser comparado com o meu melhor amigo, mesmo eu não entendo o motivo, acho muito engraçado.

- Mas, eu prefiro ver as suas expressões de quem não está entendendo nada. - pisco para ele que revira os olhos para mim.

Para ele me fazer parar de dizer piadas sem noção, ele aumentou o som do carro e deixou que o rock tocasse. Ainda bem que consegui ao menos fazê-lo se acostumar com os meus gêneros musicais. Enquanto nós escutamos, minha mente tentou focar na música, mas foi difícil, pois esta é uma noite diferente. É a primeira vez que saímos juntos – mesmo que não seja uma saída romântica - com ele me considerando mais que um simples chefe.

No jantar, as coisas foram calmas e deliciosas. Passei a maior parte do tempo o provocando e vendo suas reações. Algumas vezes me peguei o olhando muito e me perguntando como viverei sem ele? Isto é ridículo, como posso estar apaixonado por alguém que nem sequer percebe? Que nem sequer chega a cogitar em mim como essa maneira? Já fora difícil fazê-lo me ver como um amigo, imagine como algo a mais? Além do fato de que, é possível que ele seja homofóbico igual ao seu irmão. Ou não. Eu estou apenas criando desculpas para que eu não crie a coragem que eu deveria ter criado desde o início. Era para eu ser sincero desde o dia em que o vi e pensei em tê-lo. Mas não. Vacilei feio.

Esta na hora de fazê-lo saber, se eu perder sua amizade e bem, ele como empregado, é melhor do que me permitir continuar nesta situação. Uma situação da qual estou criando muitas expectativas, estou me apegando profundamente como nunca fiz com ninguém. Provavelmente ficarei arrasado, mas me recuperarei. Eu sempre me recupero. Chega de mentiras, ele precisar saber quem eu realmente sou e minhas reais intenções com ele. Mesmo que isso acabe com tudo que construí.

- Castiel. - chamo sua atenção antes dele entrar em sua casa. - Podemos conversar um pouco aqui fora? – por sorte não há ninguém na rua.  

- Conversar? Do que está dizendo? - ele franziu a testa, deve estar estranhando, pois ficamos o jantar inteiro conversando sobre assuntos variados.

- Apenas quero que saiba uma coisa. - sua testa continua enrugada. Como dizer isto para o cara que está apaixonado? Ninguém escreveu um livro, nada que pudesse dar uma dica. - Eu... - perco as palavras.

- Você o que Dean? - pergunta tentando me fazer dizer sem dificuldade. - Pode dizer, não há segredos entre nós. - seu olhar realmente parece ser bondoso, do tipo que não importa o que eu irei dizer, as coisas não vão mudar. Mas será mesmo?

- Eu sou gay, Cass. – murmuro desviando o olhar. É estranho o fato dessas simples palavras poderem mudar tudo.

- Eu sei disso. - ele afirmou me fazendo franzir o cenho.

- Sabe? - o encaro espantado. - Como sabe?

- Isto não é muito importante, é? - em certa parte não era, mas sempre considerei que eu disfarçava muito bem, apesar de algumas vezes eu fazer algumas indiretas com ele, eu pensava que ele nem sequer se tocava. Ninguém olha para mim e pensa que sou um homossexual, muito pelo contrário, além do fato de eu possuir um grande histórico com mulheres.

- E como ficamos? - senti minha garganta doer ao fazer esta pergunta, tudo depende da simples resposta. Se ele pedir para eu ir, nunca voltarei. Se ele pedir para ficar, jamais irei embora.

Seus olhos me fitaram por minutos, apenas me avaliando. Me julgando.

Eu esperei por tudo:

Um xingamento.

Um soco.

Um adeus.

Menos por um beijo.

Seu corpo avançou para perto do meu tão rápido que não consegui agi, seus lábios colaram nos meus e, por um segundo, tive certeza de que já beijará esses cálidos lábios. Sua língua pediu permissão para entrar em minha boca e eu não pude negar, mas apesar de estar me sentindo completo, não pude deixar de me sentir confuso. Por que ele me beijará? O receio não me permitiu beijá-lo como eu desejava há muito, muito tempo. Fora um beijo tímido, quem diria que logo eu, Dean Winchester beijaria de maneira cautelosa?

- Cass... - ofeguei e vi suas pupilas dilatarem. É realmente verdade? Ele está realmente sentindo desejo por mim? Ele realmente me quer? Eu só devo estar sonhando. - Tem certeza do que está fazendo?

-Não. - seu s olhos desviaram timidamente. - Mas não estamos fazendo algo errado, estamos? - ah, meu inocente Castiel.

-Estamos e muito, mas para mim parece ser a coisa mais certa neste mundo. - dou o meu maior sorriso encantador que parece fazer efeito, pois suas bochechas coraram bruscamente.

Está na hora de revelar inteiramente como sou, hora de saciar o predador que sou. Puxo sua nuca com força e faço nossos lábios se tocarem novamente, ele está a merce de mim. Mordo seu lábio e o faço soltar um pequeno gemido, deixando a mim satisfeito. Invado sua boca como alguém desesperado e selvagem. Desesperado para amá-lo como eu desejo desde quando descobri o que realmente sinto. Selvagem para fazê-lo perceber o quanto o quero.

E não pretendo deixá-lo fugir. 


 


Notas Finais


Música para escutar: https://www.youtube.com/watch?v=EgqUJOudrcM

Vejam essas tirinhas Destiel: https://goo.gl/tWKwRU

Esforçamos ao máximo para que ficasse apropriado e não forçado. Mas cá entre nós, Dean sempre foi um ser humano dividido, complicado e direto. ''Ou eu te amo ou eu te odeio''.
No próximo iremos saber o porquê de Castiel tomar esta brusca ação surpreendedora.


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