História Um Outro Amor Verdadeiro - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Personagens Originais
Tags Captain Charming, David Nolan, David&killian, Gay, Killian Jones, Killian&david, Once Upon A Time, Ouat, Prince Hook
Exibições 68
Palavras 1.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pra provar que estou de volta, mais um capitulo para vocês.. ;) ♥_♥

Capítulo 29 - Pegar ou largar


Fanfic / Fanfiction Um Outro Amor Verdadeiro - Capítulo 29 - Pegar ou largar

[Arthur]

Vários dias se passam. Ainda estou no lugar onde David e seu povo chama de Storybrooke. O povo de Camelot não está tão deslocado, mas ainda sim é possível sentir neles o desconforto e a infelicidade por estarem tão longe de suas casa. Eu? Como me sinto? Não sei explicar. Em Camelot eu sou um Rei, tenho um castelo enorme só meu, guarda real, luxo, conforto, e tudo mais que se pode imaginar. Mas é em Camelot onde também tenho as lembranças de um coração partido. A alguns meses minha esposa morreu por causa de uma doença terrível. Fiz de tudo para poder salva-la. O possível e o impossível. Convoquei magos e feiticeiros, fui em busca de poções que pudessem ajudá-la. Mas só uma coisa podia salva-la. E eu não pude dar isso a ela. O beijo de amor verdadeiro. Lembro-me do gosto amargo e dos lábios frios de Guinivea tocando os meus. Seu corpo já sem vida em meus braços. Pele pálida. Uma lagrima escorre pela minha bochecha.

– Espero não estar incomodado. – Diz David sentando na cadeira à minha frente. Disfarço e enxugo o rosto esperando que ele não perceba. – Algum problema, Majestade?

– Uhr.. – Limpo a garganta não confiando muito em minha voz – Nada. Não é nada. – David me olha. É claro que ele não acredita. Mas respeita ainda sim.

– Bom, seja o que for, creio que isso vai te alegrar. – Animação em sua voz. Sua voz... isso em si já me alegra. – Conversei com Regina e ela concordou em ajudar você e todo seu povo a voltar para Camelot. Ela está preparando tudo e pediu para que todos estejam prontos e reunidos em frente ao relógio da cidade amanhã às 7.

Encaro David. Um sorriso brota em meu rosto.

– Sabia que isso iria te alegrar! – Ele sorri de volta. – Não se esqueça. Às 7 e ponto. Regina não é do tipo que se agrada com atrasos. – Ele sorri mais uma vez. – Agora se me permite, tenho que voltar para a delegacia. – Ele diz e se levanta. A poucos metros da porta ele se vira – Arthur. – Olho para ele – Se precisar de qualquer coisa, sabe onde me encontrar. – Não confio em minha voz para responder então simplesmente aceno com a cabeça. Observo David abrir a porta do Granny’s e sair. Termino de comer meu sanduíche e saio.

~ minutos depois ~

Estou de volta ao acampamento. Pedi que alguns dos cavaleiros reunissem todo o povo no centro do acampamento para poder dizer as boas noticias. Já são quase 10 horas da manhã. Estou em cima de um palco improvisado. O sol aquece meu corpo fazendo com que meu rosto fique levemente corado.

– Povo de Camelot. – Digo em voz alta para que todos me ouçam. Espero até que o silencio reine e então continuo. – Venho lhes trazer boas noticias. Ou melhor, ótimas noticias. Fui informado que o povo de Storybrooke está trabalhando incansavelmente para nos ajudar a voltar para o nosso reino. E o xerife da cidade pediu que estejamos todos amanhã às 7 da manhã em frente ao relógio no centro da cidade para que de fato possamos partir desse domínio e voltar para a nossa terra! – O povo exalta de alegria. Gritos de comemoração preenchem o local. Deixo-os comemorar. – Então, aproveitem. Juntem tudo que acharem necessário. E estejam preparados. Pois Camelot nos aguarda!

Desço do palco. Dou instruções aos cavaleiros para que auxiliem e guiem o povo. Tudo precisa estar pronto ao amanhecer. “Ela detesta esperar”. Repito para eles. Dispenso os guardas e caminho em direção a minha tenda. Deito permitindo que meu corpo relaxe o que parece ser impossível.

– Foi um discurso e tanto. – Me levanto assustado. Espada em mãos. – Calma, não estou aqui para brigar.

– Quem é você e que diabos está fazendo na minha tenda? – Digo ainda apontando a espada para o homem na minha frente.

– Will Scarlet, aos seus serviços, Vossa Majestade! – Ele faz uma reverencia desengonçada.

[David]

~ 2 horas atrás ~

– Algum avanço em recuperar nossas memórias?

– Não é um processo tão simples! – Responde Regina.

– Eu sei! Só que esse buraco na minha cabeça não me deixa feliz.

– Relaxa! Vamos conseguir. – Diz Killian me confortando.

– Nós? – Indaga Regina sarcasticamente. – Até onde eu sei você não está fazendo nada alem de ocupar espaço. – Killian se levanta irritado.

– Hey-hey! Vocês dois! Killian, sem provocações e Regina, assim que tiver algum progresso, me diga. – Viro as costas e deixo os dois sozinhos.

– E aonde você vai? – Ela pergunta.

– Avisar ao Arthur sobre seu passe livre para Camelot.

– Ao menos isso é uma boa noticia. – Killian fala. Não diria que é uma boa noticia. Pego meu casaco e saio.

~ alguns minutos depois ~

Saio do Granny’s e vou direto para a delegacia. Robin está sentado na entrada.

– Até que fim! – Diz se levantando – Onde estava? Estou te ligando e seu celular dá caixa postal.

Tiro o celular do bolso. – Descarregado. – Digo mostrando à Robin – Foi mal! Estava resolvendo alguns assuntos com Arthur.

– Ah é?

– Sim. – Afirmo – Regina conseguiu o feitiço para abrir um portal para Camelot.

– Que maravilha. – Concordo com a cabeça. – Espera. Você não está infeliz com isso, está?

Olho para Robin. Abro a porta da delegacia e entro. Ele entra atrás de mim. Sua mão toca meu ombro. Eu paro. – O que está havendo, David? – Sua voz é serena. Calma. Preocupada. Robin é um grande amigo meu. Confidente. Trabalhamos a um bom tempo juntos. Já salvei sua vida inúmeras vezes e ele a minha.

– Sabe quando você admira tanto uma pessoa?

– Um ídolo?!

– Isso. Bom.. mais ou menos.

– Sempre fui um grande fã de Rei Arthur. Li todas as historias sobre ele. Conhecê-lo foi um grande prazer. E agora, ele está indo embora. Sei que é egoísmo de minha parte. Ele tem um reino para cuidar. Um povo para reinar. Bom, é simplesmente..

– ... complicado. Eu sei. Bom, pensa pelo lado positivo. – Olho para ele – Você conseguiu conhecê-lo. Não é todo fã que consegue conhecer seu ídolo assim. – Ele ri. – Agora se anima ai porque tristeza não te cai bem.

Sorrio. Mal me sento e o telefone toca. – Bom, hora de trabalhar. – Digo e atendo o telefone.

[Arthur]

Encaro o homem se curvar em minha frente. Minha espada ainda empunhada apontando para ele.

– Agora responda minha outra pergunta antes que eu perca a paciência e seja obrigado a usar minha espada. – Ele me encara. Demonstro seriedade mostrando que minhas ameaças não são vazias.

– Bom. Digamos que eu tenha algo que você quer muito. Uma certa espada, para ser preciso? – Avanço em direção a ele. Prendo um de seus braços e ponho a espada no seu pescoço.

– Onde ela está? – Pergunto. – Onde ela está?!! – Digo irritado pressionado a espada na sua garganta.

– Wow. Calma, Majestade. – Seus dedos tocam a lamina da espada afastando-a alguns centímetros da sua pele. – Ela não está comigo. Mas sei onde pode encontrá-la. A questão é, o que está disposto a fazer para ter-la de volta.

Tiro a espada do pescoço dele e o empurro para longe.

– O que você quer? – Pergunto guardando a espada.

– O que você acha de um súdito novo em Camelot. – Encaro-o confuso. Ele não está brincando.

– E qual é o seu interesse em ir para Camelot. Achei que todos fossem felizes aqui em Storybrooke.

– Bom.. – ele diz enquanto anda pela tenda – acho que o Senhor, bem mais que todos, entende quando eu digo que é difícil conviver perto daquilo que mais deseja sem poder ser seu. – Will caminha até um cesto de frutas que fica do outro lado. Ele pega uma maça, a encara antes de mordê-la.

– Camelot não precisa de gente como você. – Respondo.

– E se eu melhorar a proposta. – Ele fala de boca cheia – Digamos que tenha alguém aqui que é do seu interesse...

– E quem seria essa pessoa? E o que você ganha com isso? – Ele sorri.

– ... e essa pessoa é comprometida. – Ele continua me ignorando – Creio que gostaria muito de ter alguém ao seu lado que o admira e que você também admira. Já que seu ultimo relacionamento não foi tão puro e maravilhoso.

– Como ousa! Saia da minha tenda agora! – Ordeno irritado. – Guardas! – Dois guardas entram na tenda.

– Sim, Vossa Majestade!

– Retirem-no daqui e tenham certeza que ele não fique próximo do acampamento! – Os guardas obedecem e seguem para cima de Will.

– Hey! Eu consigo andar sozinho! – Ele diz tirando as mãos dos guardas dele. – Quando mudar de idéia saberá onde me encontrar.

– Andando! – Os guardas forçam-no para fora da tenda.

Sento em uma cadeira próxima. Inclino meu corpo para frente. Mãos na cabeça. – Aahr! – Grito de raiva me levantando. Derrubo a bandeja de frutas no chão. O som metálico ecoa pelo local.

– Está tudo bem, Vossa Majestade? – Pergunta um dos guardas entrando.

– Sim. Sim. – Digo despreocupando-o. – Pode ir soldado. – Dispenso-o. Ele sai.

Agacho e pego a bandeja de metal do chão. Encaro meu reflexo no metal reluzente. “Acalme-se”, digo para mim mesmo. Pego as frutas que estão espalhadas ao redor. Uma a uma ponho de volta a bandeja. Vejo a maçã mordida que Will deixou. Uma carta está enfincada na mesma. Tiro-a. Um valete de copas ocupa um dos lados, um endereço do outro. Tenho um impulso para jogá-la fora, mas acabo guardando no bolso da minha jaqueta.


Notas Finais


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