História Um Par de Loucos - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Loucos, Loucura, Romance, Yaoi
Exibições 97
Palavras 2.077
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Aqui vai uma homenagenzinha ao Hora de Aventura, um dos meus desenhos animados favoritos e o mais misterioso e enigmático que já vi!
Boas Lonjuras!

~Rockeiro Sem-Noção.

Capítulo 10 - Homem de Carne


 

Leslie veio andando pelo corredor do apartamento e falando sozinho como costumava fazer sempre.

 

-Eu não sei. Isso faz sentido?-Leslie debate consigo mesmo.-As pirâmides estão emitindo luz em direção ao espaço cósmico. Não é interessante? Não é intrigante? Alguns falam que elas são máquinas de teletransporte que permitiam aos deuses descerem à Terra e aos faraós ascenderem aos céus. E outros falam que elas criam um campo de força ao redor da Terra para impedir invasões perigosas. Imagino como os humanos lidariam com uma guerra entre mundos. Mas tudo bem. O Conselho dos 9 está nos protegendo. Além do mais, onde se meteu aquele Gato de Botas?

 

Leslie foi correndo até uma porta do corredor e chegou ao quarto. Lance estava de pé diante da janela, vestindo apenas uma cueca boxer cinzenta da Calvin Klein. Ele levantava dois halteres de aço, um de cada vez, enquanto contemplava a cidade de San Francisco em uma bruma de verão pela manhã.

 

-Ei, Gato de Botas?-Leslie o chamou.

 

-Por quê você insiste em me chamar assim, hein?-Lance sorriu para virar-se para o seu namoradinho.

 

-Porque você estava um gato com aquelas botas Doctor Martens quando nos conhecemos!-Leslie respondeu.-Além disso, você também é um tigrão como Richard Parker, ou Shere Khan. Ou Damon, se preferir o Hinduísmo com a Durga.

 

-Oh...-Lance sorriu divertidamente e colocou os halteres de aço sobre o colchão da cama.-Quer dizer que eu sou um tigrão?

 

-É. Você é um tigrão.-Leslie assentiu, encostando-se no umbral da porta.

 

-E você é a minha gazelinha inocente?-Lance perguntou naquele sorriso safado.

 

-Lance.-Leslie ecoa.

 

O marmanjo deu um passo para a frente e o garoto deu um passo para trás. Ele deu mais um passo para a frente e ele deu um passo para trás. Num instante, eles saíram correndo um atrás do outro pelo apartamento.

 

Lance foi correndo atrás de Leslie, imitando os rugidos de um tigre feroz e com as garras prontas para atacar. Já Leslie parecia uma gazela mesmo – o seu jeito de correr parecia até o zigue-zague de uma gazela e tudo ficava ainda melhor com a sua bundinha branca saltando em sua cueca minúscula.

 

O casal chegou à sala de estar e ficou correndo em círculos pelo cômodo todo. Sir Marshmallow, que estava deitadinho no sofá e assistindo ao Urso Mortal de Apenas Um Show, levantou a cabecinha peluda das patinhas e ficou observando seus donos doidos correrem um atrás do outro por toda a sala de estar.

 

Num certo momento, Leslie foi se fazer de manhoso e se esgueirou para o sofá da janela, onde ele subiu e ficou de quatro. Lance simplesmente desabou em cima de Leslie e o agarrou com os seus braços longos e fortes. O marmanjão começou a beijar as costas estreitas e desnudas do seu garotinho, fazendo ele rir e rir como uma criança sapeca.

 

-Hmm, neném, você é tão gostosinho...-Lance sussurrou manhosamente enquanto beijava uma nuca linda.

 

-Para, Gato de Botas!-Leslie diz, rindo.

 

-Mas o Gato de Botas não quer parar!-Lance diz apaixonadamente.-Você é tão lesado para não perceber que o Gato de Botas gosta de agarrar o menininho?

 

E o menininho ficou gemendo e sorrindo debaixo do Gato de Botas.

 

-O Gato de Botas gosta de beijar o menininho.-Lance diz com carinho e amor.-O Gato de Botas gosta de lamber, apertar e morder porque você, menininho, é o menininho mais lindinho e totosinho do mundo todo.

 

-Me solta, Gato de Botas...-Leslie sussurrou enquanto tentava se desvencilhar dos braços de Lance ainda que rindo.-Você está no cio...

 

-Eu estou no cio!-Lance vociferou furiosamente.-Eu estou tão no cio que vou acabar lavando essa sua bundinha branca com o meu esperma. Vem cá!

 

Lance puxou Leslie para si, virou-o e o colocou de pé em sua frente. Ele o olhou com sensualidade e sorriu como se fosse o marmanjão valentão da escola sorrindo para o garotinho tímido que ele quer comer.

 

-Me dá um beijinho.-Lance pediu, carinhoso.

 

-Não!-Leslie riu.

 

-Me dá um beijinho, menininho!-Lance choramingou.-Só unzinho, menininho!

 

-Não!-Leslie riu de novo.

 

E, simplesmente, Lance começou a choramingar como uma criança querendo doce. Leslie só riu mais quando viu seu namorado pular e choramingar como se fosse o próprio Lloyde choramingando para Débi em seu primeiro filme da década de 90. O garoto sorriu divertidamente e agarrou os mamilos bicudos do marmanjo para torcê-los. Só assim ele se calou e ficou com uma carinha de cão que caiu do caminhão de mudança e procura por abrigo no meio da chuva.

 

Leslie segurou o rosto belo e sedutor de Lance em suas mãos e ficou na ponta dos pés. Seus lábios carnudos tocaram os dele num beijinho doce e carinhoso.

 

No mesmo instante, o marmanjo sentiu sua alma ascender do seu próprio corpo como uma projeção astral. O garoto beijou-o amorosamente por um longo tempo. Era um beijo meigo e inocente sem língua e nenhuma safadeza. Às vezes, um beijo desses era tudo de que Lance precisava para se inspirar e poder respirar num dia nervoso e ruim.

 

Quando o beijo terminou, Leslie voltou á sua altura normal e olhou para Lance com aquele seu rostinho lindo de menino sapeca que gosta de brincar.

 

-Eu te amo, menininho...-Lance sorriu apaixonadamente.

 

-Eu te amo, Gato de Botas.-Leslie riu em diversão.

 

-Isso pede uma celebração.-Lance concluiu alegremente.-Vem comigo!

 

:

 

O cheiro que permeava o ar frio do Píer 39 no Fisherman’s Wharf era de mar e sal. Uma horda de leões marinhos gorduchos e barulhentos se reunia em plataformas de madeira que boiavam nas ondas do mar de San Francisco. Eles vinham de longe, dos confins dos oceanos e das terras secretas intocadas pelo homem, e ali, eles descansavam de sua longa jornada ao passo que eram admirados por habitantes da cidade e por vários turistas também.

 

As pessoas riam, filmavam, tiravam fotos e até as crianças se divertiam quando viam os enormes leões marinhos berrando e disputando território nas plataformas de madeira como se eles estivessem em seu habitát natural – o que dava aos vários admiradores a bela sensação de estar em contato com a natureza sem que precisasse de sair de sua cidade de prédios altos e majestosos.

 

Leslie observou um dos leões marinhos por um telescópio disponível na balaustrada do Píer 39. Era um leão marinho rechonchudo e fofucho que bocejava, soltando um longo bafo da memória de alma de um milhão de peixes devorados. Leslie amava ir ao Píer 39. Lance sempre o levava lá para celebrar qualquer coisa que tivessem feito juntos. Além do mais, aquele lugar era muito especial porque foi onde eles revelaram vários segredos deles numa brincadeira de perguntas e respostas. Foi ali que eles descobriram que sentiam uma terrível solidão até se conhecerem na Starbucks.

 

Lance olhou para Leslie e não deixou de sorrir por vê-lo tão lindo e feliz ali.

 

-Ei, Lance?-Leslie o olhou, sorrindo.-De onde você acha que eles vieram?

 

-Talvez, de alguma terra gélida e inóspita.-Lance respondeu, fazendo carinho nos cabelos castanhos e longos do seu namoradinho.

 

-E pra onde eles irão depois daqui?-Leslie quis saber, todo animadinho.

 

-Para a costa do Chile, quem sabe?-Lance explicou, rindo.-Ou para a Península Valdés. Dizem que as águas de lá são quentes e é um ótimo lugar para procriação. Tem um monte de papagaios por lá e as baleias-francas-austrais amamentam seus filhotes lá.

 

-Hmm, você é tão inteligente, Lance...-Leslie diz, enrolando uma madeixa de cabelos em seu dedo.-Eu queria ser assim também.

 

O marmanjão acabou sorrindo para o garotinho e não deixou de puxá-lo para perto de si com o seu braço.

 

-Neném, você é inteligente.-Lance diz carinhosamente.-Você é inteligente do seu jeitinho lindo.

 

-Do meu jeitinho lerdo e demente?-Leslie debochou de si mesmo.

 

-Não!-Lance esbravejou e agarrou a mãozinha de Leslie tão logo começou a beijá-la.-Você é mais lindo do que o Brent Everett. Você é perfumado como terra molhada e o seu rosto tem o brilho da Lua!

 

Leslie começa a rir e Lance acaba rindo também. Os dois malucos ficam rindo juntos. Eles se debruçaram na balaustrada do Píer 39 e riram um pouco mais enquanto observavam os leões marinhos estrilando em todas as direções nas plataformas de madeira nas águas do mar.

 

-Meu rosto tem o brilho da Lua, não é?-Leslie sorriu divertidamente.

 

-E não é óbvio?-Lance questionou.-Eu prefiro a Lua ao Sol. E já viu como o seu rostinho é inocente? Ele brilha como se não tivesse feito nada errado.

 

-Eu já fiz muitas coisas erradas...-Leslie sorri como uma criança que acabou de fazer bagunça.-Eu joguei uma lata de lixo em cima de um carro.

 

-Aquilo não foi errado.-Lance riu.-Foi lindo! Tão lindo que me deu tesão!

 

-Lance, seu ignorante depravado!-Leslie estrilou num sussurro.-Tem crianças nesse píer.

 

-Mas eu te amo tanto, seu idiotinha...-Lance gemeu apaixonadamente.

 

-Seu canalha...-Leslie murmurou.

 

-Seu putinho...-Lance sussurrou.

 

-Comedor.

 

-Gostoso!

 

E, numa fração de segundos depois, Leslie e Lance já estavam se beijando no Píer 39 como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo que poderiam fazer juntos – e pior que era.

 

:

 

Até Sir Marshmallow parecia surpreso com a quantidade de comida que tinha sobre a mesa da cozinha – ele observava, sentadinho sobre a almofada de uma cadeira, seus donos fazerem sanduíches simplesmente enormes e monumentais. Eles mesmos faziam as fatias de pão em casa para caber tanto recheio naqueles sanduíches colossais.

 

Sobre a mesa redonda da cozinha tinha fatias de presunto e queijo cheddar, tiras de bacon de peru, porções de batata frita, filés grelhados de salmão, salames longos, hambúrgueres defumados, atum e sardinha misturados e fritos, asinhas de frango, camarões empanados, omeletes de queijo, cream cheese, mostarda de Dijon, molho rosé, molho barbecue, maionese caseira, pimenta-caiena e pimenta-calabresa.

 

Os sanduíches precisavam de, pelo menos, três fatias de pão para o seu sustento e suas alturas já se aproximavam dos 30 cm. É claro que, às vezes, esses sanduíches grandiosos, saborosos e gordurosos chegavam à atingir uns 50 cm de altura e depois que eram concluídos, Leslie e Lance se alimentavam deles o dia todo por uma semana apenas.

 

O casal parecia bem feliz construindo suas torres de alimentos suculentos da melhor qualidade.

 

-Oh, Lance, está vendo a minha obra-prima acontecer, não está?-Leslie perguntou-lhe, todo animadinho.

 

-Ah, a minha está fraquinha.-Lance diz, segurando uma fatia enorme de presunto entre os dedos.

 

-Bota uma carninha aí.-Leslie apontou para um prato cheio de hambúrgueres defumados e quentes.

 

-Ah...-Lance abaixou a fatia de presunto.-Que tipo de carne é?

 

-É carne do Homem de Carne.-Leslie responde.

 

-Será que dói quando o Homem de Carne dá carne pra gente?-Lance indagou ao pegar uns hambúrgueres e colocá-los em seu sanduíche.

 

-Não sei.-Leslie dá de ombros.-Não leio a mente dele.

 

-Você não tem o dom da telepatia?-Lance questionou.-Que raio de cigano você é?

 

-Não quesione minha mediunidade e dons místicos!-Leslie rebateu.-Esse é o meu mundo. Eu vejo o futuro e você vê as auras das pessoas.

 

-Leslie, se você estiver me escondendo mais poder, eu quero também.-Lance apontou para ele acusativamente.-Nós fizemos o trato de concessão de poder toda vez que transamos juntos.

 

-Não sou telepático.-Leslie diz esnobemente.

 

-Ah, é?-Lance arqueo a sobrancelha com ar de desconfiança.-Então, que história foi aquela de você prever um futuro maravilhoso em que os porcos voam e os peixes andam?

 

-Vamos dizer que foi um tiro no escuro.-Leslie explicou.-E aquela vez em que você disse que aquela mulher assustadora ao meu lado no bonde tinha uma aura negra? Eu já estava quase jogando um balde de sal grosso na cabeça dela!

 

-Ah, estava de noite.-Lance dá de ombros despreocupadamente.-E eu não tenho visão noturna.

 

-Okay. Tá legal.-Leslie limpou as mãos num pano de prato.-Por quê não me diz como está a energia dessa cozinha? Está de dia, não?

 

Por sua vez, o marmanjo olhou ao redor da cozinha. O garoto ficou o encarando com total atenção à espera de alguma resposta. Porém, tudo que Lance via era a cozinha e nada mais, assim como Leslie via seus mamilos bicudos como um banquete suculento.

 

Lance observou tudo com uma cara de quem nem sabia o que estava fazendo ali.

 

-Ah... rosa...-Lance diz, por fim.-Como... coraçõezinhos doces...

 

-Amor?-Leslie diz inocentemente.

 

-Exato!-Lance sorri largamente.

 

Então, levantando-se de sua cadeira, Leslie deu a volta na mesa da cozinha e se sentou no colo de Lance. Ele o envolveu com os seus braços longos e fortes, e os dois ficaram sorrindo um para o outro com um tórrido e insondável amor.

 

No fim, Leslie e Lance se beijaram e, segundo eles, trocaram poderes místicos e mediúnicos através do seu beijo.

 


Notas Finais


Eu sou com desejo de cupcakes de marshmallow com hambúrguer de carne de porco e suco coreano.
E vocês?


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