História Um Par de Loucos - Capítulo 29


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Loucos, Loucura, Romance, Yaoi
Exibições 69
Palavras 2.533
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Então, cambada do chá!
Eu tive de caçar o Globo Repórter do Myanmar que assisti há muito tempo atrás para escrever os três últimos capítulos dessa história de amor que terá o seu final nesse país tão belo, dourado e budista. Fiz várias anotações e acho que está tudo em seu devido lugar. Espero que gostem. ;3
Boas Lonjuras!

~Rockeiro Sem-Noção.

Capítulo 29 - O Sagrado e O Pervertido


 

As malas de carrinho foram largadas sobre a borda de uma grande cama de casal branca e macia. Sir Marshmallow já foi logo pulando dos ombros de Leslie e aterrissando naquela cama tão confortável. O gatinho angorá turco começou a unhar a colcha da cama tão logo se enrodilhou sobre ela para tirar uma saborosa soneca.

 

Leslie e Lance desabaram na cama e gemeram de prazer por não estarem mais sentados em poltronas de avião e sim num colchão vasto e macio. Logo mais, eles chutaram suas botas Doctor Martens, juntos das meias malucamente listradas e coloridas, revelando dois pares de pés – um de pés pequenos e delicados, e o outro de pés maiores e tatuados com símbolos místicos.

 

Lance se sentou na cama e já foi logo se despindo. Tirou a jaqueta e a blusa, até as calças. Leslie fez o mesmo e os dois ficaram só de cueca na cama. Na verdade, só um deles usava uma linda calcinha azulada com desenhos de nuvens fofas. Apesar das temperaturas baixas que a estação da seca trazia para o Myanmar, eles não conseguiam ficar com roupa perto um do outro por muito tempo.

 

Eles tinham chegado à Yangon, a cidade sem inimigos, há uma hora atrás e foram se hospedar no The Kandawgyi Palace Hotel. Eles estavam bem cansados e só queriam dormir um pouco, e depois irem em algum restaurante para comer o que a gastronomia mianmarense tem à oferecer.

 

Sir Marshmallow já estava dormindo na cama.

 

Lance estava começando a fechar os seus olhos azuis quando sentiu uma macia bundinha de menino se sentar no colo dele com tudo.

 

-Lance!-Leslie chamou-o animadamente.

 

-O quê?!-Lance se sentou, já completamente desperto.

 

-Levanta, machão!-Leslie sorriu sapecamente.-Nós temos que fazer um monte de coisas agora. Eu escrevi um roteiro de viagem inteiro no avião enquanto você vomitava no banheiro.

 

O marmanjo apenas observou o garoto tirar de dentro de sua calcinha um papel dobrado. Ele foi desdobrando o papel todo até este se tornar uma longa faixa de papel que estava todo escrito e desenhado com os pontos turísticos mais famosos de Myanmar.

 

Lance apenas riu disso.

 

-Primeiro, eu quero ver o grande templo dourado de Shwedagon, depois a Pedra Dourada do Buda.-Leslie começa a tagarelar.-Tem também Mandalay, eu quero comprar alguma coisa de jade nas feiras livres de lá. A gente podee visitar a tribo Padaung para ver se aquelas mulheres pescoçudas nos concede algumas daquelas argolas douradas para colocar no seu pau e fazer ele aumentar de tamanho. E eu ainda quero ir à Bagan para ficar contando todos os 3 mil templos no alto de um balão de ar quente e ver o pôr do Sol no templo de Shwesandaw. E depois...

 

Leslie foi calado por um dedo em seus lábios carnudos e deliciosos. O menininho corou lindamente e o machão apenas sorriu para ele com amor. Lance pegou o roteiro de viagem das mãos do seu namoradinho e o deixou de lado. Ele o abraçou com os seus braços longos e fortes, e plantou um beijo doce e quente no seu maxilar.

 

-Meu neném...-Lance sorriu carinhosamente.-Nós acabamos de chegar em Yangon depois de uma longa viagem naquele avião assustador. Nós dois estamos cansados, precisando de um banho, de comer e de dormir.

 

-Mas, Lance...-Leslie diz manhosamente.

 

-Shhh...-Lance riu e beijou a boquinha gostosa do seu menino.-Vamos fazer o seguinte, meu docinho. Primeiro, a gente tira esse dia para descansar. Mas eu prometo que amanhã mesmo a gente já começa a rodar o Myanmar inteiro até que você o conheça o suficiente para escrever um blog de turismo desse país para as pessoas lá de San Francisco.

 

-Você promete?-Leslie voltou à sorrir.

 

-Bebê, tem alguma promessa que eu ainda não cumpri pra você?-Lance riu em diversão.

 

-Não...-Leslie faz uma carinha fofa de raiva.-Você é um namorado perfeito.

 

-Eu sou o melhor.-Lance brincou.

 

Num instante, o marmanjão atacou o garotinho com um beijo apaixonado. Eles tombaram na cama e ficaram se beijando apaixonadamente como se tivessem todo o tempo do mundo para fazer isso antes de passearem por Myanmar.

 

Lance interveu as posições e ficou por cima de Leslie para beijar cada centímetro do seu peito magro e delicado. Ele mordiscou um dos seus mamilos bicudos e rosados, e depois beijou todo o seu pescocinho até voltar à beijar sua boca gostosa e linda. Eles ficaram rindo juntos entre os beijos doces e quentes.

 

-Vem cá, seu lindinho?-Lance diz, beijando a bochecha do seu namoradinho.-Que história é essa de colocar argolas das Padaung no meu pau, hein, seu neném? O meu pauzão não é grandão o suficiente? Você quer 50 cm, ou 1 metro?

 

Leslie sorriu bem sapeca.

 

-Eu quero...-Leslie corou, todo manhosinho.-1 metro de pauzão duro... jorrando esperma dentro do meu rabinho.

 

Lance só sorriu todo amoroso e apaixonado.

 

-Hmm, seu lindo, escolheu bem.-Lance riu.

 

Eles voltaram à se beijar de novo e até brincarem de cócegas na cama de casal.

 

Mas é claro que não levou muito tempo para que eles dois acabassem adormecendo juntinhos e de conchinha na cama.

 

O turismo em Myanmar podia esperar.

 

:

 

Após um dia inteiro de descanso, Leslie e Lance partiram do conforto e calor agradáveis do The Kandawgyi Palace Hotel e foram passear pelo Myanmar. O primeiro item do roteiro de viagem que Leslie escreveu os levavam até o templo de Shwedagon.

 

Quando chegaram lá, Lance teve que segurar Leslie nos braços para impedir um tombo feio por desmaio de puro êxtase.

 

Shwedagon era feito com um sem-fim de construções milenares que brilhavam com todo o ouro magnífico que as ornavam em cada milímetro de sua estrutura gloriosa. Os diamantes eram outra ostentação e beleza para deixar aquele templo ainda mais rico e exuberante. Nele, haviam torres altas e stupas douradas, todas tinham o seu próprio ouro com milhões de pedras de diamantes para lhes conferir uma beleza de caráter quase celestial. Tinham estátuas do Buda por toda parte em altares dos mais belos, coloridos e brilhantes.

 

Era lá que grande parte dos budistas de Myanmar se reuniam. Era um templo antigo que fora construído por um rei para guardar os cabelos do Buda.

 

Com tantos budistas em um só lugar, Leslie e Lance puderam ver como eles se comportavam naquele templo belo e dourado. Haviam pessoas que banhavam estátuas do Buda com água pura. Leslie explicou à Lance que aquelas pessoas faziam isso no dia do seu aniversário, pois assim suas almas eram purificadas. Outras pessoas preferiam usar grandes vassouras para varrer o vasto chão branco e desenhado de ouro para manter aquele local puro. E ainda era possível contemplar alguns budistas ajoelhados no chão cantando cânticos sagrados e segurando flores que simbolizavam o conceito budista de que nada é eterno – e a flor de lótus oferecida ao Buda simbolizava a pureza plena.

 

Poderia parecer estranho para os ocidentais verem tantos orientais andando descalços em um lugar público – mas é claro que Leslie e Lance respeitaram isso e tiraram as botas para não trazerem impurezas mundanas para Shwedagon. O casal andou até as escadarias brancas de uma das construções antigas do templo e se sentaram ali.

 

Shwedagon era tão belo e búdico que é como se a mão do Buda estivesse sobre o templo naquele exato momento. Leslie e Lance olharam para tudo até começarem a sentir dor no pescoço por tentarem imitar corujas para conseguirem ver tudo ali.

 

Eles permaneceram em um profundo silêncio como se tivessem feito um voto de silêncio para iluminar suas mentes e tranquilizar os seus espíritos. Mas isso não durou por muito tempo. Lance olhou para Leslie e sorriu para ele com carinho. Seu menino apenas sorriu todo manhosinho e corou de um jeitinho bem doce e inocente.

 

-Garoto, você fica cada vez mais lindo sempre que eu bato os olhos em você.-Lance elogiou carinhosamente.

 

-Não me deixe sem graça perto do Buda.-Leslie brincou, rindo.

 

-Acho que ele não vai se preocupar com isso.-Lance está dizendo.-Até porque quanto menos coisas você tiver, menos coisas terá com que se preocupar.

 

-Seu fofo.-Leslie riu.

 

-E aí?-Lance passou o braço musculoso pela cinturinha de Leslie.-Está gostando daqui?

 

Seu namoradinho suspirou e pousou a cabeça no ombro sólido dele.

 

-Sinceramente, eu me sinto como Alice pensando que tudo não passa de um sonho.-Leslie brincou, sorrindo.

 

-Então, esse deve ser o sonho mais lindo de todos.-Lance sorriu também.

 

-Eu não quero acordar desse sonho, Lance...-Leslie o olhou com os seus lindos olhos verdejantes.

 

Seu namorado riu e beijou sua testa bem devagar. O garoto sorriu e corou com o beijo lento do marmanjo em sua testa. Depois, ele beijou a ponta do seu nariz, fazendo-o rir, e logo em seguida beijou seus lábios.

 

Nem passava pela mente deles que poderiam causar algum desconforto com os budistas mianmarenses até porque Shwedagon não era um parque estrelado e florido, onde eles poderiam se esconder nos arbustos e fazerem amor com todo o seu fogo. Mas eles eram apaixonados demais para pensarem racionalmente. Seus lábios se separaram e seus sorrisos se desenharam em seus rostos ruborizados e doces.

 

-Eu te amo, Lance.-Leslie murmurou, manhoso.-Eu te amo muito...

 

-Eu sei.-Lance sorriu.-Você enche os meus ouvidos falando isso quando estou te comendo por trás.

 

-Lance Scott!-Leslie esbravejou e deu um tapa no peito do seu namorado.-Aqui é um templo sagrado! Não o profane com essas palavras sujas!

 

-Hmm, mas você gosta dessas palavras sujas que eu sei...-Lance esboçou um sorriso sensual e provocante.-Você sabe muito bem que eu amo te provocar, amo te comer e... amo cada pedacinho que forma o seu lindo ser perfeito... não há ninguém que se iguale à você, garotinho lindo.

 

-Em que sentido?-Leslie quis saber.

 

-No sentido amoroso, no sentido luxurioso...-Lance explicou.-No sentido louco... no horizontal, no vertical, no diagonal...

 

Leslie acabou explodindo de rir. Enquanto isso, Lance só ficou contemplando aquele menininho lindo rindo das suas brincadeiras ao passo que estava quase babando com aquela carinha de bobão apaixonado.

 

-Lance!-Leslie diz, rindo.-Você é muito bobão!

 

-Eu fico bobão por você...-Lance sussurrou docemente.-Meu menino.

 

Por fim, o marmanjo envolveu o garoto nos seus braços longos e fortes, e beijou sua bochecha com força e amor.

 

Talvez, até mesmo Buda os perdoassem por estarem namorando em um templo sagrado.

 

:

 

Leslie e Lance permaneceram no Shwedagon por umas cinco horas. Eles aproveitaram para passear pelo templo todo de cabo a rabo até que estivessem andando em círculos e já terem reconhecido alguns lugares por aí.

 

Dali, eles partiram para o Monte Kyaiktiyo. Como Leslie já tinha estudado bastante sobre o Myanmar, ele explicou para Lance que era naquele monte em que se encontrava a grande e dourada Pedra do Buda que desafiava as leis da física por ter sobrevivido à tantos terremotos sem que despencasse da beira do rochedo, onde repousava tranquilamente. Leslie disse que os budistas acreditavam que o que sustentava aquela pedra enorme e toda folheada à ouro era uma mecha dos cabelos do Buda.

 

O casal entrou na caçamba cheia de bancos de madeira de um caminhão que os levou por uma estrada para o alto do monte. Mas em um certo ponto do monte, os caminhões paravam para que as pessoas descessem e continuassem sua jornada sozinhas. Algumas optavam pelas cadeiras confortáveis em que eram carregadas no maior luxo, já as outras eram mais corajosas e usavam os seus próprios cajados antigos para subir o Monte Kyaiktiyo.

 

Na verdade, Lance sentiu ciúmes dos mianmarenses que iriam carregar Leslie naquelas cadeiras, então o macho simplesmente saiu carregando o seu menino nas costas mesmo. O que facilitava para ele era o tempo fresco e plácido porque se eles tivessem viajado para o Myanmar na época do verão, iriam se deparar com temperaturas extremas acima dos 40°.

 

Na longa jornada, Leslie contou à Lance que, se alguém subisse aquele monte três vezes em um ano, ganharia paz eterna. Seu namorado só gemeu com esse pensamento, mas ele faria isso por amor – simplesmente.

 

Finalmente, eles chegaram ao topo do Monte Kyaiktiyo e lá estava a grandiosa Pedra do Buda brilhando com todo aquele folheamento de ouro puro.

 

Sendo tradição do país e do Budismo, só os homens podiam chegar perto o suficiente da Pedra do Buda para colocar mais folhas de ouro nela. Já as mulheres ficavam num nível mais baixo para olhar a pedra dourada e enorme de longe. Leslie e Lance não trouxeram folhas de ouro, nem queriam. Eles preferiram ficar no mesmo lugar que as mulheres até porque ambos admiravam grandes nomes femininos como Amelia Earhart, Joy Mangano, Boudicca, Joana d’Arc, Cleópatra e Lady Di.

 

Eles ficaram observando a Pedra do Buda e não deixaram de sentir espanto e curiosidade por ver como aquela pedra maluca conseguia se equilibrar num trecho de pedra tão pequeno e com todo aquele tamanho e peso absurdos.

 

-8 metros de altura... e 15 metros de circunferência.-Leslie murmurou ao lado do seu namorado.-Só o Buda para segurar isso tudo nisso aí.

 

-Eu fico pensando no estrago que essa pedra toda faria...-Lance olhou para Leslie.-Se alguém a empurrasse dali, sabe?

 

-Lance.-Leslie o olhou e riu.-Se um dia, eu quiser me tornar um monge budista, eu não lhe concederei perdão e nem compaixão, valeu?

 

-O quê?!-Lance explode de rir.-Você se tornar monge budista? Garoto, com todo o fogo que você tem nesse rabo, o mínimo que você faria seria se deitar no colo de uma estátua de Buda gigante e bater punheta com muita força, e ainda gozar bem forte na cara do Buda.

 

-Lance, para de falar safadezas aqui!-Leslie rosnou com o rostinho todo vermelho.

 

-Isso...-Lance levantou o dedo no alto.-Se você não sair socando o pau em todos aqueles monges de 100 anos e melar o templo todo com o seu esperma. Eu sou macho demais para te deixar me comer, então se você mete tanto na minha boca daquele jeito desesperado, imagino o que você faria no rabo de alguém.

 

Naquela altura do campeonato, o rostinho doce e inocente de Leslie estava tão vermelho quanto uma cesta cheia de pimentas ardentes. Lance apenas o abraçou na maior cara de pau e o fez esconder o rosto vermelho em seu peito.

 

-Não, não fique com vergonha do seu fogo, neném.-Lance diz carinhosa e descaradamente.-Tudo bem ser fogoso. Eu amo você assim porque se você fosse frígido, eu acabaria tendo que te trair todos os dias, transando com garotinhos gostosos de programa. Sabe aqueles menininhos suculentos e novinhos de carne fresca e pronta para ser mordida? É você, meu lindinho. E você fica ainda mais perfeito com o rabinho cheio de fogo.

 

-Lance...-Leslie choramingou com o rosto enfiado no peito do seu namorado.

 

O marmanjo riu e virou o garoto de frente para a grande Pedra do Buda. Vários homens chegavam aos montes para grudar folhas de ouro nela enquanto as mulheres se contentavam – infelizmente – em assistir tudo de longe.

 

-Essa pedra é linda, não é?-Lance sussurrou ao se abaixar até o pé da orelha de Leslie.

 

Seu namoradinho se arrepiou todinho com isso.

 

-Ela me lembra a sua próstata.-Lance continuou.-Chega à brilhar como ouro quando eu esculacho ela.

 

Agora, Leslie só queria que um terremoto atacasse aquele região e a Pedra do Buda desabasse em cima dele. Mas Lance se divertia com isso ao extremo.

 



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