História Um poeta obssesivo e apaixonado. - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Obsessão, Perseguição, Romance, Sequestro, Tortura
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Palavras 4.113
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 37 - Mensagens


 As vezes penso que você só me quer para te preencher.

 Preencher o seu próprio vazio e tentar apagar o seu próprio erro e cobrir suas próprias mentiras.

 Mas estava errada, tão errada que quando senti você perto de mim dessa vez percebi que era você que me preenchia.

  Me completava e me inundava ao ponto de eu esquecer quem era, o que eu fiz e quem eu continuava sendo. Por que quando estávamos juntos não éramos, eu... Ou você. Éramos nós...

 

 O sol reluzia pelas construções e nas risadas infantis. Os bichos estavam tranquilos, observando aquelas crianças passarem e os flash das câmeras através das grades de ferro. Era um dia muito alegre e divertido.

 A cabeleira ruiva e flamejante reluzia de maneira quente e felicitada no sol conforme ela direcionava os olhos para os animais encantada. O vestido cor marfim rodopiava nos seus joelhos conforme ela dava passos para perto da grade com um saquinho de pipocas salgadas em uma mão.

 - Olha, olha! – Ela o puxou pela mão apontando para o elefante que curvava sua tromba na grade. Jonathan não prestava muita atenção, naquilo, prestava atenção mais nela feliz e rodopiando naquelas vestes, como uma fada. – é tão grande. – ela falava.

 Terem saído de casa foi uma boa decisão eu ele havia jurado que poderiam fazer com mais variedade do que um simples jantar ou um passeio pela cidade. E ele estava de bom humor de acordo com Catherine, a cirurgia tinha sido um sucesso, Ofélia estava bem e os médicos estavam estabilizando a sua vida com os tubos e aparelhos. E eles estavam precisando aliviar toda aquela tensão acumulada pela briga e descoberta. Ela não se mostrou assustada ou muito apreensiva e hesitante, apenas escondeu a cabeça em seu peito como se pudesse e queria, ouvir seu coração.

 “- Acho que não faz diferença para mim o que aconteceu, pois aconteceu e agora estamos aqui. Juntos e felizes, eu nunca poderia pedir algo melhor.” 

 Aquelas palavras o alimentaram e levaram até ali, onde qualquer um ou qualquer coisa pudesse lhe tirar dele literalmente, mas ela estava tão feliz e contente que o assunto nem lhe vinha a mente. Era a primeira vez dela no zoológico e só faltava ela flutuar para o céu de felicidade, mas ele estava ali, era sua ancora, seu guardião, seu protetor, seu cavalheiro e seu amante. Ele era tudo para segura-la no chão querendo ou não.

 - Vamos comer? – Ele mal deu-se conta de quando ela estava ali ao seu lado.

 - Vamos. – Ele disse a levando com as mãos dadas, ao saírem do lugar foram á um pequeno estabelecimento. Ela olhava para fora na janela com os dedos batucando na madeira de cor café e ora com os dedos fazendo desenhos imaginários sem ela se dar conta.

 Jonathan estava lutando contra a vontade de puxar um cigarro do bolso direito, enquanto encarava Leona distraída olhando para a paisagem. O seu celular tremeu levemente, indicando uma nova mensagem.

 Temos que conversar... - Era de Lydia, isso era o bastante para deixa-lo um pouco desconfortável.

  Estou ocupado. – Respondeu ele querendo o mais rápido possível encerrar aquela conversa. Ele desligou a tela, mas novamente o aparelho voltou a vibrar, ele olhou para Leona e a mesma estava ocupada, fazendo tranças e destrançando suas mechas rubras enquanto olhava a paisagem a fora, o celular novamente vibrou.

 John ainda está ai?

  Se não me responder eu vou ligar!

 Ele pegou o celular nervoso e começou a digitar com os dedos ágeis.

 O que foi?!

  O que houve com a tia Ofélia? Que historia é essa de assalto a mão armada e quando ela fez essa cirurgia?! Só por que eu sou afastada da família não quer dizer que eu não pertença a ela!! – Ela parecia nervosa e enraivecida só pelas palavras, a realidade de ser a ultima a saber dessas coisas perturbava muito ela.

 Se sabe tanto agora por que está me perguntando? Estou trabalhando não tenho tempo agora – Foi a resposta mais convincente que ele pensou em fazer e por um tempo taciturno ele pensou que seria o bastante não contando com um detalhe.

  Eu também trabalho com você. E o hospital só volta a rotina amanha, por que está mentindo? – agora ela tinha conseguido o encurralar, quando ele pôs o olhar em Leona quase saltou da cadeira de susto. A face dela estava aborrecida e não era pela demora do pedido, ela havia percebido que ele não largava o celular e as feições dele levemente mudavam a cada mensagem trocada.

 - Acho que estão demorando demais. Com nosso pedido... – Ele comentou, tentando tirar aquela imensidão azul dele.

 - É... – E foi assim o “Longo” dialogo. As feições dela mudaram, ele notou isso pelo lábio dela tremendo e um tremor passar pelo seu corpo. Ela se levantou da cadeira. – Vou ao banheiro. – A mão dela estava levemente na boca e ele se levantou junto querendo acompanha-la, mas enquanto ela andava ergueu a mão sinalizando para ele se sentar e ele relutante o fez.

 A única coisa que o fez sossegar na cadeira pela demora dela foi Lydia ligando para o seu telefone.

 - Eu já disse que não tenho tempo!

 E desligou impaciente, assim que ia se levantar a garçonete chegou com seus pedidos em uma bandeja.

 - Desculpe a demora senhor, mas temos muito pouco funcionários hoje. – Ela se desculpa e entre eles disfarçadamente dá uma piscadela. Jonathan resolve ignorar, pois isso era frequente e ele aprendeu a conviver com isso sem dar muita atenção, as mulheres atiradas não serviam para nada, mas ele notou enquanto pegava sua bebida na mesa que a menina continuava lá, o encarando com os olhos cravados no seu rosto e um sorriso devasso nos lábios pintados de vermelho.

 Ele ia dar uma gorjeta para ela se afastar, mas sua frase se perdeu e os movimentos cessaram quando a menina calambeou para frente, como se tivesse sido empurrada, mas estava apenas distraída demais para ver uma certa ruiva tentando passar para a mesa passou encostando de empurrão nela e sentou-se no seu lugar, olhando com uma considerável carranca para o homem a sua frente e lançou um olhar para a garçonete que recolheu os seu olhar para olhar para os próprios pés envergonhada.

 - Aqui. – Ele estendeu o dinheiro para ela que pegou receosa pelo olhar da ruiva que recebia e saiu com um pequeno sorriso vitoriosa.

 Leona resolveu não argumentar ou reclamar de nada, apenas respirou nasal e com o guardanapo já no colo pegou os talheres e começou a comer em silencio o ignorando.

 - Você está bem? – Ele perguntou, aquela ânsia tinha a pegado de surpresa em qualquer lugar, ela pensou que talvez pudesse ter sido a pipoca que estava estragada.

 - Só foi um enjoo matinal, já vai passar. – Ela tomou uma grande colherada de pudim de morango e comeu mesmo sobre o olhar afinado dele quando finalmente cedeu para comer o seu prato. Leona esgueirou os olhos até o prato dele que não continha nada mais que carne, tudo bem eram bifes que ele mesmo fatiava em tiras, mas estavam extremamente mal passadas que quando cortadas o sangue manchava o prato. – Por que você prefere comer carne assim?

 Ela já o tinha visto comer, Ofélia preparava a comida bem passada no ponto para eles e ele comia normalmente, não era uma modinha ou gosto em peculiar, apenas um aperitivo de escolha.

 - Eu não sei... – Ele respondeu dando de ombros enquanto mastigava a fatia de carne. – Foi um costume que eu adquiri depois da morte do meu pai. Gosto de sangue eu acho. – Ele respondeu e pode ver o lindo pescoço dela se mover indicando que ela engolira o seco, o olhar dela estava baixo mas estava composto de medo ou nervosismo. – Quer que eu pare de comer? Isso te incomoda?

  - Não! Não é isso é que... – Ela se desculpou constrangida. – Acho que não nos conhecemos direito. Jonathan... Como isso tudo começou, realmente? – Ela perguntou.

 Ele respirou fundo, para começar a contar, mais detalhadamente;

                                               Lembrança On.

 - Papai, papai olha o que eu fiz!! – A pequena ruivinha tinha os cabelos soltos dessa vez a franginha que escondia sua testa estava maior logo ela precisaria cortar, mas ele não via necessidade daquilo, pelo contrario a deixava mais fofa ainda. Ela tinha um desenho nas mãos que passou a tarde toda colorindo.

 - Eu sei meu amor, eu sei! – Ele disse puxando bruscamente o papel de seus dedinhos e olhando por um misero segundo e logo depois voltando a falar no telefone, nem percebendo a sua filha ali.

 O garoto observava tudo da janela escondido entre os arbustos mal podados e a grama verde do quintal perto das arvores que ficavam perto da garagem. Já virara uma rotina observar a vida dela, é claro que ele não poderia ficar lá vinte quatro horas por dia, mas todas as sextas feiras ele dava um jeito de sair escondido da escola na metade dos tempos para vigia-la.

  A menina sorriu ingênua e foi para a sala saltitando ainda com seu uniforme escolar. O homem que ele desprezava como seu pai só esperou ela cruzar a parede americana da cozinha para amassar o desenho e jogar fora. Ele olhou aquela cena inconformado, como ele pode?! Ela passou a tarde inteira preparando aquele desenho!! E ela precisava de atenção, pois pelo que ele havia descoberto, a mãe dela havia se divorciado e sido expulsa de casa por aquele monstro. Para ele trata-la daquele jeito? Com certeza quando ela visse o que ele fez com o desenho ela acabaria chorando e ele odiava vê-la chorar, gostava de ver e ouvi-la rir, mesmo de longe.   O homem se arrumava para ir trabalhar, logo o irmão dela a levaria para escola coo de costume, ele desaprovava isso, eram crianças. Se algo ocorresse a ela, seria culpa do irmão.

 E ele logo foi agir de forma rasteira como sempre fazia, era outono, perto do Halloween, mas as crianças não esperavam e já colocavam as mascaras de criaturas bizarras e se vestiam de fadas.

 Ele pôs uma mascara de palhaço macabro e foi até a janela observou a grande cozinha vazia e aproveitando que esta estava aberta sorrateiramente sem fazer um chiado pulou para dentro e pegou do lixo o desenho amassado e pôs no bolso do casaco e saiu quando ouviu passos se aproximando. Ele se estreitou no arbusto e saiu devagar até o carro do pai dela e tirou do bolso e o desamassou, era um desenho de uma família, rabiscos na verdade, mas ainda sim valiam muito. E sem dificuldade ele jogou o desenho desamassado no banco do carro e pôs no pneu de trás grossos pregos de aço cromado. Apenas superficialmente da borracha.

 Quando o homem saiu de casa com um terno caro e a maleta de couro castanho ele se escondeu novamente no arbusto e observou o homem que com o carro não assarem da esquina, pois logo o pneu estava com um rasgo enorme.

 Ele não conteve o riso de longe, tentando imaginar a cara dele a encontrar o desenho da propria filha. Quando ele saiu do arbusto porém e andava de costas para ter uma vista melhor do veiculo ele sentiu algo esbarrar contra suas costas.

 - ai. – Uma voz familiar falou á suas costas e ele se virou. Era ela. O vestido estava com as saias amarrotadas, ela encarava a mascara sinistra com medo. Ele gentilmente estendeu a mão para ela e a mesma pegou hesitante pela mascara bizarra a levantou do chão sujo de giz. Observou a amarelinha no chão e viu que ela estava brincando e ele nem percebera. – Olá. – ela respondeu docemente e voltou a pular nos quadrados do jogo que havia construído na calçada. 

Era uma pena não poder trocar palavras com ela, nem ao menos mostrar o seu rosto. Será que ela o acharia bonito? Será que ele era muito velho para ela? Ela era tão cheia de vida, tão gentil e bondosa, frágil e amável que era impossível não se apaixonar por ela.

 Como ele podia resistir? Como era possível não ter medo diante do mundo imenso que destruía tudo o que era belo e frágil como ela? Foi como se uma ideia estupendamente suicida e loucamente possessiva brotasse na sua cabeça. Era mais que uma simples ideia, era um plano, uma necessidade de amar e ser correspondido por quem nem sabia que ele existia, mas muitas coisas deixam de ser loucuras ou crueldades quando você sofre e decide dar fim á seu pesadelo.

  O mundo te estraga e você quer se concertar, mas dá para fazer isso sozinho, não vai conseguir se arrastar e se olhar no espelho, não vai esquecer o sangue nas suas mãos, do mesmo jeito que eles não serão limpos. É absurdo, loucura, desesperado. Mas no final de tudo era um plano que poderia resultar em mais da metade do que ele queria dela.

                                   (Lembrança off)

   Ela colocou os talheres ao lado do prato depois dessa foi difícil engolir o prato, ela precisava se manter no lugar e tentar se acalmar para não cuspir o suco no rosto dele de surpresa. Não que não fosse nenhuma surpresa de onde as “surpresas” começaram, elas tinham que vir de algum lugar, mas todo aquele sentimento era tão antigo, tão forte tão... Avassalador, como se nada pudesse contra ele. Ela tinha medo? É claro que sim, pois se algo que ela conhecia bem era o Carma.

 O que é isso? É má sorte, reviravoltas, catástrofes, desastres e acontecimentos que fazem sua bala sair pela culatra da arma. Tudo pode virar uma bola de neve contra você, geralmente o que você mais ama... O que você mais tem medo agora?

 Ela estava quieta, mas por dentro fazia-se perguntas que a petrificavam tentando responde-las uma por uma, mas no meio de tanta confusão ela achou uma resposta, talvez conclusão de todo esse romance que a cada dia se tornava maior assim como a confusão e encrenca que eles se meteriam. Quando a mascara caísse, quando os olhos das pessoas os encontrassem, quando o seu pai soubesse daquilo, seria a ultima badalada do relógio, que desfaria de vez a magia do seu conto de fadas.

  - Você está bem? – A voz dele a tirou do transe como um beliscão na pele, ele tinha as costa da mão direita na testa dela verificando sua temperatura. – Parece normal... – Ela continuava em transe então sem se importar pegou a mão dele e colocou sobre a sua maça do rosto rosada e os dedos dele alisaram a apele rosada.

 Ela estava estranha, desde que ele confessara, mas era o que casais normais e assumidos faziam, jogar conversa fora ou confessar o passado um pro outro, mesmo eles não estando assumidos e ela saber tanto dele quando um livro pela capa, as vezes ele se perguntava na maior parte do tempo. Será que ela olharia para ele se tudo fosse diferente? Será que ela o notaria e escolheria se realmente soubesse disso pessoalmente? Eram segredos obscuros e negros que ele preferia manter enterrados, ela ainda podia revidar, querer ir embora por causa disso, não era um teste... Era mais como andar em um campo de minas desativadas, não totalmente, só para ver se Deus ás deixara explodir.

 Pelo menos era assim que ele considerava.

 - Acho que perdi o apetite, vamos para casa? – Ela perguntou o surpreendendo, estava realmente de tarde, mas ela estava tão animada para irem ao parque de diversões e curtir. Ele no fundo queria negar e pedir para ficarem mais um pouco fora de casa, pois ficar preso não faz bem a ninguém, mas ela parecia tão avoada e distraída, como se estivesse conversando mais consigo mesma do que com ele. Algo a estava incomodando.

 - Vamos... Vou pagar a conta.

 - Tá. – Ela disse simplesmente se levantando e pegando a bolsa onde guardava seu batom e um espelho para checar a maquiagem.

 Eles pagaram a comida e saíram do estabelecimento, ela não pode conter um grande suspiro no caminho até o carro. Olhava o céu azul como se procurasse um dragão ou o paraíso no meio das camadas de atmosfera intensas.

 - Amor... – Ele chamou dentro do carro e ela assentiu entrando, estava com uma aparência bonita, mas o seu rosto, pensativo e indeciso; triste. – Querida você está bem? – Ele perguntou com o rosto próximo ao dela.

 Ela o encarou, os olhos estavam próximos aos dela, procurando algo nela, dor, medo sentimentos que te machucam, mas ela estava indecisa.

 - só estou com uma dor de cabeça... Já vai passar, só preciso dormir um pouco. – Ela deu o que lhe veio a mente para despistar o olhar dele e segurou o alivio quando ele voltou a ficar serio no assento.

 - Vamos demorar um pouquinho... Quer que eu ligue o ar condicionado? Pode dormir no caminho. – Ele sugeriu e por mais que estivesse com pressa era próximo de final de semana havia muitos policiais nas rodovias.

 - Não, prefiro abrir a janela.  Posso ligar o radio? – ela perguntou incerta, uma musica talvez a faria dormir mais rápido que o vento refrescante.

 - Pode... – Ele ligou o motor e dirigia com calma pela pista enquanto a brisa fresca entrava pela janela oposta fazendo leves fios ruivos levantarem, o doce perfume de cereja e morangos como calda concentrado em perfeitas quantidades em cada mecha o faziam suspirar querendo mais a medida que ele trocava a marcha ou fazia as curvas. No radio estava tocando da Leona Lewis: Bleending Love.

 Era engraçado o significado da musica que parecia que foi feita para eles, o modo como a cantora cantava a falava sobre você sofrer por amar uma pessoa, a definiam em certas palavras, quanto se deixava levar pela doce melodia com os olhos fechados, e o rosto apoiado na mão enquanto o cotovelo estava na janela aberta onde a brisa entrava em ritmo lento e passageiro, ela cochilou ainda imersa e boiando nas perguntas que se fazia e que qualquer pessoa ou garota se faria nessas situações.

 1 – Faria bem de algum modo levar essa relação a frente?

 2 – Seria certo se interrogar desse jeito sobre ele, como se ele fosse suspeito?

 3 – Se o amor vence barreiras, como esse medo e indecisão ficavam dentro dela como uma mancha?

 4 – Era bom estar com ele, ela sentia se em um lugar perto de casa, uma casa sem teto, com corações para receber e amor e carinho em excesso, mas ela tinha medo até onde esses sentimentos podiam levar, até onde poderiam ir não só por ela, mas pelas pessoas a sua volta?

 5 – John claramente era o tipo de homem que não desiste fácil mesmo sendo extremamente sentimental e sensível como uma criança abandonada, ele estava grudado nela não só materialmente, mas memorialmente como se essa estranha obsessão fosse contagiosa pelo amor que os unia. Resumindo: Ela não conseguiria se livrar dele nem se quisesse muito.   

    

  A musica estava terminando, aquela musica tinha feito John entrar em uma seria reflexão sobre o tratamento dele com Leona, como se ele tivesse muitas das vezes fazendo tudo isso errado. E não havia um dia se quer ou um segundo que ele não pensasse quando bateu nela, quando a empurrou. Era terrível, covardia e brutal.

Muitas das vezes ele queria dar as chaves do carro para Leona e pedir para ela ir para casa, voltar para o Chris traiçoeiro, para Lydia intrometida e o seu irmão distraído e se jogar de um penhasco por ela.

  Ele desligou o radio que já estava começando a deixa-lo com depressão e olhou para o lado. Leona ainda estava dormindo feito um anjo, ele deu a volta no carro mal estacionado na frente da garagem e abriu com cuidado a porta do carro e a retirou do carro apoiando a cabeça dela no peito e fechou a porta com o pé até a entrada da casa que ele abriu com a mão livre, ele era bastante forte então conseguia erguer Leona com um braço, principalmente do estado da alimentação dela que andava muito baixo para a opinião dele.

  - Hum... – ela se reconfortou nos braços dele como se ele fosse um Puf gigante jogando as pernas para fora dos braços a poiando a cabeça nos ombros firmes.

 - Droga... – Ele murmurou baixo quando sentiu mais dificuldade para subir as escadas, pois o pé dela estava na sua frente.  – Merda Lena. – Ele então desistiu de descer as escadas pois poderiam ter uma queda daquela altura que era o quarto dela e ele a pôs em sua cama. – Acho melhor tirar isso. – Ele disse enquanto tirava os sapatos e as meias arrastão dela que estavam apertadas.

 Por mais que ele estivesse com uma louca vontade de tirar o resto da roupa dela ele não faria, não que ele não tivesse visto nada do que tinha por debaixo do vestido, mas não era coisa de um cavalheiro fazer por mais que ela estivesse desconfortável. E mesmo contra a própria vontade dele, ela não era a esposa dele para que ele tivesse esse tipo de liberdade. Era o corpo dela e ele respeitava isso, uma coisa que não é preciso ser o próprio Don Juan para saber, mas você já nasce sabendo e ele apostava pelos dois braços que possuía, que Chris não teria essa educação e sairia fazendo como todos s outros meninos cafajestes fazem, rasgando suas roupas e as deixando dormir seminuas e com frio na cama.

 Dava raiva? Mas é claro que sim! - Chris por um lado não merecia ela, ele investigara o garoto e seja lá o PORQUE dele simplesmente notar que ela existia e ficar com ela era um mistério que ele ainda iria deixar claro, acertar as coisas com aquele mauricinho vagabundo, o que ele podia pedir melhor? Além de claro Leona com a aliança que havia comprado e com folego o bastante para dizer “Sim, eu aceito” mil e uma vezes.

  Enquanto se trocava no banheiro depois de um banho quente ele pensava no que fazer, ou no que poderia fazer pelo menos.

 Ele não tinha muita influencia, não ali nos estados unidos, mas a empresa da família da sua mãe ainda estava na Europa e metade daquela  fortuna era dele, fora a empresa Alemã do seu pai, cujos parentes paternos se remoem de raiva por no mínimo 80% serem dele por direito já que seu pai foi basicamente o fundador dela. Defesa própria e homicídio sem intensão, uma piada cruel ele diria, já que não na própria defesa que ele matou e ele pode não ter controle dele mesmo, mas foi totalmente intencional. Embora ele tenha jurado para si mesmo que só usaria em casos de extrema urgência.

 - Merda... – Ele jogou mais um palmo de agua gelada em si para afastar de alguma forma aqueles pensamentos de lembranças dolorosas.

 - John? – A voz vinda do quarto ao lado do banheiro chamou.

 - Banheiro. – Ele respondeu secando o rosto e saindo do banheiro com uma calça de moletom cinza e uma camiseta, praticamente se jogou no colchão exausto o rosto estava enterrado nos travesseiros quando ele sentiu o seu braço sendo levantado e Leona o colocando por cima de seu corpo apenas de Lingerie.

 - O que vamos fazer amanha?

 - Que dia é amanha? – Ele perguntou cansado, seus dedos estavam estalando por causa do volante.

 - Não sei, só quero saber o que eu vou fazer... – Ela respondeu se virando ara ele. – John é serio eu não consigo mais viver aqui sem ter nada para fazer. – Ela o balançou.

 - Não sei... Amanha vemos isso, mas querida tenho que dormir para trabalhar amanha. – Ele a envolveu com os braços esperando que ela sossegasse para ele poder dormir, mas ela retrucou.

 - Não vou ganhar nem um beijinho de boa noite? – Ela disse com os lábios em beiço para a face dele. Ele primeiro abriu um olho preguiçosamente e depois a beijou, mas por conta dela o beijo foi ficando cada vez mais quente, então ele o interrompeu com ela arfando muito.

  - Acho melhor pararmos por aqui ou vamos ficar umas boas horas acordados brincando. – ele disse a puxando mais para si deixando ela sentir sua ereção por cima das calças, ela se espantou mais não ligou provocando colocando o seu traseiro bem sobre ele incitando.

 - Não me parece uma má ideia. – Ele suspirou quando ela rebolou sobre ele, mas logo parou. – Boa noite tarado. – Ela brincou antes de cair no sono de novo.

 - Durma bem safadinha. – E beijou sua testa antes de novamente afundar o rosto nos travesseiros com os fios de cabelo dela. 



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