História .um por cinquenta - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Homofobia, Lgbtfobia, Transfobia
Visualizações 92
Palavras 886
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drabble
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Inspirado em um vídeo lindo que eu vi, faz um tempinho já. Não me recordo do título, juro que um dia me lembro e ponho o link aqui.

Não vou escrever nada nas notas finais porque não julgo necessário. Alguma dúvida ou discorda em algum ponto? Te respondo o mais rápido possível nos comentários.

bye ~ ❤

Capítulo 1 - Uniq


 

Quando você chama o coleguinha de viado ou boiola, você mata um.

Quando você diz que é desperdício ser gay e tão bonito, você mata dois.

Quando você para de falar com o amiguinho afeminado, você mata três.

Quando você aplaudiu o político que falou explicitamente que "aparelho excretor não reproduz", você mata quatro.

Quando você afirma que bissexualidade e pansexualidade não existem e são exclusivos de pessoas pervertidas ou promíscuas, você mata cinco.

Quando você se sente desconfortável ao ver um beijo gay, você mata seis.

Quando você padroniza a lésbica como caminhoneira desleixada e o gay como narcisista escandaloso, você mata sete.

Quando você diz que está tudo bem ser gay desde que sejam discretos e não influenciem suas crianças, você mata oito.

Quando você fala que sente cheiro de rosca queimada toda vez que um cara homossexual passa do lado, você mata nove.

Quando você rotula todo gay como promíscuo, você mata dez.

Quando você tem medo de encostar em um homossexual porque pensa que ele pode te passar AIDS, você mata onze.

Quando você afirma que dar a bunda compromete a masculinidade, você mata doze.

Quando você diz que a criação materna influencia na sexualidade, você mata treze.

Quando você diz que vai pegar um revólver e escrever "cura gay" no cano, você mata catorze.

Quando você heteronormatiza um casal de de iguais, você mata quinze.

Quando você fala que o que nós queremos são privilégios e não direitos, você mata dezesseis.

Quando você utiliza o sufixo "ismo" — homossexualismo, transexualismo, bissexualismo —, você mata dezessete.

Quando você aconselha um gay a procurar tratamento psicológico, você mata dezoito.

Quando você se recusa a enxergar uma família num casal de mesmo sexo, você mata dezenove.

Quando você desqualifica um LGBT pro trabalho, você mata vinte.

Quando você considera travesti, gay e lésbica como xingamentos, você mata vinte e um.

Quando você diz que nós somos uma ameaça a família tradicional, você mata vinte e dois.

Quando você insiste que a héterofobia existe, você mata vinte e três.

Quando você diz que aceita os homossexuais mas ainda sim acha meio anormal, você mata vinte e quatro.

Quando você repudia um beijo gay nas novelas, você mata vinte e cinco.

Quando protesta ao ver uma cena de sexo gay numa novela, você mata vinte e seis.

Quando você ofendeu um LGBT desconhecido dentro do seu carro, você mata vinte e sete.

Quando você julga um homossexual por ainda se manter no armário mas mal sabe que ele continua lá por conta de pessoas como você, você mata vinte e oito.

Quando você nos considera uma doença, uma epidemia, um câncer que quer se enraizar de forma injusta na sua sociedade perfeita, você mata vinte e nove.

Quando você torce o nariz pra um casal homossexual de mãos dadas na rua, você mata trinta.

Quando você utiliza a sua religião como pretexto pra dizer que gays irão queimar no mármore do inferno, você mata trinta e um.

Quando você sussurra a reza e gesticula "em nome do pai, do filho e do espírito santo" antes de abraçar um homossexual, você mata trinta e dois.

Quando você diz que ela é lésbica porque ainda não te conheceu, você mata trinta e três.

Quando você abre o Facebook e vomita palavras de intolerância nas postagens do seu colega LGBT, você mata trinta e quatro.

Quando você faz um comentário homofóbico e se defende dizendo "é só o minha opinião", você mata trinta e cinco.

Quando você diz que ter filho gay é falta de porrada, você mata trinta e seis.

Quando você diz que se um casal homossexual morar do seu lado sua casa passa a ser desvalorizada, você mata trinta e sete.

Quando você diz que "não tem nenhum preconceito contra sapatão e adora ver elas se pegando", você mata trinta e oito.

Quando você pensa que todo gay quer chupar a sua rola e dar em cima da sua pessoa, você mata trinta e nove.

Quando você leva o seu filho pra igreja pra ser exorcizado por ser gay, você mata quarenta.

Quando você tratou orientação sexual como opção sexual, você mata quarenta e um.

Quando você expulsa a filha de casa por amar outra garota, você mata quarenta e dois.

Quando você não compreende que a Parada de Orgulho LGBT é um movimento político e não um circo alegórico sem objetivos, você mata quarenta e três.

Quando você pensa que toda mulher trans quer te enganar, você mata quarenta e quatro.

Quando você espanca o seu filho por gostar de usar sandálias e vestidos, você mata quarenta e cinco.

Quando você agride o colega homossexual simplesmente por ser homossexual, você mata quarenta e seis.

Quando você vê no noticiário o assassinato de um transsexual e cogita gracejar autor do crime pelos seus atrocínios, você mata quarenta e sete.

Quando você votou no candidato homofóbico só porque ele era mito e muito engraçado, você mata quarenta e oito.

Quando você estupra a amiga lésbica pra "corrigir" a sexualidade dela, você mata quarenta e nove.

Quando você espanca, esfaqueia ou tortura um LGBT por puro ódio cego, estupidez não calculada e preconceituosa que devasta sonhos, amores e destrói a paz alheia, você mata muito mais do que cinquenta.

O afeto te afeta tanto assim? Mais amor, por favor.



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