História Teoria do caos - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Hinata, Sasuhina, Sasuke
Exibições 432
Palavras 3.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Estupro, Sadomasoquismo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Será que alguém vai tentar me matar após o capítulo??? To apostando nisso hein kkkkk

Capítulo 12 - Two weights, Two measures


 

 

     -- So... Socorro...

  Suas pernas estavam bambas e escorrendo esperma, enquanto seu pescoço preso as correntes da parede apenas clamava para ser liberto, deixando evidente as marcas do aço ao redor da carne. Matsuri, sozinha naquele porão úmido, tremia pelo frio que subia seu corpo resfriado pela noite enquanto sequer uma luz a auxiliava a visão, somente escuridão para onde olhasse.

  Toneri, sentado na beirada de sua cama, estava inerte. Lembrava da situação que ocorrera na tarde do dia anterior, e nessa madrugada acabou descontando sua raiva em horas de estupro com Matsuri, seguindo para violentar Tsunade em seguida.

    -- Tsunade... por que você insiste em errar?

  Sussurrou deslizando as mãos até chegar aos seios expostos da loira amarrada. Suas mãos presas na nuca, os joelhos na medida do queixo mantendo as pernas arreganhadas com as cordas espremendo a carne e subindo os seios, em uma posição que deixava sua intimidade alargada para ser o objeto sexual de Toneri por longas horas. Seus olhos cheios de lágrimas e o rosto vermelho de agonia, boca tapada, enquanto argolas vibrantes tomavam seus seios e o excesso de porra escorria sua vagina vermelha com esperma socado junto ao sangue.

  -- Deve adorar isso... não é? -- Sussurrou empurrando os joelhos dela enquanto olhava a intimidade imunda e vermelha, apenas empurrando outra vez seu pênis como se fodesse um buraco orgânico. -- Não cansa de ser punida.

  Os meios legais da prática eram saudáveis, mas na mente do Ootsutsuki soavam limitadores demais. Gostava dos olhares de desespero, o medo impregnado que as fazia se debater e as lágrimas de terror que exibiam, afinal para ele, horror era excitante. Saber que estava no controle, que estava aterrorizando a mente, era tudo um jogo do qual ele praticava não apenas por esporte, mas por puro prazer de destruir o consciente, e a moral alheia. Criar objetos, troféus, prêmios para guardar e chamá-los de seus.

  Sua mão abriu os joelhos dela socando com violência o membro dentro de Tsunade que deixava lágrimas caindo pelo rosto, estocava tudo soltando urros a violentado com maldade até ver outro orgasmo aterrorizado por parte dela, não conseguindo conter seus espasmos e medo. Conseguia vê-la mordendo o couro da proteção bucal, sua boca chegou aos seios dela, eram grandes, e afinal tinham de ser, até porquê era uma escolha particular sua, ela custou tão caro por isso e ele pagou o valor, então sempre acabaria usufruindo dessa parte escultural.

  Retirou o pênis esporrando todo o sêmen no rosto dela, em seguida sujando ainda mais seu corpo. Abriu a defasagem da mordaça empurrando seu membro na garganta da mulher que engasgava desesperada sentindo aquilo e quase vomitando.

  -- Preciso lembrar que não passa de uma puta? Minha propriedade... minha puta. -- Seu pênis violentava os lábios dela apertando os seios e os puxando com força.

  Era desesperador, mesmo que sempre fosse assim, jamais se acostumaria com sua situação, ser tirada dos braços de seus pais quando pequena, posta em um navio e encaminhada como mercadoria sexual até o maior cativeiro da Noruega. Cada uma ganhava como marca um código de barras, e a loira recebera o seu bem na lateral direita do pescoço.

  Um objeto, sua virgindade mantida para que seu valor fosse maior, colocada sobre palcos acorrentada como lixo para ser vista entre os mais ricos homens do mundo, aqueles que estampavam famílias felizes e por trás eram tão sádicos quanto os maiores psicopatas da ficção. E entre todos, estava Toneri, sentado em meio aquela platéia de demônios, o pior entre eles, mas isso fora após muitos anos tentando ser barganhada, finalmente alguém pagou o preço da mercadoria, o Ootsutsuki usufruiu de sua virgindade da forma mais caótica e perturbara possível.

  Para o mundo, Tsunade não passava de uma garota desaparecida, que provavelmente estaria morta. Sussurrava seu nome diariamente tentando não esquecer sua identidade, falava para as paredes os nomes de seus pais em sua agonia, mesmo sabendo que jamais os veria. E enquanto era abusada de maneira violenta diariamente, colocada para circular pela casa vestida das roupas mais vergonhosas e coleiras como uma cadela, apenas tentava fechar os olhos e lembrar das risadas que dava quando pequena. Sua primeira paixão, o garoto de cabelos brancos chamado "Dan" que fatalmente estaria casado hoje em dia, e até mesmo teria nojo por não passar de uma boneca sexual usada e podre de tanto esperma já adquirido. Seus pais sentiriam apenas vergonha do que se tornou, mas era ao menos seu refúgio criar um mundo perfeito em meio ao caos, sua calmaria, sossego, e o único motivo para ainda respirar.

 

 

  " Embriaguez seguida de tragédia ". Todas as capas de bancas jornalísticas marcavam isso.

  O celular que era sustentado por sua mão ainda permanecia aceso, e Hanabi se mantinha diante da feição abatida do Inuzuka abalado após a longa discussão que tiveram desde muito cedo na madrugada. Era até mesmo melhor assim, afinal Hiaishi essa madrugada estava estranho, permanecera bebendo desde que chegara da questão judicial, apenas sorrindo e falando coisas alheias em seu escritório.

    -- Estamos aqui há mais de duas horas, entende de uma vez! Eu já fiz minha escolha!

    -- Eu também tenho escolhas! Todas quanto você tem eu também tenho!

    -- Não dessa vez! Bota na sua cabeça que nunca seremos uma família!

     -- Hanabi, se pararmos pra pensar um pou...

     -- Some... só isso... só some, tanto pra mim, quanto pra essa criança. -- Sussurrou atordoada enquanto suas forças pareciam até mesmo questionáveis.

    -- Eu nunca. -- Sua voz falhou na primeira tentativa de ser exposta. Somente limpou a garganta com o rosto repleto de olheiras, tais que apenas aumentaram com o excesso de insônia em buscar um novo emprego, mas era ainda pior se unidas a feição decepcionada que ele mantinha. -- Eu nunca pensei que fosse capaz de algo parecido. Sou o pai da criança, é meu direito como pai... vou lutar por isso.

  -- Se enxerga. Nem capacidade de segurar seu emprego medíocre você teve, que dirá assumir paternidade.

     -- E quem será o pai? O Sasuke?

 Rangeu os dentes cuspindo indiferença. Provavelmente era o plano, sem dúvida ela estaria voltando com o Uchiha, como pensou, como vinha pensando a cada segundo, essa criança seria a ponte de ligação entre ambos novamente, estariam casados de novo, Sasuke seria o pai de sua criança, seria o homem que seu filho chamaria de "pai".

  Era odioso, ardiloso, ainda mais sabendo que seria o caso passageiro a ser esquecido, seu amor seria pisado para dar lugar a família modelo novamente. Cerrava os punhos, olhava a expressão dela totalmente serena como se sequer desse atenção ao que dizia, como se estivesse lidando com um animal.

     -- Não quero ele perto do meu filho.

     -- Não seja estúpido. Não tem qualquer capacidade, é um jornalista meia boca, ainda por cima desempregado. Fará um favor pra criança.

      -- Isso não foi problema pra transar comigo...

   -- Que ingênuo. -- Seu comentário prontamente rebatido pelo deboche. -- Se não fosse essa briga estúpida entre famílias, acha mesmo que trocaria o milionário mais cobiçado do oriente, por um jornalista mequetrefe?

  O tom saiu pretensioso e livre de qualquer culpa, e sucedeu ao soco forte que o Inuzuka deu na parede de vidro da agência bancária onde estavam, bem no meio da calçada que aos poucos ganhava mais pessoas. Seus olhos estavam furiosos, seu corpo cansado apenas pegando fogo enquanto seu emocional permanecia abalado. Usado? Então fora isso. Realmente nunca entendeu a mudança absurda das atitudes de Hanabi, afinal ela nunca lhe fez juras de amor ou algo parecido, mas enquanto ainda era casada com Sasuke cansou de investir em algo extraconjugal sem qualquer motivo. O seduzia, usava de jogos, flertes e coisas afim. Mas agora tudo fazia sentido, dolorosamente fazia sentido. Fora apenas mais uma peça descartável, um mero peão no tabuleiro de xadrez batalhado diariamente entre as famílias.

     -- O que eu sou pra você, Hanabi?

  Não havia espaço para ele em sua vida, mesmo que atualmente sua presença fosse bastante especial, o plano a ser seguido era voltar para os braços de Sasuke, reatar o casamento, e fazer com que ele assumisse o filho do Inuzuka. Era mais verdade do que nunca, realmente como Hiaishi falara, sentimentos são fraquezas, e admitir isso ao moreno a sua frente era entregar a chance de sua nova empreitada. Não conseguira chegar ao topo, ser como Hiaishi, ser incomparável e poderosa, não sendo como todas as pessoas fracas, sentindo.

 

 

  Enquanto o céu cinza deixava os rastros da gélida manhã, os olhares destruídos permaneciam dentro daquele ambiente. Onze da manhã, mas a escuridão que afetava a cada um era mais presente que qualquer noite de outono. Sentado a cadeira do saguão, Obito permanecia com a feição cabisbaixa sustentando Kagami que após tantas horas de choro, conseguia apenas se manter trêmulo.

 Era uma noite alegre, e como um ladrão esse incidente se apresentou, em meio a felicidade se apresentando com o caos que quebrantou cada coração ao longo dessa madrugada extensa.

   O automóvel de Shisui ficou irreconhecível. Por sorte, ou como alguns diriam milagre, o moreno acabara por ter danos fortes na região craniana, e acabou passando rente a morte naquele acidente. Nove horas na mesa de operação, a cirurgia fora longa enquanto nenhum neurocirurgião cruzava a porta para relatar.

     -- Senhor Uchiha.

  O tom de voz fizera cada um deles levantar. Eram todos eles presentes enquanto o homem ligeiramente mais baixo que todos uniu as mãos segurando a máscara que usou ao longo das últimas horas. Finalmente Kagami saira no meio deles ganhando a atenção do médico que ordenara a cirurgia, o mesmo o saudou de pronto e apenas mandou que o seguisse.

  -- Está em coma induzido, os traumas cerebrais foram agudos. Ele estava acordado assim que iniciamos a operação, então o sedamos com ramsey três, mas nada que o traga consequências pelas drogas medicinais. -- O doutor respirou fundo enquanto Kagami se aproximava da cama chorando com a situação do filho cheio de hematomas. -- Seu filho é um rapaz forte. Contudo, ele sofreu uma lesão no sistema nervoso central, não sabemos se ele sofrerá consequências ou não, mas é certo que devido a isso, o coma dele acabe demorando mais do que os outros induzidos.

      -- O que quer dizer, doutor?

    -- Não temos uma certeza de quando seu filho irá acordar, é possível que o coma se mantenha pelos próximos dias, ou até mesmo semanas, e também não conseguimos prever as consequências. Suas costelas sofreram fortes agravos pelo uso do cinto, fora que os ferros do banco por pouco não perfuraram os pulmões dele, e podemos julgá-lo sortudo, afinal os danos não tocaram sua coluna. Sendo assim, sugiro que esperemos ele acordar, para então tirarmos as conclusões. Enfim, lhe deixarei um tempo a sós. Sinto muito, Uchiha-sama.

  Estando agora sozinho, seu olhar banhado caía aos poucos, sua respiração meio acelerada e as unhas roídas já afligindo a carne nas laterais dos dedos. Puxou uma cadeira sentando ao lado do moreno enquanto sua mão sustentou a dele. O relógio da sala em que encontrava gritava a cada bater de ponteiros enquanto ele afrouxava a gola da camisa exaurido.

 

 

   -- Preciso do número de celular do paciente Uchiha Sasuke.

 O jornal permanecia largado sobre a mesa do consultório, apenas retratava o que era discutido ao longo de todos os programas e canais de rádio. Tudo comprovava que Shisui dirigia embriagado, garrafas de bebidas largadas pelo automóvel e cigarros pelos bancos, coisa que diferia da versão de Obito, o mesmo alegara não ter visto o mais novo bebendo durante toda a noite, fora que também afirmara que o primo era alguém ausente de vícios. O teste de bafômetro não fora executado, afinal o moreno estava inconsciente e levado de imediato para o hospital.

 Mídia impressa era sinônimo de exageros e parcialidades jornalísticas, sendo assim, Hinata acabava por ignorar diariamente os deixados em sua mesa. Porém essa manhã fora diferente, acordar com o noticiário local cravando imagens e pautas sobre a família de Sasuke, de certo ele estaria sofrendo bastante, e apenas imaginar isso fazia seu estômago esquentar. Seus olhos corriam por toda a sala fechada, essa manhã sequer tivera o trabalho de abrir as janelas, pensava em Sasuke, em como deveria estar, afinal era passível de depressão, isso acabaria o deixando ainda pior, mas sabia consigo mesma que não era apenas esse o motivo.

  Lembrava do encontro que tivera com Toneri se martirizando um pouco, seu paciente sofrendo e ela em um almoço estúpido com um pretendente dezenas de vezes ainda mais. Talvez houvesse agido um tanto exaltada no dia anterior, e até mesmo era ponderada essa situação, mas não mentiria para si mesma, estava realmente irritada com as coisas ditas por ele, as insinuações que fizera sobre Sasuke, todo mal dito. Típicas atitudes de uma pessoa que pensa saber sobre tudo.

     -- Vamos... atende.

  Sussurrava sozinha como se fosse resolver alguma coisa, mas as chamadas insistentes logo foram substituídas pela queda seguida da voz eletrônica alertando a falha de cobertura para o celular do mesmo. Batia suas unhas na mesa olhando o jornal e bufou tentando a ligação pelo próprio celular.

     -- Sasuke. Você está bem?

 

 

  Sasuke permanecia olhando a feição cabisbaixa de seu pai, era evidente que Shisui era como um filho, afinal de contas crescera ao lado de Itachi. Porém era estranho ver um homem tão frio com a aparência sofrida, mas ultimamente ele vinha agindo mais diferente.

     -- Tem muita coragem de aparecer aqui!

  Seus olhos subiram instintivamente saindo dos pensamentos ao escutar a voz grossa e imponente de Madara. O patriarca da família permanecia parado com a postura inflexível. Praticamente toda a ala de entrada parou pelo clima pesado, e em contrapartida apenas silêncio por parte da mulher trêmula e de mãos apertadas rente ao corpo.

  -- Não tire conclusões precipitadas, o que deseja, Hikari-san? -- Sasuke quase caíra da cadeira com a visão de seu pai intervindo. Quem era esse homem? Fugaku que não seria.

     -- Onde ele está?

  O tom falho saía pelos lábios finos enquanto as lágrimas já escorriam. Todos os comentários maldosos, as notícias sensacionalistas e tentativas a todo custo de incriminar o moreno. Obito apenas apontou para o fim do corredor enquanto o silêncio acompanhava os baques de seus sapatos até o fim de sua jornada.

   Seus dedos suavam enquanto empurrou a porta de maneira brusca e forte, por um segundo esqueceu como se respirar, como andar, permaneceu parada, quieta, até que seus pés foram ávidos até a maca aos poucos perdendo a força dos tornozelos. Joelhos ao chão, lábios pressionados pelos próprios dentes, lágrimas rolando enquanto apenas o barulho dos aparelhos eram escutados.

  -- O que acabou de acontecer? -- Sasuke, ainda recuado pelo que acabara de acontecer, apenas perguntou permanecendo sentado. Era a mulher daquela noite, isso era óbvio, além de ser sua antiga sogra.

    -- Hikari tem um relacionamento com Shisui, há mais ou menos dois meses, desde a exposição de Jiraya-sama na biblioteca do centro. Ela planejava se divorciar de Hiaishi após os eventos da licitação de akibagahara, até onde sei.

   -- O que? E ele acha que Hiaishi iria abrir mão do casamento assim tão fácil? -- Madara cortou prontamente Obito quase saltando da cadeira de metal. -- Shisui é realmente um garot...

     -- Qual a sua moral para julgar? Não pode falar dele. Não enquanto mantém esse caso de amor proibido e extraconjugal, Madara.

     -- Obi...

    -- Não me olha assim, devem pensar que sou muito tolo.

  O mais novo comentou enquanto Sasuke apenas olhava para os dois alheio ao assunto. Que Madara possuía seus cacos, isso era óbvio, mas a palavra " amor " e " Madara " sendo utilizadas na mesma frase, isso era quase uma utopia poética. E a feição preocupada do mais velho comprovou tudo, estava suando frio. Era não apenas revoltante saber que seus esforços foram inúteis, mas também constrangedor estar na própria pele. Subestimou Obito, não faria isso novamente. Então ele sabia, sabia que era homossexual, que possuía um caso com seu melhor amigo de infância.

 Por pedido de Madara, Fugaku e Mikoto se despediram do sobrinho acamado e partiram para o Centro da cidade, resolveriam os assuntos da compra efetuada ainda ontem, Izuna estava sozinho desde cedo cuidando da burocracia, certamente estaria precisando de ajuda, e o casal de negociantes não era apenas respeitado, mas fazia jus por serem tão conhecidos.

  Entraram no automóvel e seguiram, deixando na entrada da clínica Sasuke, parado com o celular em mãos. Estranhou o número de chamadas desconhecidas, certamente se soubesse ser Hinata, acabaria sorrindo de orelha a orelha. Mas apenas guardou o aparelho tentando lembrar de onde eram tais números, afinal as únicas pessoas que lhe telefonavam tanto eram Naruto, seu melhor amigo, e Gaara, seu detetive particular.

  Bufou devidamente cansado, debruçou nos ferros da entrada passando as mãos pelos cabelos. Saíra de casa no meio da madrugada com pressa. Sua cabeça pesava pela fome, eram quase sete da noite e nem tomara café da manhã. Como teria sido o encontro de Hinata com o ator? Realmente não era dos mais agradáveis, mas não possuía algo que o fizesse ter aversão.

    -- Sasuke. -- Suas pernas vacilaram, seu peito sufocou. -- Sasuke-kun!

  Os cabelos negros beirando ao tom fosco balançavam pelo tamanho grande e exagerado que possuíam. O abraço em suas costas era apertado enquanto sentia os seios da mesma espremendo os músculos e suas costelas. Suspirou fundo antes de virar automaticamente querendo ao menos fitar a linda face de Hanabi mais uma vez, e acreditar que aquilo não era mais uma ilusão.

  Permaneceu calado a olhando enquanto lentamente sentiu as unhas dela correndo por seu blazer, as unhas grandes, como ela sempre fazia. Afagou os fios negros dele afundando as unhas no couro cabeludo quando enfim pressionou os lábios dele iniciando o beijo cavado sem direito a espaço. Inevitável não sentir o sabor da baunilha misturada a creme da pele suave que roçava na sua, maciez, língua quente, saliva carregada de maldade e lascívia, um veveno demoníaco.

  Os seios medianos roçando na sua camisa enquanto a língua da mesma acelarava e ditava o ritmo. Puxou os fios dele e empurrou a nuca, queria sentir mais da língua grossa e a saliva quente quando enfim o transe acabara dando lugar as mãos dele em sua barriga a afastando bruscamente.

    -- O que faz aqui? -- Limpou os lábios sentindo calor.

   -- Não é maneira de tratar a pessoa que acabou de beijar.

   -- Me responde! -- Seu tom aumentou. -- O que faz aqui?

  -- Sasuke-kun. -- Sussurrou tentando de maneira frustrante o abraçar. -- Você... você será papai. -- Um baque, seus olhos turvaram sentindo o peso das palavras enquanto o sorriso dela apenas aumentou. -- Eu estou grávida! Grávida de você, Sasuke!

  Seu coração bateu rápido. Constantes arrepios, apenas com o olhar perdido a vendo sorrir e puxar sua mão até a barriga dela. Sua cabeça doía e sua visão turvava pela fome e medo que se apossara de seu corpo, puxou as próprias mãos com força. Seu celular tocou novamente enquanto fechou as grades do portão totalmente anestesiado e aéreo.

  __ Sasuke-kun! -- O tom inundou seus ouvidos como se nem mesmo acreditasse que ele havia atendido. Sasuke se trancou no carro agarrando o volante. __ Não quero incomodar, apenas...

  __ Não incomoda. -- Cortou a perolada rodando a chave na ignição enquanto deu partida cantando pneus. __ Está no consultório?

    __ Não. -- Estranhou a voz dele. __ Por quê?

  __ Preciso de você! -- Suplicou. E para sorte da Hyuuga era apenas uma ligação, pois somente isso fora o suficiente para ruborizar toda sua face. __ Quer dizer, preciso conversar.

  __ Não estou no consultório, mas se quiser podemos... -- Parou de falar logo que recebera um sonoro " não ".

     __ Chego na sua casa em dez minutos. -- Sasukr acelerou o automóvel na pista vazia. Tinha apenas uma certeza, teria que ver Hinata nesse exato momento.



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