História Um Presente Indesejado - Vkook/Taekook - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Monsta X
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Joo Heon, Jungkook, Min Hyuk, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Híbrido, Hybrid, Jihope, Jungkook Híbrido, Kooktae, Kookv, Namjin, Taekook, Vkook
Visualizações 2.287
Palavras 1.857
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ALOOOOOOOOOOOOOO
nossan, demorei pra carai né ;-;
Desculpa
(Já virou rotina pedir desculpas em todo cap, é a vida)

Capítulo 5 - O pijama


Depois de ter terminado o segundo curativo do Jungkook naquela noite, descemos até a cozinha para que eu preparasse o tão esperado jantar composto por apenas um macarrão instantâneo com sabor de carne.

— Jungkook, acenda a lanterna na direção do armário, preciso achar o pacote de macarrão. — Coloco ele no chão.

— Certo. — Ele liga o objeto transmitindo a luz por todo o cômodo.

— Pronto, agora aponte a luz para o fogão. — Coloco água em uma panela e ligo o fogo.

— Hyung, como o fogão funciona se não tem luz? — Ele se aproxima me olhando curioso.

— Como assim você não sabe?! É sério mesmo que você tem 17 anos? — Pergunto indignado.

— Tenho sim, nasci em 1 de setembro de 2000! Mas não mude de assunto, hyung! — Ele semicerra os olhos.

— Fogões não usam energia elétrica, se usa algo muito tecnológico chamado botijão de gás.

— Wow, que legal! — É sério que ele ficou impressionado com um fogão e um botijão de gás? Em que mundo ele viveu em todos esses anos?

— Que tipo de educação você recebia nesse orfanato à ponto de não saber como funciona um fogão?

— Eu nunca fui para a escola, as próprias pessoas de lá que me ensinavam as coisas...

— Entendi. — Acho que elas não tinham capacidade de ensinar alguém, até uma criança de 6 anos saberia o que é um botijão de gás. — Por falar em orfanato, você não ficou triste por ter que abandonar seus amigos de lá? — Pergunto colocando o macarrão junto com a água.

 — Que amigos? Eu não tinha amigos…

— Ué, como não? — Jogo o tempero na panela.

— Eu sou muito tímido e não falava com ninguém, quando cheguei lá todo mundo já tinha seu grupinho e ninguém veio conversar comigo. As primeiras pessoas que foram falar comigo só queriam rir da minha cara. Ganhei alguns apelidos como "Coelho solitário", "Sem amigos" "Excluído" e alguns outros que não lembro. Algum tempo depois eu fiz um amigo, ele era um híbrido de gato e era muito legal, as vezes quando olho para o seu irmão eu me lembro dele, mas ele acabou sendo adotado primeiro que eu e fiquei sozinho novamente. — Sua expressão parecia triste com as lembranças. — Mas as cuidadoras sempre conversavam comigo e me tratavam muito bem. — Seu rosto magoado se tornou em um sorriso feliz.

 — Você estava morando lá à quanto tempo?

— Não sei, mas a Tia MinHee disse que cheguei lá com 6 anos. — Jungkook fazia uma cara pensativa tentando se lembrar da idade exata.

— Como você chegou lá? — Tiro dois pratinhos do armário e coloco o macarrão em cada uma delas.

— Não gosto muito de falar sobre isso…

 — Se não quiser falar não precisa. — Pego os pratos levando até a mesa. Acendo algumas velas para não gastar a bateria da lanterna. —Vem, vamos comer.

— Não, tudo bem. Eu posso contar. — Ele se senta junto comigo e começa a comer. — Eu não lembro direito os detalhes porque tinha 4 ou 5 anos, mas meus pais e eu sofremos um acidente de carro. Eles acabaram morrendo porque estavam no banco da frente e eu estava no banco de trás. Eu apenas... — Podia sentir que ele começaria a chorar. — Apenas quebrei o braço e fiquei com essa cicatriz na bochecha…

 — Aí foi depois desse acidente que você foi pra lá?

— Não exatamente... — Ele olhava para o prato, brincando com os fiozinhos do macarrão. — A ambulância chegou no local e levou a gente pro hospital, eu chorava muito e queria ficar o tempo todo do lado deles mas os médicos não deixaram. — Suas lágrimas desciam em abundância. — Quando os médicos voltaram eles disseram que eles tinham morrido. Eu não aceitei isso e acabei fugindo do hospital… Acabei morando nas ruas por alguns meses.

 — Mas como você sobreviveu? — Pergunto interessado com a boca cheia de comida.

— Algumas pessoas me davam roupas e comida de vez em quando, as vezes uns caras maus queriam fazer coisas feias comigo mas eu conseguia fugir deles.

— Que tipo de coisas feias?

— Eles queriam tocar em mim sem eu deixar… — Suas lágrimas ainda estavam presentes. — Mas depois a Tia MinHee me viu na rua e me trouxe para o orfanato. Mesmo eu não tendo amigos eu me sentia feliz morando lá! — Ele seca as últimas lágrimas com as costas das mãos.

— Nossa, você já passou por muita coisa né…— Ele apenas concorda com a cabeça e continua me olhando. Estou me sentindo mal em ter tratado ele desse jeito por todo esse tempo, ele parece um bichinho indefeso mas aguentou muita coisa sozinho. De agora em diante vou protegê-lo de tudo e de todos, até de mim mesmo se for preciso. — Coma antes que esfrie. — Lanço um olhar com ternura e ele sorri voltando sua atenção para o prato.

— Hyung, não vai atender seu celular? — Jungkook diz com a boca cheia me olhando. Saio dos meus devaneios e pego o aparelho, era a minha mãe.

— Oi mãe…

— Oi meu filho, como estão as coisas?

— Poderiam estar melhor…

— O que aconteceu?

— Estamos sem luz.

— Vocês já jantaram pelo menos?

— Estamos fazendo isso agora.

— Como está o Jungkook?

— Desastrado como sempre, mas ele ta bem sim.

— Que bom, estão se dando bem?

— Sim…eu acho.

— Onde está o seu irmão? Liguei no celular dele mas ele não atendeu.

— Ele deu uma desculpinha esfarrapada de que iria fazer um trabalho com um amigo e disse que ia dormir por lá, certeza que é o namoradinho novo dele.

— Que bom que está tudo bem, vou desligar. Beijos meu amor.

— Beijos mãe. — Ri, ela sempre liga para fazer um interrogatório.

— Terminei, hyung!

— Muito bem, vamos lavar a louça agora.

— Não quero! — Ele faz um bico.

— Vai me ajudar sim.

— Não posso, pessoas machucadas não podem fazer esforços. — Ele aponta para os machucados, agora com seus devidos curativos.

— Jungkook, não é como se você tivesse com uma perna quebrada ou algo do tipo. Você não sabe mentir.

— Mas eu não quero lavar, hyung! A água fica gelada a noite e minhas mãozinhas ficam doendo… — Seu rostinho estava emburrado.

— Lembra daquele sorvete que eu te prometi?

— Lembro… — Ele tentava manter sua cara emburrada, mas não deu muito certo.

— Se você me ajudar, ele é todo seu…

— Sério? — Seus olhinhos brilhavam em expectativa.

— Com toda a certeza. — Afirmo balançando a cabeça.

— Oras hyung, por quê está sentado aí sem fazer nada? Vamos lavar a louça! — Sinto suas mãozinhas segurando meu pulso e me puxando para a cozinha.

(23h16)

— Aaah, estou cheio! — Jungkook se esparrama no sofá alisando sua barriga.

— Claro, depois de 4 tigelas cheias de sorvete era isso que ia acontecer.

— Parece que vou explodir. — Ele faz um movimento com as mãos junto com um barulho estranho como se quisesse imitar uma bomba, o que resultou em um biquinho fofo em seus lábios.

— Ninguém mandou comer igual um desesperado. — Me aproximo dele e levanto suas pernas, me sento e coloco as mesmas em minhas coxas.

— Ah, mas é que estava tão bom…Sorvete de chocolate é o meu favorito. Se eu tivesse um espacinho sobrando com certeza comeria mais. — Apenas dou risada. — Hyung, posso dormir com você hoje?

— Deixa eu adivinhar…Tem medo do escuro, não é?

— Como você sabe? — Que criança mais ingênua…

— Depois de ver sua reação quando a luz acabou, tenho toda a certeza do mundo que seja isso. Você é bem medrosinho né? — Solto um riso fraco.

— Posso ou não? — Ele cruza os braços emburrado. Tão fofinho, sim, agora eu posso admitir que ele é muito fofo.

— Pode sim, vou arrumar a cama. Você fica aqui ou vem comigo? — Ele apenas me olha como se a resposta fosse óbvia. — Tudo bem, tudo bem. Vem cá. — Pego ele no colo. — Por que você não vai andando, ein? — Não é por que ele é leve que eu tenho que carregá-lo o tempo todo.

— Porque estou de barriga cheia, oras! — Ele solta uma risadinha sapeca.

— Engraçadinho. — Apenas continuo andando até o quarto. — Vá escovar os dentes e trocar de roupa enquanto eu arrumo aqui, sim? — Ele concorda e o coloco no chão.

Vou até o armário procurando alguns cobertores e um travesseiro e coloco tudo sobre a cama, a noite estava um pouco fria. Enquanto esticava os tecidos sobre o colchão ouço passos e vejo Jungkook se aproximando coçando os olhinhos cansados, ele estava com um pijama de unicórnio extremamente fofo e caminhava lentamente até a cama. Se eu fosse cardíaco provavelmente teria morrido com tamanha fofura.

— Já acabou, hyung? — Murmurou entre o bocejo.

— J-já sim, pode deitar que eu já vou. — Confesso que fiquei um pouco desnorteado com ele dentro desse pijama...PUTA MERDA QUE COISA MAIS FOFA! Calma Taehyung, se controla, nunca havia visto ele usando isso. Se eu visse essa criatura vestida assim na rua eu diria que ele teria no máximo 12 anos, mas nunca 17…

Escovei os dentes e coloquei uma roupa confortável para dormir, ele deveria estar com bastante sono, porque quando voltei ele já estava dormindo. Me aproximo e deito na cama com cuidado para não acordá-lo, me pego fitando seu rosto branquinho e delicado como se fosse feito de porcelana, sua expressão serena, seus lábios rosadinhos que estavam entreabertos, seu narizinho avantajado que por incrível que pareça combinava com ele… Me pergunto se esse sentimento de culpa vai ir embora um dia, eu estive tão cego assim por não perceber o quão fofo e precioso ele é?

— Boa noite Kookie. — Sussuro fazendo um carinho leve em sua bochecha, acabo não me controlando e deposito um beijo ali. Me viro para apagar o abajur movido a pilhas, vai que amanhã a luz não tenha voltado ainda? Preciso economizar o máximo possível.

— Boa noite, TaeTae… — Sou surpreendido pela voz de Jungkook e sinto seu braço envolvendo minha cintura sutilmente.

— Pensei que já estivesse dormindo, mocinho. — Instintivamente levo minhas mãos até suas orelhas, fazendo um carinho.

— Estava esperando você voltar… — Ele coloca seu rosto na curva do meu pescoço soltando um suspiro, senti um leve arrepio mas creio que seja pelo frio, já que meus braços estavam cobertos apenas pela manga fina da blusa.

— Já cheguei, então vamos dormir. — Junto nossos corpos fazendo o frio ir embora aos poucos. Não sei por qual motivo mas me sinto feliz e aquecido, não só por fora como por dentro também…

 

É, Talvez…Só talvez, não seja tão ruim ter o Jungkook como minha companhia…




 


Notas Finais


Ficou curtinho pq to sem idéias, sorry ;-;

Até o próximo capítulo :*


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