História Um presente para Tobio-chan! - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Haikyuu!!
Personagens Shouyou Hinata, Tobio Kageyama, Tooru Oikawa
Tags Kagehina
Exibições 399
Palavras 2.606
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Espero que goste do presente!


 

 

Há circunstâncias que você se arrependerá até seu último suspiro. Uma destas com certeza seria o momento em que resolveu apostar com o Oikawa que conseguiria receber, no mínimo, metade de seus saques com sucesso. O que podia fazer se tinha confiança em seu vôlei? Talvez até demais. Mas, veja bem, não era algo totalmente impossível como podia parecer. Oikawa aceitou ajudar os jogadores da Karasuno com algumas coisas e sem dúvidas, o que Hinata mais precisava melhorar era sua recepção; eles treinaram arduamente e o ruivo já conseguia pegar 70% dos saques, isso era um fato irrevogável, e o mais velho já se via por satisfeito com os resultado, aumentando ainda mais a confiança do ruivinho, e quis parar, só não esperava por tal aposta.

– Se eu conseguir receber metade dos seus saques com sucesso, você continua me ajudando, caso eu não consigo, você poderá mandar eu fazer qualquer coisa e farei.

Péssima ideia. A pior. Oikawa sempre tinha sempre uma carta na manga e Hinata não conseguiu pegar 10% de seus saques. O mais velho havia trapaceado, de certa forma, mas aposta era aposta e cumpriria o prometido, só não esperava por isso.

Abriu novamente a caixa com a fantasia vergonhosa: um arco com orelhas de gato quase da cor de seus cabelos, uma coleira rosa com um pingente escrito “neko”, uma pequena guia e um plug anal com uma calda. Sim, um plug anal. Não usaria isso, não mesmo. Pegou o pequeno bilhete que estava junto a caixa.

"Eu não dei nada de aniversário ao Tobio-chan, então resolvi dar você de presente à ele. Cuidado para não estragar a fantasia, deu trabalho achar uma que combinasse com você! Espero que se divirtam!"

Choramingou olhando bem os objetos, talvez se pedisse à Kageyama para fingir que usou tudo aquilo, ele aceitasse. Mas trapacear? Não, o mais novo não aceitaria tal coisa. Tirou as roupas que vestia, ficando apenas com a boxer clara e foi até o espelho, colocando as orelhas com cuidado, junto a coleira, tocou a ponta de uma das orelhas. Era macio. Mas que droga, tão humilhante. Olhou para o último acessório da fantasia, o pegando em mãos. Balançou a cabeça em negação. Se recusava a usar tal coisa.

Sobressaltou-se ao escutou a porta da sala ser destrancada, havia mandado mensagem para Kageyama avisando que ficaria o final de semana sozinho em casa e que tinha uma surpresa, então quando chegasse fosse logo para seu quarto.

– Hinata...? – Escutou duas batidas na porta do quarto segundos depois, junto a voz baixa do mais novo. Levantou da cama, ainda com o plug em uma das mãos e caminhou até a porta, a abrindo com calma.

– Er... Surpresa... – Falou tímido, escondendo ambas aos mãos atrás do corpo e aos poucos erguendo o olhar até o namorado que não falou mais nada, permanecia estático, a boca aberta pela visão que tinha, Hinata perguntou-se se aquilo era bom ou ruim. Ele riria daquilo?

– H-H-Hinata, o que é-é-é isso? – Kageyama deu um passo à frente, analisando melhor o baixinho. A pele sempre alva demais quase totalmente exposta, tento apenas a boxer tapando sua nudez, as orelhas de gato faziam o ficar insanamente adorável, assim como as bochechas coradas e as feições inocentes, era demais para Kageyama.

– Depois explico e ern... Tem essa parte da fantasia, você quer que eu use? – Mostrou o plug com a calda, a ingenuidade na voz era de fato legítima, ele sempre fazia esse tipo de coisa sem querer, acabava com o autocontrole do moreno sem nem ao menos notar. – Você está me achando ridículo, né?

– Eu não sei de onde tirou essa idéia, mas eu amei. – Aproximou-se, beijando o ruivo repentinamente, as mãos grandes passando por todo o corpo esguio, parando nas nádegas e apertando-as com gosto, puxando o corpo menor contra si. – Fica de quatro, gatinho. – Ordenou baixo, próximo a audição alheia, pegando o plug com uma das mãos, recebeu um último olhar apreensivo do menor, mas nenhum protesto.

Em questões de segundos Hinata estava de quatro sobre a cama, não tendo coragem de encarar novamente o garoto atrás de si. O corpo maior debruçou-se sobre seu, beijando e sugando a nuca e costas, marcas de mordidas ficando por todo o caminho, junto aos gemidos doloridos que se desprendiam da garganta do mais velho. Mas Kageyama sabia que ele gostava daquilo, mesmo que jamais admitisse em voz alta, seu corpo o entregava. Baixou a boxer do menor, jogando no chão e mordendo fortemente umas das nádegas, a marca de seus dentes ficando com perfeição da pele clara e um gemido demorado e arrastado preencheu todo o cômodo.

– Você fica tão perfeito desta forma. – Provocou sugando a carne farta entre os lábios, deixando mais uma marca chamativa no corpo pequeno. – Como nunca pensei nisso antes? – Perguntou retórico, o barulho estalado de um tapa misturando-se ao gemido lânguido. Pegou o plug entre os dedos, o levando aos lábios e o lambuzando com a própria saliva, aproximou o objeto da entrada alheia, este sobressaltando-se com o contato, circulou o local com calma, apreciando as expressões e os gemidos do parceiro em antecipação.

– Olha pra você. Ainda nem enfiei e você já está gemendo como uma puta. – Sorriu maldoso, recebendo em troca um lamurio de reprovação e, enfim, enfiando o objeto em seu interior.

– Kageyama... – Chamou arrastado, enfiando o rosto em um dos travesseiros na cama, abafando os gemidos que continuavam a lhe escapar enquanto o maior movia o plug lentamente em seu interior, pressionando contra sua próstata, parando repentinamente.

Hinata demorou algum tempo para levantar o rosto e focar o namorado terminando de se livrar a última peça de roupa, puxando a cadeira que ficar próximo a sua escrivaninha e sentando-se de forma largada, o olhar percorrer todo o dorso despido, parando no membro já ereto e que era masturbando lentamente pelo dono.

– Agora venha aqui e me chupe.

O ruivo jamais admitiria em voz alta o quanto amava quando o namorado lhe dava ordens daquele tipo, gostava de ser dominado por ele, mas isso não era algo que precisava ser proferido em voz alta, não havia a menor necessidade. Saiu da cama, sentindo um pequeno desconforto a cada passo por ainda estar com o plug em seu interior, baixou-se entre as pernas do moreno, sentando-se sobre as próprias panturrilhas, um gemido baixo escapando os lábios ao sentir o objetivo ser pressionado novamente contra sua próstata.

Ergueu a cabeça, os grandes olhos fitando os semelhantes alheios enquanto segurava o falo ereto entre os dedos finos, passando a língua por toda a extensão, circulando vagarosamente a glande com a língua e a chupando com gosto. Hinata amava chupar o namorado e ambos sabiam disso. Ele sentia quase tanto prazer quanto o namorado ao realizar o ato. Voltou a descer a língua pela extensão, indo até os testículos e os sugando com cuidado, sorrindo satisfeito com um gemido mais alto do moreno.

Os cabelos alaranjados foram agarrados com força, tendo a cabeça forçada contra o pau alheio e prontamente abocanhando-o, chupando demoradamente, tendo os movimentos agora guiados. Kageyama impulsionava o quadril em direção à boca do menor, estocando-a sem o menor cuidado e gemendo alto em deleite. Hinata acabava engasgando-se algumas vezes, mas nunca cogitando em parar os movimentos agressivos, continuava as os incentivar.

– Você ama isso, não é? – O moreno perguntou, liberando o aperto nos fios claros enquanto Hinata continuava a lhe chupar, não obtivera resposta audível, apenas o olhar falsamente inocente sobre si. Voltou segurar-lhe os cabelos, puxando o parceiro pelos mesmos e fazendo-o se sentar em seu colo, a saliva em excesso escorrendo pelos cantos da boca e sendo lambido pelo moreno.

– Kageyama... – Chamou manhoso, acariciando os ombros mais largos que os seus próprios com lentidão e rebolando em seu colo. O sorriso malicioso voltou a se fazer presente nos lábios finos, entendendo exatamente o que o menor queria.

– Hm? – Ergueu uma sobrancelha em falsa dúvida, afastando sutilmente a coleira que circulava o pescoço fino e dando atenção àquele local, maltratando a pele pálida entre os lábios com fortes sucções, deixando marcas exageradas e arroxeadas em um total ato de possessividade. – Diga.

– Por favor... – Os olhos claro pareciam perdidos em meio ao prazer provocado apenas pelos lábios alheios em sua pele, o quadril movendo-se lentamente, causando uma torturante fricção entre os falos despertos e fazendo com que o objeto ainda em seu interior aprofundasse-se mais e mais. Porém, o ruivinho queria mais que aquilo no momento, bem mais.

– Não irei saber o que você que, se não pedir, Shouyou. – O tom era visivelmente sínico, nem ao menos tentava camuflar. Os dedos longos percorreram as costelas magras, passando pelo quadril e parando entre as nádegas arredondas e fimes. Acariciou os pelos que formavam a calda presa ao plug, segurando este pela base e girando no interior do mais velho, um sorriso maldoso formando-se em seus lábios com o gemido lânguido e necessitado que se desprendeu da garganta alheia. – Vamos lá, meu amor ou posso fazer isso a noite toda. – Puxou o objeto com cuidado, voltando a enfiá-lo no menor com força, não importando-se com as unhas que eram cravadas fortemente em seus ombros, tornando a repetir aquilo.

– Eu quero seu pau dentro de mim. – Formular aquela frase de forma coerente e sem gaguejar ou ser interrompido pelos gemidos cada vez mais difíceis de controlar fora algo que surpreendeu até aquele que a proferiu. O levantador da Karasuno sorriu satisfeito, afastando a cabeça no pescoço quase suficientemente marcado e encarando o mais baixo, este estava corado a um nível que poderia pensar que explodiria. Como era adorável. Mas aquela parcela de vergonha não impedia de retribuir o olhar provocativo de igual para igual. – Quero que me foda até que eu ache que valeu a pena usar essa fantasia ridícula.

O sorriso maldoso do moreno apenas alargava-se e Shouyou tinha a plena certeza de que ele faria o que foi pedido. O objeto que antes era usado como modo de tortura em si, foi jogado longe e o corpo erguido junto ao maior, sendo guiado até a cama, onde fora jogado sem a menor sutileza ou cuidado. Arrastou-se até o meio desta, o outro o acompanhando de perto, o olhar predador fazendo cada partícula de si ficar atento. Mas o que ele realmente queria era ser apanhado.

 – De quatro, Shouyou. – O tom ríspido e exigente, tão típico de Kageyama Tobio, não mais irritava o mais velho, o excitava de tal forma que não haveria palavras para descrever, apenas acatou todas a ordem, como um bom súdito ao rei. As nádegas brancas imoralmente empinadas em direção ao mais jovem e os cotovelos servindo de apoio sobre o colchão macio demonstravam como gostava de ser dominado por aquele atrás de si, nunca indo contra suas ordens. Não na cama, claro. Ali ele era totalmente submisso àquele rei ditador.

Kageyama estava cansado de toda aquela provocação, mesmo que provocar o ruivo estivesse entre seus passatempos favoritos, afundar-se naquele corpo excessivamente quente e sempre apertado estaria sempre acima de tudo, e foi isto que fez, em uma estocada bruta e rápida, enterrou-se o interior alheio, arrancando-lhe um grito esganiçado pela penetração ríspida e um choramingo baixo pode ser ouvido enquanto o rosto do menor afundava-se em um dos travesseiros; antes o moreno se preocuparia se havia o machucado, porém sabia que não era nada disso, não demorou mais que meros segundos para o quadril a sua frente rebolar sutilmente de encontro ao seu e o moreno dar início às estocadas lentas, porém profundas, cada uma destas provocando um gemido alto de Hinata, que teimava em abafá-los com o travesseiro.

A destra do levantador chocou-se com a bunda do mais velho em um tapa desmedidamente forte e carne farta sendo apertada entre os dedos de igual forma. O local ficou vermelho de imediato. Aquilo combinava tanto com Hinata. A mesma mão que agredira o menor anteriormente, seguiu meu corpo esguio, acariciando-o tão sutilmente que contradizia as estacas cada vez mais forte; parou ao chegar ao pescoço, contornando-o com a mesma sutileza e fechando-se repentinamente ao seu redor, o aperto sendo calculadamente firme.

– Acho que já falei sobre não gostar quando faz isso. – A calma na voz nada condizia com as ações feitas, mas o que se esperar de alguém como ele? Hinata esperava exatamente isso. O garoto menor ergueu a cabeça, não precisando que Kageyama falasse mais nada e agora os gemidos eram escutados com nitidez, até por seus vizinhos provavelmente. As estocadas aumentaram ainda mais o ritmo, o barulho dos quadris se chocando sendo obsceno em demasia, perdendo apenas para os pedidos desconexos emitidos por Hinata.

As posições foram invertidas em certo momento que nenhum dos dois saberia dizer qual ou quem fizera, mas agora Kageyama estava deitado sobre o colchão enquanto o outro subia e descia rapidamente sobre seu membro. Os dois jovens perdiam-se em meio a tanto prazer, não conseguindo haver mais algum dialogo coerente ali, apenas gemidos, arfares e xingamentos jogados ao ar. Hinata acabou chegando ao ápice primeiro, continuando a rebolar sobre o mais alto, até que este também derramasse-se em seu interior, o que não demorou em acontecer.

Hinata deixou o corpo amolecer sobre o maior, a cabeça recostando no peitoral pouco definido, escutando os batimentos acelerados enquanto o peito subia e descia rapidamente, tentando ser normalizado, não tão diferentes si. Beijou carinhosamente o local onde antes tinha a cabeça repousava, juntando as mãos sobre e apoiando agora o queixo ali, encarando o mais novo, um sorriso terno contornando seus lábios.

– Eu te amo, sabia? – Óbvio que a pergunta era retórica, óbvio que Kageyama saberia, todos sabiam, mas também era óbvio como gostava de proferir aquilo.

– Eu também te amo. – Selou demoradamente os lábios pequenos, acariciando os cabelos alaranjados com uma das mãos, alcançando o pequeno arco com orelhas de gato. – Principalmente assim.

– Idiota! – Bateu na mão que acaricia seus cabelos, tentando livra-se daquelas "orelhas" e da coleira, mas sendo veemente repreendido.

 

 

_____

 

 

– Tobio-chan! – Oikawa Aproximou-se com a típica alegria, o que não combinava com aquela tarde quente, sorrindo de orelha a orelha e abraçando seu kohai, porém, sendo ignorado por completo. – Gostou do meu presente de aniversário? Acho que sim, nem tentou me bater por ter te abraçado.

– Aniversário? – Ergueu uma sobrancelha, encarando o mais velho com dúvida e desconfiança. – O meu aniversário é em dezembro, Oikawa. Ainda estamos em outubro.

– Uh, sério? Eu podia jurar que tinha sido no mês anterior. – Afastou-se coçando a cabeça com a própria confusão. Mas que seja, nunca foi bom com datas mesmo. – Então fica como presente adiantado. Gostou?

– Eu não sei do que está falando.

– Como não? Shouyou-chan não cumpriu o que mandei? – Olhou para os lados, procurando pelo ruivo mencionado e chamando-o freneticamente ao vê-lo, este aproximando-se com cautela, talvez timidez. – Você não entregou meu presente ao Tobio-chan?

– Er... – O olhar do baixinho recaiu sobre os próprios tênis, ignorando os olhares questionadores sobre si. – Sim...

– Fico feliz!!

– Eu não sei do que vocês estão falando.

– Meu presente para você era o Shouyou-chan. De gatinho. – Abraçou o mais baixo pelo ombro e mesmo que este recusasse a erguer o rosto, era previsível que ele estava corado, até suas orelhas estavam vermelhas. – Deve ter ficado a coisa mais fofa, não foi? Eu queria que o Iwaizumi usasse uma igual, mas ele me socou quando pedi.

O olhar de descrença de Kageyama intercalava rapidamente entre os outros dois, não sabendo como reagir, ainda se surpreendia como Oikawa conseguia ser intrometido e descarado de tal forma e iria querer saber o porquê de Hinata ter aceitado usar aquilo, mas no momento, talvez a melhor coisa fosse agradecer o presente de aniversário.


Notas Finais


Pensei seriamente em ter feito KuroKen, porque encaixaria perfeitamente, mas kagehina é tão tão tão grr.
Bem, espero que tenham gostado e adios.


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