História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Chris Evans, Demi Lovato
Tags Casamento, Chris Evans, Comedia Romantica, Demi Lovato, Principe
Visualizações 585
Palavras 3.321
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiro capítulo, espero que gostem, e se der comentem...

Capítulo 1 - Cause... Made in UK


- Demi! Acorda! - A voz de Dallas interrompeu meu sonho. Oh droga! Hoje tem de novo! Ela puxou meu cobertor. - Espere ai, só 5 minutinhos vai! - Falei voltando a me envolver nas cobertas.

 

- Você já falou isso as três vezes que tentei te acordar! Não, você dormiu demais! - Ela voltou a puxar minhas cobertas.

 

- Só tenho que estar lá cinco e meia.

 

- Daqui pra lá é uma hora, vamos, levante-se. - Minhas tentativas de tentar dormir mais um pouco foram frustradas.

 

- Está bem.

 

Levantei, mas aparentemente meu corpo não queria obedecer-me, fui ao banheiro e tomei um banho rápido. Nosso apartamento era bem pequeno, só havia um banheiro e uma sala-quarto-cozinha. O aluguel era um pouco caro para o tamanho do apartamento, mas dava - com bastante dificuldade - para pagar. Eu era garçonete em um restaurante de um hotel muito famoso em Londres e minha irmã era bartender em um restaurante. Meus passos eram pesados, eu ainda estava com sono, mas eu tinha que ir ao trabalho e fazê-lo bem. Aquela era minha realidade.

 

- Por que chegou tão tarde ontem? - Dallas perguntou pegando um pedaço de torrada.

 

- Não, é que eu tive que pegar o turno do Chase porque ele passou mal.

 

- Tente não chegar tarde hoje, aqui é muito perigoso, principalmente depois das 10. Eu tinha pensado que hoje era seu dia de folga, mas ontem você pediu para acordá-la essa hora.

 

- Como o Chase passou mal, ele me pediu para substituí-lo num jantar do hotel… AI MEU DEUS!

 

- O que foi ?

 

- É um jantar super chique e vão pagar um extra, juntando com o meu salário e as horas extras, vai dar pra pagar o aluguel e sobrar um dinheiro, podemos abrir uma poupança e… - Minhas expectativas estavam altas, nossa situação financeira no momento não estava nada boa.

 

- Vai com calma, relaxa… Ok, de quem é esse jantar ?

 

- Não sei, deve ser uma pessoa muito rica, vão fechar o restaurante do hotel só pra isso.

 

- Mas se vão fechar o restaurante você pode chegar mais tarde, né?

 

- Não, eles querem que eu ajude a limpar e querem ensinar umas coisas pra gente.

 

- Oi? Ensinar o que?

 

- Também achei estranho. Vão nos ensinar um jeito novo de servir, se portar… Essas coisas.

- Demi, o restaurante que tu trabalha já era super chique, se eles querem refinar ainda mais só pode ser gente super importante!

 

- Eu sei...Ei, e se lá for um jantar para um magnata riquíssimo e super lindo ao estilo Christian Grey sem todas aquelas psicopatias? Eu vou colar uma foto gigante sua no meu uniforme e quando eu for servir ele eu vou falar “essa aqui é minha irmã, solteira, 27 anos, muito gata, a disposição” e apontar pra sua foto. - Começamos a rir, Dallas é realmente muito bonita, ela tinha os cabelos castanho-escuros, na altura dos ombros, com californianas loiras, era alta e magra. Já eu era o contrário, baixinha, cabelos pretos com franja, um pouco abaixo da cinturab e meio gordinha.

 

- Deixa de ser doida! - Ela me empurrou de leve.

 

- Está treinando pra ser o Hulk, minha filha?

 

Brinquei. Era… Aquela era minha vida; eu não tinha um carro, não tinha uma casa própria. Com muito sacrifício conseguimos pagar o aluguel, não tinha o emprego dos sonhos, mas embora não tivesse quase nada, eu era feliz. O caminho para o trabalho era longo, tinha que andar 20 minutos, pegar 2 ônibus e metrô. Quem será que está dando esse jantar? Aquela pergunta ecoava na minha cabeça. Desde o tempo que trabalhava no restaurante do hotel, haviam tomado tal atitudes, aulas de como se comportar? Com certeza deveria ser alguém muito importante.

 

Cheguei ao hotel uma hora depois. A visão da entrada do hotel ainda me deslumbrava. O London era um daqueles hotéis que você só vê na televisão. Já trabalhava ali há oito meses, mas não conseguia me acostumar. Era enorme, a parede da entrada era uma enorme parede de vidro, com uma porta giratória, o hotel todo é em tons claros, muitos lustres, com uma decoração muito chique. Ao entrar no restaurante do hotel, me surpreendi, haviam muitas pessoas. Hayley, uma das ajudantes do chefe, corria de um lado para o outro euforicamente.

 

- Hayley, o que está acontecendo?

 

- Hã?! - Ela me olhou cansada.- Oi Demetria, o Eddie quer ver você.

 

Eddie era meu chefe, ele era um senhor de 67 anos, era muito legal, quando eu estava atrás de emprego, fui muito rejeitada em muitas empresas devido a minha idade, eu só tinha 18 anos e o meu inglês que não era lá essas coisas. Ele foi o único que me contratou, eu o considerava muito. O procurei, aqueles cabelos grisalhos e o terno branco eram inconfundíveis. Ele estava perto do bar, então fui até ele.

- Eddie me chamou ?

 

- Oh. Demetria, como é que você chega essa hora? - A voz dele era rouca.

 

- Eddie, meu turno começa às três, você disse que se eu pegasse o turno do Chase e o substituísse nesse jantar, eu poderia chegar às cinco. - Ele deu um breve suspiro e falou:

 

- Perdoada. Agora vai ajudar o Luke a tirar as cadeiras, parece que ninguém trabalha aqui. - Ele gritou para outros funcionários que olharam espantados junto a mim; ele nunca gritava. Recuperei-me do recente espanto, pensei em questioná-lo á respeito das cadeiras, mas desisti ao vê-lo olhar para a prancheta que estava em sua mão, aparentemente desesperado e então falei:

 

- Vou só colocar o uniforme.

 

- Nada disso, você vai primeiro ajudar o Luke e depois vá falar com o Pierre, ele vai ensinar umas coisas que deve saber para esse jantar.

 

Pierre ?

 

- Quem é Pierre?

-É aquele ali. - Ele apontou para um senhor, qual estava falando com alguns homens de terno. - Fui até Luke e o ajudei com as cadeiras.

 

- Luke, por que temos que tirar as cadeiras, ao invés de colocá-las? Ia perguntar ao Eddie, mas ele está tão estressado que resolvi não cutucar o leão, vai que ele me demite.

 

- Demitir? O Eddie jamais te demitiria. Mas voltando às cadeiras, o tal de Pierre resolveu colocar uma grande mesa com lugares marcados e tirar todas as outras. Por que chegou tão tarde mocinha? - Luke colocou uma mão na cintura.

 

- Mas quem é que vem jantar aqui?

 

- Você não respond… Você não sabe? - Pegamos mais algumas cadeiras e colocamos no corredor da sala do Eddie. A reação dele só me deixava mais curiosa.

 

- Não.

 

- Realmente Demi você vive no mundo da lua… É a rainha!

 

- O quê? - Gritei.

- Não grita, não sou surdo. Ela vai dar um jantar real aqui no Hotel Palace!

- Mas por que aqui ? Ela tem vários castelos a sua disposição. - Murmurei, dando ênfase na palavra ‘’castelos’’.

- Parece que um embaixador está aqui por algumas semanas, ele esta hospedado aqui e adorou o restaurante, então insistiu para que fizessem o jantar aqui, pois é sua segunda vez aqui em Londres e da primeira, ele foi jantar no castelo em que ela mora.

Uau! É a rainha!

- Ah… E como você sabe de tudo isso?

- Digamos que eu tenho muitas fontes…

- Deixa eu ver, com muitas fontes você quer dizer a dona Heloísa, a faxineira fofoqueira que escuta tudo atrás das portas do vigésimo e último andar? - Começamos a rir. Dona Heloisa parecia saber de tudo antes de todo mundo.

- Mas é sério, ela tem uma audição espetacular! Ela me contou com tantos detalhes!

- Aquilo ali é uma fofoqueira! - Pegamos as últimas cadeiras e colocamos lá.

- Você fala isso só porque ela não te contou primeiro. - Era verdade. Sempre conversava com Dona Heloisa e ela não gostava do Luke.

- De qualquer forma, vamos temos que ter aulas com o Pierre. - Adorava Luke. Ele era o meu melhor amigo. Éramos confidentes e ele sempre me apoiou muito, desde que eu havia vindo morar em Londres, ele havia sido meu primeiro amigo. - Olá, sou Demetria. - Cheguei perto dos funcionários, onde Pierre estava, no canto do salão.

- OlásouDemetria. Não temos tempo, você tem que aprender logo, não quero que esse jantar seja arruinado por uma garota mal-educada. - Ele tinha um sotaque francês. Sequer me conhecia e falava aquilo. Meu sangue ferveu.

- Oi ? Escuta aqui seu filho de uma p… - Luke segurou meu braço.

- Demi!- Luke me interrompeu.

- De uma? - Pierre continuou.

Ahhh ele está me testando.

- Filho de uma mãe que vive em uma pacata cidade ao sul da Inglaterra, chamada Londres. - Corrijo-me entre-dentes. Chegaram os outros garçons que também iriam servir. Ao total, éramos 6, 2 serviriam a entrada, dois o prato principal e os outros dois a sobremesa.

- Ótimo, vamos começar. O garçom deve estar impecável, com uniforme e luvas. O mesmo começa servindo a mulher sentada ao lado direito do anfitrião, em seguida todas as mulheres, por último o anfitrião. Os pratos saem montados e decorados da cozinha. Entenderam?

- Sim. - Falamos em conjunto.

- Vamos continuar. Os lugares à mesa são marcados com placement, porta-cartões, onde consta o nome de cada um à frente do local onde deve se sentar. O garçom que serve não deve nunca esbarrar nos convidados enquanto serve e nem se encostar à mesa. Agora vamos saber como servir. Vocês devem ter boa postura, jamais se curvar sobre o convidado. Tudo deve estar impecável. Começa-se pela entrada, que será uma salada de carpaccio de beterraba com couve flor e molho pesto. Entenderam? - Aquele cara era irritante e falava rápido, mas nada que eu não pudesse memorizar. - As bebidas são servidas pelo lado direito e de acordo com os pratos. Nunca encha até a boca os copos, apenas 2 terços. A primeira travessa é levada pelo lado esquerdo do convidado. Os pratos sujos devem ser retirados também pelo lado esquerdo. Os pratos limpos sempre entram pela direita do convidado. Servir homens e mulheres partindo sempre do embaixador. Memorizaram?

- Sim. - A única coisa que poderia me confundir era servir pela direita ou esquerda.

- Ah, quem cometer qualquer erro, ocorrerá demissão imediata do mesmo. Fui claro?

- Sim. - Falávamos em conjunto.

Aquele filho de uma puta…

- Charlie e Brandon servirão a entrada, o prato principal; Luke e Demetria, e Christopher e Hayley a sobremesa.

- Demi, você conseguiu aprender? - Luke perguntou.

- Sim, e você? - Ele estava com medo. Se aquele jantar desse errado, nós podíamos perder o emprego.

- Não muito. Estou meio confuso. E agora? Serviremos o mais difícil. - Fiquei preocupada, Luke era o meu melhor amigo, não queria que ele fosse demitido.

- Não se preocupe. Qual parte você não entendeu? Eu te ajudo.

- Oh Demi você é demais! Mas você também é bem atrapalhada.

- Eu sei disso! Também estou apreensiva. -Pierre veio até nós.

- Ah, antes, por favor, assinem aqui. - Pierre deu-nos um contrato. Um contrato de confidencialidade.

- Pra quê isso?

- Para garantir que ninguém vai falar, nem tirar fotos, sobre esse jantar. - Assinamos o contrato.

As horas passaram voando e logo chegou a hora do jantar, antes do mesmo, todos tivemos que tomar um banho, pois estávamos muito suados e cansados, vestimos o uniforme que nos foi fornecido. Era muito mais bonito que o nosso habitual, era uma camisa social branca, uma gravata da preta, um colete preto e calça social preta, com luvas brancas. Tudo estava perfeito, a mesa com uma toalha branca, as cadeiras estavam perfeitamente alinhadas, haviam vários seguranças. Não tinha como aquele jantar falhar. Fui até a cozinha, começando a conversar com Maria, uma das cozinheiras, Luke entrou na cozinha gritando.

- Oh meu Deus! - Ele estava tremendo.

- O que foi? - Perguntei assustada.

- Eles chegaram. O Eddie mandou que nós todos fizéssemos uma fila na entrada do restaurante para que a rainha nos cumprimentasse.

- O quê? A Rainha vai nos cumprimentar? - Tremi.

- Isso!

- Oh meu Deus, como eu estou? - Ele me examinou.

- Está ótima, e eu?

Olhei. Luke estava ótimo, seu cabelo loiro estava em um topete bem feito. Ele estava feliz, seus olhos verdes cintilavam.

- Lindo! Você está tão feliz. Calma, a rainha não faz seu tipo.

- Ela não mas o filho dela... - Ele mordeu os lábios.

- Espera, ela não tinha só uma filha? Desde quando tem um filho ?

- O quê! - Ele gritou.

- Para de ficar gritando, dá susto, sabia?

- Você não sabe quem é o príncipe gato, lindo, gostoso, maravilhoso, charmoso, que todo mundo quer pegar, o princípe Justin?

- Não. - Luke ficou boquiaberto.

- Ai meu Deus, vê se não desmaia quando vê-lo, está bem? Por que se te demitirem eu vou preso por matar aquele desgraçado que te demitiu.

- Ok. - Comecei a rir.

- Será que eu tenho chances? - Luke me olhou esperançoso enquanto fazíamos uma fila a direita da porta principal.

- Tantas quanto eu; nenhuma. - Falei rindo. - Um homem de terno atravessou a porta e disse.

- A Rainha Isabel III e sua família. - Então a Rainha entrou. Ela era tão linda quanto uma rainha deveria ser. Tinha os cabelos castanho-claros, não devia ter mais de 40 anos, era alta e magra. O vestido que ela usava era azul escuro, até o joelho, com sapatos scapin pretos de verniz,os cabelos soltos. Ela começou a cumprimentar-nos, olhou cada um de nós nos olhos e nós fizemos a reverência, ela apertou a mão de cada um e perguntou nossos nomes. Possuía um sorriso caloroso, como de uma mãe.

Depois de nos cumprimentar, atrás dela veio sua família. A princesa Lisa era tão linda quanto a mãe, tinha os cabelos loiro-escuros, era um pouco mais baixa, magra, não tinha mais do que 15 anos, estava com um vestido rosa bebê soltinho, um pouco acima dos joelhos e sapatos, usava salto altos fechados da mesma cor do vestido e os cabelos presos em um coque. Nem em um zilhão de anos, nem em uma realidade alternativa onde o Barack Obama é um palhaço, eu ficaria tão linda quanto elas. - Luke cutucou meu braço.

- Ele vai entrar agora. - Sussurrou.

Então segundos depois, o príncipe entrou. Fiquei paralisada e prendi a respiração. Eu estava mais que nervosa. Engoli a saliva. UAU. Que homem lindo é esse? O Príncipe era simplesmente perfeito. Os cabelos loiro-escuros, com um topete repicado, sem barba. Perfeito. Ele era alto, forte. Um nariz bem afilado, e uma boca… Eu nunca havia visto um homem tão lindo. Luke me cutucou assim que ele passou.

- N-Ã-O B-A-B-A. - Ele soletrou em voz baixa. Volto a olhar para ele. Que pedaço de mal caminho é esse! Não pude evitar suspirar. Ahh lá em casa! Vieram outras pessoas depois dele, mas eu simplesmente não conseguia parar de observar o príncipe. Luke me cutucou novamente para irmos para a cozinha. Havia cerca de 15 pessoas na mesa, eu e Luke ficamos espiando pela porta da cozinha.

- Demi, ele é tão lindo! - Ele se abanou com as mãos. Meu sentimento de deslumbre era igual ao de Luke.

- Pois é… Perfeito.- Suspirei.

- Será que ele beija bem?

- Que pergunta é essa, Luke?!

- Ué, vai me dizer que tu não queria saber?

- O que vocês estão fazendo aí?

O irritante sotaque francês era conhecido. Pierre.

- Nada, eu estava só limpando isso aqui! Que cozinha imunda! - Luke fingiu estar limpando a porta.

- Saiam daí, iremos servir a entrada.

Tudo ocorreu bem, Charles e Brandon eram os melhores garçons do London. Chegava a hora de servir o prato principal, senti um frio na barriga, estava nervosa. Então chegou a hora. Minhas pernas estavam trêmulas. Eu e Luke começamos a servir. Ele havia me implorado para servir o Príncipe e desastrada do jeito que eu era, jamais conseguiria, então, deixei a “tarefa” para ele. Nós conseguimos servir todos com perfeição. Só faltava a sobremesa e esse jantar acabaria. Ao entrar na cozinha, senti um alívio. Nós voltamos para a cozinha.

- Ai Demi, eu vou morrer, quando eu cheguei perto dele… Eu toquei o céu. - Ele coloca a mão na testa.

- Não é pra tanto, né?! Se tu beijasse ele, tu tinha uma trombose, certeza!

Começamos a rir. O clima era de descontração, quando escutamos um alvoroço. Vou até lá. A Rainha estava passando mal, havia muita gente ao redor. Ela estava ficando roxa. Ela estava engasgada! O Príncipe estava segurando ela nos braços. Não é para ele fazer isso, ela vai morrer. Corro até ele.

- Largue ela, coloque-a de pé. - Falo com a voz trêmula, nunca havia feito isso. - Rápido!

Ele colocou-a de pé. Eu me lembro de um curso que fiz no mês passado, um curso de primeiros socorros. Posicionei-me atrás da rainha, abaixei sua cabeça e dei 7 tapas nas costas dela, parece não adiantar. Oh merda! E agora? A Manobra de Heimlich! Coloquei meus braços em volta dela, agarrei meu pulso esquerdo com a minha mão direita e logo fiz 10 compressões rápidas, mas ela estava pior, fiz de novo e ela cuspiu um pedaço de couve flor. Solto-a aliviada. Obrigada Dallas por me obrigar a aprender primeiros socorros!

- A senhora está bem?- Perguntei nervosa.

- Estou ótima, você salvou a minha vida. - Ela me olhou. O Príncipe Justin se aproximava, parecia que eu iria derreter com o seu olhar, meu coração estava pulando.

- Mãe, vamos, você deve estar cansada. - Oi?

- Obrigada, de verdade, sou eternamente grata. - A Rainha retoma o fôlego.- Qual seu nome?

- Demetria. Vossa Majestade eu… - Ele me interrompeu.

- Mãe, deixa que eu cuido disso. - Ele me olhou, colocou a mão no paletó e tirou sua a carteira.

- Quanto você quer? - Espere aí, ele tá me chamando de interesseira?

- Não estou entendendo. - Ele suspira, abre a carteira e retira um cheque.

- Cinco mil libras, está bem? - Era mais ou menos vinte e sete mil reais.

- Olha… - Suspirou novamente, pegou uma caneta e assinou o cheque.

- Toma! Uma forma de agradecimento. - Ele coloca em minhas mãos, fiiquei paralisada novamente, parece que eu tinha virado uma doente mental ou era uma aranha paralisante me picando, eu estava realmente paralisada! Quando ele me toca sinto uma estática e meu coração quase para. Ele se vira e sai junto com sua mãe. Luke veio correndo até mim segundos depois.

- O que foi isso? - Tch! Ele pensa que eu sou assim? Eu estava irada. Corro até a entrada do hotel, ele estava quase saindo. Fiquei na frente.

- Escuta aqui, você pensa que é quem? - Ele parecia surpreso, mas logo voltou à expressão séria de antes.

- O Príncipe.

- Olha, você acha que é porque tem todo esse dinheiro, você se julga melhor que eu? Eu salvei a vida da sua mãe, não porque ela é a Rainha, mas porque antes de tudo ela é um ser humano como eu. Quer dizer que só porque eu não sou da realeza, sou interesseira? Que dinheiro paga agradecimento? Só porque eu não sou da realeza eu não mereço um “obrigada”? Olha, eu posso até estar passando por dificuldades, mas eu nunca, nunca, vou me rebaixar a uma interesseira qualquer. - Peguei o cheque e rasguei na sua frente. - Está aqui o que eu faço com o seu agradecimento. - Voltei para a cozinha furiosa. Ele pensa que é quem?



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