História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 5.722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus lindinhos, tudo bem ?
A fanfic está sendo repostada pelo fato de ela estar sendo reformulada.
A história mudou MUITO, então peço que releiam para saber o que mudou.
Basicamente, a história CENTRAL continua a mesma, uma garota que orfã que tem sua vida mudada, ao descobrir, de uma maneira nada convencional que terá de casar com o Príncipe.
Várias coisas mudaram, como : A nossa PP se chama Aruna, ela ser um pouco mais velha, agora ter 21 anos. Ela ter duas irmãs, ao invés de uma. Agora o país é a Rubia (País fictício) para que eu possa modificar acontecimentos históricos, e possa usá-los á favor da minha fic, sem cometer erros históricos.
Minha escrita amadureceu muito, sendo agora, mais detalhista e mais profunda.
Obrigada, e aproveitem bem o capítulo.

Capítulo 1 - O Jantar Real


Fanfic / Fanfiction Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 1 - O Jantar Real

— Mãe! Acorda! — a voz de Áurea veio acompanhada com o pulo de uma linda garotinha, que eu tinha prazer em chamar de filha, em cima de meu estômago, interrompendo meu sonho. Oh, droga! Hoje tem de novo! Áurea, que estava em pé ao lado de Aurora, puxou meu cobertor. — Espera aí, baixinha, só 5 minutinhos, vai — falei voltando a me envolver nas cobertas.

— Não, você dormiu demais. Esqueceu que eu tenho que chegar mais cedo para o seminário da escola? — ela voltou a puxar minhas cobertas.

— Você só tem que estar lá ás 13:00.

— Adivinha que horas são agora? — olhei para o relógio, com a vista ainda turva. Era meio-dia. Oh, drog! Eu estava atrasada. Áurea saiu de cima de mim rapidamente. Ao me levantar, vi a pequena Aurora com uma torrada na boca,  de pé perto do sofá.

 

Corri para o banheiro. Era como se tivesse uma pedra nas minhas costas, mas tratei de empurrá-la para longe. Áurea havia me falado desse seminário há semanas, não podia deixá-la faltar. Liguei o chuveiro para um banho rápido. Nosso apartamento era bem pequeno, só havia um banheiro e uma sala/quarto/cozinha. O aluguel era um pouco caro para o tamanho do apartamento, mas dava — com bastante dificuldade — para pagar. Eu era garçonete em um restaurante de um hotel muito famoso na Rúbia. O salário era pouco, mas eu conseguia, com um inacreditável jogo de cintura, pagar as contas e sustentar minhas irmãs. Não. Elas eram minhas filhas. Eu as havia criado, enquanto a bêbada da Anna, que se dizia nossa mãe, se entupia de álcool e drogas.

 

Ainda estava com sono, mas eu tinha que ir deixar Áurea no seminário e ir para o trabalho e fazê-lo bem. Aquela era minha realidade. Desliguei o chuveiro com receio. Queria tanto continuar aquele banho… A água quente que descia pelo chuveiro era tão relaxante e fazia o intenso cansaço diminuir a cada minuto. Escovei meus dentes, fiz um rabo de cavalo para tentar deixar meu cabelo longo e volumoso apresentável, vesti meus velhos e gastos jeans e um camisão branco. Não liguei para o desbotado, botei meus antigos e amigáveis allstars, coloquei meu colar (um grande colar parecido com um ovo, todo dourado e pesado, com a frase “Promissioni significare, amicus”). Embora fosse feio, era o único presente que eu tinha ganhado na vida. Meu avô tinha me dado quando eu tinha apenas 11 anos, quando vim para a Rubéria. Ele havia me dito o significado, mas eu havia esquecido.

 

Fui até a geladeira. Áurea já havia trocado de roupa. Estava com um lindo vestido xadrez amarelo com botinhas marrons, o cabelo penteado com cachos perfeitos e uma fivela de borboleta prendendo a franja. Ela estava comendo uma torrada no sofá. Nós  tínhamos uma pequena mesa, mas o almoço era no sofá, onde eu dormia. Em pouco tempo, Áurea já tinha dobrado as cobertas e colocado dentro da maior gaveta, na cômoda, onde guardávamos nossas roupas, ao lado da tv. Peguei um copo de leite e sentei ao seu lado. Aurora correu até mim.

 

— Você demorou para acordar, mamãe…

 

Ela falou com sua voz rouca, por causa da pouca idade. Havia completado cinco anos há pouco.

 

— É verdade. Por que chegou tão tarde ontem? — Áurea perguntou enquanto terminava de mastigar um pedaço da torrada.

— Um homem ficou comemorando uma promoção até as quatro da manhã. Odeio essa política do Eddie. "O restaurante só fecha quando o último cliente sair" — bebi um gole do leite gelado. — Não política de verdade, pois ele não é do governo. Quer dizer, eu acho. Vai que é, né? Mas, por que um cara do governo…

 

Aurea me olhou com a famosa cara do “Chega!’’.

 

— Você tem que parar com essa mania de explicar sempre qualquer referência, metáfora ou troca de palavras que faz. Basta falar e pronto. As pessoas vão entender.

 

Aurea só tinha 13 anos, mas era tão a frente de sua idade.

 

—Eu sei, mas é uma mania.

— Enfim… Tente não chegar tarde hoje. Aqui é muito perigoso, principalmente depois das dez — Áurea falou com sua bela dicção. Ela tinha isso graças ao seu aparelho e à escola. Ela tinha uma bolsa de estudos integral na melhor escola de música de toda a cidade. Ela era talentosa, tocava seu violoncelo com tanta paixão.

—AI, MEU DEUS! — gritei ao lembrar do jantar.

— O que foi?! — ela falou, assustada.

 

Um sorriso se abriu em meu rosto.

 

— É um jantar super chique e vão pagar um extra. Juntando com algumas economias e as horas extras, vai dar para pagar o as contas do mês e sobrar um dinheiro. Então eu irei poder comprar o seu violoncelo! — Minhas expectativas aumentaram. Nossa situação financeira no momento não estava nada boa. Pelo contrário, estava péssima. Mas eu poderia dar um novo violoncelo para Áurea, o dela estava tão gasto, já o tinha há mais de oito anos.

 

— Sério?! — um sorriso se abriu em seu rosto, mas logo voltou à expressão séria de antes. — Mas, calma, são só algumas horas extras. Para quem é o jantar? — ela se levantou para lavar a louça que acabara de sujar.

— Não sei. Deve ser uma pessoa muito rica. Vão fechar o restaurante do hotel só para isso.

 

Eu estava animada. Só a possibilidade de conseguir comprar algo que ela realmente queria me deixava feliz. Ela sempre dizia que o que ela tinha era bom, mas eu sabia que ele já não fazia o mesmo som. Nem que eu não pagasse nada este mês, eu tinha que dar isso a ela. Eu  tinha um jogo de cintura. Olhei para a pequena Aurora, me fitando com seus olhos grandes. Eu as amava tanto.

 

— Mas, se vão fechar o restaurante, você pode chegar mais tarde, né?

 

Olhei a hora. Não tínhamos mais tempo.

— Não. Eles querem que eu ajude a limpar e querem ensinar umas coisas para todos. Vamos ? — aquilo, sim,era estranho. Ter que nos treinar para servir. Coisa que já sabíamos fazer.

— Oi? Ensinar o quê? — ela sentira o mesmo que eu.

— Também achei estranho. Vão nos ensinar um jeito novo de servir, se portar… Essas coisas — falei casualmente.

 

— Mãe, o restaurante que você trabalha já é super chique. Se eles querem refinar ainda mais, só pode ser gente super importante!

 

Áurea falou em tom animado.

— Eu sei… Ei! E se lá for um jantar para um magnata riquíssimo e super lindo, no estilo Christian Grey sem todas aquelas psicopatias? Não o Christian Grey de verdade, pois ele é um personagem fictício, mas, enfim… Eu vou colar a frase gigante “Tô solteira”— começamos a rir. Áurea e Aurora eram realmente muito bonitas. Ambas tinham os cabelos castanho escuros que nem eu. Áurea com o cabelo longo e com cachos nas pontas, e Aurora, embora ainda pequena, tinha cabelos lisos na altura dos ombros. Embora irmãs, eu era a versão mais velha e feia delas. Eu era baixa, cabelos castanhos com franja, um pouco abaixo da cintura, com pernas grossas e pouco peito.

— Deixa de ser doida — ela me empurrou de leve.

— Está treinando para ser o Hulk, minha filha? — brinquei. — Não o Hulk de um jeito literal, pois ele não existe. Mas, se existisse, você com certeza não iria querer virar um monstro verde que destrói tudo que há pela frente. Temos que ir. Aurora, meu amor, vamos?

 

Peguei-a no braço e Áurea veio me acompanhando. Fui até o apartamento em frente ao meu, o da senhora Bustroff. Era uma senhora de idade, com cabelos pintados de vermelho, muito simpática, que sempre ficava com Aurora quando eu trabalhava. Áurea tinha aula à tarde. Bati na porta. Ela abriu.

 

— Senhora Bustroff, aqui a Aurora. O preço combinado, certo ?

 

Ela cobrava 5 euros. Um roubo, mas nada tão exorbitante.

 

— Certo. Você vem pegá-la que horas?

 

— A Áurea vem buscá-la ás 5.

 

— Ah, por favor, Senhora Bustroff, não deixa-a ficar pintando com tinta, que lá em casa ela quer fazer o mesmo e acaba fazendo uma bagunça.

 

Ela pegou Aurora de meus braços.

 

— Hey, mocinha. Não está esquecendo nada?

 

— Desculpa, mamãe. Eu te amo

 

Ela me deu um beijo e um abraço.

 

— Também te amo, minha pequena.

 

O caminho era longo. O hotel ficava longe, na área nobre de Rúbia. Por sorte, a escola de Áurea ficava perto. Tinha que andar quinze minutos, pegar dois ônibus e metrô. No percurso, admirei a bela cidade. Rúbia era a capital da Rubéria, pequeno país da Europa, mas com uma ótima economia, se tornando uma grande potência. Era bem populoso. As partes com calçamento de pedra e construções antigas eram as mais belas. Elas ficavam lindas quando tinham festivais; cheias de luzes e pessoas de todo o mundo.

 

Era… Aquela era minha vida. Eu não tinha um carro, não tinha uma casa própria. Com muito sacrifício, conseguíamos pagar o aluguel, não tinha o emprego dos sonhos, mas, embora não tivesse quase nada, eu era feliz. Eu tinha duas filhas que me amavam. Só elas bastavam para mim.

 

Deixei Áurea na escola e corri para o trabalho. Quem será que está dando esse jantar? Aquela pergunta ecoou na minha cabeça. Desde que comecei a trabalhar no restaurante do hotel, nunca haviam tomado tal atitudes, aulas de como se comportar. Com certeza era alguém muito importante.

Cheguei ao hotel uma hora depois. A visão da entrada do hotel ainda me deslumbrava. O Elysium era um daqueles hotéis que você só vê na televisão. Já trabalhava ali há quatro anos, mas não conseguia me acostumar. Era enorme. A parede da entrada era uma grande parede de vidro com uma porta giratória. O hotel todo em tons pastéis, muitos lustres, com uma decoração muito chique. Corri para a entrada do restaurante do hotel e me surpreendi, pois havia muitas pessoas. Hayley, uma das ajudantes do chefe, corria de um lado para o outro euforicamente.

— Hayley, o que está acontecendo?

— Hã?! — ela me olhou surpresa. Aparentava estar muito concentrada. — Oi, Aruna. Eddie quer ver você — Hayley falou e saiu.

Eddie era meu chefe. Ele era um senhor de 67 anos. Foi muito simpático quando eu estava atrás de emprego. Fui muito rejeitada em muitas empresas, devido a minha idade, pouca experiência e meu ensino médio incompleto. Eu só tinha 18 anos, e o meu inglês, embora morasse na Rúbia há sete anos, não era lá essas coisas. Ele foi o único que me contratou, devido a minha condição. Eu tinha uma mulher que vivia se drogando grávida, e uma irmã de apenas 10 anos, para criar. Eu o considerava muito. Achei-o ao lado do bar com uma prancheta. Aqueles cabelos grisalhos e o terno branco eram inconfundíveis. Fui até ele.

 

— Olá ,Eddie, meu velhinho camarada — comecei a rir. — Me chamou ?

— Oh! Aruna, como é que você chega essa hora? — a voz dele era rouca.

— Eddie, meu turno começa às uma da tarde. Você disse que, se eu substituísse o Chase nesse jantar, poderia chegar mais tarde — ele deu um breve suspiro e falou:

— Mas não tão tarde... — ele suspirou e continuou: — Perdoada. Agora, vai ajudar o Luke a tirar as cadeiras — ele deu uma breve pausa, olhou para os outros funcionários e gritou: — Parece que ninguém trabalha aqui.

 

Todos olharam espantados junto a mim. Ele nunca gritava. Pensei em perguntá-lo o porquê de tirar as cadeiras, mas desisti ao vê-lo olhar para a prancheta que estava em sua mão, aparentemente desesperado.

— Vou só colocar o uniforme — ele tirou os olhos da prancheta e olhou para mim.

— Nada disso. Primeiro você vai ajudar o Luke e, depois, vá falar com o Pierre. Ele vai ensinar umas coisas que deve saber para esse jantar.

Pierre?

— Quem é Pierre?

 

— É aquele ali — ele apontou para um senhor que estava falando com alguns homens de terno. — Agora vai logo, Aruna!

 

Fui até Luke. Ele estava todo suado pelo recente exercício de tirar cadeiras.

 

— Quem é Pierre? — ele me olhou.

 

— Que figurino é esse, Aruna Leah Betra Vascos Brigella de Vicenza Trentino Galardões?

 

— Como assim?

 

Ele balançou a cabeça.

 

— Aruna, amiga, eu já disse que te dava uns conselhos de moda!

 

— E eu já disse que não! Não tenho tempo nem dinheiro para me preocupar com moda. Afinal, quem é Pierre?

 

Ele suspirou.

 

— É aquele demônio que está ali.

 

Ele apontou para o mesmo senhor que Eddie havia falado.

 

— Demônio?

 

— Ele é o cão. Fica direto reclamando de tudo — ele começou a fazer um sotaque francês. — Não faça isso, põe isso no lugar.

 

— Mas não o demônio, pois ele jamais chegaria a ser tão cruel quanto um. Pois são do mal.

 

— Ah, ele é pior.

 

Eu caí na gargalhada

 

— Ei, mocinha, pensa o quê? Pode ir me ajudando a pegar essas cadeiras.

 

Ele me deu duas das muitas cadeiras de madeira branca com acolchoado branco. Peguei as cadeiras e comecei a tirá-las.

 

— Luke, por que temos que tirar as cadeiras, ao invés de colocá-las? Ia perguntar ao Eddie, mas ele está tão estressado que resolvi não cutucar o leão, vai que ele me demite?

 

O salão em tons de tabaco e dourado, lustres e quadros caros enfeitando ele todo, era enorme. Fora eu e Luke, haviam mais quatro pessoas tirando as cadeiras e mesas.

 

— Demitir? O Eddie jamais te demitiria. Você é o nosso xodó. Com essas roupas gigantes, que você insiste em usar que não te caem nada bem. Mas, voltando às cadeiras, o tal de Pierre resolveu colocar uma grande mesa com lugares marcados e tirar todas as outras — ele abriu a porta para o corredor da sala do Eddie. — Por que chegou tão tarde, mocinha? — Luke colocou uma mão na cintura.

— Mas quem é que vem jantar aqui?

 

— Você não respond…— ele parou e me olhou, surpreso. — Espera aí! Você não sabe? — voltamos ao salão.

 

Eu estava ansiosa. Eu sabia que Luke tinha reações exageradas, mas aquilo só me deixava mais curiosa.

— Não. Quem é?

— Realmente, Aruna Leah Betra Vascos Brigella de Vicenza Trentino Galardões, você vive no mundo da lua… É a rainha!

 

A palavra rainha ecoou na minha cabeça. Era a Rainha! A pessoa mais importante da Rubéria! E uma das mais importantes do mundo! Fiquei instantaneamente nervosa.

 

— O quê? Não pode ser a rainha, pois a rainha é a rainha — gritei.

 

Ele colocou a mão nos ouvidos.

 

— Não grita, não sou surdo. Ela vai dar um jantar real aqui no Hotel Elysium!

 

— Mas por que aqui? Ela tem vários castelos a sua disposição — murmurei, dando ênfase na palavra ‘’castelos’’.

 

— Parece que um embaixador está aqui por algumas semanas. Ele esta hospedado aqui e adorou o restaurante, então insistiu para que fizessem o jantar aqui, pois é sua segunda vez em Rúbia e, da primeira, ele foi jantar no castelo em que ela mora.

 

Uau! É a rainha! Meus sentimentos eram mistos: felicidade, ansiedade, medo.

— Ah… E como você sabe de tudo isso?— falei enquanto levávamos mais cadeiras.

 

— Digamos que eu tenho muitas fontes…

 

Apostava que era Heloísa, a senhora mais fofoqueira de toda a Rúbia. Não. De toda a Rubéria

 

— Deixa eu ver… com muitas fontes, você quer dizer a dona Heloísa, a faxineira fofoqueira que escuta tudo atrás das portas, do vigésimo e último andar? — começamos a rir. Dona Heloísa parecia saber de tudo antes de todo mundo. Luke,  uma vez, havia falado que ela era vidente.

 

— Mas é sério, ela tem uma audição espetacular! Ela me contou com tantos detalhes... E ainda acredito que ela é vidente!

 

— Vidente? Aquilo ali é uma fofoqueira! — pegamos as últimas cadeiras e colocamos no corredor já estreito, devido às muitas cadeiras e mesas.

 

— Você fala isso só porque ela não te contou primeiro — era verdade. Sempre conversava com Dona Heloísa, e olha que ela não gostava do Luke. O que era o fato de eu que deveria ser a primeira a saber.

 

— De qualquer forma, vamos! Temos que ter aulas com o Pierre — desconversei.

 

Adorava Luke. Ele era o meu melhor amigo. Éramos confidentes e ele sempre me apoiou muito. Desde que eu havia vindo morar em Rúbia, aos 11 anos, com Áurea e a minha mãe, ele havia sido meu primeiro amigo.

 

Me aproximei da pequena fila em volta de Pierre. Um homem alto e magro com um bigode e cabelos lambidos.

 

— Olá, sou Aruna, tudo bem? Então, eu vim aqui porque o Eddie... — fui interrompida por Pierre.

 

— OlásouAruna. Não temos tempo. Você tem que aprender logo. Não quero que esse jantar seja arruinado por uma garota mal educada — ele tinha um sotaque francês irritante.

 

Me revoltei. Sequer me conhecia e falava aquilo. Meu sangue ferveu.

 

— Oi? Escuta aqui seu filho de uma p… — Luke segurou meu braço, me interrompendo.

 

— Aruna! — Luke me regrou baixinho.

 

Eu poderia perder meu emprego se completasse a frase.

 

— De uma? — Pierre continuou.

 

Ahhh, ele está me testando.

 

— Filho de uma mãe que vive em uma pacata cidade ao sul da França, aposto eu — corrijo-me entredentes. Chegaram os outros garçons, que também iriam servir.

 

Ao total, éramos nove. Três serviriam a entrada, três, o prato principal e os outros três, a sobremesa.

 

— Ótimo, vamos começar. O garçom deve estar impecável, com uniforme e luvas. O mesmo começa servindo a mulher sentada ao lado direito do anfitrião, em seguida, todas as mulheres. Por último, o anfitrião. Os pratos saem montados e decorados da cozinha. Entenderam?

 

— Sim — falamos em conjunto.

 

— Vamos continuar. Os lugares à mesa são marcados com placement, porta-cartões, onde consta o nome de cada um à frente do local onde deve se sentar. O garçom que serve, não deve nunca esbarrar nos convidados enquanto serve e nem se encostar à mesa. Agora, vamos saber como servir. Vocês devem ter boa postura, jamais se curvar sobre o convidado. Tudo deve estar impecável. Começa-se pela entrada, que será uma salada de carpaccio de beterraba com couve flor e molho pesto. Entenderam? — aquele cara era irritante e falava rápido, mas nada que eu não pudesse memorizar. — As bebidas são servidas pelo lado direito e de acordo com os pratos. Nunca encha até a boca os copos, apenas dois terços. A primeira travessa é levada pelo lado esquerdo do convidado. Os pratos sujos devem ser retirados, também pelo lado esquerdo. Os pratos limpos sempre entram pela direita do convidado. Servir homens e mulheres partindo sempre do embaixador. Memorizaram?

 

— Sim — aquilo eu sabia. Eddie havia me ensinado ao me admitir.

 

— Quem cometer qualquer erro, ocorrerá demissão imediata do mesmo. Fui claro?

 

Fiquei preocupada. Eu não podia cometer uma mínima gafe. Senão, eu realmente estaria em um estado muito mais preocupante que o atual. Não podia perder meu emprego. As duas pessoas mais importantes para mim, dependiam dele.

 

— Sim — falávamos em conjunto.

 

Aquele filho de uma mãe…

 

— Charlie, Brandon e Hayley servirão a entrada. O prato principal, Luke, Aruna e Bran, e Christopher, Hayley e Dae, a sobremesa.

 

Ele terminou as explicações e, logo, todos se espalharam. Luke veio até mim com olhar preocupado.

 

— Aruna, você conseguiu aprender? — Luke perguntou, aflito.

 

— Sim, e você? — ele estava com medo. Se aquele jantar desse errado, nós iríamos perder o emprego.

 

— Não muito. Estou meio confuso. E agora? Serviremos o mais difícil — fiquei nervosa. Luke era o meu melhor amigo, não queria que ele fosse demitido.

 

— Não se preocupe. Qual parte você não entendeu? Eu te ajudo.

 

— Oh, Aruna Leah Betra Vascos Brigella de Vicenza Trentino Galardões , você é demais! Mas você também é bem atrapalhada.

 

— Que mania é essa de falar meu nome completo? — Pierre veio até nós.

 

— Queridíssima, demorei um século para aprender teu nome todo, agora que aprendi, tenho que usar!

 

— Não um século, pois você não é imort…

 

Ele colocou a mão sob meu rosto.

 

— Menos amiga.

 

Ele, assim como Áurea, odiava minha mania de explicar tudo.

 

— Por favor, assinem aqui — Pierre deu-nos um contrato. Um contrato de confidencialidade.

 

— Para quê isso?

 

— Para garantir que ninguém vai falar, nem tirar fotos, sobre esse jantar — o contrato tinha três folhas cheias de palavras pequenas. Resolvi não contestar, pois qualquer erro me custaria o emprego.

 

Assinei a linha pontilhada na terceira e última folha.

 

As horas que se seguiram passaram voando, e logo chegou a hora do jantar. Antes do mesmo, todos tivemos que tomar um banho, pois estávamos muito suados e cansados. Vestimos o uniforme que nos foi fornecido. Era muito mais bonito que o nosso habitual. Era uma camisa social branca, uma gravata preta, um colete preto e calça social preta, com luvas brancas. Tudo estava perfeito! A mesa era enorme, com uma toalha branca de um tecido pesado e caro. As cadeiras, com um estofado caro e especial, estavam perfeitamente alinhadas. No teto, o lustre gigante enfeitando e iluminando todo o ambiente, com seus cristais pequenos e luxuosos. O bar estava fechado, mas ainda vistoso, com um enorme balcão de mármore e, atrás, uma vitrine embutida na parede com prateleiras lotadas de bebidas caras. Havia vários seguranças. Não tinha como aquele jantar falhar, tudo estava perfeito.

 

Fui até a cozinha. Maria, uma das cozinheiras, estava sentada em cima do balcão conversando com Holmer, o chef, quando Luke entrou na cozinha, gritando.

 

— Oh, meu Deus! — ele estava tremendo.

 

— O que foi? — perguntei assustada.

 

— Eles chegaram. A rainha está aqui. O Eddie mandou que nós todos fizéssemos uma fila na entrada do restaurante para que a rainha nos cumprimentasse — ele gritava e sacudia as mãos euforicamente.

 

— Se acalma, Luke!— segurei seus braços magros e ele se acalmou.

 

Larguei seus braços. Eu também estava tremendo. Estava nervosa, afinal, era a Rainha.

 

— Como eu estou? — ele me examinou.

 

— Está ótima, e eu?

 

Luke estava ótimo. Seu cabelo loiro estava em um topete bem feito, combinando perfeitamente com seus olhos castanhos. Ele estava feliz.

 

— Eu vou ver a rainha! Acredita?! Como eu estou ?

 

Seus olhos cintilavam. Olhei para ele de cima a baixo, franzindo o cenho, tentando fazer uma cara enigmática.

 

— Lindo! Você está tão feliz… Calma, a rainha não faz seu tipo.

 

— Ela não, mas o filho dela... — ele mordeu os lábios.

 

Estranhei. Meus conhecimentos sobre a família real da Rubéria eram mínimos. Só sabia que havia uma, pois minha Áurea havia contado.

 

— Espera, ela não tinha só uma filha? Desde quando tem um filho?

 

— O quê!? — ele gritou. Me assustei. Luke era muito escandaloso. Ele era parecido comigo. Nossa amizade dava certo por causa disso. Éramos parecidos.

 

— Para de ficar gritando. Dá susto, sabia? Daqui a pouco tenho um ataque cardíaco. Não literalmente, não quero morrer, e não vou morrer por causa de um grito, mas você vai pagar o enterro, porque não tenho onde cair morta.

 

Falei com a mão no coração.

 

— Aruna, você é muito lerda mesmo. Você não lê jornal, revista ,blogs, fofoqueiros, não? Ele é simplesmente uma das celebridades mais quentes, literalmente, do momento. Você não sabe quem é o príncipe gato, lindo, gostoso, maravilhoso, charmoso, escandaloso, dono das polêmicas, todo gostoso, que todo mundo quer pegar, o príncipe Tristan?

 

— Literalmente quente ? Não mesmo. Ele não é água para ficar quente. E não, não conheço. Dono das polêmicas? — Luke ficou boquiaberto.

 

— Ai, meu Deus. Vê se não desmaia quando vê-lo, está bem? Porque, se te demitirem, eu vou preso por matar aquele desgraçado que te demitiu. Menos o Eddie, ele mora no meu core. Aruna, mulher, você é muito desligada. Ele está em todos os jornais. A presença dele é sinônimo de escândalo.

 

Fiquei apreensiva. Comecei a imaginar as manchetes.

 

“Garçonete desastrada derrama jantar em príncipe”.

 

Eu era extremamente desajeitada. Seja por andar de salto a carregar bandejas. E com um príncipe nada zeloso.

 

— Mas, por que ele é conhecido assim?

 

— Simples. Ele já foi flagrado dando festas privadas com várias mulheres em quartos de hotéis. Já foi flagrado bêbado, inúmeras vezes. Tem gente que diz que ele estava até se drogando. Já entrou em brigas em boates. Já foi flagrado saindo com três mulheres ao mesmo tempo. Cafajeste, do jeito que eu gosto — ele mordeu os lábios, mas logo se entristeceu. — Pena que é hétero.

 

Senti uma aversão momentânea. Odiava homens assim.

 

Saímos da cozinha junto com todos os outros funcionários, para que a rainha nos cumprimentasse.

 

— Mas ele é o príncipe. Ele não pode fazer isso, um dia ele será rei.

 

— Mas tem um motivo. De acordo com a revista Fofocas Quentinhas, ele só foi ficar assim depois que seu irmão mais velho morreu. E a namorada dele o traiu.

 

As pessoas mudam quando grandes tragédias acontecem. Lembrei da frase, dita por minha professora de inglês no quinto ano. Era verdade. Eu havia amadurecido quando tinha descoberto que minha mãe era uma mala.

 

— Caramba. Que barra, hein?

 

O clima pesou. Mas logo Luke tratou de animar.

 

— Mas, voltando… Será que eu tenho chances? — Luke me olhou esperançoso, enquanto fazíamos uma fila à direita da porta principal.

 

— Tantas quanto eu — as portas do restaurante abriram. — Ou seja: zero.

 

Um homem de terno atravessou a porta e disse:

 

— A Rainha Isabel III e sua família.

 

A Rainha entrou. Ela era tão linda quanto uma rainha deveria ser. Tinha os cabelos loiros, olhos castanhos e não devia ter mais de 40 anos. Era alta e magra. O vestido que ela usava era azul escuro, justo, até o joelho, com sapatos scarpin pretos de verniz; os cabelos, soltos com ondas perfeitas. Ela sorria. Então nos fitou e começou a cumprimentar-nos. Olhou cada um de nós nos olhos e nós fizemos a reverência. Ela apertou a mão de cada um e perguntou nossos nomes. Possuía um sorriso caloroso, como de uma mãe. O cumprimento foi longo. Durou uns 5 minutos. Ela olhava cada um de nós no olho e não abandonava o sorriso.

 

Atrás dela, veio sua família. A princesa era tão linda quanto a mãe. Tinha os cabelos loiro claros, e era um pouco mais baixa que a mãe. Emagra. Não tinha mais do que 15 anos. Estava com um vestido rosa bebê soltinho, um pouco acima dos joelhos, e usava salto altos fechados da mesma cor do vestido; os cabelos, presos em um coque. Parecia uma bailarina. Ela sorria muito. Era evidente que estava animada. Nem em um zilhão de anos, nem em uma realidade alternativa onde o Barack Obama é um palhaço, eu ficaria tão linda quanto elas. Luke cutucou meu braço.

 

— Ele vai entrar agora, eu acho — sussurrou.

 

Então, segundos depois, o príncipe entrou. Fiquei paralisada e prendi a respiração. Eu estava mais que nervosa. Engoli a saliva. UAU. Que homem lindo é esse? O Príncipe era simplesmente lindo. Ele era aquele tipo de homem que você só via na televisão. Os cabelos loiro claros, um pouco mais longos, penteados para trás, com alguns fios da franja desarrumados, sem barba. Tinha ombros largos e braços bem malhados. Era muito alto e musculoso. Sabia disso pois o terno que usava, na parte das mangas, era apertado. Meus olhos acompanhavam cada detalhe. Um nariz bem afilado e uma boca… Eu nunca havia visto um homem tão lindo. Ele andava com postura e nariz empinado. Luke me cutucou assim que ele passou. Ele passou reto. Sequer olhou para os lados. Tão bonito, mas tão babaca. Uma pena.

 

— N-Ã-O B-A-B-A — ele soletrou em voz baixa. Voltei a fitá-lo. Embora eu não tivesse ido com sua cara, não pude evitar suspirar.

 

Vieram outras pessoas depois dele, mas eu simplesmente não conseguia parar de observar o príncipe. Luke me cutucou novamente para irmos para a cozinha. Havia cerca de 15 pessoas na mesa. Luke e eu ficamos espiando pela fresta na porta da luxuosa cozinha.

 

— Aruna, ele é tão lindo! Que pedaço de mal caminho é esse?— ele se abanou com as mãos. Meu sentimento de deslumbre era igual ao de Luke.

 

— Pedaço? Ele é o caminho inteiro. Perfeito — suspirei.

 

Eu nunca havia visto um homem, pessoalmente, tão lindo em toda minha vida. E não estava exagerando.

 

— Será que ele beija bem?

 

Luke ficou inquieto. Eu fiquei nervosa. O assunto “contato amoroso humano” não era algo que eu sabia muito bem.

 

— Que pergunta é essa, Luke?!

 

— Ué, vai me dizer que você não queria saber? Só porque você nunca, sequer, deu um selinho, não iria querer beijar esse…

 

Ele suspirou.

 

—Luke! Segredo é segredo, sabia?

 

— Mulher de Deus, quem é que vai escutar?

 

— Eu sei, mas…

 

Coloquei o dedo sob minha boca, simbolizando silêncio

 

— Mas, Aruna, amiga, é muito estranho você ter 21 anos e sequer ter dado seu primeiro beijo.

 

— Luke, eu não tenho tempo para isso. Nunca tive.

 

— Mas agora suas irmãs já estão maiores, você já pode tentar ter um namorado.

 

— Irmãs não, filhas.

 

— Mas você não é mãe delas.

 

— Sou sim, desde que aquela drogada da Anna, que se dizia minha mãe, decidia todos os dias usar drogas, enquanto a filha de oito anos — comecei a ficar com raiva — tinha que cuidar da irmã recém-nascida. Quando ela não estava chapada, ela dormia. Eu, com apenas oito anos, tinha que aprender a ter responsabilidade.

 

— O que vocês estão fazendo aí?

 

O irritante sotaque francês era conhecido. Pierre. Essa desgraça vem perturbar até aqui?!

 

— Nada! Eu estava só limpando isso aqui! Que cozinha imunda! — Luke fingiu estar vendo uma pequena manchinha resistente na porta de madeira branca.

 

— Saiam daí, iremos servir a entrada.

 

Ele falou com pressa. Logo, nós dois saímos da frente da porta e começaram a servir as entradas.

 

Tudo ocorreu bem. Charles e Brandon eram os melhores garçons do Elysium. Chegava a hora de servir o prato principal. Senti um frio na barriga, estava nervosa. Então, a hora havia chegado em questão de segundos. Eu e Luke fizemos sinal para que saíssemos juntos. Minhas pernas estavam trêmulas. Era a família real. Eu tinha que estar nervosa. Luke e eu começamos a servir. Ele havia me implorado para servir o Príncipe e, desastrada do jeito que eu era, jamais conseguiria. Então, deixei a tarefa para ele. Nós conseguimos servir todos com perfeição. Voltamos para a cozinha. Só faltava a sobremesa e esse jantar real acabaria. Ao entrar na cozinha, senti um alívio.

 

— Ai, Aruna, eu vou morrer! Quando eu cheguei perto dele… Eu toquei o céu — ele colocou a mão na testa. — O cheiro, a imponência, o ar de “eu-sou-o-príncipe”...

 

Ele suspirava.

 

— Não é para tanto, né?! Se você o beijasse, teria uma trombose — baixei o tom da minha voz. — Não literalmente, pois é uma doença muito séria e você não a contrairia assim — voltei ao tom normal. — Certeza!

 

Começamos a rir. O clima era de descontração, quando escutamos um alvoroço. Fui até lá, junto aos outros garçons. A Rainha estava passando mal, havia muita gente ao redor. Ela estava ficando roxa. Ela estava engasgada! O Príncipe estava segurando-a nos braços. Não é para ele fazer isso, ela vai morrer. Corri até ele. Eu sabia o que fazer.

 

— Largue-a e coloque-a de pé — falei com a voz trêmula. Nunca havia feito isso. Ele me olhou com entonação. — Rápido!

 

Ele colocou-a de pé. Lembro-me do curso que fiz no mês passado, um curso de primeiros socorros. As palavras da professora velhinha ecoavam na minha cabeça. Posicionei-me atrás da rainha, abaixei sua cabeça e dei sete tapas nas costas dela. Parecia não adiantar, ela só ficava mais roxa. Oh merda! E agora?

 

Eu não sabia o que fazer. Então veio como um flash em minha cabeça. A Manobra de Heimlich! Coloquei meus braços em volta dela, agarrei meu pulso esquerdo com a minha mão direita e logo fiz 10 compressões rápidas, mas sua tonalidade só ficava mais escura. Fiz de novo e ela cuspiu um pedaço de couve flor. Soltei-a. Um alívio correu minha espinha. Obrigada, meu Senhor! E também a você, Áurea, por ter me ensinado.

 

— A senhora está bem?— perguntei nervosa.

 

— Estou ótima, você salvou a minha vida! — ela me olhou. O Príncipe Tristan se aproximava, parecia que eu iria derreter com o seu olhar. Meu coração estava pulando. Não sabia se era pela proximidade de um homem tão belo ou pelo fato de eu ter salvado a rainha.

 

— Mãe, vamos, você deve estar cansada.

 

Oi? Ele nem olhou nos meus olhos.

 

— Obrigada, de verdade, sou eternamente grata — a Rainha retomou o fôlego. — Qual seu nome?

 

Ela falou, tomando ar.

 

— Aruna, Vossa Majestade. Eu…

 

A voz bela e grossa do príncipe interrompeu minha fala.

 

— Mãe, deixa que eu cuido disso — ele me fitou, colocou a mão no paletó e tirou sua a carteira.

 

Seu gesto me deu nojo.

 

— Quanto você quer?

 

Não acredito... Ele está me chamando de interesseira?

 

— Não estou entendendo…

 

Ele suspirou, abriu a carteira e retirou um cheque.

 

— Cinco mil euros, está bom?

 

Era mais ou menos vinte mil reais. Eu precisava do dinheiro, mas não assim.

 

— Olha…

 

Suspirou novamente, pegou uma caneta e assinou o cheque.

 

— Toma! Uma forma de agradecimento.

Ele colocou em minhas mãos. Fiquei paralisada novamente, parecia que eu tinha virado uma doente mental ou era uma aranha paralisante me picando. Eu estava realmente paralisada! Quando ele me tocou, senti uma estática e meu coração quase parou. Ele se virou e saiu junto com sua mãe. Luke veio correndo até mim segundos depois.

 

— O que foi isso?

 

Me perguntou. A paralisia me deixou perplexa. Como eu podia ter ficado paralisada com um simples toque? Sem ação…

 

— Caramba! Você salvou a vida da Rainha! — ele me olhou feliz. — O que é isso?

 

Ele apontou para o cheque. Lembrei-me. Ele havia me chamado de interesseira! Tsch! Ele pensa que eu sou assim? Eu estava irada. Corri até a entrada do hotel e ele estava quase saindo. Fiquei na frente dele.

 

— Escuta aqui, você pensa que é quem? — ele parecia surpreso, mas logo voltou à expressão séria de antes.

 

— O Príncipe.

 

— Olha, você acha que é porque tem todo esse dinheiro, você se julga melhor que eu? Eu salvei a vida da sua mãe, não porque ela é a Rainha, mas porque, antes de tudo, ela é um ser humano como eu. Quer dizer que só porque eu não sou da realeza, sou interesseira? Que dinheiro paga agradecimento? Só porque eu não sou da realeza eu não mereço um simples “obrigada”? Olha, eu posso até estar passando por dificuldades, mas eu nunca — peguei o cheque e rasguei —, nunca — rasguei de novo — nunca! — rasguei outra vez. — Vou ser uma interesseira mesquinha que só liga para dinheiro. Sentimentos para mim valem mais que dinheiro. MUITO MAIS. Está aqui o que eu faço com o seu agradecimento — peguei o cheque reduzido a pequenos pedacinhos de papéis e coloquei em seu bolso. Então, voltei para a cozinha furiosa. Ele pensa que é quem?

 


Notas Finais


Espero que gostem, e não esqueçam de comentar.
MUITO OBRIGADA POR LEREM MEU BEBEZINHO, UM PRÍNCIPE EM MINHA VIDA.
Betagem feita pela Leninha do Perfect Design.
Banner feito pela Ahyu do Perfect Design
Aqui está o trailer da fanfic : https://www.youtube.com/watch?v=-A64udw-dpw
E o Dream Cast : https://www.youtube.com/watch?v=-GQUvnjHE1E


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