História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Chris Evans, Demi Lovato
Tags Casamento, Chris Evans, Comedia Romantica, Demi Lovato, Principe
Exibições 221
Palavras 1.674
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Dessa vez só atrasou 3 dias!
Próximo capítulo : 29/10/2016 ás 22:00

Capítulo 11 - Wedding Dress


— Oh não, desculpa… Eu não...

Oh droga Demi! Peguei o guardanapo e tentei limpar seu rosto.

— Óbvio que você não tem um jantar hoje. Só fiz isso para saber como você reagiria.

— Ah seu…

Como é que ele fala isso? Testar a sanidade de alguém assim. Comecei a bufar. Eu já não estava constrangida, mas agora estava furiosa. Odiava quando mentiam para mim.

— Olha a boca! Se você quer ser uma princesa, não deve falar palavras de baixo calão. Uma princesa sempre sabe como reagir e dar a resposta certa com elegância.

— Devo.

— Deve o quê?

— Ser uma princesa. Eu não quero, eu devo.

Ele não podia confundir. Nem mesmo eu… Não queria ser uma princesa. Eu me enjoava no momento.

— Enfim, você não pode, ao ficar surpresa, por exemplo, cuspir água na cara de alguém.

— Eu sei. Só fiquei surpresa.

— Era óbvio que você não teria um jantar com a família real no seu primeiro dia de aula de etiqueta.

Minha cabeça começava a doer, e meu estômago roncou.

— Tá bom… Podemos comer agora?

Ele fez um sinal com a mão, e logo um garçom veio e trouxe junto um cardápio.

— Podemos. Mas, antes, você terá aulas sobre comida. Saberá o que pedir, e o que é cada coisa desse cardápio.

— Eu gostaria de Ovo Benedict.

— Como você…

— Eu trabalho em um restaurante de luxo, esqueceu? Podemos pular essa parte.

O tempo passou rápido, logo eram duas da tarde. Nicholas era bem rígido. Eu estava muito cansada e não via a hora de ir para casa. Ele brigava comigo o tempo todo: Não é para fazer
isso, você não deve falar isto.

 

— Terminamos? — falei, dando um longo bocejo.

— Pela décima quinta vez, não boceje!

— Eu sei. Mas eu não pude evitar. Podemos ir?

Normalmente, eu não estaria cansada ás duas da tarde. Mas minha rotina havia mudado. Servir mesas para mim era bem mais fácil do que ficar horas escutando um homem falar o que você deve ou não fazer.

— Não. — ele falou, olhando para a porta. Ele fazia isso a cada vinte minutos, desde o meio dia.

— O que é que está havendo? Você não para de olhar para essa porta. Parece que está esperan...

Escutei a porta do restaurante bater. Alguém havia entrado. Era uma garota que aparentava ter minha idade, um pouco mais alta e bem mais magra, tinha os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo e com óculos de grau.

— Mandy! – Nicholas falou, se levantando. Aquele nome era familiar. Mandy… Mandy… Mandy… Comecei a repeti-lo mentalmente para tentar lembrar.

— Nick! Desculpe eu me atrasei bastante, não é?

Nick?

— Eu sou muito adiantado. Sente-se.

Ele puxou a cadeira para que ela se sentasse. Assim o fez.

— Oh, me desculpe!

Mandy voltou a se levantar.

— Prazer, sou Mandy, sua assistente pessoal.

Ela sorriu. Lembrei do que a Rainha havia me dito: Eu teria um motorista e uma assistente pessoal. Levantei-me. Mais uma pessoa para me lembrar de que eu não teria mais uma vida normal… Fiquei chateada. DEMI! Para com isso, mulher, ela não tem culpa das besteiras que tu faz! Ninguém tem…

— Sou Demi! Prazer em conhecê-la.

Sorri de volta. Tornamos a nos sentar.

— Ok, srta. Lovato, nós não temos tempo, infelizmente. Vou falar quais são seus principais compromissos esta semana. Pois logo temos que ir.

— Ir? Para onde?

 

— Haverá três ensaios do casamento. Fora as aulas de valsa, a senhorita também terá uma coletiva de imprensa sábado. Ah, também temos que ir à sua estilista para que ela tire suas medidas.

— Medidas? Para quê?

— Suas roupas.

— Roupas? Eu já tenho várias.

— Mas nenhuma delas é apropriada para uma princesa.

Ótimo, agora nem suas roupas você poderá ter, Demi.

— Ah meu Deus, estamos atrasadas.

— Atrasadas para quê?

— Para a escolha de seu vestido de casamento.

— O QUÊ?! — arregalei meus olhos.

COMO ASSIM VESTIDO DE NOIVA?! EU NÃO IA SÓ TER QUE DIZER SIM?!

— Seu vestido de noiva. Você irá casar, e Sua Alteza quer ajudá-la a escolher seu vestido. Ela quer que você se sinta à vontade…

— À vontade? — falei em tom irônico.

— Ela está nos esperando. Podemos ir?

— Espera um pouco: Ela vai?

— Sim, ela irá te ajudar.

Eu ia contestar, mas acabei desistindo. Lutar pra quê, hein Demi?

Logo depois, saímos do restaurante. Mandy estava bem animada, não parava de falar sobre os compromissos.

Ao entrar no carro, estava a Rainha, bela e elegante em um vestido azul claro até os joelhos, e scarpins. Ela me cumprimentou, sendo bem simpática comigo. Começamos a conversar e, depois de alguns minutos de carro, paramos em frente de um portão branco de um casarão
branco em Hatton Garden.

— Vamos! — Rainha Patricia falou, euforicamente. Ela estava
muito animada, parecia até que era ela quem se casaria.

           — Mas Hatton não é conhecida por ser uma rua que há as joias mais bonitas da Inglaterra? Por que vamos comprar um vestido em uma
rua de jóias?

 

           — Na verdade, sim, aqui vende joias mas um antigo amigo meu tinha um antigo atelier antes de se aposentar. E a casa dele é aqui, onde, atualmente, ele só vende vestidos de noivas a amigos, são exclusivos. Vamos.

Ela puxou minha mão. Vou escolher meu vestido de noiva… Eu realmente
não queria isso. Eu iria deixar a rainha escolher, não estava animada, queria
apenas deitar na minha cama. Aquele passo significaria que eu realmente estaria dentro de tudo aquilo.

Entre o portão e a casa, havia um belo jardim com algumas gardênias.

Entramos dentro do casarão. Logo veio um senhor de uns sessenta anos com bigode falar conosco.

— Vossa Majestade! Eu aguardava ansioso por sua visita! — fez
uma reverência.

— Oh Clemêncio, deixe de bobagem! Você sabe que não precisa disto. Já é da família!

Ela falava, sorrindo. Uau. O sorriso dela era calmo e delicado, lembrava-me do da
minha mãe. Eu gostava da Rainha Patricia. Ela sabia ser elegante, gentil e
educada de uma vez só.

— Você deve ser Demetria, a futura princesa. — Clemêncio pegou uma de minhas mãos e deu um leve beijo. — É um prazer conhecê-la. E também ser o estilista de seu vestido.

— Clemêncio desenhou o vestido do meu casamento. E o pai dele, o da antiga rainha, mãe de Erick. É uma tradição.

Tradição. Eu iria fazer parte de uma tradição real. Eu iria usar o vestido de casamento
desenhado pelo mesmo homem que desenhou o da rainha. Meu estômago começou a
embrulhar.

— Agora vamos ao que interessa: O vestido. Quero muito ver qual
você irá escolher! Nicholas, você se importa de ficar na recepção? É algo mais
para mulheres…

— Claro que não me importo, Vossa Majestade.

— Vamos, Mandy e Demetria? — Mandy pareceu surpresa.

-E… eu...posso ir?

— Claro que sim.

Jurava que tinha visto os olhos dela se encherem de água. Mandy abriu um enorme
sorriso. Parecia o de uma criança quando ganha um doce.

Subimos até o segundo andar, onde havia vários vestidos de noiva.

— Demetria, desculpe, não tive tempo para fazer croquis, e, mesmo
assim, não haveria tempo para que fosse feito um vestido de qualidade. Separei
somente os melhores vestidos para você. Então vamos começar.

 

Na sala havia cerca de cinquenta vestidos. Ah não, vou ter que vestir esses cinquenta?!

Ele andava entre as araras de vestidos separando dois ou três.

— Experimente esses!

— Onde é o provador?

— Naquele quarto.

Ele apontou para uma porta no fim da grande sala. Fui até lá e a abri. Era um
quarto enorme, com luzes âmbares e em tons pastéis.

— Uau. Isso é maior que meu apê...

Comecei a experimentar o primeiro. Era um vestido com decote quadrado, calda sereia e tecido parecido com seda, em um branco mais amarelado. Era bonito, mas não para mim.

Saí do quarto com o mesmo.

– Você está linda! — Mandy falou, dando um sorriso.

— Demetria, querida, esse vestido ficou muito…— ela fez uma cara triste — Não te deixou tão bela como deveria.

— Que tal experimentar outro?

Esse dia devia ser divertido, mas está sendo um saco! Claro Demi, tu nem se esforça para
fingir que gosta! Nesse momento, tive uma ideia.

— Gente, posso pedir um favor? Vamos nos divertir, mesmo! Nada de
“Ah você não ficou tão bela…” Nada disso, vocês vão ter que ser sinceras, esse
dia deve ser divertido então podem esculachar!

— Esculachar?

 

—Tipo, falar a verdade na cara dura. Do tipo: “Ei, tira isso, tá parecendo uma bolota de caramelo azedo!”.

Elas começaram a rir.

Depois disso, começamos a nos divertir de verdade. Pela primeira vez no dia, eu estava me divertindo. Estava adorando

Nenhum vestido me deixava bonita. Já havia experimentado treze vestidos, o cansaço,
também, já estava presente.

— Posso parar?

— Não, querida, não encontramos seu vestido ainda.

— Eu sei, mas nenhum parece ser bom o suficiente.

— Experimenta só mais esse.— Clemêncio trouxe um vestido em
uma enorme sacola.  

— Mas esse vai ser o último!

— Srta. Mandy, você pode ajudá-la a vestir esse? Ele não tem zíper.

— Tudo bem.

Tirei o vestido da sacola e comecei a vesti-lo, enquanto Mandy amarrava-o por trás.
Ficou bastante apertado. Antes de me olhar no espelho, olhei para Mandy.

— Ficou bom?

— Ai meu DEUS!

— O que foi, menina?!

— Você está… Perfeita!

Falou, enquanto me virava para olhar no espelho.

— Você só pode estar...

Olhei-me no espelho. Uau. Era lindo: Branco, com alças de tecido transparente brilhoso. Tinha uma cintura imperiosa de espartilho, delicada, com vários detalhes de
lantejoulas transparentes. A parte de baixo era volumosa, com um tecido sedoso
coberto com renda e algumas flores bem pequenas bordadas à mão, quase imperceptíveis.
A cauda era catedral, enorme. E, atrás, havia um laço de tamanho médio de
renda. Era O vestido. O vestido que eu sempre tinha sonhado em me casar. Era
aquele vestido.

— É verdade… Esse vestido…

— Vamos, a Rainha precisa vê-lo!

— Vamos.

Eu estava extasiada. Aquele vestido me deixava bela, eu nunca achei aquilo de mim até aquele momento. Estava bonita…

Saí do quarto e caminhei até o corredor. A Rainha começou a sorrir.

— Você está linda, Demetria. Mesmo.

Clemêncio também sorria.

— Você o quer? — a rainha perguntou.

— Sim, esse é o meu vestido de casamento.

 


Notas Finais


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