História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias Chris Evans, Demi Lovato
Tags Casamento, Chris Evans, Comedia Romantica, Demi Lovato, Principe
Visualizações 223
Palavras 1.913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


DESCULPEM A DEMORA, ESTAVA ESPERANDO O TEASER DO PRÓXIMO CAPÍTULO FICAR PRONTO. LINK NA NOTA FINAL.

Capítulo 14 - The Press Conference


Desci das escadas com pressa, eu estava bonita, sequer parecia eu, era como se tivessem me transformado em outra pessoa. Me sentia podre. O pior é que eu havia gostado do jeito que meu cabelo ficara, do jeito que minhas unhas estavam, como a roupa caia bem em meu corpo. Aquilo me deixava aflita, uma parte de mim gostava de tudo aquilo, a outra me odiava por ter gostado daquilo. Eu queria ser uma princesa. Deus, como me arrependia daquela escolha que eu havia feito.

 

- Está abalando amiga! - Gritou - Nem parece tu! - Luke era bem indiscreto... e exagerado.

 

- É verdade Senhorita Demetria, você está linda! Não que antes você não fosse, mas agora... Uau.

 

Mandy falava desajeitadamente, era engraçado o jeito dela. O silêncio reinou na grande sala depois da fala desajeitada de Mandy, mas, depois de alguns minutos Nicholas resolveu quebrar o silêncio após olhar o relógio.

 

- Demetria, precisamos ir agora. Nós estamos atrasados. - Ele estava impaciente. Odiava o jeito que ele batia o pé no chão de forma a mostrar sua impaciência com o meu atraso incessante.

 

- Okay... Muito obrigada por tudo.- Agradeci às pessoas que haviam feito minhas unhas e cabelo. Nicholas abriu a porta do salão para que fossemos, o luxuoso carro preto já estava em frente ao salão, ligado. Entramos dentro do carro e fomos, finalmente, a esperada coletiva de imprensa.

Meu coração estava à mil, eu odiava ser o centro das atenções e aquela coletiva me arrancava a calma. Milhões de coisas se passavam na minha cabeça; como eu deveria andar, sentar, falar, que perguntas eu deveria responder, etc. Meu estômago brincava comigo, ora no lugar, ora de cabeça para baixo, a cada quilômetro percorrido pelo carro. Demi, te acalma! Vai dar tudo certo! Respira. Aparentemente minha consciência dava um comando, o corpo respondia contrariando-a. Então, me surpreendi quando o carro parou.

 

- Chegamos.

 

Nicholas disse com uma leve pontada de alívio em sua voz. Oh droga! DEMI, CORRE QUE AINDA DÁ TEMPO! Uma onda de vontade de sair dali, voltar para minha casa, invadiu meu corpo. A porta do carro abriu, era Nicholas, uma rajada de flashes me atingiu ao sair do carro. Havia o triplo de jornalistas a mais do que na frente da minha casa. Vários seguranças me rodeavam fazendo caminho para que eu passasse, os flashes me deixavam tonta, minha garganta começava a arder durante a caminhada que fazia até o enorme centro de eventos. Minha vista começava a ficar turva. Eu ia cair. Meus passos começavam a ficar mais lentos e um desespero corria minhas veias. O que estava havendo? Eu estava quase na enorme porta de vidro quando minhas pernas fraquejaram, minha vista escureceu, senti meu corpo pesar contra o ar. Meu corpo se aproximava do chão. Senti um braço agarrar minha cintura, impedindo que eu caísse. Era o príncipe. Ele segurava-me contra seu peitoral musculoso.

 

- Você está bem, amor? - Amor? Eu escutei direito? Ele me chamara de amor? Demi, mulher tu tá delirando! Dei um tapinha em meu rosto. Ele se aproximou de mim, então sussurrou em meu ouvido: - Idiota, estamos na frente da imprensa, tente encenar! - Só podia! Encenação... Idiota é você! Meu sangue começou a ferver. - Desculpem, os flashes a deixam tonta.

 

Ele falou com um sorriso no rosto. Aquele sorriso me arrancou um suspiro interno; ele podia ser irritante, grosseiro, idiota, mas era irritavelmente lindo. Ele pegou minha mão, meu coração, por um segundo, palpitou. Nunca nenhum garoto havia pegado na minha mão. Senti raiva do meu coração. Como ele pudera bater, nem que por um segundo, forte por aquele príncipe? O príncipe me levava por aquele enorme salão branco, até uma porta cor de mármore, havia milhares de seguranças. Já não conseguia ver Luke ou Mandy, apenas Nicholas que estava um pouco atrás de mim. Entramos dentro de uma pequena sala, havia algumas cadeiras, visivelmente caras, e um enorme espelho. Após escutar a batida da porta se fechando atrás de mim, ele largou agressivamente minha mão.

 

- Quase não te reconheci. Gostou da "transformação"? Gostou do quanto custou? Deve ter adorado. Conseguiram te deixar apresentável, óbvio que não para ser minha esposa. Mas… - Cada palavra que ele dizia fazia minha cabeça latejar.

    

- Dá para calar a boca? - O príncipe arqueou uma sobrancelha

 

- Como é que é? - Meu sangue ferveu.

    

- Quem você pensa que é ? Seu.. - Nicholas interrompeu-me. Havia esquecido que ele estava lá.

 

- Parem de brigar! A imprensa está a menos de 1 metro dessa porta! Eles vão escutar. Concentrem-se na coletiva. Haverão muitas perguntas, algumas até imprevisíveis. Vocês tem que estar calmos e concentrados. - Era verdade. Se apenas os flashes haviam me deixado tonta, imagina as perguntas que viriam. Eu tinha que ficar calma. Para de discutir com esse projeto de Ken depois que a cirurgia plástica deu errado!

 

- Tudo bem... Irei explicar algumas coisas á você Demetria; tente ser o mais convincente na frente das câmeras, não gagueje, tudo será televisionado ao vivo. Você entrará e sentará na cadeira marcada para você. O jornalista perguntará algo e você responderá, apenas se a pergunta for direcionada à você. Neste momento estão sendo anunciados. Vamos? - Eu temia aquele momento, mas era necessário, minhas pernas ficavam bambas, mas tudo teria que dar certo.

 

- Vamos. - A voz do Príncipe ficara séria.

 

Saímos da sala por uma porta que ficava no fundo do quarto, depois de atravessar o longo corredor, atravessamos uma enorme porta dupla preta. Ao entrar no lugar o príncipe tornara a pegar minha mão, a onda de flashes foi instantânea e todos se levantaram. Era um enorme salão em tons pastéis com uma espécie de palco e uma extensa mesa com uma toalha de branca, e várias cadeiras atrás, na frente haviam várias câmeras. Na parte de baixo, haviam centenas de cadeiras com vários jornalistas e fotógrafos sentados nelas. Na parede atrás do palco havia uma televisão gigante. Subi a escada lateral e fui procurando a cadeira que estaria marcada com meu nome. Era ao lado da cadeira do Príncipe Justin, bem no centro. Sentei, meu estômago gelou e fiquei paralisada. Todos olhavam para mim. Um homem com seus 60 anos, de cabelos brancos que estava sentado à minha esquerda começou a falar algo. Uma espécie de anunciação. O som ficara abafado e começava a pensar sobre o que iria falar. Despertei do meu transe ao escutar meu nome.

 

- E esta será a nova princesa de vocês, Srta. Demetria Devonne Lovato! - Uma salva de palmas invadiu meus ouvidos. Como eles podiam me aplaudir assim se metade dos jornais há algumas horas diziam que eu era uma golpista? - Agora, o casal real irá responder algumas perguntas. - Todos os jornalistas levantaram as mãos. O homem apontou para uma mulher alta e loira, muito bonita, com um enorme decote.

    

- Como Vossa Alteza conheceu nossa futura princesa? - O príncipe sorriu. Não um sorriso debochado, um sorriso calmo e natural.

    

- Foi muito engraçado. Há 8 anos, eu estava no Brasil, e eu a vi. Ela tinha uns 10 anos. Óbvio que não foi paixão, não sou um pedófilo - Todos riram. - Eu havia fugido escondido da minha mãe e fui até Fortaleza. Fui até a praia, mais especificamente no mar, e uma onda um pouco maior veio e comecei a me afogar, o pai dela me salvou. Fiquei muito amigo da família dela, eles não sabiam que eu era o príncipe. Fiquei uns 5 dias lá até minha mãe me encontrar. Troquei e-mails, ligações, com ela e a família dela, fiquei amigo deles. Há uns três anos voltei ao Brasil, e então eu a vi novamente. - Ele me fitou com um olhar sereno, não era como o olhar habitual dele, era um olhar que fez meu coração palpitar. - Ela estava linda. Havia crescido, sequer acreditava que era ela. Então depois de eu insistir muito, começamos a namorar, há uns 11 meses noivamos. - Tudo que ele falara soou tão natural. Como podia atuar tão bem?

    

- Insistir?

 

- Sim! Ela não queria pois eu era o príncipe. Ainda sou, mas nosso amor foi mais forte e ela aceitou. - Outro jornalista levantou a mão. O homem que estava organizando as perguntas fez menção para que ele falasse.

 

- E Sua Alteza, a Rainha. Como ela reagiu? - Ele riu.

 

- Minha mãe a odiou até conhecê-la. A Demi tem algo que não te deixa odiá-la.

    

- E porque se apaixonou por ela? - O príncipe me olhou, fechou os olhos por alguns segundos, e tornou a me olhar, desta vez com um olhar diferente, um olhar mais... sexy. Meu coração saltou.

    

- O olhar. O olhar dela para mim é fatal e ela também é charmosa.

 

Aquela, definitivamente, não era eu. Lembrei-me das palavras de Foquin dizendo que eu era meiga.

Um ritmo incessante de várias perguntas começara. Porque ela? Como Vossa Alteza reagiu às críticas feitas pela população? Como eu reagi com toda a mudança que aconteceu na minha vida ?

    

- Esse casamento tem alguma coisa a ver com a Carta do Rei William? - O sorriso que estava tatuado em seu rosto, desapareceu.

 

- Não.- Sua voz foi seca.

 

- Carta? Que Carta?

 

- Antes de morrer, Sua Majestade o Príncipe William, avô de Vossa Alteza, deixou uma carta que dizia que seu primeiro neto homem, deveria casar com a primeira neta mulher de Pedro Devonne.

 

Pedro Devonne. Essas palavras ecoaram na minha cabeça. Meu coração veio à garganta. Pedro Devonne... Era meu avô! Minha expressão era de choque. Não conseguia pensar em nada.

    

- O casamento será daqui dois dias. No sábado. Obrigado á todos, espero termos respondido todas suas perguntas. - Todos se levantaram e aplaudiram. O Príncipe puxou meu braço, nós dois saímos da sala e voltamos a pequena sala de antes.

 

- Como você pôde ficar daquele jeito? Você não tem jeito é um...

 

- Que história é essa do meu avô? - Ele suspirou.

 

- Você acha que minha mãe é burra? Ela não iria convidar qualquer uma, mesmo que tivesse salvo sua vida, para ser minha noiva. Há cerca de 50 anos, meu avô ia se afogando em uma praia do Brasil. Seu avô o salvou. Em gratidão, meu avô pediu que seu primeiro neto casasse com a primeira neta do seu avô e selou essa aliança com esse anel que está em seu pescoço. - Peguei o anel. Eu tinha aquele anel desde que eu era pequena, meu avô havia me dado. Agora tudo fazia sentido!

 

- Meu avô disse que esse anel mudaria minha vida... Ele sempre me chamou de princesa. Dizia que um dia eu casaria com um príncipe! - Meu coração se entristeceu. Aquilo iria acontecer mesmo antes de eu nascer!

 

- Viu? Ser golpista é de família.

 

Meu sangue ferveu. Como ele pudera ter falado aquilo?! Ele era meu avô e já tinha morrido. Pulei em cima do príncipe, caímos no sofá e ele ficara por cima de mim, meu coração parou. Ele estava apenas a alguns centímetros da minha boca, de forma que nossas respirações se fundiam. Prendi a respiração. Ele sussurrou:

    

- Você acha que pode fazer isso? - A porta abriu. Milhares de flashes dominaram a pequena sala, eram os jornalistas, estavam sendo contidos pelos seguranças. Um deles gritou:

    

- Vossa Alteza não pode esperar pelo casamento?


 


Notas Finais




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