História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Chris Evans, Demi Lovato
Tags Casamento, Chris Evans, Comedia Romantica, Demi Lovato, Principe
Visualizações 396
Palavras 1.909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem. *-*

Capítulo 2 - So... Why do I try


- Demetria, o que foi aquilo ? - Vieram várias pessoas atrás de mim, apostava que era sobre o recente incidente.

 

- Você salvou a vida da rainha da Inglaterra! - E eu estava certa. Eu ainda estava nervosa pela situação, nunca havia feito aquilo.

 

- Mas ninguém deve falar nada sobre isso. Só os convidados e os funcionários do restaurante sabem disso, ninguém mais deve saber disso, fui claro? - Pierre, com aquele sotaque irritante, afirmou.

 

- Pierre, ela salvou a vida da Rainha, tome cuidado com o que fala, ela agora é mais importante que você! - Luke falou em tom esnobe.

 

- Mas lembrem-se do contrato. E… - Ele reduziu o volume de sua voz - parabéns, você agiu bem. - Pierre apertou minha mão e saiu. Aquele cara era muito estranho.

 

Ao escutarem a porta bater com a saída de Pierre da sala, todos vieram me parabenizar. Eles realmente estavam felizes por mim, eu havia salvado uma vida… A vida da Rainha! Eu mesma não acreditava.

 

- Vamos comemorar!

 

Brandon gritou. Fomos todos a cozinha, deixando os vários seguranças em volta da mesa para saber se nada estava errado. Luke estava morrendo de felicidades e estava implorando para Eddie abrir uma garrafa de champagne, que depois de muita relutância permitiu.

 

- Caramba, mal dá para acreditar que você salvou a rainha! - Hayley afirmou sentada em cima de um dos balcões da cozinha.

   

- Aêêêêê! - Luke gritou quando aquele champagne abriu, começou a servir todos os funcionários que estavam na cozinha, quando me deu a taça de champagne, o avisei;

 

- Luke,  eu não bebo. Não sei para quê abrir um champagne. - Luke era muito extravagante, mas eu amava aquele jeito dele.

 

- Mas eu sim, você salvou a vida da minha sogra, não faça pouco caso.

 

Todos estávamos na cozinha e comíamos muito, Eddie tinha deixado, ele estava feliz por mim. Todos riram muito, foi vendo o sorriso daquelas pessoas que afirmei para mim mesma; eu era feliz. Podia reclamar, ter que fazer horas extras para pagar o aluguel, mas a minha vida era coberta de pessoas que me amavam e que cuidavam de mim e isso era um ganho muito maior que dinheiro. Brandon então falou alto:

- Ei, mas vocês sabem que a gente está tipo comemorando a quase morte da Rainha? - Luke revirou os olhos e voltou a mim.

 

- Aham. Então Demetria, me conta, como foi ter o agradecimento do Príncipe? - Oh droga. Ele tinha que falar daquele maldito príncipe

 

- Luke, nem me fale desse otário. Só de falar, me embrulha o estômago. - Luke me olhou boquiaberto, junto aos outros.

 

- O que? - Perguntaram em conjunto

 

-Ele insinuou que eu era interesseira e me tratou super mal, urgh. - Pigarreei. - esse povo rico

acha que pode pisar na gente só porque somos pobres, eu realmente odeio esse tipo de pessoa! - Todos olhavam-me perplexos. O silêncio reinou por alguns segundos até Luke quebrá-lo.

 

- Ótimo. Agora você está me fazendo odiá-lo.

 

- Sério Demi? - Hayley perguntou perplexa. As portas da cozinha se abriram repentinamente e alguém conhecido entrou, aqueles sapatos perfeitamente polidos e cabelo grisalho eram inconfundíveis, o rabugento gerente do hotel; Sr. Closs.

 

- Srta. Lovato? - Todos nós nos ajeitamos, ele era extremamente rigoroso.

 

- Sim, senhor. - Me aproximei.

 

- Me acompanhe, por favor. - Ele saiu da cozinha e fui logo atrás, tal qual era muito educado e cavalheiro, embora rabugento. Ele estava me levando ao seu escritório. - Sente-se, por favor. - O escritório dele era maior do que a minha casa. Era muito bem decorado, cadeiras de madeira com belíssimo estofado branco, uma mesa enorme de madeira combinando com as cadeiras, onde me sentei. - Srta. Lovato, sei da sua história aqui em Londres, sei que você e sua irmã foram enganadas, também sei que passam dificuldades. Quando Edward falou que iria contratá-la, uma garota de apenas 18 anos, contestei, achava que era muito nova e só iria nos trazer prejuízos, mas eu me enganei, você se tornou uma ótima funcionária. Agradeço que Edward tenha te recomendado. Isso só torna mais difícil o que eu farei. - Sua voz trazia certa… Preocupação.

 

- Sr. Closs, obrigada, mas eu não estou entendendo. - O que ele quis dizer com ‘’mais dificil o que eu farei’’? Aquilo estava me deixando aflita.

 

- Hoje, há algumas horas atrás, estava havendo um jantar muito importante, no qual você prestou seus serviços. Você salvou a vida da Rainha e nós agradecemos por isso. Mas, algum tempo depois, você veio aqui fora um tanto exaltada e gritou com o Príncipe, muitos de nossos hóspedes viram e se perguntaram o que levaria uma funcionária a tratar o Príncipe daquela maneira. Como você, nós do hotel também assinamos um contrato de confidencialidade e não podemos contar o que houve. E... infelizmente, nós temos que dispensar seus serviços.- Meu coração acelerou. Como ele podia ter dito aquilo ? Meu sangue começou a ferver.

 

- O quê? VOCÊ ESTÁ ME DEMITINDO? - Gritei. Levantei-me da cadeira exaltada. Eles não podem fazer isso, aquele…

 

- Se acalme por favor. Por sabermos da sua atual condição, nós lhe daremos um bônus e ajudaremos com uma carta de recomen… - As palavras dele só afloraram minha raiva.

 

- VÁ A MERDA COM SEU DINHEIRO E SUA CARTA, PORQUE QUEM PEDE DEMISSÃO DESSA PORCARIA DE HOTEL SOU EU! - Suspirei e meus olhos começaram a se encher de água - Eu nunca fui tão humilhada na minha vida! Eu dediquei minha vida a esse trabalho! Você acha que dinheiro compra dignidade? Você sequer perguntou por que eu tinha gritado com ele! Quer saber? Foda-se ele, foda-se você, foda-se este emprego e foda-se esse hotel! - Lágrimas começaram a brotar dos meus olhos, sai correndo daquela sala. E agora? O que será de mim, se com o que eu e minha irmã ganhamos mal dá para pagar o aluguel? Rapidamente, eu fui ao meu armário buscar meus pertences.

 

- Demi, o que houve? - Luke tocou meus ombros, então me virei – Você está chorando?! Quem foi o filho de uma vadia que fez isso com você? - Eu só queria sair dali, ir para casa, deitar e dormir.

 

- Não foi nada, Luke. - Ele me olhava com aflição, não era acostumado a me ver chorar.

 

- Fale agora! - Com lágrimas em meus olhos, optei por respondê-lo.

 

- Eu perdi o emprego. - Luke me olhou perplexo.

 

- O QUÊ? - Enxuguei as lágrimas que desciam dos meus olhos.

 

- Eu gritei com o príncipe e os hóspedes viram. - Ele pensou.

 

- Quer saber? Eu nem gostava de trabalhar aqui mesmo, se você vai embora, eu também vou! - Eu não podia deixar ele se demitir, ele precisava daquele emprego tanto quanto eu, ou até mais. Ele tinha uma irmã com apenas 5 anos e tinha que sustenta-la sozinho.

 

- Não, Luke… Eu vou ficar bem, você vai continuar trabalhando aqui e eu irei encontrar um emprego muito melhor, e vou ganhar MUITO mais que aqui! - Tentei me convencer com minhas palavras, eu realmente sabia que aquilo não aconteceria, pelo menos tão cedo. Dei então um sorriso forçado, coçando meu queixo.

 

- Ai, ai, como eu queria não saber o quão péssima mentirosa você é. - Ele deu um meio sorriso.

 

- Hã?

 

- Simples, quando você mente você coça o queixo! - Burra! Dou um tapinha na minha cabeça. - E agora, o que será de você?

 

- Eu vou ficar bem! Eu sou uma lutadora!

Sorri e sai do hotel. Esse sempre foi o meu lema, desde que eu me entendo por gente. Minha mãe sempre dizia para mim, todos os dias, se eu sentia que algo não iria dar certo, ela me aninhava, fazia um carinho nos meus cabelos e dizia; “Você vai ficar bem, Demi, você é uma lutadora”. Ao me lembrar disso no caminho para casa, senti meus olhos encherem-se de água. Embora ela não estivesse mais aqui, podia me confortar com a lembrança dela me abraçando e dizendo essas palavras. De fato, eu era uma lutadora, eu a perdi com apenas 14 anos e desde então têm sido eu e minha irmã. É… eu sou uma lutadora e não me deixarei abalar por isso! Um sorriso se abriu em meu rosto, cheguei em casa, já era tarde. Dallas, estranhamente, já tinha chegado do trabalho. Ela estava sentada no canto do sofá, com as mãos apoiadas no rosto. Algo havia acontecido. Eu sabia.

 

- Dallas, o que houve ? - Sentei junto a ela no sofá, ela pareceu despertar de um transe.

 

- Demetria, como foi o trabalho? - Ela sorri de lado. Fiquei preocupada.

 

- O que houve, Dallas?

 

- Nada menina… Como foi o trabalho? Ah, pra quem foi o jantar? - Ela desconversou.

 

- Pra Rainha. - Falei com descaso.

- O quê? Pra Rainha?! Com Rainha você quer dizer a esposa do Rei da Salsicha, né? A melhor salsicha do Reino Unido! - Ela fez uma imitação da voz do homem que falava na tv.

 

- Não, a Rainha da Inglaterra.

 

- O QUÊ?!

 

- Vou contar tudo. - Deitei no sofá, colocando a cabeça em seu colo. Comecei a contar tudo, menos a parte de “salvei a rainha da Inglaterra e fui demitida por causa do idiota do príncipe”. Sempre fazíamos isso quando pequenas, quando acontecia algo eu sempre deitava, colocava a cabeça no colo dela e contava tudo. Nós éramos mais que irmãs, éramos melhores amigas. E ela sempre sabia quando eu estava mentindo. Passamos a noite toda fofocando e tomando sorvete de chocolate. Eu me sentia bem, me sentia feliz. Parecia que nada havia acontecido. Não importa o que aconteça… Eu vou superar. Eu vou ficar bem.

 

****

 

Uma semana depois daquele jantar, parecia que eu tinha voltado alguns meses antes, quando eu estava atrás de emprego e ninguém me contratava. Cheguei em casa exausta, mas o que vi me deixou devastada. Estava tudo revirado, a tv quebrada, papéis jogados no chão, lençóis rasgados. Minha irmã estava sentada no chão da cozinha chorando. Fui até ela.

 

- Ai meu Deus! O que aconteceu aqui?!

 

- O E-ed-Edgar… Ve-ve-io co-co-brar o dinheiro. - Ela falava entre soluços. Edward era o agiota que pedimos dinheiro para conseguir viver os primeiros meses em Londres. Meu Deus, e agora?

 

Ela chorava tanto, não pude evitar encher meus olhos de lágrimas também.

 

- Calma, vai dar tudo certo. Não chora. A gente sempre dá um jeito. - Eu a abracei. Calma Demi, vai dar tudo certo… Vai dar tudo certo. Suspirei, tentando acalmar-me.

 

- E a...ago...ra? O que se...rá de... nós? - Dallas soluçava. Escutamos umas batidas na porta. Um desespero cresceu em mim.

 

- Será que é o Edgar? - Perguntei aflita.

 

- Não Demi, ele não arriscaria vir aqui duas vezes depois do que aconteceu… Eu acho. - Dallas falou com certa dúvida.

 

- Então quem é? - Fui até a porta, um calafrio correu por minha espinha. Girei a maçaneta e abri a porta hesitante, meu coração saltou ao ver a figura de uma pessoa inesperada. Eu não acredito.

 

- Com licença Srta. Lovato, posso entrar? - A voz delicada com um sorriso confortante no rosto, falou.

 

- Demetria, quem é? - Minha irmã perguntou do chão da cozinha.

 

- A Rainha da Inglaterra. - Falei paralisada.



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