História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 2


Escrita por: ~

Visualizações 87
Palavras 1.992
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdão a demora. Espero que gostem!

Capítulo 2 - Consequências Repentinas


Fanfic / Fanfiction Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 2 - Consequências Repentinas

— Aruna, o que foi aquilo? — Vieram várias pessoas atrás de mim. Apostava que era sobre o recente incidente.

— Você salvou a vida da rainha da Rubéria! — Falou Brandon ainda surpreso. Eu ainda estava nervosa pela situação, nunca havia feito aquilo.

— Mas ninguém deve falar nada sobre isso. Só os convidados e os funcionários do restaurante sabem disso, ninguém mais deve saber, fui claro? — Pierre, com aquele sotaque irritante, afirmou.

— Pierre, ela salvou a vida da Rainha. Tome cuidado com o que fala, ela agora é mais importante que você! — Luke falou em tom esnobe.

— Mas lembrem-se do contrato. E — ele reduziu o volume de sua voz — parabéns, você agiu bem. — Pierre apertou minha mão e saiu. Aquele cara era muito estranho.

Ao escutarem a porta bater com a saída de Pierre da sala, todos vieram me parabenizar. Eles realmente estavam felizes por mim, eu havia salvado uma vida. A vida da Rainha! Eu mesma não acreditava.

— Vamos comemorar!

Brandon gritou com uma garrafa de champagne na mão. Fomos todos para a cozinha, deixando os vários seguranças em volta da mesa para saber se nada estava errado. Luke estava morrendo de felicidades e estava implorando para Eddie abrir uma garrafa de champagne que, depois de muita relutância, permitiu.

— Caramba! Mal dá para acreditar que você salvou a rainha! — Hayley afirmou sentada em cima de um dos balcões da cozinha.

— Aêêêêê! — Luke gritou quando aquele champagne abriu, e começou a servir todos os funcionários que estavam na cozinha. Quando me deu a taça de champagne, o avisei:

— Luke, eu não bebo. Não sei para quê abrir um champagne — Luke era muito extravagante, mas eu amava aquele jeito dele.

— Mas eu sim. Você salvou a vida da minha sogra, não faça pouco caso.

Todos estávamos na cozinha e comíamos muito. Eddie tinha deixado, ele estava feliz por mim. Rimos muito. Vendo o sorriso daquelas pessoas que afirmei para mim mesma que eu era feliz. Podia reclamar, ter que fazer horas extras para pagar o aluguel, mas a minha vida era coberta de pessoas que me amavam e que cuidavam de mim. E isso era um ganho muito maior que dinheiro. Brandon então falou alto:

— Ei, mas vocês sabem que a gente está, tipo, comemorando a quase morte da Rainha? — Luke revirou os olhos e voltou a mim. Ele realmente não gostava de Brandon, desde o dia em que levou um fora dele.

— Aham. Então, Aruna, nos conte como foi ter o agradecimento real do Príncipe gostoso? — Oh droga. Ele tinha que falar daquele maldito príncipe.

— Luke, nem me fale desse otário. Só de falar, me embrulha o estômago — Luke me olhou boquiaberto, junto aos outros.

— O quê? — perguntaram em conjunto, surpreendidos.

— Ele insinuou que eu era interesseira e me tratou super mal, urgh — pigarreei. — Esse povo rico é tudo igual. Acham que pode pisar na gente só porque somos pobres. Eu realmente odeio esse tipo de pessoa! — Todos olhavam-me, perplexos.

O silêncio reinou por alguns segundos, até Luke quebrá-lo.

— Ótimo. Agora você está me fazendo odiá-lo.

— Sério Aruna? — Hayley perguntou, perplexa. As portas da cozinha se abriram repentinamente e alguém conhecido entrou. Aqueles sapatos perfeitamente polidos e cabelo grisalho eram inconfundíveis. O rabugento gerente do hotel: Sr. Closs.

— Srta. Betra? — Todos nós nos ajeitamos. Ele era extremamente rigoroso.

—  Sim, senhor — me aproximei.

— Me acompanhe, por favor — ele saiu da cozinha e fui logo atrás. Sr. Closs era muito educado e cavalheiro, embora rabugento. Ele estava me levando ao seu escritório. — Sente-se, por favor — o escritório dele era maior do que a minha casa. Era muito bem decorado, com cadeiras de madeira com belíssimo estofado branco, uma mesa enorme de madeira combinando com as cadeiras, onde me sentei. — Srta. Betra, sei da sua história aqui em Rubia, sei que você e suas irmãs passam dificuldades. Quando Edward falou que iria contratá-la, uma garota de apenas 18 anos, contestei. Achava que era muito nova e só iria nos trazer prejuízos, mas eu me enganei. Você se tornou uma ótima funcionária. Agradeço que Edward tenha te recomendado. Isso só torna mais difícil o que eu farei — Sua voz trazia certa… Preocupação.

— Sr. Closs, obrigada, mas eu não estou entendendo — as palavras ‘’mais difícil o que eu farei’’ me deixaram extremamente nervosa.

— Hoje, há algumas horas atrás, estava havendo um jantar muito importante, no qual você prestou seus serviços. Você salvou a vida da Rainha e nós agradecemos por isso. Mas, algum tempo depois, você veio aqui fora um tanto exaltada e gritou com o Príncipe. Muitos de nossos hóspedes viram e se perguntaram o que levaria uma funcionária a tratar o Príncipe daquela maneira. Como você, nós do hotel também assinamos um contrato de confidencialidade e não podemos contar o que houve. E, infelizmente, nós temos que dispensar seus serviços — meu coração acelerou. A imagem das minhas filhas veio a minha cabeça. Como ele podia ter dito aquilo? Meu sangue começou a ferver.

— O quê? VOCÊ ESTÁ ME DEMITINDO? — gritei. Levantei-me da cadeira exaltada. Eles não podem fazer isso, esse...

— Se acalme, por favor. Por sabermos da sua atual condição, nós lhe daremos um bônus e ajudaremos com uma carta de recomen… — as palavras dele só afloraram minha raiva.

— VÁ A MERDA COM SEU DINHEIRO E SUA CARTA, PORQUE QUEM PEDE DEMISSÃO DESSA PORCARIA DE HOTEL SOU EU! — suspirei e meus olhos começaram a se encher de água. — Eu nunca fui tão humilhada na minha vida! Eu dediquei minha vida a esse trabalho! Você acha que dinheiro compra dignidade? Você sequer perguntou por que eu tinha gritado com ele! Quer saber? Foda-se ele, foda-se você, foda-se este emprego e foda-se esse hotel! — lágrimas começaram a brotar dos meus olhos, então saí correndo daquela sala. E agora? O que será de mim, se com o que eu ganho mal dá para sobrevivermos? Rapidamente, eu fui ao meu armário buscar meus pertences.

— Aruna, o que houve? Você passou pela cozinha como um furacã... — Luke tocou meus ombros, então me virei. — Você está chorando?! Quem foi o filho de uma puta que fez isso com você?

Eu só queria sair dali, ir para casa, deitar e dormir.

— Não foi nada, Luke — ele me olhava com aflição. Não era acostumado a me ver chorar.

— Fale agora — com lágrimas em meus olhos, optei por respondê-lo.

— Eu perdi o emprego — Luke me olhou, perplexo.

— O QUÊ? — enxuguei as lágrimas que desciam dos meus olhos.

— Eu gritei com o príncipe e os hóspedes viram.

— Quer saber? Eu nem gostava de trabalhar aqui mesmo. Se você vai embora, eu também vou — eu não podia deixá-lo se demitir, ele precisava daquele emprego tanto quanto eu. Ele tinha uma irmã com apenas 5 anos e tinha que sustenta-la sozinho.

— Não, Luke… Eu vou ficar bem, você vai continuar trabalhando aqui e eu irei encontrar um emprego muito melhor. E vou ganhar MUITO mais que aqui — tentei me convencer de minhas palavras. Eu realmente sabia que aquilo não aconteceria, pelo menos tão cedo. Dei, então, um sorriso forçado, coçando minha nuca, e olhei para os pés

— Ai, ai, como eu queria não saber o quão péssima mentirosa você é — ele deu um meio sorriso.

— Hã?

— Simples! Quando você mente você coça a nuca e olha para os pés — Burra! Dou um tapinha na minha cabeça. — E agora, o que será de você, hein?

— Eu vou ficar bem! Eu sou uma lutadora!

Sorri e sai do hotel. Esse sempre foi o meu lema, desde que eu me entendo por gente. Sempre dizia para mim mesma, todos os dias, se eu sentia que algo não iria dar certo. Dizia isso e tentava ver o lado bom quando a drogada da minha mãe chegava em casa gritando e procurando por comida. Quando ela queimava cigarros nos meus braços, eu dizia isso. Quando Aurea ia apanhar e eu me metia no meio para que ela não a machucasse, eu dizia isso. Ao me lembrar disso no caminho para casa, senti meus olhos encherem-se de água. Pensei nas minhas irmãs. Elas eram tudo para mim. Eu era a mãe delas, eu as havia criado. Eu as amava. Elas eram a lembrança de que a escolha que eu fiz, ao criá-las, era a certa. De fato, eu era uma lutadora. Eu tinha que ser. Não só por mim, mas por elas. Não podia deixar que elas sofressem. Nunca. Cheguei em casa, já era tarde. Áurea estava no sofá assistindo na pequena tv. O volume estava baixo. Aurora estava deitada na rede, dormindo. Sentei ao lado dela, tirando meus All Stars.

— Mãe, como foi o tal jantar? — joguei os sapatos no canto da parede.

— Você nem vai acreditar para quem foi.... — falei animada, não deixando a demissão me abalar. Eu tinha que ser forte, por elas — A Rainha!

— O quê? — ela falou incrédula. — Para a Rainha?! Com Rainha você quer dizer a esposa do Rei da Salsicha, né? A melhor salsicha da Rubéria! — ela fez uma imitação da voz do homem que falava na tv.

— Não, a Rainha da Rubéria.

— O QUÊ?!

— Vou contar tudo — ela deitou no sofá, colocando a cabeça em meu colo. Comecei a contar tudo, menos a parte que “salvei a rainha da Rubéria e fui demitida por causa do idiota do príncipe”. Sempre fiz isso quando ela era pequena. Quando acontecia algo com ela, colocava a cabeça no meu colo e contava tudo. Éramos mais que mãe e filha. Éramos melhores amigas. E ela sempre sabia quando eu estava mentindo. Começamos a conversar e logo ela dormiu. Passei a mão pelos seus cabelos, olhando seu pequeno rosto. Era tão linda. Eu me sentia bem, me sentia feliz. Eu tinha a melhor coisa que alguém poderia ter. O amor. As duas criaturas que eu mais amava na vida, também me amavam. Eu era grata a Deus por isso. Eu não tinha dinheiro, mas tinha elas. Parecia que nada havia acontecido. Não importava o que acontecesse… Eu iria superar. Eu vou ficar bem.

****

Uma semana depois daquele jantar, parecia que eu tinha voltado alguns meses antes, quando eu estava atrás de emprego e ninguém me contratava. Cheguei em casa exausta, mas o que vi me deixou devastada. Estava tudo revirado, a tv quebrada, papéis jogados no chão, lençóis rasgados. Minha irmã estava sentada no chão da cozinha chorando. Fui até ela. Meu chão desapareceu. Eu só via a coisa mais preciosa da minha vida chorando.

— Ai, meu Deus! O que aconteceu aqui?!

— O E-ed-Edgar… Ve-ve-io co-co-brar o dinheiro — ela falava entre soluços. Edgar era o agiota que pedimos dinheiro para conseguir pagar a matrícula e outras coisas da Áurea, já que ela estudava em uma escola particular de música.

— Eu vou matá-lo.

Falei com fúria. Meu sangue parecia queimar. Como ele podia ter feito aquilo com a minha filha? A minha pequena.

Ela chorava tanto que não pude evitar encher meus olhos de lágrimas também.

— Calma, vai dar tudo certo. Não chora. Eu vou dar  um jeito — a abracei com força

— Aurora. Cadê a Aurora ?

Falei com preocupação.

— Ela está na casa da senhora Bustroff

Suspirei aliviada. Aurora era muito pequena. Não podia ver aquilo.

— E a-ago-ra? O que será de… de nós? — Áurea soluçava. Escutamos umas batidas na porta. Um desespero cresceu em mim.

— Ele bateu em você ?

— Não, ele só quebrou tudo.

Minha pele parecia que ia derreter. Eu estava tão furiosa. Como ele podia ter feito aquilo com a minha filha!

Escutamos mais batidas na porta.

— Será que é o Edgar ?

Aurea falou preocupada.

— Não, Áurea, ele não arriscaria vir aqui duas vezes depois do que aconteceu… Eu acho.

— Então quem é?

Fui até a porta, um calafrio correu por minha espinha. Girei a maçaneta e abri a porta, hesitante. Meu coração saltou ao ver a figura de uma pessoa inesperada. Eu não acredito!

— Com licença, Srta. Betra, posso entrar? — a voz delicada com um sorriso confortante no rosto falou.

— Mãe, quem é? — minha irmã perguntou do chão da cozinha.

— A Rainha da Rubéria — falei paralisada.


Notas Finais


Betagem feita pela Leninha do Perfect Design.
Banner feito pela Ahyu do Perfect Design


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...