História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Chris Hemsworth, Demi Lovato
Tags Casamento, Chris Hemsworth, Comedia Romantica, Demi Lovato, Principe
Visualizações 35
Palavras 1.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Betagem por Leninha, PD
Banner por Ahyu, PD
Não esqueçam de comentar, a opinião de vcs é muito importante.

Capítulo 4 - A Proposta


Fanfic / Fanfiction Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 4 - A Proposta

— Case-se com meu filho, o Príncipe Tristan.

A última pergunta ressoava em minha cabeça.

— O quê?

Perguntei, incrédula. Não era possível!

— Eu sei que parece estranho, mas…

Sua fala foi interrompida por uma alta e indelicada gargalhada. Fiquei surpresa ao perceber que era minha. Eu queria estar séria, mas simplesmente não conseguia parar. Não era uma situação engraçada, mas eu não conseguia me conter. Era impossível para mim, naquele momento, parar de soltar aquela risada alta e grave. Áurea e a Rainha me olhavam, surpresas. Eu tentava rir por dentro, mas não conseguia. Nunca tinha gargalhado daquela maneira. Principalmente em um momento tão delicado.

— Mãe!

— Eu sei, mas eu não consigo parar — meus olhos começavam a lacrimejar.

— Desculpe, senhorita Betra, mas estou me sentindo constrangida. Eu não contei uma piada. Eu estou falando sério.

Me levantei e fui até a geladeira pegar água. Coloquei-a em um copo e bebi todo o conteúdo. Então, de repente, a risada se extinguiu. Era como se tivesse vida própria.

— Me desculpe, Vossa Majestade. Eu não tinha a intenção. Eu sei que não é uma piada — pelo menos eu acho. — Me perdoe pelo meu comportamento.

— Não tem problema. Enfim, você aceita?

Áurea me olhava, perplexa. Eu não conseguia acreditar, nem ela, pelo visto. A risada com vida própria parecia querer brotar novamente, mas tratei de empurrá-la aos confins da terra.  Minhas pernas estavam tremendo. Eu não podia acreditar naquela pergunta. Já sei, é um sonho! Só pode! Me belisquei. Oh, droga! É verdade! E agora? O que eu vou fazer? O constrangimento do silêncio após aquela pergunta tão surpreendente era enorme, e durou alguns minutos. Eu não conseguia fazer nada. Eu procurava as palavras certas para tentar perguntar o porquê daquilo, mas as palavras não saíam.

— V… V

Áurea me interrompeu. Ela sabia que eu não sabia o que fazer ou dizer. Eu estava perdida.

— Vossa Majestade... Me… Desculpe… Mas... A senhora só pode estar... Enganada.

— Não, não estou. Permita-me explicar. — A voz dela era calma. Ela tinha mesmo me perguntado isso? — Eu não tomei essa decisão do dia para a noite. Eu pensei bastante antes de vir aqui, os prós e os contras, as consequências… Eu sei que é estranho receber uma proposta dessas. Eu não sei mais o que fazer. Para vir aqui, eu realmente pensei muito. Mas há algo que vai além.

— Então a senhora está mesmo pedindo para a minha mãe, a Aruna,  casar com o… Príncipe ?

Meu coração deu outro salto. Um arrepio percorreu minha espinha novamente. Oh meu Deus! E agora?! Eu não sabia o que pensar, o que fazer. Apenas me perguntava: E agora ?

— Eu sei que é difícil de acreditar. Estou perguntando isso, sim.

Meu coração saltou novamente.

— Mas por quê?

A Rainha se ajeitou na cadeira.

— Antes de ser rainha, eu sou mãe. Eu não posso permitir que meu filho chegue todos os dias em casa, bêbado, passe as noites festejando, fique com várias mulheres diferentes. Passe mal em vários lugares devido à quantidade bebida que ingere todo dia. Ele também tem comportamento inapropriado em certos lugares. Mas isso não só me faz infeliz, faz mal para ele também. É ruim para a imagem da família real. Todos os dias saem notícias como: “Príncipe Tristan agride paparazzo”; “Príncipe Tristan sai de festa bêbado”. Isso deixa as pessoas com vários questionamentos: “Um príncipe tão irresponsável pode assumir um país ?” Ele, acima de todos, deve ter um bom comportamento, afinal, ele é o Príncipe Herdeiro. O próximo rei da Rubéria. Saiba ou não, a Rubéria, embora pequena, é um país com uma economia forte e uma grande potência mundial, sendo comparada há muitos outros países, o que inclui, também, os Estados Unidos, na América.

— Sim, eu entendo. Mas eu não vejo a ligação entre o Príncipe e eu.

Meu estado emocional, naquele momento, não estava bem. Minha perna tremia feito louca, eu estava com o coração na boca e tinha borboletas em meu estômago. Podia jurar que minha voz saiu trêmula.

— Calma, senhorita Betra. Tudo tem seu tempo. As notícias que o Príncipe herdeiro irá se casar irão abafar boa parte dos escândalos. Isso iria acontecer cedo ou tarde. Eu só estou adiantando. Aruna, — ela olhou para mim — você é a garota perfeita para isso.

— Mas é inegável que é uma proposta extremamente estranha, Vossa Majestade. Notei que, antes, a Senhora disse “mas há algo que vai além”. O que a senhora quis dizer com isso?

A aguçada mente de Áurea que, embora surpresa, ainda conseguia analisar cada palavra da conversa. Enquanto eu só escutava “Quer casar com meu filho”; “Príncipe Tristan”; “Escândalo”

— Por hora, essa é a única coisa que posso dizer no momento. Se resolver aceitar, explicarei melhor.

— Po… Por que eu?

Minha voz, que antes não tinha certeza, agora estava travando.

— Desde que te vi, senti algo… Eu não sei o que foi. Quando apertei sua mão naquela noite, eu prestei atenção em você e no colar que carrega — olhei para o meu colar. — Gravei o seu nome… Era como se eu soubesse que aconteceria algo que nos ligaria. Quando você gritou com Tristan naquele dia, eu vi um tipo de conexão entre vocês dois. Algo especial. Eu soube que a garota que eu estava procurando era você. Eu te escolhi, pois você é perfeita para ele. Isso não é coisa da minha cabeça, tem que ser você.

Ela falava com convicção. Eu não podia responder agora. Minha cabeça estava a mil. Eu não sabia o que dizer. Ela esperava a resposta.

Depois de um silêncio gritante, resolvi quebrá-lo.

— Vossa Majestade, nos dê um tempo para pensar. Hoje não poderemos responder, foi um dia cheio. Estamos cansadas.

— Eu não esperava que você respondesse agora. Tome — ela tirou um cartão da bolsa e deu a mim. — Ligue quando estiver pronta para responder. Não importa a hora, é só falar que é você e eu atenderei.

— Obrigada.

Eu a acompanhei até a porta. Quando a porta bateu, suspirei. Ao menos não tinha que responder aquela pergunta agora.

 

***

 

A noite chegou. Áurea e eu passamos o dia conversando sobre a tal proposta da rainha, enquanto arrumávamos a casa. Aurora não podia ver a casa daquele jeito. Ela tinha dito que iria me apoiar, seja qual fosse a minha decisão.  Eu devia ter algum problema. Eu havia decidido. Eu iria dizer um “não”. Só estava esperando um dia passar para não mostrar indelicadeza. Eu não iria me casar por dinheiro, nem por obrigação. Eu queria algo maior do que o dinheiro. Eu queria o amor. Eu sempre acreditei nele, o amor que eu via nos filmes, aquele amor de novela. Eu ficava horas e horas pensando na pergunta “Como será quando eu viver o meu amor?”. Eu nunca tinha namorado, nem ficado. Eu nunca sequer tinha dado meu primeiro beijo. Eu esperava que fosse especial. Eu não desistiria disso por um status social ou dinheiro. Eu queria alguém que me aceitasse com minhas filhas.

— Então… O que você decidiu? É sim ou não ?

Ela se jogou no sofá ao meu lado.

— Decidi assim que ela saiu. É não.

— Ah, eu já sabia!

Áurea não estava surpresa com a minha decisão, parecia que ela já sabia que eu diria não.

— Você não vai nem tentar me persuadir a aceitar?

— Eu jamais te obrigaria a se casar com um cara por dinheiro. Você é minha mãe, eu te amo acima de tudo, abaixo apenas de Deus. Eu não te empurraria para viver com um cara que você detesta apenas porque estamos passando por um momento de dificuldade. Nós superaremos. Nós sempre superamos.

Eu a abracei. Ela era a minha melhor amiga, uma das duas coisas que eu mais amava, a melhor filha que alguém poderia sonhar em ter. Sorri de lado. Eu me sentia grata.

— Agora eu vou buscar a Aurora. Você deve estar exausta.

-Eu. Te. Amo.

Falei suspirando. Eu estava praticamente enterrada naquele sofá. Tinha sido um dia cheio. Eu só queria ver minha baixinha e ir dormir.

— Volto logo.

Ela bateu a porta. Liguei a televisão e comecei  a assistir. Estava passando um recital da Orquestra Sinfônica de Chicago. Era uma das favoritas da Áurea. A câmera deu close nos violoncelistas. Eles mostravam paixão enquanto tocavam Beethoven. Era como se a música fizesse parte deles. Como se cada nota tocada aquecesse mais os seus corações. Eles sentiam a música. Nesse momento, veio a imagem de Áurea tocando. Ela amava. A música a deixava calma. Ela amava tanto tocar, como se, quando ela tocasse o violoncelo, ele se tornasse parte dela. Era lindo. Eu amava escutá-la tocar. Dava ainda mais certeza de que eu não estava arrependida de resolver criá-la como minha.

Olhei para a caixa gasta onde ela guardava o violoncelo. Estava meio aberta. Me levantei para ir fechar. Ao me aproximar da caixa, percebi que uma corda estava para fora. Alguma coisa estava errada, eu havia comprado aquelas cordas há menos de cinco dias. Abri a caixa. Meus olhos se encheram de lágrimas e meu coração se  despedaçou. O violoncelo estava quebrado ao meio. Edgar com certeza devia ter feito aquilo. Ela amava tanto aquele instrumento... Eu havia comprado para ela, usado, de uma amiga minha. Ela tinha ficado tão feliz. Não havia sequer um dia em que não tocasse. O dinheiro que eu tinha ainda não era o suficiente para comprar um novo, e eu tinha que dar ao Edgar para que ele não voltasse tão cedo. E o aluguel?  Como eu iria pagar? Eu poderia pedir ao senhor Closs para me dar aquele bônus, mas ainda assim não seria o suficiente. O que eu deveria fazer? Eu tinha prometido que as criaria, que seria uma mãe para elas, que daria tudo para elas e, naquele momento, não conseguia dar nem comida. As roupas de ambas eram gastas e velhas. Ver aquele violoncelo, que era como parte dela, todo estragado... Senti um aperto em meu coração. Fechei meus olhos, como uma tentativa falha de segurar minhas lágrimas. A saída, que eu insistia em desconsiderar, era o único jeito.

— Ai, destino. Você realmente me odeia, né?

Dei um sorriso de descaso. Peguei meu celular, em cima da mesa da cozinha. Relutantemente, agarrei o cartão de visitas deixado pela rainha. O papel parecia tecido, muito macio. Era todo preto, com apenas um símbolo de duas espadas atravessando uma coroa, dourado no centro. E no verso, no canto do lado esquerdo, um número de celular. Disquei os números rapidamente. No terceiro toque uma voz masculina falou:

— Boa noite.

Suspirei nervosa.

— Boa noite. Eu sou Aruna, esse número me foi dado pela....

— Só um instante, por favor.

Depois de alguns minutos, uma voz conhecida atendeu

— Aruna ?

Seu tom era de surpresa.

— Vossa Majestade, liguei para dizer… — Se o preço que eu teria que pagar para dar às minhas filhas uma vida melhor seria me casar, eu me casaria. — Eu me caso com seu filho. O Príncipe Tristan.

 



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