História Um Príncipe em Minha Vida - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chris Evans, Demi Lovato
Tags Casamento, Chris Evans, Comedia Romantica, Demi Lovato, Principe
Visualizações 308
Palavras 2.131
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem!
Desculpem a demora, espero ter compensado com o capítulo

Capítulo 8 - All In It


Eu e a rainha Patricia ficamos conversando horas e horas, mas não sobre o casamento e sim sobre mim. O que eu gostava, o que eu não gostava, o que eu fazia em Londres e o porquê de estar aqui. Ela era realmente simpática. Delicada, porém firme. Cada palavra saía com elegância e obstinação. A rainha era uma pessoa que qualquer mulher desejaria ser: bonita, engraçada, elegante, obstinada, educada e corajosa. Exatamente como eu queria ser.

Eu não havia dormido direito na noite passada. Só conseguia pensar, não no casamento, mas no tipo de pessoa que estava me tornando. Eu me odeio. O que estou fazendo? Casando por dinheiro! Meu coração se entristeceu.

— Como Vossa Majestade conheceu o rei?

— Oh, é uma história engraçada! Tudo começou quando eu tinha quinze anos. O Carvallian era do me pai e ele colocou eu e meus irmãos para trabalharmos aqui, a fim de podermos aprender o valor do dinheiro. Eu estava no meu intervalo e decidi ir cavalgar, mas então vi um cavalo desgovernado indo em direção à loresta. Um homem gritava por socorro, mas não havia ninguém por perto além de mim para ajudá-lo. Então cavalguei até seu cavalo, salvando-o e então eu soube que ele era o príncipe Erike. Quer saber um segredo? — Eu balancei a cabeça positivamente, então a rainha aproximou-se de mim. — Eu sempre cavalguei melhor que ele. Então…

Já eram oito da noite e eu estava tão cansada, mas queria saber o restante da história. É isso aí! Girlpower! As mulheres que mandam, sacou irmão?

Um longo e preguiçoso bocejo saiu da minha boca. Droga Demi!

— Você deve estar cansada Demetria, vou chamar Jarbas para levá-la.

— Oh, não, Vossa Majestade! Não estou cansada, pode continuar. Quero muito saber o resto da história.

Era a primeira vez que eu escutava uma história sobre a rainha salvar o rei e não o oposto. Enquanto ela falava, seus olhos brilhavam.

— Ok. Então, eu realmente odiei Erike. Ocorreu a mesma coisa que aconteceu entre você e o Justin. Ele tentou me oferecer dinheiro e eu fiquei muito ofendida. Ele pensou que eu era pobre, por causa das roupas, sabe? Me senti muito afrontada, ele achava que as pessoas pobres eram interesseiras! Fiquei irada. Mas o pai dele, o rei Erike II, era muito amigo do meu pai e sugeriu um casamento arranjado. Eu pensava que ele era arrogante e rude, mas depois Erike se revelou uma pessoa doce e gentil. Então eu me apaixonei e nós nos casamos.

Seus olhos ficaram tristes e sua voz ficou com um tom meio aflito.

— Mesmo depois de seu falecimento, quando tocam no nome dele ou até mesmo quando falo, meu coração ainda acelera.

Meus olhos começaram a lacrimejar. Era uma história tão linda! E mesmo depois da morte, ela ainda o amava. Era o tipo de sentimento que eu queria sentir. Era lindo. Os olhos da rainha brilhavam, estavam felizes. O tipo de brilho que meu pai tinha quando falava da mamãe e vice-versa. Aquele sentimento, o amor, me comovia.

Antes que eu percebesse, várias lágrimas saíam de meus olhos e eu começava a soluçar. Eu era extremamente sensível e emotiva. Veio-me à minha memória vários filmes e casos de romances.

— Oh Demetria, você esta chorando ?

— Desculpe, é que essas coisas me emocionam.

A rainha abriu um sorriso.

— Demetria, antes de ir quero te dizer duas coisas. A primeira, Jarbas virou seu chofer.

Ah, não! Pode me mandar sair nua no meio da rua com um horror de frutas na cabeça, fazendo Cospobre de Carmen Miranda, sem dinheiro pro busão, mas isso não! Quero liberdade pelo menos para sair no meio da rua!

— O quê?! Chofer?! Não precisa, eu sei andar de metrô e realmente gosto de pegar o busão.

— Busão?

— Ônibus.

— Você a partir de hoje é uma figura pública. Será a futura princesa, então não deve andar no meio da rua. Você será muito assediada e além do mais, um carro é mais rápido e essa semana iremos ter muitos compromissos.

— Mas...

Infelizmente, fazia sentido. Eu não queria, mas deveria ter. Imagina, Demi! Um monte de gente querendo te linchar só porque vai se casar com o príncipe? Que, aliás, de príncipe não tem nada!

— Tudo bem. E a segunda?

— Eu não tenho dúvidas, você é a garota certa para casar com o meu filho.

Fui para casa e acho que Einstein estava certo, o tempo realmente se move em diferentes velocidades. O caminho não era longo, mas parecia não terminar. Eu só queria tomar um banho, tomar sorvete, assistir um filme com minha irmã e aproveitar as últimas horas de liberdade antes de entrar de cabeça nisso tudo.

Eu viajava em meus pensamentos enquanto olhava através da janela esfumaçada daquele belíssimo BMW preto. Caro, algo que eu nunca iria poder comprar, mesmo economizando durante toda a minha vida. Os bancos de couro eram mais confortáveis que a minha cama! No entanto, embora fosse um carro belo, caro e confortável, eu não me sentia bem ali. Assim como não me sentia bem com tudo o que estava acontecendo.

    — Senhorita Lovato, chegamos.

Jarbas abriu a porta do carro.

    — Obrigada, Jarbas.

    — A Srta. ainda precisará de mim hoje ?

— Não, obrigada.

Me virei e entrei no prédio cinza. Enquanto subia as escadas, percebi que estava havendo uma festa no primeiro andar. Era dos viciados, novamente. Eles davam festas no apartamento abandonado pelo menos três vezes na semana. Era irritante. Quase todas as manhãs depois das festas eu e minha irmã tínhamos de chamar uma ambulância para cuidar de alguns deles, pois sofriam overdoses. Mas não era pela ajuda que ficávamos irritadas, mas sim por conta do barulho que produziam. Certa vez, meu vizinho Jerry interrompeu a festa, ameaçando dar tiros em todo mundo se não baixassem o volume do som. E quase todas as vezes a polícia batia lá e prendia pessoas em posse de drogas. Mas eles sempre voltavam.

Entrei no meu apartamento e a Dallas já estava plantada na porta, esperando por mim.

    — Então, o que houve?

Embora não quisesse falar sobre aquilo, eu tinha que falar. Ela era minha irmã!

— Posso tomar banho antes?

— Me conta enquanto está no banho!

— Ok.

Eu adorava como eu e minha irmã éramos: não importava qual fosse a briga, nós sempre ficávamos bem. Não importava que briga era, elas se resolviam com tempo. Não com desculpas. Para nós sempre havia sido assim.

    — Então, como foi?

Dallas perguntou na entrada do pequeno banheiro, enquanto eu entrava no box.

    — O casamento vai ser em duas semanas.

    — O QUÊ?!

Dallas cuspiu a água que estava bebendo.

    — Sim, ela quer que tudo aconteça o mais rápido possível. — Respondi enquanto ligava o chuveiro.

    — Sério? Mas essas coisas levam tempo!

    — Eu sei, mas a Rainha já está preparando tudo e até contratou um tutor para me ensinar tudo o que preciso saber.

Dei um suspiro ao entrar debaixo da água. Nossa, como aquilo era gostoso. Tudo que eu estava precisando. Sentir a água quente tocar minha pele era tão relaxante.

    — Tutor?

    — Sim e uma assistente também. Landy, eu acho… Não, acho que Banki. É, era Banki.

Eu era péssima em guardar nomes, tinham que me falar muitas vezes se não, eu não lembrava.

    — Banki?

    — Deve ser japonesa.

    — Você vai ter uma assistente? Sério, tu?

Ela segurou a risada.

    — Sim. Agora sou uma pessoa importante e não ria da futura…

Eu ia fazer piada, mas só a palavra “princesa” me deixava mal. Me lembrava a pessoa que eu estava me tornando. Dallas percebeu minha tristeza.

    — Ei, quer assistir Titanic? Faz tempo que nós não assistimos e que eu não vejo a cena em que você chora que nem uma condenada. É, com certeza, a coisa mais engraçada.

— Foi só uma vez.

    — Mais sete, né?

Era verdade, eu chorava muito em Titanic. Ou melhor, em todos os filmes românticos. E sempre falava a mesma coisa:

— Dessa vez eu não vou chorar, já vi tantas vezes que dessa vez, se eu chorar...

Saí do banho, vestia o meu pijama nada sexy, vergonhoso e vagabundo de ursinhos enquanto minha irmã fazia a pipoca. Era uma calça enorme rosa cheia de ursinhos e uma blusa de mangas rosa, também de ursinhos. Corri para o sofá, para preparar o filme.

    — Dallas, vem logo! — Chamei, colocando o pen-drive na TV.

    — Tô indo, mulher.

Coloquei o filme e pausei.

    — Pronto.

Dallas sentou no sofá com uma enorme tigela cheia de pipoca amanteigada.

O filme era longo, mas eu adorava. Tudo: a fotografia, as falas, as atuações... Foi de Titanic que nasceu meu fanatismo pela Kate Winslet. Eu a achava fantástica! Havia assistido todos os filmes dela. Ela era tudo o que eu queria ser: bonita, elegante e poderosa. Três horas de filme passaram voando e então chegou a cena. A cena em que eu chorava, gritava. A cena em que ele morre.

— Jack, Jack, não morra! Rose, sua vagabunda! Afunda, mas não deixa ele morrer! Se espreme nessa porta, armário ou sei lá, deixa ele aí em cima! — Gritei, entre lágrimas.

—Te acalma, é só um filme.

— Mulher, como tu pode ser tão insensível?! — Comecei a gritar novamente — O JACK ESTÁ MORRENDO E A DESGRAÇADA DA ROSE NÃO QUER AJUDAR! ESSA VAGABUNDA TÁ É DORMINDO ENQUANTO ELE MORRE!

Me levantei, peguei um de meus chinelos e joguei na tela da tv.

— DEMI! Tu vai quebrar a tv, te acalma mulher! — Dallas gritou.

    — Tá, tá…

Me sentei novamente no sofá. A cena terminou e eu estava com os olhos inchados de tanto chorar. A cena mais emocionante do filme logo chegou, na qual a Rose aparece bem velhinha. Dallas me abraçou como sempre fazia comigo após assistir filmes que me emocionavam.

— Dallas… É isso… O que me comove, é o sentimento. Sabe, o amor… O quão forte ele é. E sabe… Eu sempre sonhei em viver um amor assim, tão forte. Que faz o coração acelerar, as pernas ficarem bambas. A felicidade de estar vivendo aquilo... Eu nunca beijei ninguém, nem mesmo um selinho... Pois eu guardei isso para que quando eu encontrasse o amor da minha vida, viver isso, experimentar isso com ele... E eu não poderei ter isso… Nunca. — Eu falava entre soluços.

    — Demi, você ainda pode desistir, não é tarde demais! Você não precisa fazer isso, nós daremos um jeito, eu juro! Mas não faça isso.

    — Dallas, já é tarde demais. Amanhã sairá em jornais, sites e revistas que eu sou a noiva do príncipe, que ele me namorava em segredo! Neste momento, já estão sendo preparados os convites. Não há como voltar atrás.

Nesse momento, as lágrimas já paravam de brotar e meus olhos úmidos só estavam tristes. Eu não queria aquilo, mas era necessário e já era tarde demais. Dallas me abraçou mais forte.

    — Eu queria tanto ter sido melhor para você. Se eu não tivesse me apaixonado pelo Liam, nada disso estaria acontecendo. Ele não teria roubado tudo que nós tínhamos. Nós não estaríamos aqui e você não teria que se casar.

    — Você não tem culpa de se apaixonar, todo mundo se apaixona. A culpa não é sua. Se alguém tem culpa, sou eu, que praticamente te obriguei a aceitar a proposta de casamento dele. Eu gostava dele e achava ele perfeito para você. Você jamais aceitaria largar tudo, se casar com um cara que só conhece há seis meses e vir morar em Londres. Eu insisti. Você não tem culpa.

Dei um meio sorriso.

    — O que está feito, está feito. Agora é aceitar o que vier.

    — Demi...

    — Agora vamos dormir, amanhã é um dia cheio. O tutor vem bem cedinho.

    — Ei, como será esse tutor?

    — Deve ser um homem bem velhinho e sábio.

Imaginei um Morgan Freeman aparecendo de manhã cedo na minha porta. Comecei a rir.

— Não, deve ser um homem com seus quarenta anos, cabelos pretos com alguns fios brancos, um bigode e um relógio de bolso e deve falar assim — a Dallas fez bico — Oui, Oui. Merci.

Começamos a rir.

    — Agora vai dormir.

Ela deu batidinhas nas minhas costas. Fui até minha cama e me debrucei sobre ela. Nossa, isso sim é bom. Não demorou muito e logo adormeci.

***

    — Demi, Demi! O seu tutor chegou.

    — O quê? — Perguntei, surpresa. Minha visão estava turva.

    — Demi, rápido, ele está te chamando!

    — O quê?!

Levantei depressa e corri até a sala. Ele estava de pé, perto da tv, examinando o nosso pequeno apartamento. Uau! Ele era lindo! Ombros largos, com certeza malhados. Vestindo um terno cinza, perfeitamente ajustado em seu corpo. Ele era alto e seus cabelos, cacheados, mas estavam molhados. Tinha uma barba rala e era muito diferente do que eu e a Dallas tínhamos em mente. O tutor logo percebeu minha presença e virou-se em minha direção, dizendo com sua voz bela e grossa:

    — Primeira lição: Uma princesa nunca se atrasa.


Notas Finais


Essa betagem foi feita pela Lizzie do Perfect Design
XOXO- Miih


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...