História Um Recomeço a Vista - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Gi-hope

Postado
Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Hyungwon, Minhyuk, Monsta X, Romance A Bordo, Wonho, Yaoi
Visualizações 10
Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui está como prometido, capitulo novo nessa segunda feira.

Para conferirem a visão do Wonho, é só clicar no link que deixarei nas notas finais.

As duas fanfics estão sendo atualizadas juntas. Toda Segunda, Quarta e Sexta.

Então fique ligadinho, pois não tem horário certo!!!

Capítulo 4 - Carta Anônima


Um período de puro medo se passou. Faz exatamente três dias que eu cheguei nesse hospital e encontrei Wonho desacordado.

Seu rosto tinha uma marca roxa bem acima de sua sobrancelha esquerda, e seu queixo estava ralado. Os nós dos seus dedos cheios de feridas e suas pernas estavam com um aparelho para imobiliza-las.

Depois de três dias em coma, ele acordou. Após uma pequena dose de alegria, depois desse momento de angústia, a médica me veio com a notícia de que ele está impossibilitado de andar, até completar o seu tratamento de fisioterapia.

Aquilo me cortou ainda mais o coração.

O motivo de eu me sentir tão é mal, é que não posso negar que tenho uma parcela de culpa em tudo isso.

Eu chamei Wonho para vir me ver, eu o preocupei sem motivo. Se ele não tivesse corrido tanto, ele estaria bem agora, ele estaria andando, ele estaria saudável.

Isso só mostra o quão egoísta eu fui, apenas para, talvez, diminuir minha dor. De certa forma, eu tentei usar Wonho como um band-aid, mas quem acabou se machucando foi ele.

Quando eu tentei lhe mostrar isso, ele apenas negou até o final. Mas até quando eu poderei conviver comigo, sabendo que é culpa minha?

Então, farei de tudo para tentar consertar meu erro. Vou ficar com ele em todo o seu tratamento, vou ajudá-lo em casa nos afazeres do dia a dia. Isso é o mínimo que posso fazer por enquanto.

Só espero que ele não me odeie, quando sua ficha finalmente cair.

                                                                              (...)

Depois dessa noticia que estraga o meu dia, a enfermeira nos trás o almoço. Eu até gosto da comida do hospital, o ruim é que não tem sal.

Hoje temos arroz, feijão, carne cozida com batatas e uma salada verde. Acho que comer um pouco seria ótimo, ainda mais depois de três dias vivendo de bolachas murchas e café preto.

- Hey, tartaruguinha. Coma sua salada. – Wonho aponta para as folhas de alface na minha bandeja.

Ele acabou me dando esse apelido como “vingança” – muitas aspas na vingança – por eu ter te dado o apelido de coelhinho Wonho. Acabei achando fofo, não vou mentir.

Eu realmente estou me apaixonando por ele muito rápido, e tenho medo disso ser um problema mais para frente. E se ele não quiser nada por eu ter acabado de sair de um relacionamento?

Se bem que ele ainda não sabe o motivo de eu ter saído. No final, isso pode ainda acabar nos aproximando. É algo bom, na verdade é algo ótimo.

- Wonho, você não se preocupa de não poder andar nunca mais? – Prendo minha respiração esperando sua resposta, eu não consigo evitar tocar no assunto.

Ele me olha de forma passional. Seu sorriso me aquece por dentro, de uma forma que é difícil explicar.

- Não vou mentir que tive um pouco no começo. Mas como a doutora disse que tenho salvação, eu me tranquilizei. Eu ficar pensando muito nisso agora, pode acabar me prejudicando.

- É, você tem razão. Temos que pensar positivo.

Terminamos o nosso almoço, e entrego nossas bandejas à enfermeira. Acabo me lembrando de que não avisei a Chang sobre o Wonho ter acordado. Grande erro.

Pego meu celular e o ligo imediatamente.

- Chang? Oi, é o Hyungwon.

- Hey, cara. E aí, como está o nosso menino? Ele já acordou?

Sinto aquela leve pontada de ciúmes, como assim? Nosso menino? Não, meu menino.

- Sim, ele acordou. Foi hoje de manhã, mas não temos notícias tão boas.

- A não. Não me diga que ele tem sequelas cerebrais!

- Como assim? Não, não é nada disso.

- Aah, que alivio. A médica me disse que ele poderia ter algum dano posteriormente, por causa do coma.

- Ele não tem nenhum dano cerebral. A doutora disse que na sua queda, ele fraturou a bacia, e isso o impede de andar.

- O que? O Wonho não vai mais conseguir andar?

- Por enquanto, não. Ele terá que fazer fisioterapia para retomar os movimentos, a médica não deu um tempo para o tratamento, então fiquei um pouco preocupado.

- Bom, mas ele tem grande chance de voltar a andar?

- Com os tratamentos sim.

- Menos mal. Avise pra ele que eu vou chegar ai daqui a pouco, ok?

- Mas é claro, eu vou avisar sim. Tchau

Desligo a chamada e fico encarando meu celular, sem reação nenhuma. Sinto um empurrão de leve no meu ombro.

- Hey, tartaruguinha, algum problema?

- Não, o Chang vai vir aqui te visitar hoje a tarde.

- Aah, que ótimo. Eu sinto tanto sua falta!

- Aah....tu sente? – Não consigo esconder o descontentamento na minha voz.

- Claro que sinto, ele é meu amigo.

- Apenas amigo? – Uma de minhas sobrancelhas levanta sem eu ao menos perceber. Sempre faço isso quando estou ansioso.

- Sim, tartaruguinha, apenas amigos.

Que tipo de reação é essa? Por acaso eu sou idiota? Estou praticamente tatuando em minha testa: “Hey, eu gosto de você.” Isso tem que parar, não estou desesperado. Pelo menos acredito que não.

                                                                              (...)

Chang finalmente chega ao hospital, o sorriso em seu rosto ao ver Wonho acordado me anima. Achei que ia morrer de ciúmes, mas não, Wonho me esclareceu tudo, e isso me animou.

Acabo saindo do quarto para deixa-los a sós. Vou para a entrada do hospital, na intenção de respirar um ar puro. Meu celular começa a vibrar, uma ligação.

A essa altura, eu já tenho certeza quem é. Minhyuk. Ele vem me ligando desde a manhã após eu ser traído. Ignoro todas as suas ligações, não tem nada que eu queira falar com ele.

Porém ele é muito insistente, então resolvo atender, pra acabar logo com isso.

- O que foi?

- Nossa, por que está falando de forma tão grossa comigo? Eu sou o seu bebê.

- Faça-me rir, Minhyuk. Acabou, será que você não entendeu isso?

- A gente não pode pelo menos se encontrar pra conversar?

- O que? Não acredito que você está me pedindo isso.

- Eu quero resolver as coisas, por favor.

- Olha, estou meio ocupado agora. A gente conversa depois, ok? – Desligo a ligação sem ao menos esperar pela resposta.

Isso tudo está me tirando do sério. Como ele tem cara de pau pra me pedir isso?

Depois de um tempo, eu vejo Chang voltando. Vou em direção a ele.

- E aí? Já vai?

- Já, tenho que voltar pro píer. O trabalho me chama.

- Claro, por favor, não deixe de vim ver o Wonho. Ele gosta tanto de você.

- Sim, sim. Sempre vou visitar ele, enquanto estiver internado.

- Obrigado, viu? – Eu o abraço, ele acaba se surpreendendo um pouco e não vou mentir que eu também. Por que fiz isso? – Até breve!

- Até. – Ele dá as costas, entra no carro no estacionamento e vai embora.

                                                                              (...)

Tivemos mais um dia cansativo no hospital, até o Wonho receber alta. Aquilo me alegrou completamente. Ver meu coelhinho fora daquela cama, cheia de fios a sua volta, me faz sentir renovado por dentro.

Chegamos pela manhã e logo comemos algo, pois vimos sem tomar café do hospital. Logo que cheguei, liguei para Chang, para avisa-lo de nosso retorno. E como sei que ele faz para o meu Wonho, quero o por perto sempre.

Logo após o almoço, Chang chega na casa do Wonho ou poderia dizer nossa casa? Isso me dá a oportunidade de poder ir à farmácia comprar os seus remédios, já que não pude fazer isso no caminho, por voltarmos de ambulância.

Pego meu celular e minha bolsa, e vou em direção ao calçadão, onde fica tudo aqui perto da praia.

Ali temos desde comerciantes ambulantes, até lojas das mais sofisticadas. Isso é o que me impressiona aqui.

Enquanto caminho, percebo o quão quente está o dia hoje. Aah, como eu odeio calor. Preferiria que fosse frio 365 dias do ano.

Chego até a farmácia, compro os remédios necessários, que não são nem um pouco baratos, e estou voltando para casa.

Quando vejo lá longe, o que eu peço para os deuses ser uma miragem, por conta do calor. Minhyuk está vindo em minha direção, e parece que ele ainda não viu, eu acho. Ele não esboçou nenhuma reação

Olho em volta e não tem pra onde eu fugir. Então resolvo só ir andando e fingir que não o conheço, pois acho que se eu atravessar a rua, pode ser pior.

Quando ele está quase passando por mim, ele segura no meu ombro e me para. Seria bom demais pra ser verdade, caso essa ideia estupida minha funcionasse.

- Hyungwon, por favor. Vamos conversar?

- O que você está fazendo agora? Me seguindo?

- Não, foi apenas conhecidencia, eu juro.

- Olha, eu vou ser bem sincero com você. Depois do que você me fez, eu nunca, nunca, nunca mais iria nem ao menos olhar na sua cara, mas como você me encontrou na rua, vou te dar essa chance de se explicar. Se é que você possa inventar alguma desculpa lavada para isso.

Ele respira fundo, e aponta para um dos bancos que tem ao longo do calçadão. Eu me sento rapidamente, quero terminar logo com isso.

- Veja bem, eu sei que eu errei. Isso é um fato, não tem como eu negar, junto as circunstancias em que eu fui descoberto. Mas você não pode simplesmente ignorar o problema e esperar que ele suma.

- Eu não ignorei nada, apenas segui com a minha. Coisa que você devia fazer com a sua.

- Quando você se tornou tão agressivo?

- Prossiga, Minhyuk!

- Bem, a única coisa que eu te peço, é uma segunda chance. Me desculpa, eu te amo Hyungwon, e não sei viver sem você.

Vê-lo daquela forma, praticamente implorando pra eu voltar, mexe comigo de certa forma. Mas eu não vou me deixar enganar, não dessa vez.

- Minhyuk, caso você não esteja sabendo, a traição é uma escolha. Você escolheu me trair, com o meu melhor amigo, então, agora apenas viva com essa consequência. Eu não vou voltar com você, nunca mais.

Ele respira fundo, e seus olhos clamam por uma segunda chance. Não vou me deixar vencer para aquele teatrinho barato.

- Por favor, apenas vamos começar do zero. Esqueça tudo que já aconteceu, a gente pode pelo menos conversar, o Kihyun também não fala mais comigo. Eu estou sozinho.

- Olha, o máximo que eu posso fazer por você agora é pensar no seu caso, ok? Mas quero que saiba que estou fazendo isso porque de certa forma, você me ajudou com a autoestima. Eu me sentia um lixo antes de você, e não posso ignorar todo o bem que você me fez, por uma cagada que você escolheu fazer. Então, vou pensar se volto, pelo menos, a conversar com você, como colegas, não me mande mensagens ou me ligue, isso poderá influenciar em minha decisão.

- Tudo bem, eu te entendo. Obrigado por pensar, Hyungwon, de verdade.

- Agora eu tenho que ir, quando tomar minha decisão, te mandarei uma mensagem ou te ligarei.

E vou embora sem olhar para trás. Acho que assim vai ser melhor pra todo mundo.

Resolvo ir para meu apartamento, antes de voltar para a casa do Wonho, preciso pegar algumas roupas. Se não daqui a pouco tô andando pelado.

Chamo um táxi, e chego em poucos minutos. Subo no meu apartamento e abro a porta. Ao entrar no quarto, me lembro daquela cena. Meus olhos se enchem de lágrimas e meu estômago se revira. Por fim, consigo voltar a mim e continuar o que eu vim realmente fazer aqui.

Pego uma bolsa de viagem e coloco algumas roupas, isso deve ser o suficiente para duas semanas. Se precisar de mais, volto depois.

Quando estou saindo do apartamento, uma carta está bem próxima à porta, como se alguém tivesse passado ela pela fresta do chão.

A pego e abro-a. Me arrepio dos pés a cabeça ao lê-la.

 

CUIDADO COM QUEM FALA

E O QUE FALA.

MANTENHA OS OLHOS BEM ABERTOS.

 

Está escrita com letras recortadas de jornais, claramente a pessoa não quer que eu a descubra. Mas o que mais me assusta é que essa carta não estava aqui antes de eu entrar. Quer dizer que a pessoa a colocou aqui enquanto eu pegava as roupas. Nesse momento, eu travo. E se ela estiver me esperando do outro lado da porta?

Olho pelo olho mágico e aparentemente não tem ninguém, mas ainda estou em estado de choque. Chamo o táxi ali do meu apartamento mesmo, concluindo que essa tal pessoa não irá me machucar dentro do prédio, nem do elevador, Então, deve dar tempo de eu sair correndo, caso realmente tenha alguém me esperando do lado de fora.

Quando vejo da janela que o táxi chegou, saio do apartamento, tranco a porta e corro até o elevador o mais rápido que posso, lá dentro estou seguro. O elevador chega ao térreo e meu coração está na garganta.

As portas se abrem e não tem ninguém. Corro até o táxi, coloco a bolsa no porta-malas, e entro no carro. Foram os piores 5 minutos da minha vida.

De dentro do táxi, eu acabo resolvendo que tenho de avisar alguém. Não quero preocupar o Wonho, não tenho intimidade com o Chang. Restando-me assim, Minhyuk. Penso duas vezes antes de realmente manda a mensagem, pode não ser nada, apenas uma brincadeira ou poso estar correndo risco de vida. Acabo mandando uma mensagem pra ele sobre tudo o que aconteceu.

“Minhyuk, acho que estou sendo ameaçado. Estou com medo.”

 

“Ameaçado? Como assim?”

 

“Recebi uma carta anônima, me mandando tomar cuidado. O que seria isso?”

 

“E por que eu saberia? Só sei que fiquei arrepiado dos pés a cabeça.”

 

“Eu digo o mesmo, só espero que seja só uma brincadeira.”

 

“Fica tranquilo, nada vai acontecer a você.”

 

O que será que ele quis dizer com essa última mensagem? Sinceramente, nem quero saber. Quando percebo, já estou na casa de Wonho, pago o motorista, saio do carro e pego minha bolsa no porta-malas. Faço uma cara de despreocupado e entro, com certeza, isso não é nada demais.


Notas Finais


É isso, espero que tenham gostado. Sei que parece que as duas histórias não se ligam nada, mas esperem um pouco, vocês verão que tudo faz sentindo no final.

Link para "Romance a Bordo" (Visão Wonho): https://spiritfanfics.com/historia/romance-a-bordo-9008910

Quer saber mais sobre como anda a fic e até mesmo sobre mim? Me siga no twitter @allexbrune


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