História Um Romeu em crise - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Agatha, Alexy, Castiel, Giles, Iris, Kentin, Leigh, Lysandre, Manon, Personagens Originais, Rosalya, Senhora Shermansky
Tags Amor Doce, Castiel, Kentin X Alexy, Lysandre, Lysfofo, Rosalya
Exibições 12
Palavras 1.991
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capítulo 8 postado!!

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Desentendimentos. Parte 2


— O que estão fazendo? – interrompe Lysandre.

        Estávamos tão distraídos que não ouvimos quando ele chegou. Ele encarava-nos friamente, como se tivéssemos feito algo de errado. Afastei-me de Castiel rapidamente e me virei para Lys. Pensei em falar algo, mas a expressão em seu rosto me deixou insegura.

— Ah, é você! Não estávamos fazendo nada demais. Só essa louca que tentou me agarrar à força. – diz Cas, referindo-se a mim.

— Ei! Isso não é verdade! – manifesto-me.

— Mas é claro que é. – comenta ele, esboçando um sorriso.

            Lys ergueu a sobrancelha e resolveu pronunciar algo:

— Melhor eu ir ao ginásio. Não quero ser um incômodo para vocês.

— Você não está nos incomodando. Pelo contrário, chegou em uma boa hora. – comenta Cast.

— Não é o que está parecendo... Enfim, preciso ir. Até mais! – exclama ele, dando meia-volta.

            Castiel e eu nos olhamos com cara de espanto e sem saber o porquê de Lysandre ter agido de tal forma.

— Que bicho mordeu ele?

— Não sei... Eu vou atrás dele! Você vem?

— Quer que eu fique segurando vela para vocês dois?

— Tchau, então. Boboca! – exclamo, fazendo uma careta em seguida.

             Saí correndo para tentar alcançar Lys, até que o vejo perto do pátio.

— Lysandre! – grito, mas ele seguiu adiante sem dar atenção.

            Acabei chegando no ginásio após ele e Castiel apareceu minutos depois. A professora Ashley convocou todos alunos e pede para que duas pessoas se apresentem como capitão para cada uma das equipes de basquete.

— É sério que iremos jogar esse joguinho tolo? – questiona Cas.

— Sim! E, pelo que vejo, você está bastante empolgado, não é? Venha até aqui! Você será o chefe da equipe A. – diz Ash.

— Hum! Ela acha que pode me dar ordem. – resmunga Castiel.

— Você! – exclama a professora, apontando para Lys. — Representará a equipe B. Só não tente hipnotizar as meninas com esses seus olhos encantadores. – comenta.

— Ouviu bem, Lys-fofo? Tente não hipnotizar as meninas igual fez com a Megan. – manifesta-se Rosalya. Lys ficou corado e olhou para mim. E eu, intimidada, desviei o olhar.

— Esse tipo de esporte não é um dos meus favoritos. – esclarece ele.

— Pois terá que fazer um esforço! É a última atividade esportiva do ano, você tem de praticar! Isso vale para você, senhorita Rosalya! Desta vez quero a participação de todos, sem mais! Valerá ponto e, quem recusar, ficará com nota vermelha. – avisa Ashley. Todo mundo ficou em silêncio e ela deu continuidade. — Vocês terão a oportunidade de escolher quem irão querer em suas equipes. Então, vamos lá! Equipe A, escolha seu primeiro membro.

— OK! Escolho a Megan. – pronuncia Cas.

— O q-quê? Por que eu?

— Castiel, por que escolheu ela primeiro? – pergunta Lys.

— Há algum problema com vocês? Decidam-se logo quem irá querer nas equipes. Não temos o dia todo, não! – interrompe Ash, olhando para nós três.

— Vou ficar na equipe do Cas mesmo.

— “Cas”? Desde quando chama ele assim? – interroga Lysandre, arqueando a sobrancelha como de costume.

— ...Desde que nos tornamos amigos?!

— Entendo. Então, Rosalya você vem para minha equipe.

— Menos mal! – exclama ela. — Não me mate por isso. – sussurra Rosa, em direção a minha pessoa.

          Eu pedi para que o Castiel escolhesse Alexy, já que não seria provável Ken estrar para o nosso time. Cada equipe ficou com 5 jogadores e 7 na reserva. Ao decorrer da jogada, alguns dos membros iam sendo substituídos pelos que estavam na reserva para assim todos participarem.

            A regra da pontuação era da seguinte forma:

1 ponto para lance livre, 2 pontos dentro da linha dos 6,25 m e 3 pontos atrás dos 6,25 m.

       Após Lysandre e Cas se posicionarem no círculo central, a professora Ash, que era o árbitro, lançou a bola no ar e deu início à partida.

    Mesmo com as aulas e treinamentos sobre o esporte que estávamos praticando, eu ainda não levava jeito para aquilo, mas fiz o que pude para não acabar ficando com notas vermelhas.

   A duração do jogo era de quatro períodos de dez minutos. O primeiro período foi lento. Nenhuma das equipes marcou pontos. Já no segundo, estávamos mais empolgados e começamos a jogar para valer. Às vezes, quando eu olhava para o Lys, via-o tão concentrado que nem parecia ele.

  Antes do segundo tempo acabar, Kentin arremessou e fez a cesta dentro da linha dos 6,25 m, ganhando 2 pontos. E minutos depois, a equipe do mesmo marcou mais um ponto, enquanto que a nossa fazia a primeira pontuação após eles, graças ao Castiel.

  Quando repassavam a bola para mim, eu entrava em desespero, mas fazia o possível para não levar falta. Logo antes do tempo acabar, Ken conseguiu driblar dois dos jogadores da nossa equipe e passou a bola para Lysandre. Ele lançou a bola na cesta, marcando então, um ponto.

  No terceiro período, o árbitro permitiu que cada time fizesse uma breve reunião. Juntei-me aos meus amigos de jogada e, como tínhamos previsto, Cas resolveu descontar sua raiva em nós.

— Não aceito perder para eles. Acho bom vocês tratarem de jogar a sério! – exclama ele, irritado.

— M-Mas fizemos o que pudemos. – diz Lexy.

— Como o quê, por exemplo? Eu não vi absolutamente nada! E quanto a você, Megan, deveria prestar mais atenção no jogo, ao invés de ficar babando pelo Lysandre.

— O QUÊ? – grito.

— Mas o que é isso? Voltem para seus lugares! Acabou o tempo! – exclama a professora.

   Eu fixei meu olhar no Castiel sem esconder a minha imensa vontade de esganá-lo. E pensar que há pouco tempo estávamos nos dando bem! Mas se ele exige que a gente faça mais do que tínhamos feito, irei mostrar do que sou capaz.

  Foi dado o início do penúltimo tempo. Estávamos bastantes atentos e firmes. Alexy fez um drible com uma mão e passou a bola para um de nós que acabou acertando a bendita cesta. Marcamos, então, mais um ponto.

  Ao, finalmente repassaram a bola para mim, não hesitei em demorar para arremessá-la. Lancei-a com bastante força em direção ao Cas, porém acabei errando no alvo e a bola foi direto na cabeça do Lysandre.

  Por distração, Lys acabou caindo. Corri até ele para ver se havia sofrido alguma lesão.

— V-Você está bem? – pergunto, estendendo minha mão para Lys que encontrava-se ainda caído no chão. Ashley chegou logo após eu e pediu para que os demais alunos se afastassem da gente.

— Lysandre, você está bem? – questiona a professora. — Megan, vá pegar o kit de primeiros socorros.

— Não é necessário. Eu estou bem! Não sofri nenhum ferimento.

— Juro que não queria te acertar. – falo.

— Duvido, hein! Aposto que ela quis matar o capitão da outra equipe para ganhar vantagem. – comenta, Cast, se referindo à minha pessoa.

— Não fale besteira, Castiel! Meg não faria isso. – diz Lysandre, já em pé. — Eu acho que não estou em forma para continuar o jogo. Poderia me dispensar, senhora Ashley?

— Está bem! Enquanto a vocês dois, voltem para a quadra! – exclama ela. Lys vai em direção ao vestiário e Castiel volta para quadra. Eu fui atrás da professora para convencê-la a dispensar-me também.

— Professora... Eu não estou me sentindo bem. Posso ficar fora dessa última jogada?

— O que você tem? Sente-se mal?

— Ah! É que ter acertado um de meus amigos fez com que eu ficasse um pouco com a consciência pesada. Por isso, não acho que estarei “tranquila” em continuar jogando.

— Hum... Desculpa esfarrapada, hein! Desta vez, irei deixar. – permite Ash. — Mas, na próxima, melhore os argumentos!

     Assim que ela me liberou, fui correndo atrás de Lysandre e quando cheguei no vestiário, ele já havia trocado de camiseta.

— M-Megan! – exclama, assustado ao me ver. — Faz tempo que você está aí?

— Hein? N-Não...Cheguei agora mesmo.

— E o que veio fazer aqui... no vestiário masculino?

— Vim saber como você está! Lamento muito pelo que fiz.

— Eu estou bem, de verdade! Não precisa desculpar-se.

— Bom saber! Isso me deixa mais tranquila. – confesso.

— Você é bem forte em arremesso. – diz, dando um sorriso.

— Pois é! Mas eu queria mesmo era ter acertado o Castiel.

— ...Vocês estão juntos? – questiona, arqueando a sobrancelha.

— O q-quê? Não! Nunca! Eu não tenho nenhum interesse por ele.

— Não era o que parecia mais cedo.

— ... Está falando de quando nos viu abraçados?

— Exatamente.

— Ah! Só estávamos dando uma trégua nas brigas, porém não funcionou muito. Digo isso porque acabámos nos desentendendo bastante durante a jogada.

— Entendo... Vocês brigam como um casal.

— Ugh! Nada a ver! Como eu disse antes, não tenho nenhum interesse nele! Castiel é apenas um amigo, e mesmo que a gente brigue sem parar, eu gosto da personalidade dele, sabe?

— Parece que você está indecisa sobre seus sentimentos.

— Não estou... Além do mais, ele não faz o meu tipo.

— E qual é o tipo de garoto que faz o seu tipo? – interroga ele, curioso.

— Ah, sei lá. Mas, por que tantas perguntas? Por acaso sente ciúmes por eu me dar bem com o seu amigo?

— ...E se for o caso?

— Não há motivos para isso!

— Só iria incomodar-me um pouco ser esquecido por vocês.

— C-Como assim?

— Digamos que vocês não teriam tempo para os amigos, talvez.

— Mas eu não sou assim. Repetindo: Castiel e eu não estamos juntos e nem vamos estar!

— Assim espero. – murmura.

— O q-quê?

— Nada! E-Eu...  Acho que é melhor você ir. Não que esteja te expulsando, mas...

— Não seria legal alguém me ver aqui. – complemento. — Então, eu vou indo.

— Certo! Até mais.

   Eu saí imediatamente do vestiário, antes que alguém entrasse. Quando voltei para a quadra, o jogo já tinha acabado e, pela empolgação de Kentin, a equipe dele só podia ter ganho.

— Olha só quem apareceu! Onde estava? – interroga Alexy.

— E-Eu fui falar com o Lys.

— No vestiário masculino, não foi?

— Como sabe?

— Eu vi você saindo de lá. Humm... – diz Ale, fazendo uma cara de travessa.

— Pode parar! A gente só conversou!

— “A gente” quem? – interrompe Rosalya.

— Ela estava no vestiário dos meninos! E adivinha com quem?

— Com o Castiel! Só pode. – comenta Rosa.

— O QUÊ? De onde você tirou isso? – indago.

— O que o Castiel tem a ver com a Megan? – questiona Lexy.

—Ah, tirando o fato de eles só viverem entre tapas e beijos. E sem falar que a própria Meg disse que o Castiel ficou irritado quando viu ela com o Lys-fofo saindo do banheiro. Eu acho que algum dos dois sente algo um pelo o outro. – conta Rosa.

— Eles estavam no banheiro? Quando? E por que eu sou sempre o último a saber das coisas?

— Dá para pararem de agir como se eu não estivesse aqui? E eu não sinto nada pelo Castiel! Ele é apenas um amigo.

— Você, não! Mas ele, com certeza, deve sentir! – exclama Rosalya.

— Hunf. Eu vou embora! – aviso, revoltada.

— Não antes de me contar tudo! – insiste Alexy.

— Atrapalho? – interfere Ken.

— Você chegou em ótima hora! Lembra daquilo que tínhamos para tratar? Tem que ser agora! – digo.

— “Aquilo” o quê?

— Ah, Kentin! Sempre tão esquecido! Vamos logo que estamos atrasados! – exclamo, puxando-o pelo braço.

— Ei! Para onde pensam que vão? Não fujam assim! – pronuncia Lexy.

— Tchauzinho. – faço um gesto com a mão para Ale e Rosa.

      Ao chegarmos no corredor, soltei o braço de Ken.

— O que deu em você? E para onde está me levando?

— Desculpa! Eu precisava me livrar deles e tive que usar você para isso.

— Entendi. Confesso que quase acreditei que queria algo comigo.

— Ah, não fale bobagens! E parabéns pela vitória!

— Obrigado! Você estava se saindo bem! Só precisava esforçar-se mais.

— Pois é! Sei disso.

     Entramos na sala para buscar os materiais e ir embora em seguida. A maioria do pessoal já tinha ido para casa. No momento em que passei pelo local que Lys se sentava, seus pertences não estava mais lá, e no chão eu encontrei o seu bloco de notas. Peguei minha bolsa e saí disparada à procura dele.

   A minha sorte foi que o Lysandre não havia ido embora ainda e o azar era que ele estava com o seu amigo, Castiel. Entretanto, entreguei o seu bloco de notas e fui embora descontraída. 



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