História Um rumo diferente - Capítulo 1


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Tags One-shot
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Palavras 2.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Drama (Tragédia), Famí­lia, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura e espero que goste.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Estamos no momento deleitando o frio. Sentadas no piso de madeira de nossa casa, olhando para o jardim. O jardim estava completamente coberto pela neve, as águas estavam congeladas e as plantas apenas os galhos secos. Ao meu lado estava sentada uma linda mulher de longos cabelos morenos e com uma roupa japonesa conhecida por kimono, vermelho e roxo, era um kimono volumoso, com mais de três camadas de tecidos diferentes, com sua boca avermelhada e sua pele branca ficou a mim fitar profundamente, com a boca entre aberta disse em voz baixa:

-Não adianta fazer escolhas diferentes agora, já que seu futuro já está escrito... - Disse e colocou a mão sobre minha cabeça. Já eu trajava um kimono infantil. Meus cabelos presos num rabo de cavalo que meu próprio pai havia feito.

Coloco minhas mãos diante do meu rosto, tentando alcançar o seu corpo que cada vez ficava mais longe do meu, e começo a perceber a longura que a gente se encontra em tão poucos minutos, mas percebo que minha visão estava a ficar embaçada.

-Tudo bem! Você conseguirá seguir em frente... - Diz docemente e sumindo da minha visão.

Agora mim recordo quem seja está mulher, minha própria mãe. 

 

-X-

 

Acordei já pensando na antiga frase que minha mãe falava. E ela estava certa! Do que adianta tentar mudar o agora, se o futuro vai continuar o mesmo? Era nisso que eu acreditava até descobrir que posso mudar o rumo da minha historia!

 

Período feudal (1856)

Bem...

Minha mãe sempre dizia que o casamento dela e do meu pai foi arranjado, mas que com o tempo ela foi realmente se apaixonando por ele e assim ele por ela! E acabou nascendo eu. Realmente essa historia de amor entre eles parece um verdadeiro conto de fadas! Mas o conto de fadas nem sempre dura eternamente.

Meu nome é Chiharu Nakamura, tenho sete anos e odeio o verão e a primavera. Não sei o porquê, essas duas estações me deixam desconfortada de um jeito.

- Chiharu-sama, está acordada? – Pergunta a empregada abrindo um pouco a porta corrediça do meu quarto.

-Hum? – Digo e logo em seguida mim levanto da cama e vendo uma mulher de cabelos brancos e um pouco envelhecida. – Há Nanami-san! – Digo e logo vou lhe abraçar. Nanami é tipo minha babá quando à mamãe e o papai não estão em casa, ela também é a governanta da casa! É uma pessoa muito atenciosa! 

- Está tudo bem, Chiharu-sama? - Pergunta Nanami. Eu ficou meio incomodada por me chamarem assim, Chiharu-sama, as vezes colocam o 'dono'. 

-Sim. – Digo com um pouco de tristeza na voz que logo consigo disfarçar. 

-Nakamura-dono chegou de viagem ontem, você estava dormindo, ele pediu para que eu lhe entregasse isso. – Dito isso adentra o cômodo e pega um lindo kimono roxo e branco, com detalhes em preto. Logo vem ao meu encontro vestindo-me o kimono, fico preparada para o café em apenas alguns minutos. Saiu correndo apressadamente indo para o encontro dos meus pais.

Adentro uma sala onde se encontrava uma mesa farta.

-Bom dia Nakamura-dono, bom dia Kimiko-sama. – Digo formal, me sentando na frente dos mesmos e tomando meu suco de laranja.

-Bom dia Chiharu. – Diz meu pai. Eu o chamo de Nakamura-dono por causa que ele nunca esteve comigo, apenas me dar presentes. Fui criada com uma educação rigorosa e acabei a mim acostumar a chama-lo como os empregados o chamam. E não de otousan*

Hajime Nakamura, 39 anos, um homem de aparência malvada e rude. Por fora pode parecer mal, mas por dentro é uma pessoa gentil, carinhosa, atenciosa que tem um coração grande e bondoso por debaixo daquela carapuça rude dele! Eu sei disso, pois mesmo ele não dando muita atenção para me, ele ainda cuida de me como filha dele. 

-Bom dia Haru! – Disse minha mama*. Apesar de eu trata-la da mesma maneira que trato meu pai. Eu não fico muito em sua presença. Depois que ela esteve grávida de mim, ela adoeceu. E cada vez fica mais fraca. É raro vê-la fora do quarto especial á ela. 

Kimiko Nakamura, 36 anos, uma mulher de aparência nobre e esperta. Por dentro a mesma coisa só que com detalhes, ela também é gentil, amorosa e carinhosa. Ela é o braço esquerdo do meu pai, sempre comanda a casa e as estratégias das lutas com sabedoria. Mais sua saúde frágil atrapalha tudo! 

Logo voltaram a comer normalmente. Era primavera, a estação que minha mãe amava. Disse ela que foi a estação em que meu pai se declarou pra ela, uma estação alegre para alguns e tristes para outros.

 

-X-

 

Acordo de manhã ouvindo passos apresados de um lado pro outro! Fui acompanhando o movimento chegando no quarto dos meus pais, e acabo encontrando minha mãe a tossir sangue, logo foram chamados os médicos. Meu pai estava aflito demais para perceber que estava no local, um dos empregados me pois num quarto sozinha pra não ouvir a conversa.

Não sabia o que iria acontecer. Só sabia que iria chorar.

 

-X-

 

Três meses depois minha mãe morreu, eu sabia. Estava obvio. Eu há via menos ainda. E quando ouvi as conversas de alguns empregados eles diziam que minha mãe estava magra demais para sua idade e frágil. Mais logo quando percebiam que eu ouvia tratavam de mudar de assunto e dizer que não era ninguém que eles falavam. Estava fraca, não conseguia comer direito, pálida e tossia sangue frequentemente.

Mas eu não sabia como iria reagir direito, antes eu sempre sabia como reagiria numa situação. Mas cá estou eu, sem saber o que fazer vendo minha mãe deitada na cama, mais pálida que nunca e sua mão que antes segurava a mão do meu pai caiu sobre a cama, foi o inicio para mim rebelar naquele cômodo. Meu pai havia me chamado nos aposentos de minha mãe, pois ela reclamou de não estar acompanhando minha vida como antes.

Logo um nó na garganta fez presença, o coração parecia esta sendo esmagado, os olhos ardia. Minhas pernas deixaram se levar e acabei caindo no chão chorando e suplicando numa forma inútil de tê-la de volta, meu pai mim viu naquele estado veio a me abraçar para mim acalmar, o que não adiantou muito.

Estava sentindo uma dor enorme em meu peito. Meu pai logo mim soltou e ficou a visar aquela cena. Parecia uma louca que tinha acabado de ter uma crise de raiva e quebrado algo importante.

Só conseguir ver minha mãe deitada na cama de boca entre aberta, com uma mão sobre a barriga enquanto a outra estava estirada sobre o lençol branco, seus lindo olhos que antes abertos agora fechado. Mim pus a chorar mais ainda e gritando, comecei a mim balançar mais só que agora segurando minhas pernas.

 

-X-

 

Passei dias tentando aceitar o acontecimento, mas cada vez que me lembrava daquela cena da minha mãe ficava mais triste ainda.

Sai pra fora e vi as flores de sakuras caindo da árvore ou devo dizer que estavam sendo levadas pelo vento? Não sei dizer.....

Quando foi que eu parei no tempo assim? Não mim lembro, não tenho o que lembrar. Apenas continuar.....

 

Período feudal (1859)

Meu pai tentava de tudo pra eu não passar a estação da primavera mim lembrando-se da mamãe novamente, mas não adiantou de nada. Agora pensando no passado, eu sempre odiei a primavera sem motivos, o único que tinha era que mim sentia desconfortável! Um sentimento de tristeza por ver aquelas lindas flores caindo dos galhos das arvores mim fazia sentir uma tristeza por elas, acho que agora entendo esse motivo de odiá-la.

Hoje é meu aniversario de dez anos, meu pai queria comemora-lo passeando pela cidade, assim aceitei! Ele mim deu um kimono lindo azul, verde e amarelo com alguns bordados cinza, perfeito!

 

-X-

 

Alguns meses seguintes seria o verão e meu pai iria viajar a negócios e terei que ficar sozinha nesta estação calorenta e chata. Acho que disse que odeio o verão também certo? Não só pelo calor e por que o acho chato, mais por causa de um sentimento de olhar pra aquele céu abundante, sem fim, e sentir um vazio estremo. Aquele sol de cor exuberante e deixando o mas marcante que o céu sem fim.

 

-X-

 

Chegou o dia da viagem, levei meu pai até a porta da casa e me despedindo do mesmo. Enquanto o via sair do meu campo de visão comecei a derramar finas lagrimas o que me surpreendeu.

-Por quê? – Perguntei pra mim mesma baixinho mim deixando cair de joelhos no chão. – Esse sentimento está aqui, algo ira acontecer? – Perguntei e mim levantei de cabeça baixa limpando as lagrimas e adentrando a casa novamente.

Dias seguintes não recebi nenhuma carta do meu pai, ele tinha me prometido! Não esperava por aquela noticia mais ela chegou.

Vi os empregados numa agitação descontrolada até que Nanami se aproxima de mim e diz:

-Senhorita.... Não sei como lhe dizer isso... – Disse franzindo as sobrancelhas em forma de preocupação e com uma carta na mão aberta que continha meu nome.

-O que é isso? Pra mim? – Perguntei já tomando a carta da mesma, estava alegre, mais a letra não era do meu pai. E abrindo e lendo o que tinha. – Ó meu deus! – Digo colocando a mão esquerda na boca a tampando e começo a andar.

Não sei por quantas portas passei, nem por quantos corredores corri. Mas acabei parando em frente a um quadro pintado que tinha no fundo do corredor. Eu num trono menor, meu pai do meu lado esquerdo no trono maior e minha mãe ao seu lado no trono médio.

A mamãe morreu na primavera por causa de uma doença. Meu pai morreu em pleno mar no verão.

- Agora entendo por que eu odeio o verão e a primavera.... - 

- De novo... Como daquela vez que a mamãe morreu, mim deixei cair! Só que está diferente meu corpo está mais tremulo... - 

- Um nó na garganta e barriga fez presença novamente só que desta vez, mas forte... - 

- Olhos lagrimejando! Grossas lagrimas caindo sem parar.... -

- Os lábios empresado um no outro fortemente mim impedindo de gritar ou falar algo... -

Levei minhas mãos para o rosto e comecei a chorar e a lembrar daquele dia. Meu pai e minha mãe tentando mim manter quieta no trono, mas eu queria brincar e acabei por cair do trono que era alto.

- Estou péssima! -

- Parece que estou morrendo de tanta dor que sinto em meu peito! -

- Esse sentimento que nunca senti antes, mas senti uma vez na morte da mamãe! -

- Conheço bem a solidão! E é assim que mim encontro agora! - 

- Sozinha... Sem ninguém para mim acalentar... -

- Por que isso comigo? -

 

Período feudal (1867)

Chegou a hora. Meu pai deixou que o Senhor Jude cuida-se das coisas da família enquanto era menor de idade, pois não conseguiria administrar a família com sabedoria.

Isso é oque eles acham! Meu casamento chegou e o dia de eu comandar a família também. Acabei feito minha mãe e meu pai, um casamento arranjado. Mas tudo bem, se acabar igual a eles que no final se amaram eu quero assim! E também poderei ficar no comando feito minha mãe.

Essa foi minha escolha! Uma escolha que pensei ser a certa, mas nem todo casamento é um mar de flores! Nós primeiros meses ele era gentil e doce. Mas quando deixei uma brecha de poder pra ele controlar, ele apenas aproveitou! Com o tempo percebi e investiguei as tais quantias generosas que ele desviava, além de maltratar os empregados da casa que eu considerava minha família.

Não admito que ele maltrate minha família, e me batia como se eu fosse sua escrava!

 

-X-

 

Ele mim ignorava, mim rejeitava e batia em mim! Estou cansada de ser saco de pancada de homem! Está vamos sentados e tomando no café até que resolvi quebrar aquele silencio repugnante.

- Vai embora do meu clã, agora! – Dito isso apenas fui ignorada. – Se não for por bem, vai por mal. – Dito tais palavras eu me levantei brutalmente.

- O que acha que esta fazendo? – Disse indignado e batendo a mão na mesa fazendo um tremendo barulho. Riu seco. - Acha que manda em mim? - Fiquei firme, não iria deixa-lo fazer oque quiser enquanto estivesse sobre meu teto!

- Você faz escolha que não é certa pra família e além de ignorar o nosso casamento. – Dito isso o mesmo avançou pra cima de mim, pensei que ele iria levantar uma mão, mas apenas agarrou meu queixo fortemente.

- Você ... – Disse e apertou mas ainda.

De repente escuto passos apresados vindo em direção a sala e olho para a direção do barulho, vendo o Gaara com a mão em cima de sua katana.

- Por favor senhor Lucino, solte a Chiharu-dono. – Disse Gaara, mas o mesmo não obedeceu.

- O que irá fazer plebeu!? – Dito isso meu sangue ferveu e em movimentos fáceis e leves empurrei Lucino com brutalidade.

- O Gaara pode ser plebeu ou oque for! Mas ele trabalha pra mim! E enquanto eu estiver viva nem ele e nem nenhum empregado daqui será tratado como plebeu! – Gritei bravamente fazendo com que aqueles que estavam escondido saíssem de seus esconderijos e mim olhassem assustados e o mesmo com Gaara e Lucino.

Lucino não demorou e desembainhou sua katana e veio ao meu encontro. Mas vejo longos cabelos vermelhos passarem em minha frente e com sua katana já em mão, atrapalhou os planos de Lucino.

Gaara empurrou Lucino pela força que botou na katana fazendo o mesmo cair. Não deixou seu orgulho ser estraçalhado, Lucino logo se levantou e atacou varias vezes seguidas. Ele podia ser bom nas artes marciais, mais o Gaara era melhor!

Gaara então avançou em cima do mesmo e lhe disse:

- Você não tem e nunca teve o direito de tê-la ao seu lado! Ela merece coisa melhor que um homem que um mentiroso e sem caráter! – Dito isso sua guarda rebaixou e então Lucino aproveitou.

-Então você, um mero plebeu acha que pode faze-la feliz? – Perguntou Lucino ríspido e sorrindo de deboche.

-Se minha senhorita deixar, eu a farei rir todos os minutos de sua vida! E faria a solidão que a mesma sente desaparecer. – Disse Gaara, levantou a katana dando logo um chute no peito de Lucino que caiu novamente no chão. – Desista! – Dito isso colocou a katana perto do pescoço do mesmo e chutou com o pé a outra katana.

Logo Lucino foi preso e condenado a morte por enganar e saquear uma das mas nobres famílias do Japão!

 

-X-

 

Sendo assim no inicio do outono minha estação preferida, fui nomeada a líder do clã Nakamura, sem casamento. Pois uma coisa que jamais querei fazer! O outono passou rapidamente e as outras estações também! Fazendo assim o inverno chegar, aquela neve branca em que eu ficava a admirar, aquele vento gelado que entrava em contato com minha pele quentinha a fazendo se arrepiar.

Sensações esquecidas por mim mesma. Sensações que antes eu sentia e mim fazia feliz. Sensações em que eu adorava e agora voltei a mim lembrar! Todos estavam satisfeitos com as escolhas que fazia e cada vez mais o clã ficava numeroso e mais famoso do que já era!

 

- Nosso futuro não está feito... E sim será feito pelas escolhas que nós fizermos! -



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