História Um segredo que mata - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bullying, Obcessão, Psicopata
Visualizações 1
Palavras 920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é minha primeira fic e a primeira vez que posto aqui. Espero que gostem :3

Capítulo 1 - Escola nova, coisas velhas


Olá, me chamo Yuni, e tenho 15 anos. Tenho 1,63 de altura e meu cabelo tem corte emo e é liso e castanho escuro; sou branquinha e dark. Este é meu primeiro ano no ensino médio, não sei como vai ser e nem faço ideia de como vou sobreviver... o ano passado foi tranquilo, tirando o bullying. Sou anti-social e sinceramente, acho uma perda de tempo acreditar na evolução das pessoas; uma vantagem na minha existência? Sou intelectual e fria, muitos não pensam nisso como uma qualidade, mas ser inotável sempre foi algo que eu domino com facilidade.

Hoje é meu último dia de férias, chateada em pensar que as aulas voltaram, e o pior é que fui transferida para uma escola bem longe da minha casa; é vista como a melhor escola pública da minha cidade. Arrumo meus cadernos e me preparo para dormir, coloco um despertador para me acordar às 5:30, e pegar a vã às 6:10.

Acordo e me arrumo, mais um dia normal para mim. Visto minha calça jeans preta skinny, meu allstar de cano médio, e algum moletom de banda. Arrumo meu cabelo e passo uns minutos ajeitando a franja. Minha mãe deixa um bilhete: “Filha, seu café da manhã está no micro-ondas. Beijos, mamãe.” Abro o micro-ondas e vejo um pedaço de pizza. Depois de dois copos de café e uma fatia de pizza, vejo no relógio que marca 6:09. Vou até o portão e a vã aparece; pontual.

Entro na vã e coloco os fones, respondo o bom dia do motorista e vou seguindo vendo o caminho que percorrerei pelo resto do ano, durante todos os dias letivos. Coloco Starset – Monster, e vou ouvindo até enjoar; não deu certo, adoro essa música.

Enfim, cheguei na minha escola nova, me sinto deslocada vendo todos se abraçando... algumas patricinhas ali com uns caras, e... nossa... um grupo de nerds. Inovador. Vou entrando olhando para os dois blocos enormes de 2 andares que dividem a escola, um chafariz no centro, ao lado a cantina, em frente ao chafariz a escada que fica entre os blocos que dão caminho às salas; e atrás, quadras e salas de jogos. Vejo a biblioteca e me apaixono, é um lugar gigante.

2 semanas voadas e corridas. Vejo que não vou me familiarizar tão fácil quando fico sozinha na hora do recreio. Fico ouvindo música ou lendo HQ, não olho para ninguém. O recreio termina e vou para a sala, quando abro a mochila para pegar o caderno da próxima aula, vejo um papel dobrado com corações. “Que ridículo” penso, e quando abro e leio, não me surpreendo em pensar novamente a coisa anterior... “nerd esquisita”, “emo sapatona”, “anti-social do caralho”. Me surpreendo com as frases, mas eu seria idiota em me importar com tal infantilidade.

Os dias passam e vou recebendo com mais frequência tais mensagens, mas agora, não em formas de cartinhas, eles escrevem na minha mesa agora. Com desenhos de demônios, vaginas e etc... Eu estava me incomodando, estava me sentindo com raiva e como sou uma pessoa neutra e fria, acredito que seja anormal. Mostro as coisas para minha mãe, ela não fala algo do tipo “vou te mudar de escola” ou “vou na sua escola ver isso, amanhã”. Ela não ajudou em nada na verdade, teria sido melhor falar com a parede. Mostrei no dia seguinte para a diretora, que disse que tomaria providências. Estou esperando.

Chego na escola, outro dia torturante... Falo para mim mesma “Yuni, você vai olhar para as pessoas hoje” e foi o que fiz. Olhei as pessoas, se divertiam e riam, zombavam, comiam... me sinto tão bem sendo diferente deles. Todos iguais. Menos... espere um minuto só... Mas o que é isso?

Vejo um garoto, alto, magro, moletom cinza, pele branca, cabelos lisos e cortados, ele tinha um olhar do tipo “foda-se”, ele parecia desinteressado no que fazia. Estava conversando com algum colega dele. Até aí tudo bem, pelo menos alguém salva essa escola do caos. Ele parece ser inteligente. E anti-social.

No dia seguinte, na aula de artes, tínhamos que fazer duplas e tentar desenhar a pessoa. Sou calada na sala, mas por incrível que pareça, uma garota veio sentar comigo espontaneamente, nunca conversamos.

- Oi, Yuni. – diz ela.

- oi. – respondo

- Quer tentar me desenhar? Desculpe, me chamo Lila e sempre tive vontade de conversar com você, mas nunca tive uma oportunidade melhor que essa. – disse abrindo um sorriso.

- Pode ser. – respondo sem saber o que fazer. – Você desenha bem?

- Eu sei fazer desenhos com palitinhos. – disse rindo.

- Ah, melhor que nada. – Digo pegando o lápis e começando a desenhá-la.

Fiz seus longos cabelos ondulados, castanhos claros e mais claro ainda nas pontas, seu nariz fofinho e sua sobrancelha que me chamou a atenção, era diferente. Seus olhos esbugalhados de uma maneira fofa. Finalizei o desenho quando terminei suas sardas.

- E aí? – pergunto para ela.

- Nossa, se eu fosse bonita assim, eu iria te comprar esse desenho. – disse ela fazendo uma expressão triste. – Olha você. – me mostrou uma emo de cabeça baixa e o mundo em cima dela.

- Gostei do seu, parabéns. – fui sincera, realmente ela desenha bem.

- Obrigada, Yuni. Gostei de você, mesmo não falando muito.

Olho para ela e faço uma expressão “obrigada pelo elogio”.

Na hora do recreio, me pego pensando naquele garoto, acabo o vendo sentado em um canto com o mesmo colega daquele dia. “Nunca desejei tanto ser uma mosca para descobrir do que falam”, penso.


Notas Finais


De começo nada é tão interessante, mas ela vai ficar melhor quando chegarmos no clímax. Espero que tenham gostado <3 xoxo


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