História Um Segredo Sobrenatural - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Magia, Shoujo Romântico, Sobrenatural
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Palavras 3.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esta é a minha primeira história aqui, espero que gostem!

Capítulo 1 - Luna Martim


“Meu nome é Luna, e sinceramente eu não sei como estou viva até agora, aconteceu tanta coisa neste mês que eu não consigo assimilar com a realidade, gosto de fechar meus olhos e imaginar que tudo isso foi apenas um sonho, mas quando abro meus olhos eu vejo tudo de novo: O dia estava começando como qualquer outro, Meus pais brigavam feito duas crianças, meu tio Patrick estava preso em um sono pesado no sofá enquanto molhava a almofada do sofá com sua baba. Laura estava inquieta, eu sabia que alguma coisa estava acontecendo com ela, desde a semana passada ela nos acordava durante a madrugada gritando. Laura sempre teve esses pesadelos, mas eles sempre cessavam em dois ou três dias. Alguma coisa estava errada com ela, o problema seria fazê-la se abrir. Desde crianças minha irmã e eu éramos muito unidas, o que é um pouco raro já que eu era dois anos mais nova que ela, mas sempre que a Laura tinha este tipo de pesadelo, ou mesmo quando ela chegava um pouco atordoada em casa , ela nunca me dizia qual era o problema ás vezes eu tinha a impressão de que ela me afastava dos problemas dela. Naquele dia nós duas pegamos nosso café da manhã e levamos para comer no caminho da escola, jamais conseguiríamos comer naquele ambiente pesado que meus pais criavam. Mesmo acordando cedo tive que correr para não chegar atrasada na aula da professora de matemática, a profª Julia também conhecida pelos alunos como Miss Pesadelo. Tivemos um dia normal, almoçamos juntas no recreio, eu recebi a minha dose diária de maldade humana pela parte da Lídia e da sua mais querida amiga (escrava) Elisa, e finalmente eu e a Laura saímos da escola para voltar para casa. Nossa casa era ligada á uma rua de terra que levava a cidade sem que fosse necessário passar pela floresta, mas eu e minha irmã gostávamos muito de apostar corrida até lá atravessando a floresta. Sempre que fazíamos isso nós nos divertíamos pra caramba, mas naquela última semana a única que parecia se divertir era eu, mais um motivo pra arrasta-la para um psicólogo o mais rápido possível. Eu estava justamente pensando nisso quando minha irmã parou de correr e agarrou minha mão para me fazer parar também. Me lembro de ter reclamado quando ela começou a correr de mãos dadas comigo, Laura me ignorou completamente, claro, e foi então que aconteceu o episodio responsável pelos meus pesadelos atuais. Nossa casa estava em chamas gritos podiam ser ouvidos de dentro da casa, eu estava prestes a gritar também quando, ela me jogou contra uma árvore mais afastada da cena e me entregou seu diário, o seu último pedido pra mim foi que eu não gritasse, que não importava o que eu visse eu não podia gritar. Ela não me disse nem uma palavra a mais, simplesmente correu até a casa em chamas, eu tive que me agarrar com força ao diário para não gritar, um minuto depois eu vi minha irmã arrastando meu tio para fora ela o trouxe até mim, mais uma vez um grito quis escapar da minha garganta mais eu segurei, meu tio estava cheio de queimaduras gravíssimas. Eu demorei alguns segundos para perceber que a Laura tinha sumido, eu a vi correndo novamente em direção a casa quando uma sombra que lembrava um homem encapuzado apareceu atrás dela com uma faca nas mãos, ele esfaqueou minha irmã até que ela já não respirasse mais. Eu não gritei, eu não podia, esse havia sido o último pedido dela, meu corpo vibrava com pura adrenalina e uma vontade imensa de gritar atravessava meus pensamentos, mas eu não gritei, quando me recuperei o suficiente para correr, eu atravessei a floresta de volta para a cidade em uma velocidade que eu nunca julgaria ser capaz. O corpo de bombeiro e a polícia chegaram tarde de mais, minha casa já tinha sido consumida pelas chamas e agora se encontrava em ruinas, dos meus pais só sobraram cinzas, meu tio foi levado a um hospital e agora esta internado em estado grave de coma, minha irmã foi enterrada alguns dias depois, eu não fui ao enterro. O assassino não foi pego, e eu por ser menor de idade fui levada imediatamente para o orfanato da cidade."

 Me encontro agora em um quarto que eu divido com outras cinco garotas: Hanna é a mais velha ela tem 17, assim que fizer dezoito vai sair imediatamente do orfanato, ela não fala muito com ninguém, não que eu a culpe eu também não converso muito, mas no caso dela não tem nada a ver com timidez ela é simplesmente fechada, ninguém sabe porquê ela esta aqui e ninguém tem coragem de perguntar. Suzana tem a minha idade 15 anos, mas ela é mais nova por 2 meses, eu não conversei muito com ela mas sei que é uma garota gentil e que gosta muito de desenhar. Christina e Iris tem 10 anos, Chris está aqui desde que nasceu ela nunca conheceu seus pais, é com toda a certeza a mais calma deste orfanato, ao contrário da Iris que parece mais um furacão do que uma criança, nunca vi alguém igual, ela vive pregando peças em todos do orfanato, na semana passada ela molhou eu e a Chris da cabeça aos pés com bexigas de água que ela ganhou. Aqui no orfanato nós ganhamos presentes a cada duas semanas, basta pedirmos para a diretora o que queremos e ela nos dá, foi assim que consegui este diário, apesar de que eu não o tinha aberto até o momento. A nossa mais nova colega de quarto é a Tamara, ela tem apenas 5 anos de idade seus pais eram separados, ela morava com a mãe, que morreu de pneumonia, seu pai não tinha condições financeiras para cuidar da garotinha e achou melhor entrega-la para a Rebeca, a diretora do orfanato. Tamara chegou aqui um mês antes de mim, ela chora todas as noites agarrada ao ursinho de pelúcia que a mãe lhe deu. E eu, eu não tive coragem de abrir o diário que Laura me deu, sempre que olho pra ele eu me lembro do que eu perdi a exatamente um mês. Mas acho que já esta na hora de eu superar, ou pelo menos tentar, só que não posso abrir isso aqui, não quero que me vejam chorar, já tiveram o suficiente disso quando eu cheguei aqui, e também sempre que eu acordo depois de um pesadelo. Vou sair para dar uma volta e ler o diário por lá, mas preciso ir rápido já são 16:35 e o limite máximo para um passeio é até as 18:00. Hoje não teve aula, então a gente esta livre para fazer qualquer coisa, eu estudo na mesma escola de antes, já que era pública. Não sei o que vou encontrar no diário da minha irmã, mas devo confessar que estou com medo.”

         Eu fechei meu novo diário e o guardei debaixo do meu travesseiro, mesmo que eu não tenha escrito nada demais eu não gostaria nada que isso caísse em mãos alheias, principalmente se for cair nas mãos de uma certa pestinha, nem quero imaginar o que a Iris era capaz de dizer se visse “tudo isso”, provavelmente iria ter que aguenta-la falando por uma semana, me dando apelidos do tipo “dramática” ou “bebê chorão”. Peguei o diário da minha irmã de debaixo da cama e sai para as ruas, andei até uma rua sem saída que estava sem ninguém para bisbilhotar. Me sentei na guia da calçada e abri o diário na última página escrita.

“Mais um pesadelo, eu tenho a impressão de que hoje é o dia do acidente que tem me acordado todos os dias desta semana. Um incêndio, um corpo preso entre a vida e a morte, dois transformados em cinzas, um homem de capuz preto com uma faca, uma dor horrível, minha irmã gritando e em seguida morrendo assim como eu. Não eu tenho que salva-la, ela não pode gritar, ela não sabe o que estará fazendo. Ela não sabe o tamanho do poder que ela tem em apenas um grito, não sabe dos dons que ela possui nem mesmo conhece sua verdadeira espécie, ela não tem ideia do porquê ela nunca pode fazer um exame de sangue, ou do porquê de ela nunca ter ficado doente. Ela não sabe de nada disso mas tem a oportunidade de saber, seria extremamente horrível se ela morresse tão nova e sem nem saber a verdade sobre quem ela é. Ela precisa saber de tudo, e eu vou contar, se não puder ser pessoalmente então que seja pelo papel."

“Luna, eu simplesmente não sei por onde posso começar, então vou direto ao ponto: você não é humana, seu DNA e seu sangue são diferentes do dos humanos. Nossos pais não são humanos, nossa mãe era uma nephilim, nosso pai um lobisomem, assim como o tio Patrick. Eu nasci diferente meu sangue e meu DNA não são de nenhuma dessas duas espécies, eu sou uma Banshee, uma “fada da morte”, eu posso prever mortes. É essa a causa dos meus pesadelos. Quanto a você, Luna você é incrivelmente especial, é raro nascer uma criança de mais de duas espécies, um hibrido. Você tem o sangue de nephilim da nossa mãe, o sangue de lobisomem do nosso pai e o seu “próprio”, o sangue de Everyne. Everynes são garotas que tem sangue de Banshee e de Fey. As Feys são “fadas da visão”, elas tem a capacidade de ajudar as almas boas a irem para o céu, e também podem prever mortes. Ao contrário das Banshees o grito das Feys não é um aviso de morte, é uma arma. Eu nunca vi uma Fey antes, mas já ouvi falar que elas podem até mesmo estourar a cabeça de alguém apenas com um grito. Você só não sabe de nada porque nossos pais quiseram te poupar disso, eles iam te contar quando você fizesse 18 anos para que assim você tivesse uma escolha. As Everynes só “ativam” seus poderes quando gritam pela primeira vez, mas claro não é um grito normal de susto ou de dor, é um grito totalmente sobrenatural e cheio de energia. Eu já nasci com meus poderes por que só tenho sangue de Banshee, eu não sou uma Everyne, eu não tenho uma escolha, mas você tem. E não é só os seus poderes de Everyne que tem que ser “ativados”, consequentemente, se você gritar, você vai estar “acionando” todos os seus poderes, os de lobisomem, nephilim e enfim os de Everyne."

"Eu sinto muito por não poder salvar a mim mesma, mas eu vou te salvar. Eu te amo.”

         Eu fechei o diário com força e senti lágrimas caindo dos meus olhos. Tudo o que eu li aqui é absolutamente impossível de ser verdade, não pode ser verdade. Seres sobrenaturais NÃO existem. No entanto eu acredito na minha irmã, e eu também tenho certeza de que ela sabia, ela sabia o que ia acontecer. Ela sabia do incêndio, eu me lembro dela agarrando minha mão na floresta, o jeito que ela estava inquieta, quando ela me entregou o diário e me pediu para não gritar, ela sabia que eu veria ela morrer. Eu não posso contraria-la agora, ela não esta mais aqui para me ouvir, só me resta acreditar nas palavras que ela escreveu. Reabri o diário e reli a mensagem da Laura varias vezes até eu me dar conta de que ela não havia explicado uma coisa. Eu não pude evitar fazer minha pergunta em voz alta.

- Afinal, o que é um nephilim?

- Um filho de um anjo com uma humana, óbvio!

Levantei rapidamente e me virei para olhar o dono da voz masculina atrás de mim. O garoto me encarava com olhos azuis quase no mesmo tom que os meus, seus cabelos pretos estavam bagunçados por causa do vento, ele usava roupas pretas, e era o tipo de garoto que faria qualquer garota se apaixonar, mas eu não, eu estava assustada.

         - Quem é você? O que estava fazendo aí parado atrás de mim?

Ele sorriu pra mim, e levantou suas mãos como em sinal de paz. Aquele sorriso é exatamente o tipo de sorriso que faz uma garota se derreter toda, mas eu nem liguei ainda estava assustada.

         - Meu nome é Lucas. E você esta parada no meio de uma rua, é normal que as pessoas passem atrás de você. Alias você fez uma pergunta que eu sabia responder então porque não responderia? Você parece perdida.

         - Não, eu sei onde estou. E a propósito eu não perguntei diretamente pra você, não tinha porque responder.

         - Você esta sempre assim na defensiva? Fique calma garota!

Eu não sabia o motivo mas ele me parecia familiar, e de algum modo ele conseguia me tirar do sério com apenas essas poucas palavras.

         - Quem é você pra me dizer o que fazer?! Por que não vai ver se eu tô na esquina?

Ele riu.

         - Por que você esta aqui!

Eu ignorei o comentário dele e me lembrei do que ele tinha dito antes. “Um filho de um anjo com uma humana, óbvio!”.

         - O que... O que você sabe sobre os nephilim? Você disse “filho de um anjo com uma humana”, o que você quis dizer com isso?

Ele olhou para os dois lados da rua e depois me encarou.

         - Eu posso te explicar, mas não aqui. Você vai ter que vir comigo.

De verdade, QUEM ELE PENSA QUE É? Eu não vou com ele nem até a esquina, não sou burra!

         - Até parece! Eu acabei de te conhecer não vou sair andando por aí com um completo estranho!

Eu não sei bem o motivo, mas minhas palavras pareciam tê-lo atingido, ele me encarava com uma expressão que beirava a raiva e a tristeza, parecia magoado. Eu não estou entendendo é nada, como eu posso magoar alguém que eu nem conheço?

         - Eu entendo não é sua culpa, mas você pode confiar em mim, eu sou... eu era um amigo da Laura. Sinto muito pela sua irmã.

Um amigo da Laura? Hein? Eu não sei se devo confiar nele, mas quando ele disse que sentia muito, realmente pareceu ser verdade. Alias como ele ia saber da existência da Laura e que ela era minha irmã? Talvez eu possa confiar nele ou... Ou talvez não. Só tinha dois meios de ele saber sobre a minha irmã, ou ele estava dizendo a verdade, ou ele só esta aqui para terminar o que começou. Eu dei um passo para trás, de repente eu estava com muito medo. E se ele fosse mesmo o assassino? Como eu poderia saber? Pelo visto o meu medo estava estampado no meu rosto porque o garoto, Lucas, estava me olhando e parecia preocupado.

         - O que foi? Por que essa cara?

Eu não pude pensar em mais nada para dizer, respondi com outra pergunta.

         - Como eu posso confiar em você? – ele abriu a boca para responder, mas eu interrompi – Como vou saber se você era mesmo amigo da Laura? Alias como você sabe que a Laura era minha irmã e que ela morreu? E como você sabia onde eu morava?

Minha voz estava tremula, carregada de medo, e ele parecia confuso.

         - Como assim? Eu nem disse que sabia onde você... - De repente ele pareceu entender a minha pergunta/acusação – Por acaso esta insinuando que fui eu quem incendiou a sua casa e matei a sua irmã?!

Agora ele parecia indignado e irritado. Eu senti meus olhos arderem e eu comecei a chorar.

         - Como eu vou saber? Eu perdi toda a minha família e do nada um garoto que eu nunca vi na minha vida aparece e diz ser amigo da minha irmã, e me pede para segui-lo. O que quer que eu pense? Como vou saber que não foi você? EU NEM TE CONHEÇO!

         - CONHECE SIM! – ele me olhou bem dentro dos meus olhos – você só não se lembra!

De repente minha cabeça começou a latejar, minha visão que já estava embaçada pelas lágrimas começou a ficar turva, várias imagens começaram a passar na minha cabeça ao mesmo tempo, era como se eu estivesse assistindo a um filme. Eu ouvi Lucas chamando meu nome, mas a voz dele parecia vir de muito longe, e também era impossível que ele soubesse meu nome, eu não me lembro de ter dito nada pra ele sobre isso. Uma luz branca pareceu explodir minha retina, e tudo ficou escuro.

“Eu estava voltando da escola, tinha sido meu primeiro dia de aula, Laura não parava de me encher dizendo que no 1º ano tudo era mais fácil. Cansada de ouvi-la falar eu disse que a encontraria em casa, rindo minha irmã entrou na floresta e em segundos sumiu de vista. Ela era INSUPORTAVEL. Eu não estava prestando muita atenção aonde ia, estava perdida em pensamentos, afinal me perder em pensamentos era uma arte que eu dominava muito bem desde criança. Eu ignorei os garotos que me encaravam de longe, eles pareciam estar rindo de alguma piada, mas pelo visto a piada era eu. Estava determinada a passar por eles o mais rápido possível, eles eram do 5º ano, eu não podia simplesmente manda-los catar coquinho. Foi aí que um deles resolveu que seria divertido atacar pedras em mim, a primeira acertou meu tornozelo, eu ignorei a dor e continuei andando rápido, mas eles não pararam por aí, uma segunda pedra acertou meu ombro e logo em seguida minha perna. Eu parei e fiquei de frente pra eles, não importava quantos anos aqueles idiotas tinham eles não tinham o direito de me machucar. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o garoto do meio, que parecia ser o líder do grupo, atirou uma pedra em direção ao meu rosto, mas antes que a pedra me acertasse uma mão a agarrou. Eu me virei para ver quem havia conseguido pegar aquela pedra com tanta rapidez. Era um garoto da minha classe, ele tinha olhos azuis e cabelos pretos, e neste momento parecia... Simplesmente furioso. Em um movimento rápido atirou a pedra de volta no garoto que a tinha atirado em mim, a pedra acertou em cheio nas partes baixas do encrenqueiro. O menino de olhos azuis me acompanhou até a minha casa sem dizer uma palavra, quando chegamos eu agradeci, ele estava indo embora quando me dei conta que nem sabia o nome dele, corri atrás dele para perguntar. Lucas.”


Notas Finais


Eu vou postar dois capítulos por dia desse "livro" (se eu tiver tempo).


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