História Um Segundo de Coragem - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook
Tags Bts, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 25
Palavras 2.231
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Queridos, olha quem voltooou <3
Antes de vocês lerem esse cap, quero que entendam o seguinte:
O foco da fic não é só zoeira, mas também não é só bad.
A essência da fic é o poder de se auto amar, nunca se esqueçam disso.


Agora sim, podem ler kskdksksk


Até as notas finais :3

Capítulo 2 - Sempre Pode Piorar


Fanfic / Fanfiction Um Segundo de Coragem - Capítulo 2 - Sempre Pode Piorar

Park Jimin 



Queridos amigos, hoje teremos um relato incrível que possivelmente vai mudar as leis da física. Sério, é muita desgraça para um único dia.


Puta que me pariu de quatro ‘numa banheira.


O que tem de errado com esse povo? Eles só podem estar de sacanagem comigo. Doze contra um? Babacas… é óbvio que nunca conseguirei me defender desse jeito. E para piorar minha situação, Yerin tirou uma caixinha de leite da sua bolsa -aparentemente cara- e apontou na minha direção com seus dedos finos.


-Já que você não se lembrou de qual é o seu lugar, vou refrescar sua memória. -ela tratou de abrir o lacre da embalagem e inclinar em cima da minha cabeça.


Inferno!


Tanta gente no mundo passando fome e ela vem desperdiçar comida desse jeito?! O litro de leite no mercado está uma fortuna!


Num movimento rápido, segurei seu pulso e tomei o recipiente de suas mãos. Após ver sua cara de indignação, tive que prender o riso.


Tudo bem que eu era o excluído, sem amigos e baixinho, mas apanhar para uma garota mimada já é de mais.


Ajeitei meus pertences no braço me preparando para começar a correr. Não sou idiota de nem tentar fugir ou revidar, meus queridos. E como se ela pudesse ler meus pensamentos, tratou de se pronunciar novamente.


-Você não ousaria… -Começou a pular em cima de mim igual a uma galinha afobada.


Tarde de mais, chuchu.


Desviei de todos daquela rodinha e comecei a correr como se minha vida dependesse disso. E realmente dependia. Se eles me pegassem eu estaria fodido.


E com o cu na mão sai que nem um louco pelos corredores, com quase vinte pessoas na minha cola.


-Segurem ele! -um garoto mais alto gritou logo atrás de mim para um grupinho perto da cantina.


Dei a volta assim que ouvi, fazendo um barulho extremamente irritante da borracha do meu tênis no azulejo do chão. Eu precisava encontrar algum lugar para me esconder e bem rápido.


De longe vi a porta do terraço aberta e apertei o passo, finalmente conseguindo deixar eles para trás. Entrei e fechei a passagem logo em seguida, me abaixando. Pelo pequeno vidro consegui ver a multidão passar direto por mim, ainda tentando me achar. Suspirei aliviado.


Consegui.


Subi as poucas escadas até chegar no topo. A vista daqui de cima era muito bonita, ainda mais por ser de frente a um parque.


Me sentei na beira do muro colocando uma perna de cada lado do revestimento e abri a embalagem que continha meu sanduíche. Olha pelo lado bom, agora eu tinha um leite integral para acompanhar.


Enquanto mordia meu lanche, olhei para baixo avistando a aglomeração de pessoas em volta da quadra de esportes. Os exibidos de plantão estavam fazendo uma pequena “demonstração” de suas habilidades marcando cestas de três pontos no arremesso livre.


Por que eu não podia ser igual a eles? Melhor, por que eu não conseguia agradar a ninguém? Sou tão repugnante que não consigo fazer um amigo sequer.


Coloquei meus fones de ouvido, selecionando Fools do Troye Sivan, e me permiti cantar.



“I am tired of this place, I hope people change
I need time to replace what I gave away
And my hopes, they are high, I must keep them small
Though I try to resist, I still want it all”


Por que a droga da letra caia tão bem com a minha situação?


“I see swimming pools and living rooms and aeroplanes
I see a little house on the hill and children’s names
I see quiet nights poured over ice and Tanqueray
But everything is shattering and it’s my mistake”


Ela, por agora, é meu porto seguro.


Only fools fall for you, only fools
Only fools do what I do, only fools fall
Only fools fall for you, only fools
Only fools do what I do, only fools fall”


Quando a música terminou, meus olhos se encontravam marejados. Um pouco próximo de mim era possível ouvir o som de palmas fracas.


Tinha mais alguém aqui além de mim?


Aos poucos uma sobra surgia entre as caixas de madeira que ficavam perto da porta. Paralisei. E se fosse Yerin e seu bando de bajuladores?


Logo o dono da sombra se mostrou inteiramente de pé. Era nada mais, nada menos, que Kim Taehyung.


Porra.


-Baixinho, não sabia que cantava. -ele disse sorrindo logo em seguida -Sua voz é incrível.


Eu estava completamente sem reação. Logo ele estava me elogiando.


Seus cabelos levemente bagunçados e rosto inchado denunciavam que provavelmente estava dormindo. Após ajustar seu uniforme e tirar a sujeira de sua calça, caminhou em minha direção.


Ok, pausa. Parem o mundo que eu quero descer. Ô todo poderoso Michael Jackson, no céu tem pão? Esquece, já descobri.


Com seu sorriso quadrado e autoconfiança inabalável, se aproximou do muro apoiando-se. Sabe, eu nunca consegui entende-lo. O Kim sempre foi carismático e alegre, porém, sua personalidade era um tanto curiosa. Dos anos que estudamos na mesma mesma escola, ele sempre se mostrou interativo e um nível absurdo de extroversão. Sério, as vezes me pergunto se ele tem algum problema mental ou é assim por natureza. Mas de de uns tempos pra cá, seu sorriso não era o mesmo -sim, eu gosto de observar as pessoas, é algo espontâneo para mim-, suas brincadeiras continuavam, só que era perceptível, pelo menos ao meu ver, que sua animação era um tanto forçada. Como ele foi um dos únicos que não implicou comigo, eu espero verdadeiramente que seja apenas tempos ruins.


-Relaxa, não vou implicar contigo -sorriu terno- A vista daqui de cima é muito bonita, sempre venho aqui quando quero descansar e espairecer.


Nisso eu tenho que concordar. A calmaria somada a brisa leve deixava o lugar ainda mais acolhedor.


-Mas e você, por que veio pra cá?


-Bom… eu meio que tive que me esconder, e esse era o lugar mais próximo. -tentei não transparecer minha tristeza mas acabei falhando.


-Estavam te perturbando outra vez? -mesmo com sua pergunta um tanto invasiva, percebi que sua preocupação era verdadeira. Sorri.


-Sim, mas eu merecia desta vez. -dei uma risadinha para cortar o clima que se instalou- Acho que quebrar o pé do capitão do time não é tolerável para aquelas garotas. -Bufei, logo um bico se formou em meus lábios após cruzar os braços.


Eu poderia ser muitas coisas, mas nunca consegui esconder minhas emoções. Jihyun, meu irmãozinho de doze anos, sempre me disse que quando eu ficava irritado parecia uma criança birrenta.



Taehyung me encarou por alguns segundos -que mais pareceram horas- e abaixou o olhar.


-Sabe Jimin, às vezes contrariar e enfrentar os obstáculos pode ser bem menos doloroso do aturar calado.


-Pra você é fácil falar…


-Quem me dera. -sorriu fraco- Mas não vamos falar sobre isso. Nunca conversei contigo, mas com esses cinco minutos de conversa você me fez querer ser seu amigo. Espero poder falar com você mais vezes.


-Obrigado… -senti minhas bochechas esquentarem fortemente.


-Woah! Você fica muito fofo corado.


-Aish, não diga isso…


-Tudo bem, não direi -sorriu- Vou descer agora, nos vemos mais tarde.


-Ok -acenei quando ele já estava para descer as escadas.


×~×~×~×~×~×


Uma das razões para eu continuar nessa escola é a aula de dança.


Todas as quintas-feiras meu humor melhora gradativamente, pois já acordava pensando em que coreografia nova o professor Sung passaria para a turma. Turma essa formada por eu e mais umas seis garotas. As aulas interativas nunca eram repetitivas; sempre tinha algo diferente que nos motivava a querer dançar cada vez mais.


Desde que me entendo por gente tenho uma paixão inabalável pela dança. Durante cinco anos da minha vida, tornei ela o meu refúgio. A forma como os corpos se movimentam sincronizadamente com a música servia de terapia para as minhas frustrações.


Com ela eu consigo ser eu mesmo.


Consigo transmitir todos os meus sentimentos, todas as minhas frustrações, toda a minha dor… e tudo isso com apenas alguns passos e uma boa música.


Quando a pessoa guarda problemas demais para si mesmo, a tendência é retroceder, cair, surtar. Mas eu fui forte. Fui forte por mim mesmo, não por querer mostrar a todos que nada me abalava. Eu não sou de ferro, a verdade é que ninguém é. Até mesmo Tony Stark é fraco sem sua armadura.


E essa foi minha rota de fuga. Melhor, meu caminho da salvação.


Mesmo não sendo um bom dia onde o sol raiava, as pessoas sorriam e tudo ocorria como o planejado, eu pensava: “calma, aguenta mais alguns minutos, daqui a pouco você irá para a aula de dança”. E tudo simplificava, como se fosse mágica.


Eu não precisava necessariamente de alguém me apoiando vinte e quatro horas por dia, porque aprendi a me importar comigo mesmo.


Isso me ajudou muito, muito, muito mesmo.


Eu até poderia estar me sentindo péssimo com tudo que aconteceu hoje, mas quando o sinal indicando o final da última aula tocou, não existia um resquício de tristeza no enorme sorriso que dei.


Finalmente acabou e agora poderei ir para um dos meus lugares favoritos: a sala de espelhos.


Guardei rapidamente meu material na mochila e joguei-a nos ombros. Todos já saíram apressados da classe, mas fiz questão de esperar cinco minutos para ter certeza de que não encontraria ninguém no corredor.


Depois de checar pela porta, segui pelo caminho contrário, indo em direção ao vestiário masculino.


Quando entrei, confesso que corei um pouco -muito- ao ver que todo o time de basquete estava lá, trocando de roupa para o treino.


Vários abdomens sarados e cuecas boxers naquele vestiário poderia até ser considerado meu paraíso particular, se não fosse justo nesse dia.  


Tentei entrar sem que ninguém me notasse mas foi praticamente impossível já que eu fiz o favor de esbarrar no cesto de lixo, derrubando-o.


Ô caralho, tá difícil hoje!


Consegui chamar a atenção de todos me fazendo corar mais ainda. Saco!


Caminhei hesitante até meu armário ainda sobre seus olhares curiosos e tirei minha mochila das costas.  Quando comecei a desabotoar meu blazer, era possível sentir minhas bochechas queimarem. Abri o cadeado e peguei minha calça moletom preta e regata branca que usava na aula, já tirando a camisa social da escola.


Assim que me desfiz do short de educação física, algum babaca soltou um assobio.


-Que bela bunda, ein. -pude ouvir a voz do ser um pouco próxima de mim. -Quem diria que toda aquela gordura poderia virar isso. -Tremi. Senti nojo, repulsa e tudo quanto é sentimento grotesco.


Peguei minha calça rapidamente para colocá-la mas não consegui terminar a tarefa. O babaca segurou meu pulso.


-Calma -sorriu maliciosamente- Fiquei sabendo que você foi o causador do acidente do Jeon… Não acha que deveria se redimir com o time por ter tirado nosso capitão em véspera de campeonato?


A cada fala ele se aproximava do meu corpo, subindo sua mão imunda pelo meu braço. Os outros apenas soltavam risadinhas e provocações.


-Não encosta em mim. -falei num sussurro, completamente trêmulo.


-O que disse, baixinho? -ele tentou colocar sua mão na minha coxa mas me afastei num baque.


Isso não podia estar acontecendo, não por favor, de novo não!


Eu já tinha presenciado esse filme antes e pode acreditar, se o zelador não tivesse chegado a tempo, eu teria descoberto o final asqueroso e totalmente desumano dele.


Como eu falei antes, malditas épocas de fundamental.


Só de lembrar do que quase aconteceu atrás das arquibancadas na oitava série, uma vontade súbita de vomitar me atingia, meu estômago embrulhava, minha cabeça doía e meus olhos se enchiam d’água.


-Eu falei pra não encostar em mim! -soltei em uma falsa coragem.


Levantei meu rosto para encará-lo, sua face estava retorcida num sorriso sádico e malicioso.


-Acho que ele está te desafiando, Sook. -um garoto sem camisa se aproximou apoiando-se no banco próximo.


O tal de Sook avançou para cima de mim arrancando a calça que eu segurava em frente ao meu corpo na tentativa inútil de me cobrir.


-Viadinho, vou te ensinar a resp- sua fala foi cortada no segundo em que seus cabelos foram puxados, o prendendo contra os armários.


Olhei assustado para meu salvador; era Taehyung.


-Você não ouviu quando ele pediu para se afastar, seu merda? -ditou friamente com a cabeça inclinada, falando cada palavra na cola de seu ouvido.


Silêncio. Todos estavam em choque, e obviamente ninguém iria se meter com o Kim. Mesmo ele sendo a pessoa mais espontânea e divertida, sua fama na quadra era de “o destruidor de ossos”. Taehyung botava medo até no maior valentão da escola, tudo por causa de suas habilidades surreais de desarmar alguém.


-F-foi mal cara… eu só tava’ brincando com ele.


Taehyung desviou o olhar por um instante apenas para checar se eu estava longe o suficiente dos dois; passou o braço sobre as pernas do garoto e o jogou de costas no chão.


-Se você pensar em tocar nele, eu acabo com a sua vida. -praticamente rosnou em puro ódio- E isso serve para todos vocês! Agora saiam daqui. -em questão de segundos todos já tinham se mandado dali. Confesso que até eu fiquei com medo dessa ameaça, mesmo não sendo direcionada para mim. -Jimin…


-E-eu… O-obriga-ada... -nem forças para falar eu tinha pela tamanha vontade de chorar.


Ele não disse nada, apenas suspirou, pegou minha calça do chão e me entregou. Encarei-o por longos segundos, ambos sabiam que aquela situação era complicada demais.


-Se troque, vou esperar lá fora para te acompanhar, e… apenas tente esquecer o que aconteceu aqui. -assenti e observei o momento em que ele deixou o vestiário.


“Esquecer o que aconteceu aqui”


Ah Taehyung, se você ao menos soubesse o tanto que eu finjo esquecer, não me pediria isso.





Notas Finais


Como não amar Kim Taehyung?

Ele terá um papel muito importante na fic, então deem muito amor a ele!

O que acharam? Paro, continuo...

Como não revisei perfeitamente o cap, avisem se encontrarem algum errinho Kdksksksksk

Bjs e até o próximo capítulo <3

~Chuu


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